FIESP: PIB cresce 0,5% no segundo trimestre puxado pelo agro e indústria extrativa
A FIESP divulgou a edição de setembro do Cenário Econômico, que mostra uma economia perdendo ritmo. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, sustentado pela agropecuária e pela indústria extrativa. Sem esses dois setores, o resultado teria sido de estabilidade, e a estimativa da entidade aponta estagnação também no terceiro trimestre.
Em 16 de setembro, os bancos centrais seguiram direções opostas: o Federal Reserve elevou os juros para 3,75%-4,00% ao ano, e o Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano. No Brasil, a indústria segue em ritmo fraco e a inadimplência atinge máximas. A entidade projeta, com viés de baixa, crescimento de 1,9% em 2026 e de 1,1% em 2027Petróleo e tensões geopolíticas: ataques houthis a instalações sauditas elevaram o Brent em mais de 30% em setembro, e a cotação voltou a superar US$ 100 por barril, com forte alta dos fretes marítimos.
Inteligência artificial (0,75 p.p. do PIB americano): o investimento ligado à IA respondeu por cerca de metade do crescimento dos Estados Unidos no segundo trimestre, ante uma média histórica de 0,52 p.p. por trimestre.
Cenário doméstico:
Indústria (produção em 48,7 pontos): o Panorama Econômico da Indústria publicado pela Fiesp aponta piora em todos os quesitos no terceiro trimestre na indústria paulista, com vendas em 44,9 e custos em 30,2. Entre as exportadoras paulistas atingidas pela tarifa de 37,5% dos Estados Unidos, quase 70% registraram queda nos pedidos.
Inflação, juros e endividamento: o Copom cortou a Selic para 13,75% a.a. e manteve a cautela. A expectativa atual para o IPCA de 2026 está em 4,90%, mas a inflação de alimentos está em 6,35%. A inadimplência das famílias está em máxima histórica.
Para 2027, o fim do ciclo eleitoral e a redução dos impulsos fiscais e creditícios, a desalavancagem das famílias e a manutenção dos juros em patamar elevado acentuam o viés de baixa sobre a projeção de 1,1%.



