Processo caminha rápido e justiça já homologa “RJ” de Viracopos

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aprovou, na terça-feira (18), o plano de recuperação judicial do aeroporto de Viracopos, etapa importante para dar início ao pagamento dos credores menores da concessionária – excluindo bancos e Anac.

Segundo despacho, assinado pela juíza Bruna Marchese e Silva, “no presente caso não se vislumbra qualquer cláusula que possa ser considerada abusiva ou violadora de normas de ordem pública, inexistindo do mesmo modo indício de fraude a macular a aprovação ocorrida livremente em assembleia”. Diante disso, a magistrada homologou a decisão da assembleia de credores e concedeu a recuperação judicial à concessionária.

A Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos aprovou, no último dia 14, o plano de Recuperação Judicial em assembleia geral de credores, com 99,9% dos votos, entre os quais o da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No plano, a concessionária concorda em requerer, no prazo de 15 dias após a homologação do Plano pela Justiça, a relicitação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Na assembleia, foi apresentado um cronograma de pagamentos aos credores, que garante quitação da dívida com empregados, fornecedores e empresas prestadores de serviço.

Comissão para licitar porto seco de Ponta Porã é instituída pelo Governo Federal

Cargo containers

O Governo Federal instituiu Comissão Especial de Licitação para definir empresa para operar o Porto Seco que será implantado em Ponta Porã. Publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (19), a decisão representa um importante passo para o setor de comércio exterior em Mato Grosso do Sul.

A ação conjunta do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), com a prefeitura municipal de Ponta Porã e que está sendo articulada há um ano. O Governo do Paraguai também está envolvido nos trâmites para implantação do Porto Seco na fronteira.

O objetivo é que o intermodal dinamize as importações e exportações por Ponta Porã, principalmente no relacionamento com os países vizinhos. Para acelerar o desembaraço de carga entre os dois países, a unidade da Receita Federal será transferida para dentro do Porto Seco e haverá a unificação das alfândegas do Paraguai e do Brasil.

“Com o Porto Seco o município de Ponta Porã passa a ser um hub de comércio exterior para a América do Sul, além de ter importante relevância para a economia pela atração de novas empresas para a região e a facilidade para agilizar o processo de comércio exterior”, explicou o titular da Semagro, Jaime Verruck.

A portaria nº 90 foi assinada pelo superintendente da Receita Federal no Brasil, Antônio Henrique Lindemberg Baltazar, que esteve em Ponta Porã, onde se reuniu com o prefeito Helio Peluffo, além do superintendente-adjunto da RFB, Onássis Simões da Luz, o delegado da RFB em Ponta Porã, Marcelo de Souza Brito, representante da RFB no Paraguai, Sérgio Messias e Ênio Motta Júnior, chefe da divisão da aduana da 1ª Região Fiscal.

VIABILIDADE – Em dezembro do ano passado foi realizada uma reunião, no Senado do Paraguai, em Assunção, para discutir a viabilidade de se construir o porto seco na fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. A alfândega brasileira em Ponta Porã está com sua capacidade estrangulada até pela localização, liberando em média 40 veículos ao dia, quando a projeção do porto seco é desembaraçar dez vezes mais que isso, observou o assessor de Logística da Semagro, Lucio Lagemann, que participou do encontro representando o governo do Estado.

De acordo com a prefeitura de Ponta Porã, a intenção é que com a construção do porto seco no município, a cidade se transforme num polo de importação e exportação. O intermodal incrementará a receita própria de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em até 4,2%.  

“O diagnóstico hoje é muito claro. Nós temos uma situação de alfândega no município de Ponta Porã que precisa ser modificada. Está no centro da cidade, a estrutura física não é adequada e a tendência é de aumento no fluxo de transporte no âmbito do Mercosul. A alfândega acaba se transformando numa restrição em termos de fluxo”, observou o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

Os senadores paraguaios decidiram formar uma comissão para deliberar sobre o assunto. Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, juntas, têm mais de 200 mil habitantes e já protagonizam uma experiência de integração pela fronteira seca que as une. Entretanto, essa realidade não se aplica quando se trata do tráfego de mercadorias. Caminhões chegam a esperar até 72 horas para serem liberados a entrar no território paraguaio, e o mesmo ocorre no sentido inverso.

Ainda conforme o secretário, a prefeitura de Ponta Porã já estudou determinadas áreas e encaminhou à Receita Federal, que prepara estudos de viabilidade econômica para que o projeto possa avançar. “Dentro da estratégia de Mato Grosso do Sul, o que buscamos, na verdade, é a melhoria da estrutura de logística, que inclui o porto seco. Para isso precisamos de uma coordenação entre os órgãos, não se trata só de carga, mas de migração também, que envolve Receita Federal, Ministério da Agricultura, portanto tem que ser pensado toda essa estrutura”, pontuou.

PORTO SECO – Porto Seco é um recinto alfandegado de uso público, administrado por uma entidade privada, que oferece serviços de armazenagem, movimentação, despacho aduaneiro de mercadorias importadas ou a exportar, em regime comum ou especial, sempre em área específica e delimitada pela Secretaria da Receita Federal, de tal forma que o controle aduaneiro seja mantido desde a entrada até a nacionalização e entrega dos produtos ao consignatário, no caso da importação, ou embarcadas em transporte internacional, no caso de exportação.

Gustavo Silva assume direção geral da DSV Brasil

A DSV Brasil prepara para 2020 a consolidação e o início das operações estabelecidas depois da compra da Panalpina por parte da DSV Global Transport & Logistics, que ocorreu em agosto do ano passado. Vale lembrar, porém, que no Brasil o processo de unificação das empresas deve estar concluído em até três anos, com a maior parte da etapa operacional finalizada em até 24 meses.

Neste caminho, a empresa anunciou que Gustavo Silva assumiu a direção geral da empresa no País, substituindo Marcelo Caio Bartolini D’Arco. Silva acumula experiência profissional em grandes empresas do setor de logística, como na UTi Worldwide e na própria DSV, na qual chegou à presidência, acompanhando inclusive a aquisição recente da Panalpina, realizada ano passado.

Como CEO da DSV Brasil, o executivo dará continuidade ao plano de expansão da empresa no país, que é o de se tornar uma das dez maiores unidades de negócios para a companhia no mundo até 2023.

 

Com informações da Tecnologística

Assembleia finalmente sela futuro de Viracopos

Embora com intransigência inicial da Anac, Recuperação Judicial deve ser aprovada ainda hoje, com desfecho para a relicitação do aeroporto.

Ainda em andamento até o final do fechamento dessa edição do LogNews e após mais de 24 horas – Iniciada na quinta-feira (13), às 14h – a assembleia de credores de Viracopos prosseguiu hoje às 13h, mas já foi suspensa duas vezes – e programada para reinício às 17h – ainda sem “bater o martelo”. Embora com intransigência inicial da Anac – Agência Nacional de Aviação Civil, segundo informou uma fonte ligada ao aeroporto, a Recuperação Judicial deve ser aprovada ainda hoje. A proposta da RJ inclui a relicitação da concessão como a principal alternativa para resolver a dívida de R$ 2,88 bilhões.

O impasse entre a Aeroportos Brasil e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) adiou a votação do plano de recuperação judicial para solucionar a crise financeira do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Após cinco pedidos de adiamento, a assembleia de credores foi suspensa às 23h10 desta quinta-feira.

Prazo para Maturação – Após a aprovação da RJ, que deve ocorrer ainda hoje, a relicitação tem um longo caminho, passando por qualificação no PPI em Brasília (DF), depois volta para o aeroporto e segue para a assinatura de um termo aditivo, para, aí sim, iniciar o processo de relicitação.

Ministro confiante – O Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que participou, na manhã de ontem (13), em SP, de uma reunião com o presidente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, estava otimista durante o encontro. “Existe a sinalização da devolução da concessão, o que nos permite fazer a nova concessão”, disse o ministro. “Esperamos que se confirme e a gente consiga avançar.” Ele acrescentou ainda, ontem, que há “uma boa perspectiva de desfecho”.

Concessões de Aeroportos e da Nova Dutra foram temas da visita do Ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas à FIESP

O Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, participou, na manhã de hoje (13), em SP, de uma reunião com o presidente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, e empresários para debater as próximas concessões do Governo Federal.

Em sua fala inicial, o ministro explicou que o objetivo é transferir o máximo de ativos possível para a iniciativa privada. “Por isso estamos modelando muitas concessões. A ideia é fazer entre 16 e 17 mil km de concessões nos próximos anos”, pontuou. Na ocasião, o ministro falou sobre a concessão da Nova Dutra e a necessidade de trazer o melhor em termos de estruturação. “Temos uma parceria entre o Banco Mundial e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e abrimos consulta pública para receber sugestões e definir a melhor modelagem”, concluiu.

22 aeroportos – Hoje, sexta-feira,(14) tem início a consulta pública dos 22 aeroportos que vamos fazer no ano de 2020 ainda”, disse também durante reunião, que contou com empresários da região do Vale do Paraíba e de Guarulhos, diretores da entidade e presidentes de sindicatos.

O projeto trata da concessão para ampliação, manutenção e exploração de 22 aeroportos, distribuídos em três blocos (Sul, Norte I e Central).

“Vai ser um leilão também bastante concorrido, bem-sucedido”, disse Freitas. O ministro disse que, ao chegar à Fiesp, recebeu boas notícias de interesse pelo leilão, sem dar detalhes.