Após GRU, Viracopos inicia transbordo internacional com conexão imediata da carga

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), passou permitir um fluxo de baldeação internacional de carga (transshipment), tornando possível o processamento de carga em trânsito internacional que utilizará o aeroporto como ponto de consolidação da América do Sul. Este novo serviço é o resultado de um trabalho conjunto com a Receita Federal e está já disponível para operação.

O novo serviço possibilita realizar todas as transferências de carga internacional após um processo de desconsolidação e posterior consolidação, com a possibilidade de troca para qualquer empresa aérea.

O procedimento de transshipment, regulamentado pela portaria da Receita Federal ALF/VCP Nº 76, de 17/03/2023, é permitido para cargas procedentes do exterior, amparadas por conhecimentos de carga do tipo HAWB (House Air Waybill), com passagem por Viracopos e posterior embarque em voos internacionais.

O armazenamento das cargas será feito em área segregada e autorizada pela Receita Federal. Os agentes de carga interessados na operação devem solicitar autorização ao órgão e podem consultar as regras por meio do e-mail: comercial.cargas@viracopos.com

Em 2023, na contramão da aérea, carga marítima mantém alta com marca histórica em Santos

Se a carga aérea não começou 2023 com movimentações significativas – os dois principais terminais aéreos Viracopos e Guarulhos apresentaram queda nas importações e exportações – não se pode dizer o mesmo do setor marítimo.

O porto de Santos atingiu a expressiva marca de 10,9 milhões de toneladas de carga em fevereiro. Esse é o segundo melhor movimento para este período mensal do ano, na história do porto.

Ainda assim, esse desempenho foi 14,8% inferior ao verificado em fevereiro do ano passado, de 12,8 milhões de toneladas (recorde histórico), devido, principalmente, à redução dos volumes exportados de soja em grãos (-10,6%); e açúcar (-24,3%).

A queda nos embarques de soja foi influenciada pelo atraso na colheita, apesar da produção recorde estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 151,4 milhões de toneladas para 2022/2023, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no último dia 14 de março. Ainda segundo o Ministério, o açúcar apresentou queda nas vendas externas devido a menor disponibilidade interna para exportação, por causa da menor moagem de cana-de-açúcar por questões climáticas. Mesmo assim, o movimento acumulado do produto no ano apresenta crescimento de 2,0%, com 2,1 milhões de toneladas. Da mesma forma, os embarques de milho, apesar da queda observada o mês de fevereiro, obtiveram crescimento de 22,2%, no acumulado dos dois primeiros meses de 2023, atingindo 1,5 milhão de toneladas.

Os embarques de carne bovina, de 105,3 mil toneladas (-23,3%), também foram afetados, devido à redução internacional do preço e diminuição do volume exportado. Isso refletiu na movimentação de carga conteinerizada, que apresentou redução de 13,3% ao somar 324,6 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Conforme explicou o Mapa, uma das razões para essa queda no volume foi o caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”) comunicado, em 22 de fevereiro, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que gerou a suspensão temporária das exportações de carne para a China.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a queda na quantidade exportada de diversos produtos em fevereiro não pode ser considerada uma tendência, em função dos fatores conjunturais mencionados.

No que se refere à queda verificada nas descargas, se deve, principalmente, ao desempenho verificado nos fertilizantes que registram redução de 28,7%.

Os embarques somaram em fevereiro 7,9 milhões de toneladas, 13,3% a menos do que o mesmo período do ano passado. Os desembarques também registram queda, de 18,8%, totalizando 3,0 milhões de toneladas.

O movimento acumulado nos dois primeiros meses do ano atingiu 21,1 milhões de toneladas (-10,3%), respondendo os embarques por 14,7 milhões de toneladas (-9,2%) e as descargas por 6,4 milhões de toneladas (-12,5%). A carga conteinerizada soma 677,5 mil TEU (-10,7%).

O fluxo de navios aumentou em 0,4% no acumulado do ano (791 embarcações).

Corrente Comercial   –A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira em fevereiro foi de   27,3%. Das transações comerciais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos, a China apresenta a maior participação, com 26,7%.  O Estado de São Paulo mantém-se como a unidade da Federação com a maior participação nas transações comerciais com o exterior, 57,6%.

Vendas de veículos crescem 16% no primeiro trimestre

Com uma forte demanda das locadoras nos seus últimos dias março encerrou com 198,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados, de acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. Assim o primeiro trimestre fechou com alta de 16,3% sobre igual período do ano passado, com 471,6 mil veículos licenciados.

De janeiro a março de 2022, vale lembrar, o mercado foi fortemente prejudicado pela crise dos semicondutores que paralisou, em escala muito maior do que nos primeiros meses deste ano, as linhas das fabricantes instaladas no País. Com 405,6 mil veículos vendidos o primeiro trimestre do ano passado foi o pior em dezessete anos.

O resultado de março foi positivo: o mercado cresceu 35,5% sobre o mesmo mês de 2022, que registrou 146,8 mil emplacamentos, e 53,1% com relação a fevereiro e suas 129,9 mil unidades. A média diária de vendas chegou a 8,6 mil veículos/dia, superior às 6,5 mil/dia de janeiro e às 7,2 mil/dia de fevereiro.

Fonte ligada ao varejo, porém, relatou que nos últimos dias muitos veículos foram emplacados e direcionados para locadoras com descontos generosos, o que inflou o resultado. Segundo um diretor de montadora ouvido pela reportagem quem puxa o crescimento são as vendas diretas: no varejo as coisas estão estagnadas.

É notável o retorno das promoções das concessionárias, anunciando descontos, facilitação no financiamento e até combustível grátis por um ano. Ainda assim as vendas estão travadas: os consumidores não conseguem crédito no banco, que vem negando muitas fichas – e, quando conseguem, as taxas são elevadas. Disse a fonte que nunca viu tantas dificuldades no crédito como atualmente.

Em março a Fiat Strada liderou as vendas, com 9,9 mil emplacamentos. Completam o pódio o Hyundai HB20, 8,4 mil unidades, e Chevrolet Onix, 8,3 mil.

Fonte: https://www.autodata.com.br

Empresa de manutenção aeronáutica vai instalar fábrica em área de Mogi das Cruzes

A VivaAer Indústria, Comércio e Serviços Aeronáuticos, empresa especializada em manutenção aeronáutica, está trocando os três galpões, onde funciona no município de Guarulhos, por um espaço de 7.500 m² adquirido na região da estrada do Auricchio, no bairro do Taboão, em Mogi das Cruzes.

A informação é do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Pedro Komura, que esteve visitando as instalações da empresa de Guarulhos, durante o final de semana.

Segundo ele, a VivaAer é uma empresa de tecnologia, altamente especializada, que emprega 70 funcionários, e que pretende iniciar a mudança para a futura sede própria, a partir do final deste ano. A transferência será feita por etapas, já que a indústria fabricante dos mais diferentes componentes para a aviação civil e comercial, deverá fazer um grande investimento para a mudança e remontagem de seus equipamentos no bairro do Taboão, durante pelo menos três anos.

“Todo esse trabalho será feito com recursos próprios”, afirma Komura, informando que a aquisição do grande galpão no Taboão está sendo adaptado aos planos de crescimento da empresa, que espera chegar em 2028 com 130 funcionários, uma elevação média de 15 vagas a cada ano.

A VivaAer, que tem entre sua clientela empresas do ramo aeronáutico, como Embraer, Helibras e outras companhias aéreas, produz os mais diferentes tipos de peças para aviação, desde produtos simples, como carrinhos para serviços de bordo, até trens de pouso, rodas, macacos hidráulicos, além de peças para aviões antigos, inclusive estrangeiros, que já deixaram de ser fabricadas pelas indústrias de origem. Enfim, um mercado em permanente movimento, que leva a empresa, criada e dirigida por um pai, engenheiro aeronáutico, e seus dois filhos, leve adiante um projeto de crescimento que, a partir do próximo ano, terá Mogi das Cruzes como seu principal endereço.

História – A empresa VivaAer foi fundada no ano de 1989, em São Paulo, pelo engenheiro aeronáutico, Antonio Irineu Viva, ao se aposentar na Vasp, após 27 anos de trabalho, entre as décadas de 70 a 90, com reparo e manutenção em BarTrolleys (peças usadas para os serviços de bordo nas aeronaves), usinagem e reparos aeronáuticos. Com o passar do tempo, ele ampliou o espaço na Capital, adquiriu maquinário diversificado. Sua meta era atender o processo de manutenção por completo, dentro da própria empresa, sem depender de terceiros e garantindo a qualidade de seus produtos baseada na experiência do proprietário, que foi sendo transmitida aos colaboradores, muitos deles, há mais de 20 anos na empresa.

Desde 1997, a empresa passou a ocupar três galpões na cidade de Guarulhos, por conta de seu crescimento acelerado. Para isso, passou a contar com mão de obra capacitada para projetos e produção, como engenheiros mecânicos, aeronáuticos, técnicos de manutenção aeronáutica, desenhistas, entre outros. Ao mesmo tempo, passou a trabalhar com infraestrutura tecnológica de ponta, maquinário e ferramentais especiais para testes, ensaios e outras exigências do mercado.

“Conhecemos o mercado aeronáutico e estamos prontos para atender às demandas, seja com manutenção ou produção”, afirma a empresa, em sua apresentação, no site oficial da VivaAer.

A empresa se diz pronta para atender as necessidades das empresas aéreas em pequenas peças como trolleys, gavetas, grelhas, geleiras, saboneteiras, e outras, seja no reparo ou produção. “Possuímos o know-how completo para garantir sua segurança e pronto-atendimentos de seus clientes”, afirma a comunicação oficial.

Mas a empresa está apta também a trabalhar com equipamentos de apoio em solo para atender tarefas especificas e gerais.

“Contamos com nossa equipe de engenharia, projetos e produção para desenvolver, melhorar ou produzir equipamentos de apoio de qualidade funcional”, afirma a direção da VivaAer.

Com última tecnologia em centros de usinagem CNC 4 eixos, centros de torneamento, máquinas de usinagem convencional, retífica, prensas, e colaboradores com larga experiência e conhecimento técnico adquiridos com know-how de mais de 30 anos de aviação permitem à empresa fabricar “qualquer tipo de ferramenta especial para aeronave, peças de reposição ou de manutenção entre outras”, bastando que se envie o desenho, modelo ou necessidade. Desafios que a equipe da VivaAer encara com frequência e eficiência.

Fonte: https://odiariodemogi.net.br

CIESP Campinas terá reunião mensal nesta quarta-feira, 12/04, com apresentação sobre “Comércio Internacional”. Confira programação.