Dachser abre sua própria filial de logística rodoviária na Turquia

Dachser inicia atividades com sua própria filial de logística rodoviária na Turquia.  A nova filial em Istambul estará ligada a rede Europeia através da organização Cargoplus.

A equipe da Dachser Turkey Lojistik Hizmetleri A.S. fará melhorias nos serviços de distribuição existentes e aquisição de clientes na Turquia e, consecutivamente, estabelecerá suas próprias operações de importação e exportação conectadas a rede de grupagem da Dachser Europa. Os serviços de logística intermodais e interligados continuam a oferecer um grande potencial. A Dachser, operador logístico alemão e oitavo 3PL do mundo, já está presente em Istambul e Izmir com seu Business Field de Air & Sea Logistics.

“A Turquia é uma mercado interessante para a logística. A economia está se desenvolvendo rapidamente, a população é jovem e vem crescendo mais que a média europeia,” explica Wolfgang Reinel, Managing Director European Logistics North Central Europe, que é responsável pela logística rodoviária da Dachser na Turquia. “Nós temos desenvolvido operações de transporte na Turquia nos últimos anos. Agora é a hora de dar os próximos passos para garantir que nossos clientes possam se beneficiar das vantagens oferecidas pelos sistemas de TI uniformes da Dachser – principalmente do Tracking & Tracing. Com a colaboração da nossa organização de transporte aéreo e marítimo, nós queremos abordar alguns segmentos dos setores de crescimento turcos com o de consumo de bens, automotivo e têxtil/moda com uma estratégia de logística holística e intermodal.”

A Dachser Turquia Road é dirigida por um gerente de logística experiente, Erkan Basak. O gerente de 49 anos trabalha com grandes provedoras de logística internacionais há quase 25 anos. “Nós estabelecemos metas de crescimento ambiciosas e queremos estabelecer outras filiais nos importantes centros industriais de Bursa, Izmir, Ankara e Mersin a médio prazo,” de acordo com Basak.

Dachser Turquia Road e Dachser Turquia Air & Sea Logistics vão se apresentar juntas na feira de transporte internacional Logitrans, em Istambul, entre 18 e 20 de Novembro de 2015 (corredor 10, loja 307).

RIOGaleão: “Queremos estabelecer o Aeroporto como a porta de entrada de carga mais eficiente do país”

Patrick RIOGaleãoApós lançar Programa de Eficiência Logística, Centro Cargueiro promete eliminar por ano “80 Boeings747’ lotados de papel com implantação do e-AWB

O RIOgaleão Cargo acaba de lançar o Programa de Eficiência Logística, iniciativa da concessionária que tem como objetivo apoiar importadores e prestadores de serviços do terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim para que obtenham melhor performance de tempo nos processos de importação. O projeto era uma prática da antiga administradora Infraero, em outros aeroportos cargueiros do Brasil.

O ranking mensal será acompanhado por um trabalho de assessoria do RIOgaleão Cargo, que visa buscar soluções conjuntas para melhorar a performance das empresas importadoras, como a redução do tempo médio e de custos, engajamento com órgãos anuentes e prestadores de serviço e competitividade. “A otimização dos processos de importação é um benefício do programa que abrange todos os envolvidos no negócio. A implantação do Programa de Eficiência Logística do RIOgaleão Cargo reflete nosso desejo de agregar valor ao cliente, desenvolvendo a cadeia logística, e de estabelecer o RIOgaleão a porta de entrada mais eficiente do país”, ressalta Patrick Fehring, diretor do RIOgaleão Cargo.

e-AWB – O RIOgaleão Cargo e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) promoveram o Workshop e-AWB no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim.  O gerente de campanha da IATA, Claudio Terry, foi o responsável pela abertura da palestra, seguida da apresentação do gerente de operações do RIOgaleão Cargo, Gilberto Ribeiro, que falou sobre a implementação da solução eletrônica no aeroporto, vigente há aproximadamente dois meses. “Ao adotarmos o e-AWB, estamos realizando avanços na redução da quantidade de papel utilizada nessas transações e na consequente agilidade nos processos e transparência no relacionamento com os agentes da cadeia. O benefício é garantido a todos os envolvidos”, explicou Ribeiro.

Segundo a IATA, a implantação do e-AWB deve eliminar em torno de 7.800 toneladas de documentos físicos por ano, o equivalente a 80 Boeings 747 lotados de papel.

O Eletronic Airway Bill (e-AWB) tem como objetivo diminuir a burocracia no transporte de cargas aéreas por meio da substituição de documentos físicos por arquivos eletrônicos. Em agosto deste ano, o RIOgaleão Cargo recebeu a autorização da Receita Federal para utilizar o e-AWB na área de exportação. O recurso eletrônico, além de precisão e segurança, pode apresentar redução no tempo de entrega da carga aérea e um ganho médio de 20% a 44% de eficiência – para as companhias, agentes de cargas e despachantes aduaneiros.

Complexo logístico de Curitiba se junta a Viracopos e Galeão como credenciado a receber cargas vivas

Teca Curitiba 3O terminal de logística de cargas (Teca) do Aeroporto Internacional de Curitiba/São José dos Pinhais – Afonso Pena (PR) está apto a receber cargas vivas, incluindo animais de grande porte. O complexo logístico agora conta com um setor de cargas vivas, de área total de 600 m², com cinco baias para o recebimento, sendo duas delas para animais de grande porte, com espaço de 26 m² cada uma, e outras três para animais de pequeno e médio porte, com área de 21 m² cada.

A infraestrutura da área conta ainda com ar-condicionado, termohigrômetro (aparelho que mede temperatura e umidade do ambiente), exaustores de ventilação, câmera de vigilância, tela de proteção, ramal telefônico e rede para a possível instalação de computadores. No momento, a Gerência de Negócios de Logística de Carga está em processo de prospecção de clientes para a utilização do espaço.

A autorização para o recebimento de cargas vivas no complexo logístico foi obtida em junho. Com isso, o Teca de Curitiba passa a ser um dos três terminais de carga aeroportuários no Brasil aptos para o armazenamento de cargas vivas. Os outros dois são os Tecas dos aeroportos de Viracopos (SP) e Galeão (RJ).

Processo de recebimento de cargas vivas – A logística para o recebimento de cargas vivas requer cuidados especiais, que incluem esforços concertados entre a operadora do terminal de logística, as empresas transportadoras e o cliente, assim como a atuação da Receita Federal e, no caso, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculado à pasta.

O Vigiagro tem como meta impedir entrada, disseminação e estabelecimento de pragas e doenças que representem ameaça à agropecuária nacional, além de assegurar a saúde dos animais, a sanidade dos vegetais e alimentos e a integridade do meio ambiente.

Porto de Santos tem novo presidente

O engenheiro civil José Alex Botelho de Oliva substitui Angelino Caputo e Oliveira no cargo de diretor presidente da CODESP

O Conselho de Administração da Companhia Docas do Estado de São Paulo elegeu hoje (9 de novembro) três novos diretores, completando a troca na diretoria da empresa. Para o cargo de diretor presidente foi escolhido o engenheiro civil José Alex Botelho de Oliva em substituição a Angelino Caputo e Oliveira.

Oliva é mestre em engenharia de transporte e logística e em engenharia oceânica. Já ocupou os cargos de secretário de Fomento do Ministério dos Transportes e de superintendente de Navegação Interior da Agência Nacional de Transporte Aquaviário  (Antaq).

Também foram trocados os diretores das áreas de Engenharia, Paulino Vicente, e Administrativa e Financeira, Alencar Costa. Foram substituídos, respectivamente, pelo  engenheiro Antônio de Pádua Andrade e pelo administrador Celino Fonseca.

O “Caminhão Vira” e a “Praça da Fome” em Santos (SP)

Artigo do Setor: Por Valdir Santos*

A famigerada “Praça da Fome” (nos seus dois amplos conceitos de “fama” e de “malfeitor”) está em evidência no ramo dos Transportes.

Para quem não conhece, é uma praça em frente ao Porto de Santos, frequentada pelos caminhões conhecidos como “vira”. Eles ficam lá estacionados, aguardando serem acionados para o transporte.  Eles ressurgiram como Fênix. A função principal desses velhos caminhões é a utilização no Porto de Santos para a entrega e retirada de containeres vazios nas cidades próximas como Santos, Guarujá e Região (baixada santista).

Porém, agora, a novidade é que extrapolaram as fronteiras do “vira”. Em tempos de crise, estes caminhões estão subindo a Serra e o resultado é a volta às rodovias de caminhões ultrapassados, velhos e sem manutenção.

O setor de transporte e logística é um dos mais afetados pela atual crise econômica. No porto santista sentimos o impacto principalmente ao transportar carga daquela localidade para São Paulo e outros destinos. Outros problemas surgem principalmente no período noturno, onde é notório o aumento de caminhões quebrados nas Rodovias Imigrantes e Anchieta, fato que causa lentidão, sobretudo quando a Imigrantes é interditada para a subida da serra e o trafego é desviado para a Anchieta. Em determinados momentos, os motoristas chegam a demorar de 1h00 a 1h30 para subir a serra. O resultado é o prejuízo à cadeia logística e também às pessoas que se utilizam dessas vias no deslocamento entre São Paulo e a Baixada Santista.

Como já havíamos alertado em outro artigo, a cadeia de transportadoras vê seu patrimônio, os caminhões, sendo consumido pela concorrência e, principalmente, pelo não pagamento justo por parte dos exportadores e importadores para cobrir suas despesas.  Além dos caminhões existe ainda um alto custo financeiro e administrativo desse segmento.

Em consequência disso e com o objetivo de redução de custos, a maioria das transportadoras abriu mão de realizar investimentos, como a compra de novos caminhões, e partiram para o agenciamento e contratação de terceiros. Esta ação diminui o lucro na operação, uma vez que 90% das despesas são pagas pelo caminhoneiro. Diante dessa situação, e também pela falta de caminhões no referido porto, estão sendo contratados caminhões que já passaram do tempo de troca.

O próximo capítulo dessa “novela’ é o alto risco de acidentes, pela falta de manutenção desses caminhões e também pelo excesso de uso dos equipamentos.

Convoco todos para a reflexão na contratação de transporte rodoviário, haja vista que este é um dos pilares de sustentação da cadeia logística do comércio exterior brasileiro.

*Por Valdir Santos – é Presidente da Transportadora
ASA EXPRESS www.asaexpress.com.br