Mahle Jundiaí desenvolve compressores automotivos para mercados globais

A Mahle inaugurou em Jundiaí, SP, seu centro de competências dedicado ao desenvolvimento e a testes de compressores mecânicos de ar-condicionado automotivo.

A nova estrutura passa a integrar a rede global de pesquisa e desenvolvimento da companhia e será responsável por projetos destinados aos mercados da América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia.

Instalado dentro do Centro de Tecnologia o laboratório recebeu bancadas específicas para validação de aplicações em veículos leves e comerciais. A estrutura permitirá a realização de testes de durabilidade, desempenho e confiabilidade dos compressores, componente responsável por comprimir o gás refrigerante do sistema de ar-condicionado e garantir a circulação necessária para o resfriamento da cabine.

A empresa afirma que o novo centro também dará suporte ao desenvolvimento de materiais e conceitos dedicados às próximas gerações de sistemas de climatização automotiva. Para a operação da área mais de vinte profissionais foram contratados e treinados para atividades de engenharia e apoio técnico.

Mahle 2030+ –  A inauguração marca mais um passo do plano global Mahle 2030+, dirigido para a expansão das atividades ligadas à mobilidade e ao fortalecimento de sua capacidade de desenvolvimento tecnológico. Segundo Everton Lopes, responsável pelo Centro de Tecnologia na América do Sul, a unidade brasileira passou por processo de expansão nos últimos cinco anos: “Fizemos crescer as capacidades, fortalecendo a infraestrutura e preparando as equipes para impulsionar o desenvolvimento global de produtos”.

Criado em 2008 o Centro de Tecnologia da Mahle em Jundiaí emprega cerca de 220 profissionais e opera em áreas como design, materiais, termodinâmica, química e análise de fadiga. A unidade reúne atividades ligadas ao desenvolvimento de motores a combustão, incluindo aplicações com combustíveis sustentáveis.

Porto de Itajaí receberá 11.700 veículos BYD até meados de junho

O Porto de Itajaí recebeu nesta quarta-feira (27) o navio Grande Shanghai, transportando 4.585 veículos da montadora chinesa BYD, em uma operação que reforça a relevância estratégica do terminal para o setor automotivo nacional.

O Grande Shanghai torna-se o maior navio Ro-Ro já operado no Porto de Itajaí, marcando um importante avanço na capacidade operacional e na atratividade do complexo portuário para grandes movimentações logísticas.

A operação, conduzida pela JBS Terminais, evidencia a consolidação do Porto de Itajaí como um hub estratégico para cargas de alto valor agregado e grandes volumes de importação automotiva no Brasil.

Ao todo, estão previstas duas escalas da BYD no Porto de Itajaí, totalizando aproximadamente 11.700 veículos. A primeira ocorreu nesta quarta-feira, com a chegada do Grande Shanghai e suas 4.585 unidades. A segunda está programada para meados de junho, quando o navio BYD Changsha deverá atracar com cerca de 7.200 veículos.

Mais do que um marco operacional, a movimentação reforça a confiança do mercado na infraestrutura, eficiência e capacidade do Porto de Itajaí para atender operações logísticas de grande porte.

Viracopos terá segunda pista de pouso e decolagem prevista com renegociação da Concessão, informa Folha SP

O governo federal quer aproveitar a renegociação da concessão de Viracopos para antecipar a construção obrigatória de uma segunda pista de pouso e decolagem no aeroporto localizado em Campinas, no interior de São Paulo. O objetivo é ampliar as alternativas de tráfego e evitar o colapso do sistema aéreo em São Paulo nos próximos anos.

O processo segue em fase final de ajustes para seguir ao TCU para conclusão. A Comissão que trata o tema no Ministério dos Portos e Aeroportos e ANAC, recebeu em 10 de junho a prorrogação de mais 60 dias como prazo para finalizar o estudo, portanto, até o dia 10 de junho próximos.Hoje, Viracopos funciona com apenas uma pista de pouso e decolagem, onde opera cerca de 124,6 mil pousos e decolagens por ano. Pelo contrato original, firmado em 2012, uma segunda pista só precisaria ser construída quando o aeroporto atingisse 178 mil operações.

A intenção do Governo Federal é antecipar a construção de uma segunda pista de pouso e decolagem no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), como forma de evitar um possível colapso do sistema aéreo paulista nos próximos anos. As informações foram publicadas inicialmente pela Folha de São Paulo, segundo detalhes da proposta elaborada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor).

A medida faz parte das negociações para reformular o contrato de concessão do terminal, atualmente conduzidas entre a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O aeroporto enfrenta há anos uma crise contratual marcada por disputas judiciais, arbitragens, tentativas frustradas de relicitação e ameaças de caducidade da concessão.

Por isso, a proposta do Mpor é desvincular a construção da nova pista da demanda atual e acelerar a obra “o mais próximo possível do momento presente”. A avaliação técnica da pasta é de que a construção pode levar cerca de cinco anos, o que exige o início antecipado da expansão.

Estudos analisados pelo governo apontam diferentes cenários para a saturação do sistema aeroportuário paulista, formado principalmente por Congonhas, Guarulhos e Viracopos. Um levantamento da 7ª Rodada de concessões aeroportuárias projeta que o limite operacional pode ser atingido em cerca de três anos, em um cenário de crescimento acelerado da aviação.

Já o Plano Aeroviário Nacional, documento de planejamento de longo prazo do setor, estima que a saturação pode ocorrer em aproximadamente cinco anos, mesmo considerando ampliações previstas em Guarulhos e Congonhas. Um terceiro estudo, elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresenta uma projeção mais conservadora e aponta que o limite do sistema seria alcançado em cerca de 12 anos.

Além da nova pista, o governo também pretende rever o projeto original de expansão de Viracopos. A área planejada para o aeroporto deverá ser reduzida de 27 km² para cerca de 20 km². Segundo a avaliação do governo, o conceito inicial de transformar Viracopos em um mega-aeroporto com múltiplas pistas independentes se mostrou caro, complexo e pouco viável.

O processo de renegociação da concessão ocorre em meio a um impasse bilionário. O passivo da concessionária junto à Anac supera R$ 5 bilhões, incluindo dívidas relacionadas a outorgas, contribuições mensais e multas. Por outro lado, a ABV sustenta que teria aproximadamente R$ 6 bilhões a receber do governo federal.

A proposta do Mpor já foi encaminhada à Anac, responsável pelas negociações com a concessionária. Apesar da nova pista não resolver de forma definitiva os problemas estruturais da aviação paulista no longo prazo, a avaliação do governo é que a obra ajudará a aliviar a pressão sobre o sistema nos próximos anos.

O plano também inclui medidas voltadas aos aeroportos regionais. O governo quer aproveitar a renegociação da concessão para destravar investimentos em terminais deficitários que ficaram sem interessados em leilões anteriores do programa AmpliAR.

Pela proposta, Viracopos deverá realizar estudos técnicos e participar obrigatoriamente de futuras concessões de seis aeroportos regionais localizados em Tarauacá (AC), Barcelos (AM), Itacoatiara (AM), Parintins (AM), Guanambi (BA) e Itaituba (PA).

O modelo prevê que a concessionária participe das disputas por esses aeroportos. Caso não vença algum dos certames, terá de elaborar novos estudos para outros terminais até incorporar seis aeroportos regionais ao contrato de concessão.

As tentativas de resolver o impasse envolvendo Viracopos já passaram pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que conduziu negociações em 2024 sem chegar a um acordo. Em junho de 2025, expirou o prazo da relicitação da concessão, o que reabriu a possibilidade de retomada do processo de caducidade.

No ano passado, a concessionária solicitou à Anac a abertura de uma comissão de autocomposição para renegociar o contrato. Desde então, ao menos 35 reuniões técnicas foram realizadas para discutir um novo desenho para a concessão.

Procurada pela reportagem da Folha de S.Paulo, a Aeroportos Brasil Viracopos informou que não comentará o assunto devido à cláusula de confidencialidade estabelecida durante as negociações com a Anac. O Ministério de Portos e Aeroportos declarou que “o processo tramita sob sigilo” e que “segue estritamente as diretrizes técnicas para a resolução do caso”. A Anac não se manifestou.

Fonte: Folha SP

Secretário Barreirinhas defende “cooperação” em evento na Fiesp sobre a Reforma Tributária

Em meio ao avanço da regulamentação do novo sistema tributário brasileiro, a Fiesp realizou, na terça-feira (26), o evento Reforma Tributária: aspectos práticos e sua regulamentação, que reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para debater os efeitos das novas regras no dia a dia das empresas, estados, municípios e consumidores.

Abertura do evento foi realizada no Teatro do Sesi-SP, em São Paulo. Evento reuniu especialistas e representantes dos setores público e privado para discutir o novo sistema.

Além de Skaf, participaram da abertura o presidente do Ciesp, Rafael Cervone, o diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp e do Ciesp, Helcio Honda, o presidente do Comitê Gestor IBS e do Comsefaz, Flávio César Mendes de Oliveira, a presidente conselheira do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Cristiana Moraes, do secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, do vice-presidente do TJ-SP, Luis Francisco Aguilar Cortez, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen.

Em sua intervenção, o Secretário Especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, destacou a cooperação como caminho na implementação da Reforma Tributária.

Barreirinhas citou a modernizando o relacionamento da Receita Federal com os cidadãos e empresas. A nova legislação muda a dinâmica do Fisco, substituindo o modelo punitivo generalizado por uma atuação focada em análise de riscos e conformidade fiscal.

Na visão do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o debate sobre a Reforma Tributária envolve temas centrais para o país, como competitividade, emprego, crescimento econômico e desenvolvimento. Segundo ele, a implementação do novo sistema exigirá um longo processo de adaptação, já que a transição do IBS seguirá até 2033.

Skaf destacou avanços importantes, como a desoneração das exportações, a simplificação tributária, o fim do acúmulo de créditos e a redução da guerra fiscal com a mudança da tributação da origem para o destino. Ao mesmo tempo, reconheceu que permanece a preocupação com a elevada carga tributária brasileira.

“O objetivo máximo de uma Reforma Tributária é ter a menor carga possível. Mas essa é uma batalha permanente, que depende também do controle dos gastos públicos e de maior eficiência do Estado”, afirmou.

Ao longo da programação, os debates abordaram temas centrais para a implementação da nova arquitetura fiscal brasileira, incluindo os desafios da cooperação federativa, o período de transição do novo modelo tributário, os impactos sobre empresas optantes pelo Simples Nacional e as mudanças trazidas por mecanismos como o split payment.

Também estiveram em pauta questões relacionadas aos novos incentivos inseridos para a Zona Franca de Manaus, os reflexos tecnológicos da Reforma e os desafios do contencioso tributário no novo cenário regulatório.

A transição da Reforma Tributária, segundo pesquisa da Fiesp, tem gerado uma série de dúvidas no setor produtivo. O evento foi mais uma iniciativa da entidade para apoiar empresas de todos os portes a se adaptarem ao novo modelo.

Libraport Campinas consolida expansão operacional com mais de 700 mil m³ de carga em 2025

A Libraport, empresa especializada em comércio exterior e armazenagem alfandegada, encerrou 2025 com indicadores que reforçam sua posição como um dos principais recintos alfandegados do país. Ao longo do ano, o recinto registrou média de ocupação de 82,27%, além da movimentação de 24.166 veículos e o processamento de 706.310 m³ de cargas.

O desempenho operacional também se reflete na atividade de transporte, que somou 2.101 viagens, equivalentes a 8,04% do total de veículos que passaram pela unidade. No período, foram percorridos 199.166 quilômetros em operações logísticas dedicadas.

O conjunto de indicadores reforça não apenas o aumento de volume, mas também a complexidade crescente das operações atendidas pela empresa, com destaque para cargas de maior valor agregado e maior exigência técnica, como equipamentos destinados a data centers, insumos industriais e produtos sensíveis que demandam controle rigoroso em toda a cadeia logística.

Segundo o diretor-presidente da Libraport Bruno Barbosa, os resultados de 2025 refletem a consolidação de um modelo operacional mais integrado e eficiente, com ganho de escala e maior previsibilidade nas operações de comércio exterior. “A evolução da ocupação do recinto alfandegado ao longo do período reforça o papel estratégico da empresa na conexão entre os principais modais logísticos do estado de São Paulo, especialmente a integração entre porto, aeroporto e mercado interno”, afirma.

 Trajetória – A Libraport atua desde 2000 com o propósito de oferecer soluções logísticas de excelência para o comércio exterior, sempre com proximidade e personalização para cada cliente. Com uma estrutura completa e um time de especialistas com ampla experiência no setor, foi o primeiro recinto alfandegado do país a conquistar a certificação OEA, reforçando seu compromisso com a qualidade e a segurança nas operações.

A empresa atende diversos segmentos de mercado, e contamos com soluções especializadas para saúde humana, saúde animal e alta tecnologia.

Foto: Divulgação