Impasse jurídico deixa incerto futuro do Terminal de Cargas do aeroporto de São José dos Campos

O destino do terminal de cargas do aeroporto de São José dos Campos depende de um entendimento entre a Infraero e o Ministério dos Transportes. A estatal pretende passar à iniciativa privada as operações no local, mas para assinar contrato com a empresa vencedora da licitação precisa provar que é a única responsável pelo processo de concessão.

O certame, realizado pela Infraero no início de abril, foi suspenso pelo Palácio do Planalto por tempo indeterminado.

Segundo o Ministério dos Transportes, a medida visa “dirimir todas as questões que envolvem os Terminais de Logística de Carga” disse a pasta por meio de nota.

A suspensão foi motivada por um parecer jurídico do Ministério dos Transportes, apontando que a Infraero não poderia realizar a concessão. Somente a União teria direito de fazer esse tipo de concorrência.

Caso a tese da pasta ofereça maior segurança jurídica ao processo de concessão, além do cancelamento do leilão de São José, todos os outros contratos assinados pela Infraero para exploração de terminais de cargas poderão ser anulados.

A vencedora da licitação realizada pela Infraero em São José foi a Dawlog Logística e Hangaragem, com sede em Itajaí (SC). A estatal assinaria um contrato de 10 anos de exploração comercial do setor de armazenagem e movimentação de cargas do terminal de São José. A empresa pagaria R$ 6,07 milhões pela concessão.

A reportagem de O VALE procurou a Dawlog para comentar o assunto, mas a empresa não retornou os contatos. A Infraero, também em nota, disse apenas que o assunto em questão está sendo analisado e que somente após essa etapa será possível obter novas informações sobre o andamento da referida licitação.

Os aeroportos de Vitória (ES) e Recife (PE) também tiveram a licitação suspensa para análise. Goiânia (GO) e Curitiba (PR) também teriam seus setores logísticos repassados à iniciativa privada.

Terminal bateu recorde de movimentação de cargas – O aeroporto de São José registrou alta de 22,9% na movimentação de cargas de importação no ano passado em comparação com 2015. O Teca (Terminal de Logística de Carga) importou 529 toneladas em 2016, contra 431 toneladas um ano antes.

Na contramão, o terminal de passageiros praticamente não existe mais em São José, embora a Infraero tenha feito um investimento de R$ 16 milhões para ampliar a estrutura para o embarque.

Sem expectativa de novos pedidos de voos regulares, o prefeito de São José, Felicio Ramuth (PSDB), chegou a defender o fim da utilização comercial de passageiros no local e ampliar o espaço destinado à movimentação de cargas.

O tucano acredita que a proximidade com o aeroporto de Guarulhos prejudica as operações propostas pelas companhias áreas para o terminal de São José dos Campos.

Fonte: O VALE

Dana finaliza seu maior investimento feito no Brasil

Foram aplicados R$ 400 milhões para comprar ativos da Sifco

Passou despercebido o maior investimento da Dana já feito no Brasil em seus 70 anos de operação no País (completados este ano). Em dezembro passado a empresa concluiu por R$ 400 milhões a compra dos ativos de forjaria e usinagem da Sifco em Campinas e Jundiaí, no interior paulista, onde hoje produz eixos direcionais. A aquisição havia sido anunciada, sem valores divulgados, em outubro de 2016, quando ainda dependia da aprovação do juízo de recuperação judicial que administra o processo da Sifco (leia aqui).

Em 2011 a Dana adquiriu a carteira de clientes e propriedades industriais da Sifco e desde então vinha produzindo seus eixos para veículos pesados e fora-de-estrada nas dependências da empresa. “Em 2016 fizemos a aquisição total, mas todos os produtos feitos lá tinham sido desenvolvidos pela Dana”, explica Raul Germany, diretor geral da fabricante no Brasil. A aquisição az parte do plano de crescimento da empresa no País, para atender as necessidades de nacionalização de componentes das montadoras e aumentar seu poder de exportação.

Apesar da cifra vistosa chamar a atenção, Germany destaca que este não foi o único investimento da Dana no País nos últimos cinco anos. De 2012 a 2016 a empresa aplicou R$ 125 milhões em capex, com a compra de equipamentos para modernização de suas fábricas no Brasil. Entre os resultados desses aportes, Germany cita o exemplo da criação na unidade de Gravataí (RS) de uma linha de fabricação de juntas homocinéticas de alta performance para picapes de grande porte, que exporta 100% da produção para Estados Unidos e Espanha
Fonte: Automotive Business

Transporte rodoviário gera mais de 2,8 mil empregos em março

Em março, pelo segundo mês consecutivo, o setor de transporte e logística mais contratou do que demitiu. O melhor resultado, entre os modais, foi do transporte rodoviário, que contabilizou saldo positivo de 2.873 contratações (o número considera o resultado de admissões menos o de demissões), segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho.
A explicação para o incremento, nesse período, pode estar na supersafra da soja, que aumentou a demanda pelo serviço de transporte de cargas para escoamento dos grãos.
Já o saldo no setor de transporte e logística como um todo (considerando os modais ferroviário, rodoviário, aquaviário, aéreo além de atividades auxiliares) foi de 684 contratações. Esse resultado foi impulsionado pelo desempenho do transporte rodoviário.

Os números indicam que o ritmo de demissões está desacelerando, o que pode sinalizar uma reação da economia e, com ela, do mercado de trabalho. A CNT (Confederação Nacional do Transporte) alerta, no entanto, que a recuperação do nível de empregos pode ser comprometida com a entrada em vigor, em julho de 2017, da reoneração da folha de pagamentos. Na prática, isso significará aumento da carga tributária e aumento do custo de contratação de novos funcionários para as empresas.

Queda na demanda de serviços desacelera – A baixa na demanda de serviços de transporte também está desacelerando, segundo dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso reflete, também, a melhora das expectativas sobre o nível de atividade da indústria e do setor agropecuário e, consequentemente, sobre a demanda por contratação de fretes.

Em fevereiro, a variação acumulada em 12 meses da demanda de transportes, serviços auxiliares e correios foi de -7,6%, mesmo resultado de janeiro. O destaque foi para o transporte terrestre, cuja queda foi 0,7 pontos percentuais menor ( -10,4% em janeiro e -9,7% em fevereiro). Já a variação acumulada da receita nominal do setor foi de -1%. Em janeiro, havia sido de -1,1%.

Na avaliação da CNT, os resultados ainda não mostram um cenário de retomada consistente do nível de atividade no setor transportador. Contudo, já trazem sinais de melhora, ao evidenciar a diminuição na intensidade de queda da demanda e uma estabilização na receita nominal das empresas que fornecem o serviço de transporte no Brasil.
Natália Pianegonda

Fonte: Agência CNT de Notícias.

Dica da semana: Último dia para pagar IR será de paralisação dos bancários. Veja como quitar o imposto. Declaração deve ser entregue também na sexta-feira

O Escritório de Contabilidade Barreto Leme de Campinas (Fone 19 3308-1070) apresenta o tema do momento: a declaração do Imposto de Renda.

É nesta sexta-feira o fim do prazo para entrega da declaração de ajuste anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A data também é o limite de pagamento da primeira quota ou do valor total do tributo, para quem tem saldo a pagar. Porém, o dia 28 de abril também deverá ser marcado pela paralisação de diversas categorias de trabalhadores, inclusive dos bancários.

Assim, quem pretende fazer o pagamento da Darf no caixa do banco deve se antecipar, já que é possível que algumas agências fiquem fechadas na sexta-feira, ou com o atendimento prejudicado pela paralisação. Deixar para pagar depois do prazo implica em juros.

A opção pelo débito automático só poderia ser incluído para o pagamento do tributo completo ou da primeira quota na declaração elaborada até 31 de março. Quem deixou para os últimos dias não tem mais esta opção, exceto para as demais parcelas do imposto.

Uma opção é recorrer aos meios eletrônicos de pagamento, como os terminais de autoatendimento. Os bancos também costumam oferecer outras alternativas, como aplicativos para celular e tablet e o internet banking.

Casas lotéricas e correspondentes bancários não são uma opção neste caso, pois não recebem o pagamento de Darfs de nenhum tipo.

Os sistemas da Receita Federal já receberam, até as 14h de ontem, 18.388.563 declarações do Imposto de Renda, número que corresponde a 66,8% do total esperado.

Fonte: Diário de Santa Maria e Escritório de Contabilidade Barreto
Leme (Fone 19 3308-1070 – veja anúncio nesta página do Portal LogNews)

Com presença de líderes do setor, MDIC lança “Novo Regime Automotivo” com metas até 2030

toyota 2O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, lançou nesta terça-feira as discussões sobre o Novo Ciclo de Política Automotiva e a Rota 2030 para a mobilidade e logística do país. O objetivo é estabelecer uma visão de longo prazo, com regras claras e previsíveis, para dar segurança aos investimentos e incentivar a competitividade da indústria nacional.

 

“A partir da análise de como estará a indústria automotiva global e as novas tendências de mobilidade, vamos definir qual a inserção que a indústria brasileira deve buscar em 2030. E, a partir dessa visão de posicionamento, vamos traçar a rota para chegar lá. Nosso compromisso é construir uma indústria automotiva brasileira competitiva globalmente. A Rota 2030 vai abranger um período de 15 anos, com 3 ciclos de desenvolvimento”, explicou o ministro.

 

Os caminhos a serem percorridos para uma integração competitiva da indústria automotiva instalada no Brasil no novo contexto global são o elemento central para a Rota 2030 – Mobilidade e Logística: Integração às cadeias globais de valor de forma competitiva. O pano de fundo para essa discussão é a convergência das inovações tecnológicas com as mudanças no comportamento dos usuários que estão transformando a maneira como as montadoras desenvolvem e constroem os veículos.

 

Com o objetivo de construir o documento Rota 2030, será criado o Grupo de Alto Nível – Mobilidade e Logística (GAN 2030), que debaterá os principais desafios para a indústria automotiva nos próximos 15 anos e fará recomendações para reforçar a competitividade da cadeia de valor do setor automotivo no Brasil. “A criação do GAN é o reconhecimento de que o governo não faz nada sozinho, é um esforço conjunto entre indústria e governo”, destacou Marcos Pereira.

 

O GAN 2030 – Mobilidade e Logística contará com 6 Grupos de Trabalho: Reestruturação da cadeia de autopeças e apoio ao acesso ao mercado para as pequenas e médias empresas; P&D e engenharia, envolvendo conectividade e manufatura avançada; eficiência energética e novas tecnologias de motorização e seu alinhamento com as políticas de emissões e biocombustíveis; segurança ao longo do ciclo de vida do veículo; produção em baixos volumes, envolvendo veículos premium e sistemas automotivos estratégicos; e estrutura de custos para integração competitiva.

 

Para tornar o Brasil um polo global de desenvolvimento e produção de veículos, o novo ciclo da política automotiva terá como guia as novas tendências de mobilidade.

 

Dessa forma, a indústria nacional deve chegar em 2030 com tecnologia equivalente a de mercados avançados, integração ativa na cadeia global de suprimentos, competitividade na produção dos principais sistemas automotivos e capacidade de desenvolvimento de projetos globais.

 

“O atual ciclo da política automotiva, que finda em 31 de dezembro de 2017, teve um olhar muito mais para o mercado interno. Este é o momento de discutirmos as bases para uma abordagem ofensiva no mercado global e buscar a integração competitiva. E isso deverá ser feito em um mundo em grande transformação, cujos drivers de desenvolvimento estão sendo percorridos de maneira cada vez mais acelerada”, afirmou Marcos Pereira.

 

“A ideia do governo com a Rota 2030 é a de planejar a política industrial para além dos ciclos políticos normais de quatro em quatro anos. Não poderemos pensar a política industrial a partir de ciclos muito pequenos porque as decisões empresariais, em geral, são tomadas em ciclos mais longos. Assim, nós estamos aqui iniciando os trabalhos do grupo de alto nível do governo e do setor privado voltado para as discussões, em especial, do setor automotivo. É um setor muito importante para a nossa economia, representa algo em torno de 22% do nosso PIB industrial”, disse o o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, Igor Calvet.

 

Participaram da cerimônia de lançamento o secretário-executivo do MDIC, Marcos Jorge; o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, Igor Calvet; e os presidentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale; do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Dan Ioschpe; e da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), Luiz Gandini.