Aeroporto de Viracopos inicia obra de mega galpão para logística

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), terá um condomínio de galpões especial para manutenção de equipamentos das empresas de serviços auxiliares de solo e empresas de logística. As obras foram iniciadas nesta semana e devem ser concluídas em oito meses.

O centro irá se chamar Avir Viracopos Logística Aeroportuária e deve passar a funcionar em março de 2021. O local terá 7.400 m² de galpão coberto e mais 13 mil m² destinados à manobra de caminhões e estacionamento, separados de forma modular com o tamanho das áreas, variando entre  800 m² e 400 m², com docas para carga e descarga.

Trata-se de um empreendimento com todos os requisitos técnicos para as operações de carga e manutenção de equipamentos, com instalações modernas que utilizam o que há de mais atual em termos de padrão construtivo.

O espaço será alugado a empresas usuárias do aeroporto e cinco empresas já assinaram contrato para usar os espaços. O empreendimento é realizado por meio de uma parceria entre a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, e as empresas JBens, Zavit Capital, RC Sollis e BF Participações

O empreendimento está em uma área nobre do aeroporto, com acesso fácil ao ‘lado ar’ facilitando, não somente o deslocamento de equipamentos destinados a manutenção, mas também gerando agilidade e rapidez nas operações de carga no pátio de aeronaves.

“Apesar de todos os desafios do momento, este empreendimento é uma demonstração clara de que os investimentos seguem firmes em Viracopos. Não tenho a menor dúvida que os investimentos continuarão a acontecer, pois há muito espaço para novas oportunidades dentro do complexo aeroportuário”, disse o diretor-presidente de Viracopos, Gustavo Müssnich.

*Crédito da foto aérea de Viracopos: Ricardo Lima

Programa de Cabotagem dobrará volume de contêineres transportados no Brasil

O programa de incentivo à cabotagem do Governo Federal, BRdoMar, foi enviado nesta semana ao Congresso Nacional, como projeto de lei (PL), em caráter de urgência. A medida tem como objetivo aumentar a oferta de cabotagem, incentivar a concorrência, criar novas rotas e reduzir custos.

Dobro em 2 anos – A cabotagem, navegação entre portos ou pontos da mesma costa de um país, é um modo de transporte seguro, eficiente e que tem crescido mais de 10% ao ano no 🇧🇷, quando considerada a carga transportada em contêineres. Entre outras metas, com o BRdoMar, o MInfra pretende ampliar o volume de contêineres transportados/ano, de 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a 20 pés), em 2019, para 2 milhões de TEUs, em 2022, além de ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem.

“Além de impulsionar a navegação de cabotagem no Brasil, o BRdoMar será muito importante para a retomada da economia no pós-pandemia”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ao mesmo tempo em que o presidente Jair Bolsonaro assinava o PL para envio ao Congresso.

Mercosul Line – Na esteira do incentivo, a Mercosul Line e o Grupo CMA CGM anunciaram o seu novo serviço de Cabotagem, NEXCO – Northeast Express Connection.

O serviço conectará o sudeste e nordeste do Brasil através de escala nos portos de Santos, Salvador, Suape e Itaguaí, e contará com ampla conexão multimodal.

A primeira rotação é esperada para outubro de 2020.

Chile aprova acordo de livre comércio com Brasil

O Senado chileno aprovou nesta semana um acordo de livre comércio com o Brasil que complementa um pacto da década de 1990 com o bloco Mercosul e incorpora questões relacionadas a telecomunicações, comércio eletrônico, meio ambiente e PMEs.

O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na região. Em 2019, as exportações chilenas para o país somaram US$ 3,157 bilhões, 30% dos embarques para a América Latina.

“Hoje, mais do que nunca, é essencial fortalecer nossas alianças comerciais para impulsionar a recuperação econômica”, disse o chanceler chileno Andrés Allamand após a aprovação do acordo.
O tratado “vai incorporar novos termos de ponta, atualizar os existentes e permitir que pequenas e médias empresas chilenas tenham igual acesso ao grande mercado brasileiro de compras públicas”, acrescentou.

O acordo também prevê a eliminação do ‘roaming’ entre os dois países, disse o Ministério de Relações Exteriores do Chile em nota.

O Chile, maior produtor mundial de cobre, possui cerca de trinta acordos comerciais com 65 mercados em todo o mundo. Em 2019, foi o principal fornecedor para o Brasil de produtos como catodos de cobre, salmão e vinho, enquanto recebeu de seu vizinho carnes, carrocerias de carros e produtos de ferro ou aço.

Lider no mundo: exportação brasileira de carne bovina é recorde em junho

O Brasil não só é atualmente o maior exportador de carne bovina no mundo, mas exporta quase tanto quanto o 2° e 3° maiores exportadores somados.

Confirmando as expectativas do mercado, as exportações de carne bovina in natura do Brasil atingiram recorde para o mês em junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta quarta-feira, 1º, foram embarcados 152,48 mil toneladas com receita de US$ 655,475 milhões. Segundo a consultoria Agrifatto, está mantida a trajetória de exportações em alta neste ano.

Entretanto, houve uma desaceleração pontual de 1,71% no total exportado ante o mês anterior e um aumento de 33,15% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já a média diária embarcada ficou registrada em 7,26 mil toneladas por dia. Na comparação com maio, houve uma queda de 6,44% nos embarques diários, porém, um avanço de 20,47% ante junho de 2019.

Agilidade para Ásia – Uma nova rota de trânsito marítimo-terrestre para o transporte de carnes foi estabelecida em conjunto pelas regiões provinciais ocidentais da China e os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), incluindo Singapura.

O corredor comercial conta com 234 portos distribuídos em 92 países e regiões. As mercadorias das províncias e regiões ocidentais da China são transportadas primeiro para o golfo de Beibu, na região autônoma de Guangxi Zhuang, no sul da China, antes de serem enviadas para outras partes do mundo ao longo das rotas marítimas.

Vendas para China compensaram queda nas vendas para outras regiões, afirma Guedes

A recuperação rápida da economia de diversos países da Ásia, especialmente a China, impediu que a pandemia do novo coronavírus provocasse um choque nas exportações brasileiras, disse hoje (10) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, o “apetite” asiático compensou a queda nas vendas para os Estados Unidos, a Europa e a Argentina.

O ministro participou de uma reunião virtual do Fórum de Incentivo à Cadeia Leiteira, promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária. Durante o encontro, Guedes disse que, graças ao consumo da Ásia, as exportações brasileiras fecharam o primeiro semestre quase estáveis em relação ao mesmo período de 2019.

De janeiro a junho, o Brasil vendeu US$ 102,43 bilhões ao exterior, valor 6,4% inferior ao do mesmo período de 2019. Segundo os números mais atualizados do Ministério da Economia, divulgados nesta segunda-feira, as exportações somam US$ 125,74 bilhões até a primeira semana de agosto, recuo de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado pelo critério da média diária.

A balança comercial – diferença entre exportações e importações – registra superávit de US$ 32,08 bilhões até a primeira semana de agosto. O resultado é 16,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo estava em US$ 27,59 bilhões.

Os saldos crescentes na balança comercial registrados nos últimos meses estão ocorrendo porque, com a alta do dólar e a crise econômica, as importações estão caindo mais que as exportações. Até a primeira semana de agosto, as compras do exterior somavam US$ 93,66 bilhões, com recuo de 11,5% em relação ao mesmo período de 2019 também pelo critério da média diária.

Fonte: Agência Brasil