ELOG é vendida por R$ 90 mi

elogEcorodovias Infraestrutura e Logística fecha contrato com a Multilog para a venda da Elog

A EcoRodovias Infraestrutura e Logística fechou contrato com a Multilog para vender 100% do capital social da Elog. O valor total do negócio soma R$ 90 milhões, com liquidação em 84 parcelas mensais, iguais e sucessivas, corrigidas pela atualização do CDI, a partir da data do fechamento.

A conclusão da venda, contudo, depende da transferência das quotas do Ecopátio Logística Cubatão (Ecopátio) para a empresa e do pagamento da totalidade da dívida da Elog.

Com essa operação, a companhia venderá todas as unidades operacionais da Elog, que empregam 530 colaboradores diretos e incluem três centros logísticos e industriais aduaneiros (CLIAs), um porto seco, um centro de distribuição e a operação de Transporte Sudeste, exceto o Ecopátio.

A venda da Elog está em linha com a estratégia do Grupo EcoRodovias de dar foco a ativos de concessões rodoviárias.

A conclusão da alienação está sujeita ainda à verificação de certas condições precedentes, que incluem a aprovação prévia da Secretaria da Receita Federal do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com informações: Estadão Conteúdo

 

 

 

Após atingir números recordes mensais de carga em 2017, Guarulhos interrompe recebimento de mercadorias para exportação

GRU_Airport_24Transtornos causados por greve da Receita Federal levam Despachantes Aduaneiros a alertarem situação e a monitorarem operações de carga no aeroporto, para uso de mandado de segurança a qualquer momento

 

Os terminais de carga do Aeroporto Internacional de São Paulo nunca estiveram tão cheios nesse ano. Em números recordes mensais, desde janeiro, o aeroporto recebeu em outubro 25.735 toneladas de importação e exportação.

Mas, a notícia da semana ficou ofuscada por outro anúncio: a área comercial do GRU Airport divulgou um comunicado em que o Aeroporto interrompeu o recebimento de cargas secas para exportação.

A GRU Airport atribuiu a situação à falta de espaço em função do movimento grevista da Receita Federal.

Com a greve de auditores fiscais da receita federal – que reivindicam o ajuste do bônus de produtividade e eficiência da categoria –  as cargas com destino ao exterior não estão sendo liberadas. Com a ocupação em alta nesse setor, o aeroporto suspendeu temporariamente o recebimento de cargas dos embarcadores.

Diante dessa situação, o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – alertou seus clientes embarcadores e vem promovendo reuniões com a gerência de logística da referida concessionária e a Inspetoria da Alfândega da Receita Federal naquele aeroporto. “Todos os esforços tem como objetivo tentar diminuir os impactos causados aos exportadores, importadores e, por consequência, aos Despachantes Aduaneiros.”, defende Marcos Farneze, presidente do SINDASP.

O SINDASP alerta que o mandado de segurança coletivo obtido pela entidade, mesmo este abrangendo as declarações de importação parametrizadas em canais verdes de conferência aduaneira, vem ajudando a amenizar a situação, sendo certo que aguarda uma decisão final da Justiça para então obter ou buscar a extensão para a situação dos casos atinentes ao chamado canal vermelho.

Segundo ainda o GRU Airport, os agendamentos serão retomados conforme liberação do espaço de armazenamento. É esperado que essa medida se mantenha até que  o movimento termine.

O recebimento de cargas especiais, como perecíveis, animais vivos, produtos biológicos e AOG  continuará ocorrendo normalmente.

Após carga aérea, nova avaliação projeta agora números expressivos para a carga marítima em 2017 no Brasil

Termômetro de carga marítima no Brasil, maior porto da América Latina, Santos bate novos recordes operacionais e amplia projeção para 2017

Após Viracopos atingir números expressivos da carga aérea, comparados aos movimentos antes da crise econômica, agora a Porto de Santos voltou a bater recordes operacionais, atingindo a marca de 11,368 milhões de toneladas movimentadas no período e 109,052 milhões de toneladas no acumulado do ano. Foram, respectivamente, os melhores resultados para um mês de outubro e para os dez primeiros meses do ano.

Esses números integram o balanço operacional do Porto em outubro, elaborado por técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e divulgado nesta última semana de outubro.

Segundo o levantamento, o total mensal foi 11,6% maior do o obtido no ano passado e 9,1% a mais do que o registrado em outubro de 2015 (até então, a melhor marca para esse período). O acumulado representou uma alta de 0,5% sobre a melhor performance até então, também obtida há dois anos e 24,3% além do que o contabilizado em 2016.

Com esses resultados, os técnicos da Docas projetam um novo recorde anual. Até o mês passado, havia a expectativa de fechar 2017 com 123,5 milhões de toneladas. Agora, a previsão é atingir 126,8 milhões de toneladas, ultrapassando em 5,8% o maior total anual, obtido em 2015, e em 11,5% o total de 2016. Será um novo recorde anual de movimentação de cargas no Porto.

O desempenho das operações do cais santista foi motivado, principalmente, pelo aumento de 35,2% das exportações, mostram os números da Autoridade Portuária. E essa alta é resultado do crescimento de 190,1% nos embarques de milho, que atingiu a marca de carga mais operada em outubro, com 2,193 milhões de toneladas carregadas.

No ano, o cereal acumulou alta de 49,9%, chegando a 10,632 milhões de tonelada.
Também se destaca o aumento de 66,3% do complexo soja (grão e farelo), que chegou a 448,535 mil toneladas no mês e de 13,3% até outubro, atingindo 20,680 milhões de toneladas, item de maior movimentação no complexo marítimo.

Apesar do ligeiro crescimento de 2,3% apresentado no mês passado, as importações acumularam alta de 12% no ano, impulsionada pelo aumento de 20,5% dos adubos, carga de maior participação nesse fluxo, com o total de 3,240 milhões de toneladas, e de 40,4% de óleo diesel/gasóleo, com 2,135 milhões de toneladas.

Volume de importação em outubro cresce 44% e é o maior dos últimos 4 anos em Viracopos

viracopos final carga aérea 1A marca de 13.561 toneladas de cargas importadas, atingida em outubro último no Aeroporto Internacional de Viracopos, no interior de São Paulo, relembra números antes da crise. O crescimento do mês, em relação ao mesmo intervalo do ano passado é de 44%. A última vez que Viracopos superou a marca 13.500 toneladas neste segmento, foi em maio de 2014, quando o aeroporto de Campinas recebeu 13.776 toneladas em seu terminal de importação.

Nessa esteira desse crescimento, dirigentes de Viracopos apostam no aumento de voos internacionais de passageiros para aumentar seu movimento cargueiro, principalmente nas exportações. Os preços praticados pelas empresas aéreas que se utilizam do porão de aeronaves de passageiros são bem inferiores por aqueles ocupados nos gigantes cargueiros.

Em 2017, o aeroporto de Campinas segue o ritmo de crescimento com 25,44% de crescimento na importação no acumulado do ano, até outubro. Já a exportação, responde por 13,64% no acumulado do ano, também com o melhor movimento dos últimos anos, em outubro, ao atingir a marca de 6.402 toneladas de cargas exportadas.

Honorários dos Despachantes Aduaneiros no Siscomex eliminarão antigo gargalo de concorrência desleal entre os profissionais da categoria

farneze imprensaExpectativa do Presidente do SINDASP, Marcos Farneze (foto), é de que até o final deste ano os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco estejam integrados no pagamento direto pelo sistema do Portal Único

O trabalho de informatização dos sistemas da Receita Federal do Brasil com os estados, notadamente relacionados ao sped fiscal, está em fase de conclusão pela Receita Federal do Brasil.
Na interface desses sistemas, relacionada ao Comércio Exterior, está prevista a integração dos pagamentos diretamente através do Portal Único de Comércio Exterior. Neste ambiente, está ancorada a grande novidade ao mercado: visando oferecer transparência e agilidade ao processo, além dos impostos e taxas já previstos, será incluído o recolhimento dos honorários do profissional liberal (Despachante Aduaneiro) que é pago por intermédio do sindicato de classe.
Próximos de assinatura de convênio com a Receita Federal, o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – e a FEADUANEIROS, a Federação da categoria, enaltecem os grupos de trabalho GTA e GRH. “Esse novo e moderno processo só será possível em função de um longo e exaustivo trabalho dos Grupos GTA e GRH, respectivamente da FEADUANEIROS E SINDASP, que detalharam à Receita Federal sobre a arrecadação do IR do Despachante Aduaneiro e os valores que estão sendo sonegados daqueles que não recolhem devidamente os honorários dos serviços prestados pelo profissional, mostrando, também, à luz da legislação, como funciona a atividade do Despachante Aduaneiro, bem como as leis normas que regulamentam a categoria e o correto recolhimento”, avalia o Presidente do SINDASP, Marcos Farneze (FOTO).
A expectativa é de que até o final do ano os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco estejam integrados no pagamento direto pelo sistema do Portal. Ato contínuo, a RFB espera a rápida integração dos demais estados. Entre outros avanços, um dos impactos aguardados está na agilidade e melhor direcionamento para eventuais fiscalizações.
“O SINDASP e a FEADUANEIROS manterão este canal aberto com o Órgão Federal em nossas entidades até a solução efetiva desse assunto que é o objetivo de todos os Despachantes Aduaneiros, qual seja, a inclusão dos honorários no SISCOMEX nos moldes que são cobradas as taxas e Impostos, encerrando definitivamente a concorrência desleal entre os profissionais da categoria, que favorecia àqueles que não cumpriam a lei”, finaliza Farneze.