Courier em Viracopos supera 900 toneladas em julho, cresce 20% e atinge maior movimento dos últimos três anos

As remessas expressas internacionais foram destaques do mês de julho de 2025, no Aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo.

O movimento desse setor superou 900 toneladas e cresceu 20% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Já o acumulado em 2025 comparado com de janeiro a julho de 2024, o crescimento foi de apenas 3,8%.

José Henrique Toledo é reeleito como diretor titular do CIESP Campinas para gestão 2026/2029

O CIESP Campinas realizou, na segunda-feira, 4 de agosto, as eleições que definiram a nova diretoria regional da entidade para o mandato 2026–2029. A votação aconteceu de forma presencial, na sede da regional, ao longo de todo o dia, com encerramento às 17h.

Os votos foram registrados por empresas associadas, representando a indústria regional, totalizando 32 votos válidos. Neste ano, o pleito contou com chapa única e resultou na reeleição de José Henrique Toledo Corrêa como diretor titular, Valmir Caldana como 1º vice-diretor e Stefan Rohr como 2º vice-diretor. O novo mandato terá início em janeiro de 2026.

Em seu depoimento, Corrêa afirmou: “Apesar de ser chapa única, a gente sempre precisa reforçar a representatividade do CIESP Campinas, porque representamos muitas indústrias, desde o pequeno empresário até a grande indústria. É uma missão, um trabalho voluntário nosso, de correr atrás e buscar resultados para que as empresas associadas também tenham retorno.

O processo eleitoral aconteceu ao mesmo tempo nas 42 regionais do CIESP e teve duas votações: a primeira para eleger a diretoria da própria regional e a segunda para escolher a presidência do CIESP estadual.

No comando estadual do CIESP, o atual presidente Rafael Cervone foi reeleito e cumprirá seu segundo mandato à frente da entidade. Já na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o empresário Paulo Skaf foi eleito com 99% dos votos. Com apoio da maioria dos sindicatos industriais filiados, Skaf disputou a eleição como candidato único. Se completar o novo mandato, que também vai de 2026 a 2029, ele chegará a 21 anos na presidência da maior federação industrial do país.

GWM inaugura fábrica em cidade vizinha a Campinas e prevê produzir 300 mil carros

A GWM investe R$ 4 bilhões na primeira fase de seu desembarque no Brasil, que vai até o ano que vem e inclui a compra das instalações em Iracemápolis, cidade ao lado de Campinas, no interior de SP e a 170 quilômetros da capital São Paulo.

A nova fábrica da empresa chinesa Great Wall Motors (GWM), inaugurada na última sexta-feira (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é a primeira da montadora no Hemisfério Sul e a terceira fora da China com base completa de produção. As outras estão na Rússia e na Tailândia.

A estrutura, com área total de 1,2 milhão de m² e área construída de 94 mil m², conta com área de soldagem, linha de pintura robotizada, linha de montagem, sistemas de fornecimento de energia e equipamentos, além de uma cadeia de suprimentos e logística integrada.

A planta, que atualmente emprega cerca de 600 funcionários, produz o SUV híbrido Haval H6, disponível em quatro versões; a picape média Poer P30, e o SUV de sete lugares Haval H9, ambos equipados com motorização turbodiesel.

Atualmente, a GWM Brasil tem mais de 110 empresas nacionais cadastradas e interessadas para fornecer componentes, das quais 18 já são fornecedores que estão participando da produção e desenvolvimento dos primeiros veículos, caso de empresas como Basf, Bosch, Dupont e Pirelli.

“O Brasil é estratégico para a GWM. Com esta fábrica, não estamos apenas produzindo carros, mas também gerando empregos de qualidade no país e desenvolvendo tecnologia e inovação para todo o continente”, disse o CEO da GWM global, Mu Feng.

A unidade da GWM no Brasil tem capacidade para produzir 50 mil veículos por ano e deverá, até o final deste ano, gerar 1 mil empregos diretos.

Centro de pesquisa – Durante a cerimônia de inauguração, a montadora anunciou a criação do primeiro Centro de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da GWM na América do Sul. O centro contará com mais de 60 técnicos e engenheiros atuando no desenvolvimento e nos testes de produtos locais, com foco em tecnologia flex e na adaptação de veículos globais às condições de rodagem brasileiras.

O novo centro será construído no terreno ao lado da fábrica de Iracemápolis e terá 15.000 m² de área total, sendo 4.000 m² de área construída.

“O novo centro contará com uma estrutura técnica de ponta, com laboratórios de última geração, para desenvolvimento de sistemas híbridos e elétricos, combustíveis de nova geração e inteligência artificial”, explicou o presidente da GWM Internacional, Parker Shi.

O investimento total da GWM no Brasil será de R$ 10 bilhões, em 10 anos. Desse montante, a primeira fase de investimento, de R$ 4 bilhões, vai até 2026, que inclui o lançamento da marca no país e a reativação e ampliação da fábrica de Iracemápolis. Na segunda fase, a empresa investirá R$ 6 bilhões, entre 2027 e 2032.

A unidade arranca com a capacidade de produção de 50 mil carros por ano, mas a montadora chinesa anunciou planos de chegar a um volume de 250 mil a 300 mil veículos no Brasil, o que coloca no horizonte a possibilidade de novas etapas de expansão ou mesmo, embora sem confirmação oficial, de uma segunda fábrica no País.

Com informações: Agência Brasil

Farmacêutica inicia obras de ampliação em Pouso Alegre (MG)

Em 2023 concluímos a construção da nossa segunda fábrica em Pouso Alegre/MG e agora fico muito feliz em anunciar que uma nova fase de expansão se inicia. Vamos investir R$ 90 milhões e aumentar em cerca de 30% a nossa capacidade de armazenamento, abrindo caminho para novas categorias e para continuar crescendo com solidez e propósito”, afirmou João Adibe Marques, CEO da Cimed (em foto ao lado do Governador Zema).

A ampliação da farmacêutica Cimed, recebeu investimentos de R$ 90 milhões e vai aumentar em cerca de 30% a capacidade produtiva das duas unidades da empresa no município.

O projeto prevê a expansão de áreas de produção, almoxarifados e do centro de distribuição, o que deve melhorar a logística e o escoamento dos produtos. A conclusão está prevista para 2026.

A farmacêutica Cimed tem o plano de chegar a 10 bilhões de reais em receita até 2030.

Portugal, epicentro aduaneiro: a XVII Reunião Mundial de Direito Aduaneiro redefine os rumos do comércio internacional

Por Marcelo de Castro*

I. Uma cidade com memória: quando a história do comércio se projeta no presente

Porto não foi escolhida por acaso. Suas pedras centenárias ainda guardam o eco das grandes navegações, das alfândegas imperiais e das rotas atlânticas. A antiga Alfândega do Porto, hoje convertida em Centro de Congressos à beira do Douro, será novamente palco de debates internacionais — mas, desta vez, sobre o futuro das próprias fronteiras. Entre os dias 3 e 5 de setembro de 2025, a cidade sediará a XVII Reunião Mundial de Direito Aduaneiro, transformando-se no epicentro das discussões mais estratégicas da governança comercial global.

O retorno do evento a Portugal, após mais de 15 anos desde a edição em Lisboa (2009), não é apenas simbólico: é oportuno. Em meio a guerras tarifárias, conflitos regulatórios, crises geopolíticas e uma crescente fragmentação das cadeias logísticas, reunir as vozes técnicas e jurídicas da comunidade aduaneira mundial é um gesto político. Sob o lema “Controle Aduaneiro na era da Sustentabilidade, Digitalização e Segurança num cenário de Guerra Comercial”, a reunião promete mais que diagnósticos: aponta caminhos.

II. Eixos temáticos: entre o realismo técnico e a urgência regulatória

A programação da Reunião Mundial foi desenhada em torno de cinco eixos temáticos estratégicos, que espelham os desafios centrais do comércio internacional contemporâneo:

  1. Sustentabilidade e comércio verde
    Regulamentações ambientais estão deixando de ser apenas condicionantes técnicas para se tornarem cláusulas centrais dos acordos comerciais. A presença de especialistas como Lars Karlsson (Maersk), Florencia Sarmiento (IISD) e Axel Marx (Universidade de Leuven) confirma que a conformidade ambiental deixou de ser um diferencial e tornou-se uma exigência sistêmica.
  2. Transformação digital e inteligência artificial nas aduanas
    O uso de IA na classificação, na gestão de riscos e na rastreabilidade das cadeias é inevitável. A mesa com Natalia Mathá (Universidade de Klagenfurt) e António Côrte-Real Neves aponta para uma nova fronteira de tecnopolítica aduaneira: algoritmos também classificam, e isso impõe novos debates sobre transparência e justiça fiscal.
  3. Segurança na cadeia logística e combate a ilícitos
    Em um mundo onde o terrorismo, o contrabando e as falsificações coexistem com megaplataformas de e-commerce, a lógica do operador confiável ganha ainda mais importância. Fernando Pieri Leonardo (ABEAD) e Fabiano Coelho (Receita Federal do Brasil) trarão visões sobre como o OEA pode se transformar em política pública de segurança.
  4. Geopolítica, guerras comerciais e medidas de defesa
    A tensão crescente entre grandes blocos, os embargos, as sanções e o uso das tarifas como armas de pressão tornaram o Direito Aduaneiro uma ferramenta geopolítica. A presença de Alejandro Ramos Gil, ex-presidente da ASAPRA e da IIFA, e do Prof. Hans-Michael Wolffgang (Universidade de Münster), amplia esse olhar para além do tecnicismo.
  5. Capacitação profissional e fortalecimento institucional
    Em um cenário em que a velocidade regulatória supera a capacidade de atualização dos profissionais, a formação torna-se pilar. Karolyn Salcedo e Alejandro Arola darão o tom deste painel: formar para antecipar, e não apenas para reagir.

III. Presenças estratégicas: pluralidade, relevância e projeção continental

Entre os nomes confirmados estão Helena Borges, diretora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira de Portugal; Sara Armella, conselheira da Junta Diretiva da ICLA; Andrés Rohde Ponce, presidente da ICLA e voz influente da doutrina aduaneira no espaço ibero-americano; e Mário Jorge, bastonário da Ordem dos Despachantes Oficiais (ODO), anfitrião institucional do evento.

Outras presenças confirmadas: Dr. Cláudio Pereira e Raquel SegalLa, aduaneiristas e observadores da conjuntura aduaneira regional; Henry Thompson Arguello, consultor jurídico da ICLA e um dos fundadores da entidade; e Elson Isayama, presidente do SINDASP e diretor da Feaduaneiros do Brasil, ao lado de José Carlos Raposo Barbosa, Presidente da Feaduaneiros / Brasil. A diversidade geográfica é marcante: representantes da OMC, da ICC, da Receita Federal do Brasil, das Aduanas de Portugal, Espanha e Panamá compõem uma constelação técnico-jurídica rara de se reunir presencialmente.

A presença de Alejandro Ramos Gil — ex-presidente da ASAPRA, entidade que reúne despachantes aduaneiros de três continentes — reforça o caráter verdadeiramente internacional do encontro, projetando a voz da América Latina nas discussões sobre guerras comerciais, sanções e barreiras não tarifárias. Também estará presente Nelson Brens, presidente da ASAPRA. A entidade, que reúne profissionais aduaneiros de três continentes, tem ampliado sua atuação institucional em fóruns internacionais, fortalecendo a representação técnica do setor no debate sobre integração comercial e simplificação normativa.

IV. Arquitetura institucional e engajamento global

A estrutura institucional do evento é robusta. A ICLA lidera a organização ao lado da ODO, da SPCA Advogados e da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa (Porto). Patrocinadores como a MIC Customs Solutions, Rangel Logistics, Morais Leitão Advogados e Fundación Aduanera reforçam o vínculo entre a doutrina e a prática.

O evento mobiliza também a imprensa especializada, redes acadêmicas, associações profissionais e o setor privado. A cobertura orgânica nas redes sociais — especialmente no LinkedIn — revela o prestígio do encontro. O engajamento de instituições como a CONFIAD e o apoio institucional do governo português — com o convite ao Primeiro-Ministro Luís Montenegro para a cerimônia de encerramento — dão à reunião um peso de cúpula internacional.

V. O Porto como alegoria aduaneira

Porto acolhe o evento como quem se reencontra com seu destino histórico. Cidade portuária, alfandegária e mercantil, que agora recebe o pensamento aduaneiro global em um edifício que já foi alfândega, num país que abriu o mundo ao comércio.

A XVII Reunião Mundial de Direito Aduaneiro não será apenas uma conferência técnica. Ela será, sobretudo, um fórum estratégico, um mapa de tendências e um radar geopolítico. Ao reunir os principais atores do Direito Aduaneiro em três línguas e múltiplos continentes, o encontro reposiciona o Porto no tabuleiro global do comércio — não mais como entreposto de mercadorias, mas como entreposto de ideias.

*Marcelo de Castro é Despachante Aduaneiro Oficial –

Diretor de Marketing Institucional do SINDASP – Responsável pelas Relações Institucionais e Comunicação da ASAPRA — Asociación Internacional de Agentes Profesionales de Aduana, organização intercontinental com representação no Comitê Consultivo do Setor Privado (PSCG) da Organização Mundial das Aduanas.