Fabricante de fitas adesivas do interior de SP exporta para 17 países e mira faturamento de R$ 1 bi até 2030

A ADERE, fabricante brasileira de fitas adesivas fundada em 1967, está ampliando a operação para quase dobrar o faturamento nos próximos anos. A companhia, que nasceu em uma antiga papelaria em Campinas e atualmente mantém sua principal fábrica em Sumaré, no interior de São Paulo, prevê encerrar 2026 com R$ 530 milhões em receita e chegar a R$ 1 bilhão em 2030.

Para sustentar esse crescimento, a empresa investiu mais de R$ 100 milhões nos últimos 18 meses em expansão, máquinas, equipamentos e tecnologia. A unidade de Sumaré ganhou 10 mil metros quadrados, enquanto o laboratório recebeu novos equipamentos para testes e desenvolvimento de produtos. A estratégia também envolve mudanças na estrutura de gestão, com a criação de uma camada de diretores para áreas como finanças, vendas, operações e pesquisa e desenvolvimento.

O movimento ocorre enquanto a ADERE busca ampliar sua presença em dois mercados principais. No varejo, a companhia pretende aumentar o número de produtos vendidos nos canais em que já atua. Na indústria, a aposta está no desenvolvimento de soluções personalizadas para aplicações específicas, ampliando o espaço da empresa para além das fitas adesivas mais conhecidas pelo consumidor.

De uma papelaria para uma indústria de R$ 530 milhões – A história da ADERE começou com Luís Gonzaga Dias, imigrante português e proprietário de uma papelaria. Entre os produtos comercializados no estabelecimento estava a fita adesiva conhecida popularmente como “durex”. A partir dessa oportunidade, ele decidiu deixar o varejo e entrar na fabricação do produto.

Fundada em 1967, a empresa começou produzindo fitas transparentes e, posteriormente, ampliou o portfólio para fitas de empacotamento e outras categorias. Ao longo das décadas, a variedade de produtos aumentou e levou a fabricante para diferentes segmentos industriais.

A segunda geração da família assumiu a condução do negócio. Luis Gustavo Dias, atual CEO e filho do fundador, entrou na companhia em 1995, depois de se formar em engenharia química e realizar uma especialização na França. Ele passou por áreas como vendas, gerência e diretoria antes de assumir o comando da empresa.

Fitas estão presentes em diferentes setores – Embora sejam associadas principalmente a materiais escolares, as fitas produzidas pela ADERE estão presentes em aplicações menos conhecidas. A empresa fabrica mais de 1.000 itens destinados à construção civil, ao varejo e a diferentes segmentos industriais.

Na construção civil, por exemplo, os produtos podem ser utilizados durante etapas de acabamento e também na fixação de painéis de fachadas de vidro. As soluções também aparecem em linhas de produção de refrigeradores, automóveis, caixas de papelão, embalagens, gráficas e produtos hospitalares.

O setor calçadista é outro exemplo. A empresa mantém uma fábrica em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, dedicada ao segmento. Uma das aplicações é feita sob a costura do couro para ajudar a evitar que o material se deforme com o uso.

Essa diversidade ajuda a explicar a estratégia da companhia para crescer. Em vez de depender apenas das categorias tradicionais, a ADERE pretende ampliar o número de aplicações e desenvolver produtos específicos para necessidades de diferentes clientes industriais.

Fábrica de Sumaré concentra expansão – A principal unidade da empresa fica em Sumaré, a cerca de 90 quilômetros da cidade de São Paulo. A fábrica possui aproximadamente 28 mil metros quadrados de área construída e capacidade para produzir 11 milhões de metros quadrados de fitas por mês. A expansão mais recente acrescentou 10 mil metros quadrados à unidade entre 2023 e 2024. Além da ampliação física, a companhia comprou máquinas para corte e fabricação de rolos e investiu em equipamentos para aplicação de adesivos sobre diferentes tipos de suporte.

Exportadora para 17 países – O laboratório também recebeu investimentos. Foram destinados mais de R$ 2 milhões a novos equipamentos de teste, incluindo um aparelho de raio X usado para analisar matérias-primas, produtos e possíveis novos fornecedores. Com cerca de 400 funcionários, a ADERE também mantém uma fábrica no Rio Grande do Sul e um centro de distribuição em Recife para atender à região Nordeste. A empresa exporta seus produtos para 17 países.

Empresa quer ampliar portfólio no varejo – A expansão da capacidade produtiva precisa ser acompanhada pelo crescimento das vendas. Por isso, uma das frentes da ADERE está concentrada no varejo, onde a companhia começou a levar sua marca para categorias próximas às fitas adesivas.

O portfólio passou a incluir produtos como colas, abraçadeiras, feltros para móveis e lixas. A estratégia é aproveitar os canais de distribuição já utilizados pela empresa para ampliar a quantidade de produtos oferecidos aos consumidores. A companhia também aumentou os investimentos em trade marketing e nas ações realizadas dentro das lojas. Entre as redes citadas estão Leroy Merlin, Obramax e Kalunga, além da expansão da presença em supermercados.

Indústria será uma das apostas para crescer – Enquanto o varejo busca ampliar a presença da marca, a estratégia industrial segue outro caminho. A ADERE pretende desenvolver cada vez mais fitas personalizadas para aplicações específicas, inclusive produtos fabricados exclusivamente para determinados clientes. Essa frente permite que a empresa utilize sua capacidade técnica para solucionar necessidades específicas de outras indústrias. A lógica é ampliar o valor agregado dos produtos e encontrar novas aplicações para as tecnologias de adesivos já disponíveis.

Para aumentar essa capacidade, a empresa também pretende lançar, no início de 2027, uma linha de fitas produzidas com tecnologia hot melt, que ainda não fazia parte de seu portfólio. Atualmente, a fábrica trabalha com diferentes tecnologias de adesivos, incluindo cura UV, acrílico à base de água, acrílico à base de solvente e adesivos de borracha natural com solvente.

Meta de R$ 1 bilhão depende de expansão – A combinação entre investimentos industriais, ampliação do portfólio e desenvolvimento de produtos personalizados sustenta a meta de levar o faturamento de R$ 530 milhões em 2026 para R$ 1 bilhão em 2030. Para alcançar esse resultado, a ADERE pretende aumentar sua participação no varejo e, ao mesmo tempo, ampliar os negócios com outras indústrias. A companhia também passou a reforçar sua estrutura de gestão para acompanhar essa nova fase. A criação de diretorias específicas busca dar suporte à expansão e trazer experiência de empresas maiores para áreas estratégicas do negócio.

Assim, a fabricante que começou há quase seis décadas em uma papelaria aposta na combinação entre expansão industrial, novos produtos e soluções personalizadas para alcançar uma nova escala. O desafio dos próximos anos será transformar a capacidade produtiva construída com os investimentos em crescimento efetivo das vendas e aproximar a empresa da marca de R$ 1 bilhão em faturamento.

Multilog e Hellmann Logistics confirmam presenças no Gourmet Comex, em setembro. Adesões seguem abertas.

O mês de agosto já segue em curso ao lado das oportunidades de visibilidade e de negócios para as empresas de comércio exterior e logística.

A Multilog e a Hellmann Logistics participarão do Gourmet Comex Campinas. O Almoço de Conteúdo e Networking – que terá sua 32ª edição em 25 de setembro – já se consolidou como um dos encontros mais relevantes e prestigiados do calendário do comércio exterior brasileiro e a empresa é tradicional apoiadora e entusiasta do Encontro.

O mercado reunido com autoridades, lideranças institucionais e executivos que atuam diretamente na dinâmica das operações internacionais. Reconhecido por proporcionar um ambiente qualificado de relacionamento e integração, o evento reforça seu papel como ponto de convergência entre representantes do setor público, lideranças do setor privado, especialistas e tomadores de decisão.

CONFIRMADOS – Pra se ter ideia da robustez do Encontro, logo após abrir cotas, o evento já anunciou as primeiras adesões de apoiadores e marcas de valor: CIESP Campinas, Sindasp, Alpha Cargo e Rodoimport.

Agora foi a vez da Multilog e da Hellmann Logistics anunciarem as suas participações.

A presença confirmada de importantes autoridades do setor, somada à participação ativa de importadores, exportadores e representantes da cadeia logística e aduaneira, eleva ainda mais a relevância do encontro.

O evento se consolida como um espaço privilegiado para networking de alto nível, geração de oportunidades comerciais e troca de experiências práticas, promovendo a aproximação entre os diversos elos do mercado e contribuindo para o fortalecimento institucional e operacional do Comex nacional.

ADESÃO – Para participar, os interessados deverão procurar a GPA+ Comunicação, no contato 19 99299-1987 ou mkt@gpamais.com.br.

Viracopos tem melhor junho dos últimos três anos e alta na movimentação de cargas atinge 11,5% no semestre

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou alta de 11,5% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. A alta foi impulsionada pelos segmentos Diversos, Metal-Mecânico, Aeroespacial, Tecnológico e Farmacêutico. De janeiro a junho, foram movimentadas 148,4 mil toneladas ante 133,1 mil toneladas do mesmo período de 2025.

O resultado reflete as altas no processamento de cargas na importação, na exportação, em carga nacional e em remessas expressas (e-commerce). Os dados também indicam o melhor resultado para o mês de junho dos últimos três anos, com o total de 25,9 mil toneladas recebidas no mês ante 23,3 mil de junho do mesmo período do ano passado, resultando em uma alta de 11,1%.

Viracopos se consolida atualmente como um dos maiores hubs de aviação cargueira da América do Sul, sendo responsável pelo processamento de aproximadamente um terço de toda a carga que chega ao Brasil pelo modal aéreo. O grande diferencial do aeroporto reside em sua infraestrutura moderna e versátil, que permite operar com excelência tanto no segmento de cargas quanto no de passageiros.

A alta na movimentação de diversos segmentos, impulsionando os resultados no primeiro semestre, pode ser explicada pela melhoria da infraestrutura para esse setor realizada pela concessionária Aeroportos Brasil Viracopos nos últimos anos.

“Temos importantes investimentos em andamento, na expansão da nossa capacidade, e soluções de monitoramento para os produtos farmacêuticos importados. Além disso, Viracopos planeja a construção de um novo armazém dedicado às importações de cargas farmacêuticas em 2027, que será um dos mais modernos já construídos para essa finalidade no país”, destacou a diretora Comercial de Viracopos, Maria Fan.

“A localização estratégica de Viracopos, próxima aos maiores polos tecnológicos e industriais do país, faz com que o aeroporto seja o ponto de entrada preferencial para empresas que buscam rigor no controle térmico e agilidade na distribuição nacional”, concluiu a diretora Comercial.

Além das melhorias na infraestrutura, Viracopos renovou, no início de 2026, a certificação internacional CEIV-PHARMA, até 2028, que credenciou o terminal a se tornar um dos principais aeroportos da América Latina a importar e exportar produtos da indústria farmacêutica.

A certificação global CEIV-PHARMA (Center of Excellence for Independent Validators in Pharmaceutical Logistics), emitida pela IATA (International Air Transport Association), tem por objetivo auxiliar as organizações e toda a cadeia de fornecimento de carga aérea a atingir a excelência na logística de produtos farmacêuticos. Com este certificado, Viracopos passou a ser reconhecido como operador global de cargas de produtos farmacêuticos.

Carga Nacional, Importação e Exportação – No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o melhor resultado em termos percentuais foi registrado na movimentação de Carga Nacional, que apresentou o melhor resultado dos últimos dez anos, com 46,1 mil toneladas registradas de janeiro a junho de 2026 ante 38,9 mil toneladas no mesmo período do ano passado, resultando em uma alta de 18,5%.

No setor de importação, a alta nos primeiros seis meses de 2026 chegou a 3,8%, com 49,5 mil toneladas que chegaram ao país ante 47,6 mil toneladas do acumulado de janeiro a junho de 2025.

Já nas exportações por Viracopos, a alta foi de 11,3% nos primeiros seis meses de 2026, com 47,2 mil toneladas embarcadas ante 42,4 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

Remessas Expressas – As remessas expressas internacionais (courier), somadas às movimentações de exportação e importação, tiveram alta de 31% nos primeiros seis meses do ano, com a movimentação de 5,4 mil toneladas ante 4,1 mil toneladas no mesmo período de 2025.

De acordo com a diretoria Comercial, Maria Fan, a alta também está relacionada à adaptação de Viracopos ao crescimento do e-commerce e das remessas urgentes, que foi consolidada com a construção do TECEX em 2025, que é uma área dentro do Terminal Carga dedicado exclusivamente a remessas expressas com funcionamento 24 horas. Além disso, o aeroporto destinou novas áreas de armazéns no novo CLV (Centro Logístico de Viracopos) para suportar o volume do comércio eletrônico.

O fim da chamada “taxa das blusinhas” também contribuiu para a alta na movimentação do e-commerce. O governo federal zerou o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 por meio de uma Medida Provisória assinada em maio. A isenção do tributo federal reduziu os custos dos pedidos em plataformas de e-commerce.

Aeroporto de Carga do Ano – No mês de junho, o Aeroporto Internacional de Viracopos venceu o prêmio de Aeroporto de Carga do Ano na edição de 2026 do ACW Awards, durante cerimônia realizada no Novo Centro Internacional de Exposições de Xangai, na China. Com isso, o aeroporto é bicampeão, pois também havia conquistado a premiação mundial na edição de 2024.

Viracopos concorreu na categoria Regional Cargo Hub (até 1 milhão de toneladas/ano) e foi o único aeroporto sul-americano selecionado como finalista na disputa. O ACW Awards é uma das principais premiações mundiais na área de logística aérea e reconhece companhias aéreas, aeroportos, agentes de carga, despachantes aduaneiros, agentes de vendas e prestadores de serviços logísticos.

*Crédito das fotos: Divulgação/Viracopos

Acordo Coletivo gera insegurança jurídica e pode afetar mais de 100 mil trabalhadores de comércio exterior e logística

Sem presidente eleito desde janeiro de 2026, SINDICOMIS realiza Assembleia para votação do tema, vetando manifestação dos participantes. MTE aperta o cerco e pode caçar o registro sindical.

Em uma publicação de março de 2026, feita pela Communicare Publicidade e Comunicação, o Brasil possuía 17.373 sindicatos ativos registrados no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES) do Ministério do Trabalho e Emprego.

O Brasil tem um dos maiores sistemas sindicais do mundo e só perde para países com população muito superior. Esse número — que possui em seu bojo 5.500 patronais e obtido diretamente da base do CNES — revela um universo frequentemente subestimado por empresas, políticos e imprensa.

Um dos dados mais alarmantes dessa base do MTE, mostrava que 5.601 sindicatos — 32,2% do total — possuíam mandatos de diretoria formalmente vencidos até abril de 2025. Isso significa que mais de um terço das entidades sindicais brasileiras opera com uma liderança cuja legitimidade pode ser questionada legalmente.

Neste universo, em 2026, encontra-se o SINDICOMIS – Sindicato Nacional de Comissárias de Despachos, Agentes Transitários e Intermediários de Carga, Logística e Fretes em Comércio Internacional, cujo mandato da última diretoria expirou em 31 de dezembro de 2025. Segundo estimativas, em seu guarda-chuva estão mais de 100 mil trabalhadores destes segmentos.

A Chapa Renovação, de oposição à atual gestão, tenta realizar eleição e manifestar o desejo do Associado, mas ainda não conseguiu homologar a candidatura e, consequentemente, realizar o pleito. Todavia, a Chapa Renovação vem conseguindo seguidas vitórias judiciais neste sentido. Na última decisão, a atual diretoria foi objeto de afastamento judicial determinado por decisão proferida em 26/06/2026 pelo MM. Juízo da 59ª Vara do Trabalho de São Paulo, nos autos da Ação Trabalhista nº 1000789-12.2026.5.02.0059.

“Queremos apenas que o Associado tenha o direito de decidir quem poderá representá-lo de forma confiável e, sobretudo, legítima”, afirma Valdir Santos, pré-candidato à Presidência do Sindicomis, pela Chapa Renovação.

Risco Jurídico Iminente – Sem presidente eleito desde janeiro de 2026, o Sindicomis realizou uma Assembleia para votação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) no último dia 26/07/26. Apesar de o direito à palavra estar previsto no estatuto do Sindicomis, a mesa que conduziu a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) impediu a manifestação verbal dos presentes. A restrição impediu o amplo debate e aumentou o grau de insegurança das empresas em relação à entidade.

Os desdobramentos dessas decisões unilaterais e irregulares são graves: acordos coletivos firmados por diretores com mandato vencido podem ser questionados judicialmente; eleições podem ser impugnadas; a representação da entidade em processos administrativos e judiciais pode ser contestada. Sindicatos nessa situação enfrentam um risco jurídico real e precisam urgentemente regularizar a eleição — e comunicar isso com transparência para sua base.

“Não é razoável que alguém sem mandato conduza negociações em nome de milhares de empresas e mais de 100 mil trabalhadores, que afetarão salários, cláusulas sociais, relações de trabalho e, consequentemente, os resultados das empresas. Vamos buscar a impugnação da Assembleia realizada”, defendeu Valdir Santos.

Ministério do Trabalho e Emprego aperta o cerco – Em meados de junho deste ano, mais precisamente no dia 17/07, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) divulgou um Edital, que notifica 169 entidades com mandatos de dirigentes vencidos há mais de oito anos; regularização deve ser concluída em até 180 dias para evitar o cancelamento do registro.

A medida decorre do procedimento periódico de verificação cadastral previsto na Portaria MTE nº 3.472, de 2023. A convocação ocorre semestralmente, com base nas informações consolidadas em 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano.

Sindicomis pode perder o registro sindical – Essa publicação, no Diário Oficial da União de 6 de julho, encontra-se uma relação de entidades sindicais em situação irregular e o MTE estabeleceu prazo para que elas regularizem sua situação e atualizem os dados de suas diretorias no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES).

No caso do Sindicomis, o cadastro do Ministério informa que o mandato da última diretoria registrada terminou em 31 de dezembro de 2025. Desde então, portanto, nenhuma nova diretoria teria sido aceita ou registrada pelo órgão.

As entidades notificadas que não concluírem a atualização cadastral dentro do prazo estabelecido estarão sujeitas ao cancelamento do registro sindical.

Com informações:

  1. Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES) — Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), abril de 2025.
  2. MTE E CNES – 17/07/2026 – https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/julho/entidades-sindicais-tem-prazo-para-atualizar-dados-cadastrais-no-cnes
  3. Chapa Renovação

Receita Federal e Comitê Gestor do IBS publicam novo cronograma para emissão de documentos fiscais da Reforma Tributária

A Receita Federal do Brasil e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços publicaram hoje, sexta-feira, 31 de julho de 2026, o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, de 30 de julho de 2026.

A norma estabelece as datas de início da obrigatoriedade de emissão dos documentos fiscais eletrônicos previstos nos regulamentos do Imposto sobre Bens e Serviços, IBS, e da Contribuição sobre Bens e Serviços, CBS.

A obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica, NF-e, modelo 55, da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, NFC-e, modelo 65, do Conhecimento de Transporte Eletrônico, CT-e, do CT-e OS, do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, MDF-e, e de outros documentos relacionados no ato terá início em 3 de agosto de 2026.

Para a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica, NFS-e, o cronograma varia conforme a natureza do fornecimento. Parte dos serviços sujeitos ao ISS terá obrigatoriedade a partir de 1º de outubro de 2026, enquanto plataformas digitais, locações, condomínios, bens imateriais e outras hipóteses previstas na norma observarão a data de 1º de dezembro de 2026.

A Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação Eletrônica, NFCom, terá início em 1º de outubro de 2026. A Nota Fiscal Eletrônica do Gás, NFGas, a Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica, NFAg, e a Nota Fiscal Eletrônica de Alienação de Bens Imóveis, NF-e ABI, terão obrigatoriedade a partir de 1º de dezembro de 2026.

No âmbito das operações de comércio exterior, a Declaração de Importação de Remessa, DIR, terá obrigatoriedade a partir de 1º de outubro de 2026.
Para a Declaração Única de Importação, Duimp, a data estabelecida é 1º de janeiro de 2027.

Na importação de bens materiais, o prazo aplicável será o previsto para a Duimp, em substituição à data geral estabelecida para a NF-e.

Para os contribuintes optantes pelo Simples Nacional, a obrigatoriedade dos documentos abrangidos pelo ato terá início em 1º de janeiro de 2027. A mesma data será aplicada à NF-e que registre fornecimentos sujeitos à tributação monofásica.

O ato também determina que a Receita Federal e o CGIBS publiquem, no prazo de até 30 dias, novo ato conjunto instituindo o Programa de Conformidade para a Emissão de Documentos Fiscais para o ano de 2026.

O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4 entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Fonte: Informativo Última Hora SINDASP e Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, de 30 de julho de 2026, publicado no Diário Oficial da União, Seção 1, nº 143, de 31 de julho de 2026.