Fábrica investe no interior de SP, busca exportação e mira ser maior player de biológicos do mundo
A Agrivalle, fabricante de defensivos biológicos e fertilizantes especiais, começa em março uma nova fase, base para crescer cinco vezes e atingir o almejado faturamento de R$ 1 bilhão em 2025.
A nova fábrica em Indaiatuba (SP) – município vizinho ao Aeroporto de Viracopos – fruto de investimento de R$ 70 milhões, já iniciou operações, substituindo outras três que serão desativadas, com capacidade produtiva dez vezes maior. A estrutura permitirá ampliar parcerias, como a selada com a rede de distribuição Nutrien, avançar no desenvolvimento de biodefensivos de segunda, terceira e quarta geração e em projetos customizados para produtores, conta Edsmar Resende, diretor de Novos Negócios. “Queremos ser o maior player de biológicos do mundo em até três anos”, afirma.
Novo comando – A companhia, controlada pela gestora 10b, da SK Tarpon, apresenta nesta semana seu novo CEO, José Ovídio Bessa. Uma de suas missões será repetir em 2022 o crescimento de 2021, de 48%, quando a empresa faturou em torno de R$ 200 milhões.
Exportação – Com 44 produtos, a Agrivalle deve lançar mais 15 este ano. Há expectativa de maior demanda por adubos especiais para atenuar a menor oferta dos importados, com a guerra na Ucrânia. No médio prazo, pretende entrar em mais mercados além de Angola, Moçambique e Paraguai, como Europa e Estados Unidos.



O protagonismo do papel como matéria-prima é cada vez mais evidente e o mercado tem sido extremamente receptivo com as soluções produzidas em papel. Segundo IBÁ, Indústria Brasileira de Árvores, desde o ano de 2017 o Brasil tem sido o maior exportador de celulose – que é matéria-prima do papel – do mundo e o segundo maior produtor, só perdendo para os Estados Unidos. Este número baseado na produção de celulose regulamentada e certificada, focadas nas florestas legalizadas de áreas de reflorestamento. O IBÁ ainda menciona que a produção de celulose vem batendo recordes e só em 2021 cresceu por volta de 7,4% em relação ao ano anterior, hoje a matéria-prima celulose representa cerca de 1,3% do PIB nacional obtendo uma receita bruta de mais de US$ 10 bilhões.
O governo está finalizando a elaboração de uma medida para retirar as despesas com manejo de produtos em portos brasileiros da base de cálculo de tributação, reduzindo o custo dos importados, segundo três fontes do Ministério da Economia ouvidas pela Reuters, em iniciativa que é defendida por representantes da indústria.
Com apoio da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Grupo Banco Mundial
O Porto de Santos inicia o ano com o expressivo crescimento de 16% na movimentação de cargas (10,6 milhões de toneladas), atingindo a maior marca para o mês de janeiro, decorrente, principalmente, dos embarques de celulose, milho e soja.