Primeira fábrica de eVTOL no Brasil será no interior de SP

A Eve Air Mobility (“Eve”) e a Embraer anunciaram que a primeira fábrica para a produção das aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve será localizada na cidade de Taubaté, no interior São Paulo. A planta industrial será situada em uma área a ser ampliada dentro da unidade existente da Embraer na cidade e está sujeita à aprovação final das autoridades. O processo de escolha do local contou com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, por meio da InvestSP, a agência paulista de promoção de investimentos, que avaliou essa e outras opções para apontar a mais indicada para receber o empreendimento.

O local se beneficia de uma logística estratégica, oferecendo fácil acesso por meio de rodovias e proximidade de uma linha ferroviária. Outra vantagem significativa é a localização próxima à sede da Embraer em São José dos Campos e da equipe de engenharia e recursos humanos da Eve, o que facilitará o desenvolvimento e a sustentabilidade de novos processos de produção, aumentando a agilidade e a competitividade da empresa.

“Quando começamos a procurar um local para fabricar nosso eVTOL, quisemos repensar como a aeronave poderia ser construída utilizando as mais recentes tecnologias e processos de fabricação, combinados com outros aspectos, como a cadeia de suprimentos e logística”, disse André Stein, co-CEO da Eve. “Nosso objetivo é oferecer produtos e serviços seguros ao mercado e ser altamente competitivos em eficiência de produção. A nova linha de montagem está sendo projetada para priorizar segurança, qualidade, eficiência, produtividade e sustentabilidade.”

“Essa decisão está alinhada ao nosso plano estratégico de crescimento baseado em inovação e sustentabilidade”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. “Acreditamos no enorme potencial do mercado global de Mobilidade Aérea Urbana e reforçamos nosso compromisso com a Eve como uma das principais empresas desse setor.”

Em maio de 2022, a Eve anunciou uma parceria com a Porsche Consulting para definir a estratégia macro global de produção, cadeia de suprimentos e logística de seu eVTOL. Desde então, as empresas têm trabalhado juntas para pesquisar conceitos avançados de fabricação e inovação, utilizando suas expertises em aeronáutica e automobilismo para projetar um conceito de industrialização para aeronaves eVTOL baseado em padrões elevados de segurança, qualidade, eficiência e foco no cliente.

“Estamos focados em alcançar os mais altos níveis de excelência na fabricação do eVTOL por meio dos constantes aprendizados e uma abordagem inovadora. Após extensa pesquisa em conceitos avançados de produção e inovação por mais de um ano, estamos preparados para estabelecer nossa primeira fábrica para a produção do eVTOL. Com confiança em nossas capacidades, estamos preparados para expandir de forma eficiente e sustentável o volume de produção para atender às demandas de um mercado em crescimento”, acrescentou Alice Altissimo, Vice-Presidente de Gerenciamento de Programas e Operações da Eve.

A Eve continua progredindo no desenvolvimento de seu eVTOL e também está focada em criar um amplo portfólio de soluções agnósticas, incluindo um software único de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano (Urban ATM) para otimizar e expandir as operações de Mobilidade Aérea Urbana em todo o mundo.

Exportações do Estado de São Paulo no 1º semestre crescem acima da média nacional

As exportações do Estado de São Paulo fecharam o primeiro semestre com alta de 1,9%, apontam dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. As vendas para o exterior movimentaram US$ 33,1 bilhões, cerca de US$ 1 bilhão a mais que no mesmo período do ano passado. O desempenho de São Paulo foi melhor e ajudou a puxar a média nacional, já que as exportações brasileiras cresceram apenas 1%. Além disso, o Estado respondeu, sozinho, por 20,5% das vendas do país para o exterior.

As duas maiores economias do mundo foram também os principais destinos das exportações paulistas: Estados Unidos, que compraram US$ 5,4 bilhões em mercadorias do Estado, e China, com embarques na casa de US$ 4,6 bilhões.

O levantamento ainda mostra uma pauta diversificada, uma vez que São Paulo exporta desde commodities agrícolas até equipamentos de alta tecnologia. Entre os principais produtos vendidos pelo Estado para o exterior no primeiro semestre estão: veículos, carnes, soja, aeronaves, óleos, celulose, sucos, equipamentos de engenharia civil, açúcares e melaços.

Mil empresas capacitadas para exportação – Para ampliar as vendas paulistas para o exterior, até o fim do ano o Governo de SP deve chegar a cerca de mil empresas de micro, pequeno e médio porte capacitadas para exportação pelo Exporta SP. Fruto de parceria entre a SDE e a InvestSP, o programa é totalmente online, gratuito e tem duração de quatro meses, período no qual os empreendedores participam de aulas coletivas e mentorias individuais, que permitem debater as necessidades específicas de cada negócio com um especialista.

Ministro das Comunicações inaugura Centro Internacional de Encomendas no interior de São Paulo

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, participou, na última semana, da inauguração do Centro Internacional (CEINTI) dos Correios em Valinhos, no interior de São Paulo. Essa é a 4ª unidade brasileira que fará a primeira triagem das cargas internacionais que chegarem ao País. Ela também é a única localizada no interior de um estado – as outras três ficam nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

“Os Correios vivem um novo momento sob a gestão do Governo Lula, desde que ele decidiu tirar a empresa da lista de privatizações”, afirmou Juscelino Filho. No local do CEINTI funcionava um antigo Centro de Operações que tratava uma média diária de 26 mil encomendas em um único turno de operação. O espaço foi reformado para ser transformado em Centro Internacional, com capacidade para o tratamento de 60 mil objetos/dia em mais turnos de trabalho.

O investimento na unidade de Valinhos foi de R$ 6,2 milhões e essa reforma, assim como as previstas em 6 mil agências dos Correios em todo o País, é uma das metas do Governo Federal para os próximos anos. “Em 100 dias de governo, anunciamos o investimento de R$ 350 milhões para a construção e modernização de unidades operacionais em todo o Brasil, buscando, com isso, a melhoria não só da capacidade de atendimento, como da prestação do serviço dessa empresa que tem um papel fundamental no País”, reforçou o ministro.

O presidente dos Correios, Fabiano Silva, comentou que a inauguração do novo CEINTI vai impactar na eficiência logística da empresa. “Temos o compromisso de melhorar. Nosso objetivo é fazer com que os brasileiros se sintam satisfeitos com o serviço”, destacou. De acordo com Silva, os Correios também iniciaram um processo, na semana passada, para a construção de um Centro Internacional em Brasília, demonstrando que a empresa percorre a consolidação de maior operadora logística da América Latina.

EXPANSÃO CONTÍNUA – Juscelino Filho comentou que o MCom e os Correios trabalham para aprimorar o desempenho da estatal no Norte e no Nordeste do País: “queremos que essas regiões também contem com centros internacionais dos Correios para que as encomendas do exterior cheguem diretamente por lá. Estamos empenhados no desenvolvimento do Norte e do Nordeste para a melhoria da qualidade de vida de quem mora nessas regiões.”

Em abril, o ministro das Comunicações também participou da inauguração do Centro de Tratamento em Guarulhos que, até 2024, deve receber um investimento de R$ 212 milhões, ampliando a capacidade de 83 mil itens diários para 720 mil, quando da automatização da logística.

CEINTI – O novo centro de tratamento de carga internacional em Valinhos (SP) foi construído em uma área de 44 mil m2, à beira da Rodovia Anhanguera, que é um dos melhores pontos logísticos do País. Hoje, o CEINTI conta com 75 empregados que trabalham em apenas um turno. As cargas poderão ser liberadas sem impostos, confiscadas ou tributadas, a depender da análise dos órgãos anuentes como a Receita Federal, o Exército, a Anvisa, o Ibama e a Vigiagro que possuem escritórios dentro da unidade.

Entre outras autoridades presentes, a Prefeita de Valinhos, Capitã Lucimara, a Superintendente da Receita Federal do Brasil (RFB) da 8ª Região SP, Marcia Meng, o Superintendente Adjunto da RFB da 8ª Região SP, Fabiano Coelho, o Presidente da ABV (Viracopos), Gustavo Müssnich, o Delegado Adjunto da Alfândega da RFB em Viracopos, Emanuel Henrique Boschetti e o diretor titular do CIESP Campinas, José Henrique Toledo.

O SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – esteve representado na cerimônia pelo seu Presidente, Elson Isayama.  “Essa inauguração é mais uma ação em busca de ganhos adicionais de segurança e conformidade nos processos aduaneiros, além de agilidade nas operações. Este espaço já nasce com uma capacidade de expansão, que poderá atrair movimento de outros centros. Por fim, sempre é importante lembrar que essa atividade deve gerar aumento de voos no aeroporto de Viracopos e, com isso, trazer impactos positivos e geração de novos negócios para a comunidade do comercio exterior, incluindo os Despachantes Aduaneiros um dos protagonistas deste setor”, afirmou Isayama no evento.

Foto: Kayo Sousa / MCom

SINDASP abre últimas vagas ao mercado para a palestra presencial “Certificado de Origem: uma estratégia comercial”

Após priorizar as vagas aos Despachantes Aduaneiros Associados, o SINDASP abriu as últimas inscrições gratuitas para o treinamento da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – sobre o tema “Certificado de Origem: uma estratégia comercial”. O evento será no formato presencial e ocorrerá na sede do SINDASP na Avenida Paulista (FOTO), no próximo dia 27/07, das 09h às 13h, com recomendação de chegada dos inscritos 15 minutos antes ao local.

O objetivo é demonstrar aos participantes como utilizar o documento para conquistar novos mercados. Como tem ocorrido nos eventos da Entidade, será realizado sorteio de treinamentos pela “Aduaneiras”, parceira do SINDASP, este, sim, exclusivo aos Despachantes Aduaneiros Associados presentes.

Inscreva-se gratuitamente no link do CONVITE ABAIXO. Atenção, pois as vagas são limitadas à capacidade do local.

Com informações: Informativo Última Hora

Agenciamento de carga aérea tem queda no mundo, mas preços compensam mercado. Confira o TOP 25 dos Freight Forwarders.

A Kuehne+Nagel (K+N) no ano passado ampliou sua liderança sobre a DHL como o agente de carga aérea com maior movimentação do mundo, enquanto as condições de mercado afetaram os volumes gerais desse grupo (veja gráfico no final do artigo).

Os 25 principais agentes de carga aérea viram os volumes totais caírem 6,3% ano a ano em 2022, para 16,9 milhões de toneladas, à medida que os lockdowns continuaram na China, a guerra na Ucrânia pressionou as cadeias de suprimentos e a inflação começou a afetar os gastos do consumidor.

No entanto, nem tudo foram más notícias para o setor: as receitas e os lucros dos forwarders foram impulsionados pelos altos preços contínuos que mais do que compensaram as quedas de demanda.

Enquanto o top 25 geral viu a demanda cair, o principal agente de carga aérea K+N contrariou a tendência de queda, ao relatar um aumento de 0,5% na demanda, para um recorde de 2,2 milhões de toneladas.

Nos primeiros cinco meses do ano, as comparações anuais do principal agente de carga aérea foram impulsionadas pela inclusão da Apex Logistics, que começou a ser incluída nos resultados de maio de 2021, após sua aquisição pela K+N.

No entanto, à medida que o ano avançava, os volumes de frete aéreo da K+N foram cada vez mais afetados pelo desempenho geral do mercado e, no quarto trimestre, a demanda caiu 15% em comparação com um ano antes.

A segunda colocada DHL Global Forwarding viu seus volumes de carga aérea caírem 9,3% ano a ano no ano passado, para 1,9 milhão de toneladas, refletindo as condições de mercado – estima-se que o mercado geral de agenciamento de carga aérea tenha diminuído cerca de 10% no ano passado.

A controladora Deutsche Post DHL disse em seu relatório anual que o mercado foi caracterizado pela volatilidade em 2022 e que os volumes desaceleraram ao longo do ano, em linha com o desenvolvimento do ambiente macro.

A DSV, terceira colocada, foi outra empresa a se beneficiar das aquisições, já que seus volumes aumentaram 3,1% ano a ano, para 1,6 milhão de toneladas. A melhoria de volume se deve à inclusão dos resultados da Agility Global Integrated Logística (Agility GIL), que a empresa comprou em 2021 (após aquisições da UTI e Panalpina).

A empresa que registrou o maior aumento na demanda no ano foi a CEVA Logistics, de propriedade da CMA CGM, já que seus volumes aumentaram 9,7%, para 520.000 toneladas, após uma série de aquisições.

Durante o ano, a empresa comprou a Gefco, a Spedag Interfreight, o antigo negócio de Commerce & Lifecycle Services da Ingram Micro e a Colis Privé, um provedor de última milha com sede na França.

Outra mudança notável na lista é a entrada da Maersk Logistics na 25ª posição.

O forwarder de propriedade da AP Moller Maersk viu seus volumes crescerem por meio de uma série de aquisições, incluindo Senator International, Pilot Freight Services e LF Logistics.

Confira o GRÁFICO ABAIXO: