Mais 2 mil empresas vão exportar em 2016, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse ontem que mais 2 mil empresas devem entrar na lista de exportadores em 2016. Segundo ele, cerca de 1.100 companhias voltaram ou começaram a exportar no ano passado.

Monteiro fez essas projeções em conversa com integrantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que teve sua primeira reunião de diretoria do ano ontem, em Brasília. No encontro, fechado à imprensa, o ministro apresentou o roteiro das principais ações da pasta nos próximos meses.

“O câmbio recompôs a nossa competitividade”, afirmou aos dirigentes da entidade. Monteiro seguirá hoje à tarde para Buenos Aires, onde tentará convencer autoridades do governo do presidente Mauricio Macri a aceitar o livre comércio no setor automotivo, a partir de julho.

O atual acordo automotivo entre os dois países tem vigência até o fim de junho. Ele foi renovado, nos mesmos termos, por um ano em junho de 2015. Para cada dólar que o Brasil importa da Argentina em automóveis ou autopeças, pode exportar até US$ 1,5 sem a incidência de imposto.

Na segunda-feira da próxima semana, Monteiro comandará uma nova rodada de negociações para ampliar o acordo comercial entre Brasil e México. A intenção do governo brasileiro, segundo informou aos dirigentes industriais, é elevar o número de produtos com descontos nas tarifas de importação de 800 para em torno de 6 mil.

Fonte: Valor Econômico

ARN completa 20 anos, apresenta marca comemorativa e anuncia nova estrutura operacional e comercial

Operador Logístico de Campinas comemora bom momento com melhorias em seus processos

Ao lado de muitos outros grandes freight forwarders a ARN Sistemas Aduaneiros já se utilizou de modestas acomodações no Aeroporto Internacional de Viracopos, nos tempos em que a expansão estava longe de ser projetada. Após 20 anos, porém, a empresa comemora grandes avanços, possui hoje modernas instalações na cidade de Campinas e, mesmo diante das dificuldades do setor, a empresa continua melhorando sua estrutura.

Estrutura dinâmica e completa – Recentemente uma consultoria redesenhou alguns processos internos da empresa. A introdução de modernos sistemas já foi realizada e novos investimentos ainda serão feitos, possibilitando um monitoramento constante da carga ao lado do cliente, para atingir ainda mais transparência na rotina de atividades aos negócios da ARN. “Além da infraestrutura regional, possuimos hoje unidades nos principais centros do Brasil e parceiros em todo o mundo, oferecendo essa rede completa para atendimento full service aos nossos clientes nas atividades de importação e exportação”, avalia Romney Albanez, diretor executivo da empresa.

A área comercial também foi contemplada nessa nova fase, como explica Isabella Coura, uma das diretoras da empresa. “Ao mesmo tempo em que temos o apoio operacional garantindo entregar tudo o que prometemos com muita eficiência, uma nova equipe está agora capacitada e treinada para buscarmos o aumento do nosso share de mercado”, assegura Isabella.

A empresa apresenta ao mercado um selo comemorativo aos 20 anos de história completados em 2016.

Investe SP registra melhor janeiro em prospecção de investimentos em sete anos. São os importadores vindo produzir no Brasil.

Em plena crise, volume de atração de empresas indica substituição de importações em SP

O fechamento do mês de janeiro do trabalho de prospecção da Investe São Paulo (agência de atração de investimentos contratada pelo Governo de SP) revelou o melhor desempenho deste mês durante os sete anos de história da empresa: R$ 28,9 bilhões, com potencial de geração de 22.700 empregos diretos. São 16 projetos que foram captados em eventos, contatos nacionais e internacionais e até algumas empresas que procuraram a agência situada no Bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo.

Segundo o presidente da Investe SP, Juan Quirós, os dados, além de surpreenderem à primeira vista, indicam o início de um movimento de substituição de importações, a começar pelo Estado de São Paulo; “Empresas de diversos setores perceberam esta tendência de substituição de importações e anteveem um cenário em que o Brasil, premido pela alta do dólar, passará a comprar insumos produzidos em território nacional”, avaliou Quirós.

A Investe São Paulo assinou termos de confidencialidade e de prestação de serviços com empresas dos setores aeroespacial, economia verde, automobilístico, logística, saúde, ciências da vida, entre outros, originárias de países como a Turquia, China, Alemanha, França e também muitas do Brasil. A média de empregos criados por projeto é de 160,9. A partir da assinatura do compromisso com a Investe SP começa um trabalho de assessoria gratuita em busca da definição dos melhores locais, infraestrutura, logística, oferta de mão-de-obra, estímulos tributários etc.

Para Quirós, este movimento de substituição de importações motivado inicialmente por uma questão cambial, pode vir a representar a alavanca para a recuperação do parque industrial brasileiro; “Esta tendência que constatamos hoje no Estado de São Paulo, pode representar o início de gráfico de recuperação da indústria brasileira a partir de São Paulo, que tem a melhor infraestrutura, capacitação de mão-de-obra, universidades e estabilidade institucional”, disse.

O presidente também ficou impressionado com os números de janeiro, que já representam um recorde histórico até se for retirado da lista o investimento mais volumoso, na área de Tecnologia da Informação, que prevê a geração de 20 mil empregos diretos em duas cidades do Interior paulista. “É, de fato, um movimento de substituição de importações que vai ajudar o Brasil num momento delicado como o atual”, concluiu Quirós.

Dica da semana – RIYAD – Pratos que são destaques

Veja a dica da semana. Entre os pratos, destaque para as tradicionais esfihas especiais e as 14 opções do cardápio executivo, que oferecemos o dia todo nos shoppings, e de segunda a sexta (somente no almoço) na unidade do Cambuí. Em especial, a “picanha de cordeiro, salada oasis e arroz árabe”, o “charuto de repolho” e a “abobrinha recheada e kafta”, afirma André Penna, um dos sócios do local.

O endereço da Unidade Cambuí é na Rua Antonio Lapa 382 (esquina com Barreto Leme) – Campinas (SP). A Unidade Galeria fica no Shopping de mesmo nome, também em Campinas.

O Riyad possui também Espaço Kids e Espaço Eventos no Cambuí. Confira!

Viracopos: uso do terminal de cargas cai pelo 2º ano, mas receita aumenta

Exportações e importações pelo terminal de Campinas diminuíram em 2015. Alta do dólar e investimentos foram ‘compensatórios’, afirma concessionária.

As operações no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos diminuíram pelo segundo ano consecutivo em 2015, de acordo com estatísticas divulgadas pela concessionária gestora. Por outro lado, o terminal encerrou o ano com alta na arrecadação obtida neste setor.

A estrutura instalada em Campinas (SP) contabilizou 52,1 mil toneladas de materiais exportados durante o ano passado, queda de 15,9% no comparativo com 2014. Neste mesmo período foram registradas 124,4 mil toneladas de produtos importados, retração de 20,4%. O levantamento mostra que, em dezembro, o aeroporto registrou movimento mais baixo desde janeiro de 2013.

“Os dados do terminal de cargas refletem a atividade econômica do país. Todos nós sabemos que caiu muito e também há previsão de retração do PIB  até o fim deste ano. Apesar disso, tivemos dois efeitos compensatórios no período”, explicou o diretor de Operações, Marcelo Mota, ao ponderar sobre aumento da arrecadação com as atividades.

As receitas com as operações subiram 14% em 2015, e Viracopos elevou desempenho nas receitas do país. A participação nas importações foi de 7,4% para 7,9%; e o índice das exportações subiu de 1,5% para 1,7% no ano anterior, informou a concessionária sobre dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Entre os efeitos “compensatórios” nas finanças do aeroporto, explicou Mota, está  o maior avanço anual registrado em 13 anos, de acordo com levantamento da Reuters. De janeiro a dezembro o valor foi de R$ 2,68 a R$ 3,94.

“O dólar fez com que a receita aumentasse mais do que o esperado. Mas isso, a longo prazo, também criará desestímulo para importações e começa a gerar problemas para a economia”, avaliou. Outro ponto destacado por ele foram investimentos de Viracopos para suprir demandas de mercado, incluindo ampliação das câmaras frigoríficas. O aeroporto também conta com estrutura móvel para tratamento fitossanitário da madeira bruta que sai ou entra ou deixa o país.

“Até o fim do contrato de concessão nós queremos triplicar o volume de cargas que passam pelo terminal. Mas a ideia é que elas representem um terço das receitas, outro terço seja obtido com as atividades aeroportuárias e o restante sejam comerciais, incluindo lojas”, destacou Mota. Atualmente, as operações do terminal de cargas representam 52% da fonte de arrecadação.

Para ele, o resultado será alcançado com desenvolvimento e oportunidades de novos negócios. “Devemos inaugurar em fevereiro, por exemplo, a primeira sala cofre de alta segurança. É algo que não existia e gera competitividade”, destacou o diretor sobre a estrutura que deve ser considerada a mais completa em aeroportos na América Latina.

Mota ainda destacou que os investimentos se baseiam no modelo aeroporto-indústria e prevê novos diferencias para elevar receitas.

“O antigo terminal será transformado em terminal de cargas domésticas, uma oportunidade para escoamento interestadual”, contou ao citar previsão de expandir serviços. O aeroporto também deve contar na área nordeste com novos galpões de logística e manutenção.

Diferença de cálculos – Enquanto as exportações são cobradas com base no peso da carga, o uso do terminal para logística de produtos comprados fora do país implica em taxas diferenciadas.

A primeira, informou a assessoria da concessionária, é feita considerando-se a soma do valor agregado do item e tempo em que ele fica no terminal (cargas importadas e nacionalizadas em Viracopos); enquanto que a segunda cobrança, para cargas classificadas como DTA (declaração de trânsito aduaneiro), é feita com base no peso movimentado internamente.

Situação acirrada – O diretor regional do Centro das Indústrias do estado de São Paulo (Ciesp), José Nunes Filho, avaliou que a queda de operações no terminal de cargas em Viracopos reflete enfraquecimento das companhias. De janeiro a outubro do ano passado, as 500 empresas atendidas pela entidade, em 19 cidades, fecharam 1,9 mil postos de trabalho. O balanço total sai em fevereiro.

“A alta do dólar levou outras taxas para cima e agrega mais valor aos produtos. Daí sofremos com a concorrência, porque outros países têm mão-de-obra qualificada e conseguem produzir itens mais baratos, sobretudo os componentes importados pelas indústrias automobilísticas”, falou o diretor de operações. Segundo ele, a perda de mercado repercutiu em cortes de vagas e formação de um ciclo.

“Com mais desemprego, há menos consumo e isso se repete. Por enquanto, a expectativa é de que a situação seja acirrada, com queda no PIB e mais demissões. Aqui [região] há perfil mais importador que exportador”, falou.

Fonte: GLOBO.COM