Gigante marítima ingressa no mercado de carga aérea

Após operar seu primeiro voo de carga no último sábado, 13 de março, entre Liège, na Bélgica, e Chicago, nos Estados Unidos, a gigante dos transportes marítimos CMA CGM informou que decidiu que sua nova divisão aérea CMA CGM AIR CARGO terá o objetivo inicial de conectar a Europa aos mercados internacionais começando pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito pela empresa durante sua comunicação de balanço anual.

Com uma capacidade de carga de 60 toneladas e um alcance de voo na casa de 7.500 km, através de quatro aeronaves Airbus A330-200F, o CMA CGM Group escolheu o Aeroproto de Liège, hub intermodal de carga, como local para sua base europeia, e começará operando voos para Chicago nos EUA.

Adrien Thominet, CEO do Grupo ECS, disse: “O Grupo ECS está extremamente honrado em apoiar este movimento estratégico da CMA CGM, um grupo que já é um especialista em fretamento e logística. Nossa flexibilidade, nossa rede de vendas e nosso know-how de negócios significam podemos ampliar o valor agregado que a companhia aérea está procurando.”

O Grupo CMA CGM e o Grupo ECS destacam que estão determinados a fazer da CMA CGM AIR CARGO um importante player no setor de carga aérea.

“TPC Logística Inteligente” tem novo presidente

Luis Chamadoiro, formado em engenharia civil, pós-graduado em logística e distribuição, ingressou na empresa desde seu início, há 20 anos, conquistando a função de VP de operações, VP comercial e hoje a presidência da TPC Logística Inteligente.Atualmente a empresa possui o título de Melhor Operador Logístico do Brasil (concedido pela ABOL e Editora OTM), mas ainda temos grandes conquistas pela frente.

Com muita tecnologia, investimento pesado e gestão de pessoas, chegaremos em um novo patamar de empresa. O futuro nos aguarda! Deem as boas-vindas ao nosso novo presidente, Luis Chamadoiro, exaltou a página da empresa no LinkedIn.

Fonte: LinkedIn TPC

Miami-Campinas-Santiago-Miami é nova rota regular e semanal em Viracopos

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), passou a receber a partir do início de março os voos cargueiros regulares da companhia Ethiopian Airlines, que vão aumentar a ligação para o transporte de cargas entre Brasil, América do Sul e EUA.      

O voo da Ethiopian tem previsão de uma operação semanal (todas as quintas-feiras, às 15h30) e fará a rota Miami–Viracopos–Santiago do Chile–Miami, utilizando uma aeronave Boeing 777-F. 

Na semana passada, a companhia realizou, excepcionalmente, dois voos inaugurais na quinta-feira e no sábado, mas estes ainda não faziam parte desta frequência regular iniciada nesta quinta-feira (04/03).  

“A chegada de mais uma grande companhia cargueira como a Ethiopian amplia a conexão do aeroporto ao mundo com rotas importantes para América do Sul e EUA. Com isso, o aeroporto consolida ainda mais a sua importância no cenário mundial de transporte de cargas”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota.      

Hoje, o Terminal de Carga (TECA) de Viracopos é um dos mais importantes e movimentados do Brasil e é o maior no processamento de carga importada no país. Além de contar com uma ampla, ágil e moderna estrutura para movimentação, armazenamento e liberação de cargas, o aeroporto é responsável por movimentar quase 40% de toda carga aérea importada do país em toneladas.  

Foto: Lúcio Daou

Embrapa: Brasil será maior exportador de grãos do mundo em cinco anos

Responsável por produzir uma quantidade de alimentos que atende a 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o Brasil deve continuar ampliando sua contribuição para o abastecimento mundial a ponto de se tornar, nos próximos cinco anos, o maior exportador de grãos do planeta, superando os Estados Unidos. A informação está em levantamento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 

De acordo com a Embrapa, em apenas dez anos a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, tendo como destaque carne, soja, milho, algodão e produtos florestais. 

“Olhando os dados dos últimos 20 anos (2000 a 2020), a produção brasileira de grãos cresceu 210%, enquanto a mundial aumentou 60%, O Brasil é o quarto produtor mundial, mas o segundo exportador de grãos, basicamente de soja e milho”, disse à Agência Brasil o pesquisador Científico e Gerente de Inteligência da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, Elisio Contini. 

O maior exportador de grãos em 2020 foram os Estados Unidos com 138 milhões de toneladas. O Brasil está em segundo lugar com 122 milhões de toneladas. “Nos próximos 5 anos o Brasil deverá superar os Estados Unidos em exportação. Com base neste histórico e com os elevados preços internacionais dos produtos, a produção do Brasil deverá atingir a 3% de crescimento mundial”, disse. 

“E até 2050 a produção brasileira de grãos poderá superar os 500 milhões de toneladas, sendo ainda mais importante para a segurança alimentar do mundo”, acrescentou. 

A afirmação tem por base o estudo “O Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas”, divulgado recentemente pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, tendo como autores Elisio Contini e Adalberto Aragão. 

Contini lembra que a contribuição brasileira para a alimentação das pessoas é expressa de forma direta e indireta, uma vez que parte da produção de soja e milho tem como destino a alimentação de gado e, consequentemente, a produção de carnes e leite. 

“A produção de grãos, de 2011 a 2020, cresceu no Brasil 5,33% ao ano, enquanto a do mundo em 2,03% ao ano. Isto significa que o Brasil cresceu mais do que o dobro do mundo”, disse. 

Dessa forma, acrescenta o pesquisador, o Brasil tem uma “janela de oportunidades de negócios” por, pelo menos, 20 anos, que deve ser aproveitada. “Afinal, estamos nos tornando uma economia de recursos naturais”. 

A situação privilegiada do país se deve, entre outros fatores, à grande quantidade de terras aráveis que se encontram no país. “Parte dos 160 milhões de hectares de pastagens pode ser convertida para a produção de grãos, tem regime de chuvas regulares como nos cerrados, líderes mundiais em tecnologia tropical e agricultores competentes”, argumentou, ao lembrar que as terras disponíveis para agricultura em outros países, como os Estados Unidos, estão praticamente esgotadas. 

Além disso, acrescenta ele, já há algumas tecnologias com potencial de aumentar ainda mais a produção nacional, como sementes melhoradas, insumos eficientes, maquinaria da melhor qualidade no mundo e sistemas de produção eficientes como o plantio direto, integração lavoura-pecuária. 

“Falta-nos melhoria na infraestrutura e marketing dos nossos produtos. A solução para a questão ambiental é vital para as nossas exportações”, complementa.

Atrasos na liberação de carga em Guarulhos comprometem serviços e lotam terminais, alerta SINDASP

Motivados pelo fechamento de fronteiras, os dois maiores aeroportos cargueiros do Brasil, Viracopos e Guarulhos registraram aumentos significativos neste início de 2021

A carga aérea registrou números significativos neste início de ano. Um dos termômetros da movimentação no País, Viracopos registrou em janeiro alta na importação, atingindo 36,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, com um total de 10,9 mil toneladas. Já a exportação avançou 63,9% no mês de janeiro em relação ao mesmo mês de 2020 – antes mesmo da pandemia, com um total de 5,8 mil toneladas de carga.

Embora Guarulhos não tenha divulgado seus números, de acordo com o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – entidade que representa a categoria responsável por cerca de 95% das operações de comércio exterior brasileiro, os atrasos estão em níveis intoleráveis no terminal. “Estamos monitorando todos os tempos e chegamos em um momento de prazos inadmissíveis para quem opta pelo modal aéreo e, por isso mesmo, quer agilidade para retirar sua carga”, revela Marcos Farneze, presidente do SINDASP.

Fechamento de fronteiras – A assessoria de imprensa em Guarulhos, explicou ao Portal LogNews que o fenômeno de crescimento “súbito e inesperado” da carga em fevereiro ocorrido em Guarulhos é atribuído ao fechamento de fronteiras em todo o mundo por conta da pandemia. Segundo a assessoria, o fluxo de pessoas está limitado e para a carga aérea não há nenhuma restrição. Por isso, essa migração desse transporte de mercadorias, informou a assessoria, dando como exemplo a relação atual desse fluxo com os EUA.

Além disso, a assessoria informou ainda que ocorreram dois voos cargueiros, para o setor automotivo, realizados em um avião de passageiro, motivado pela pandemia e o fechamento de fronteiras – que resultou na queda da oferta de voos e, por consequência, na diminuição na capacidade de transportar carga na “barriga” de jatos de passageiros. Foram duas grandes operações do setor automotivo, pela empresa “TUI”, com peças automotivas, utilizando o Boeing 787 da Cia. Aérea holandesa, transportando autopeças.

Carga não localizadas – Diante de insistentes pedidos de medidas emergenciais de alguns setores ao lado do SINDASP, a GRU Airport – Concessionária que administra o Aeroporto – divulgou medidas emergenciais, que, todavia, ainda não surtiram o efeito desejado. “Nada mudou. Esse atraso já causa impactos chegando, inclusive, ao ponto de não localizarem cargas nos Terminais”, finaliza Farneze.

O SINDASP divulgou alguns problemas identificados, desde a chegada até a entrega da carga, sendo que os principais são:

Armazém de exportação
• Atraso no agendamento de recebimento das cargas;
• Atraso na entrega das cargas para as Cias. Aéreas;
• Cargas não localizadas no armazém de exportação;

Armazém de importação
• Atracação – atrasos de mais de 24 horas, sem considerar finais de semana;
• Atrasos nas informações do Mantra, de presença de cargas e outros do gênero;
• Problemas nas armazenagens – demora de até 5 horas para o cálculo de armazenagens;
• Cargas não localizadas no armazém de importação;
• Falta horário para agendamento no sistema CMS;
• Atraso na entrega e liberação das cargas agendadas, média de 12 horas.