Polo tecnológico, São Carlos receberá palestra sobre a logística de importação e exportação

Atualmente São Carlos é considerada não apenas umas das “capitais da tecnologia do Brasil”, mas também um centro científico, tecnológico, educacional, industrial e agropecuário de extrema importante para o Estado de São Paulo. A quantidade de investimentos em desenvolvimento tecnológico e inovação na cidade de São Carlos é grande, ao passo que a cidade é a terceira em projetos da FAPESP, atrás apenas de São Paulo e Campinas e a primeira em quantidade por habitante.

Neste cenário, a Luftwege – operador logístico com origem no despacho aduaneiro – fará uma apresentação sobre as atividades e oportunidades de importação e exportação no próximo dia 20/10, quinta-feira, às 18h, no CIESP São Carlos. “O potencial da região de São Carlos para as oportunidades com o comércio internacional é fantástico. As empresas poderão conhecer as facilidades para importar, exportar, ou ainda, melhorar sua performance neste setor, avalia o CEO da Luftwege, Rogério Grecchi, que fará a palestra.

Exportação – Este potencial industrial, por sinal, recebeu os holofotes recentemente, pois uma das grandes empresas locais, a Tecumseh, iniciou as comemorações dos 50 anos de atuação no Brasil. A indústria, que fabrica compressores herméticos, é responsável por empregar 2.100 trabalhadores formais na cidade. Desde a sua inauguração, a empresa já investiu US$ 330 milhões na região, com suas atividades produtivas e exportando para mais de 40 países.

Centros de pesquisas e inovação – Em São Carlos existem cerca de 250 empresas de alta tecnologia, a maioria criada por acadêmicos e ex-alunos das universidades instaladas no Município, em áreas como nanotecnologia, robótica, tecnologia da informação, biotecnologia, entre outras.

Atualmente, a cidade tem dois parques tecnológicos, o Parque Tecnológico de São Carlos (ParqTec) e o Parque Ecotecnológico Dahma (Ecotec). Além desses, São Carlos também tem uma incubadora de empresas, o CEDIN, além de um ambiente para empresas de alta tecnologia já maduras, o Science Park.

Desde 2018, criado nas antigas instalações de uma fábrica de tecidos, em uma área total de 21 mil metros quadrados., surgiu o Onovolab, um espaço de conhecimento tecnológico, laboratório e programas de inovação. Estão lá os espaços de inovação de empresas como Cielo, Mapfre, Philip Morris, Electrolux, Roche, Ambev, Ifood e Santander.

“O evento no CIESP São Carlos será uma ótima oportunidade de troca de experiências com este mercado tecnológico e inovador, finalizou Grecchi.

CNI projeta crescimento de 3,1% para o PIB do Brasil em 2022 e superávit deve superar US$ 50 bi

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) passou a projetar crescimento de 3,1% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2022. A expectativa anterior, de julho, era de alta de 1,4%. Os dados fazem parte do Informe Conjuntural do 3º trimestre divulgado nesta terça-feira (11). A previsão para o PIB industrial é de alta de 2% neste ano, ante previsão anterior de 0,2%.

A revisão positiva ocorre devido às mudanças de cenário no primeiro semestre, com normalização parcial das cadeias de suprimentos mesmo diante da continuação da guerra Rússia-Ucrânia, dos novos riscos no cenário internacional e das paralisações em cidades na China devido à Covid. A indústria tem tido sucesso na busca por alternativas para reduzir e contornar o problema da falta de insumos. A produção industrial manteve ritmo de crescimento, ainda que moderado, pela maior parte do ano até o momento.

A indústria da construção, que já mostrava um desempenho positivo, recebeu novo impulso com a ampliação do Casa Verde e Amarela, programa de financiamento à habitação do governo federal. E o setor de Serviços segue em crescimento, impulsionado pela normalização de suas atividades no pós-pandemia, sobretudo aquelas ligadas à mobilidade das pessoas. No caso do setor de Serviços, a projeção passou de alta de 1,8% para alta de 3,8%.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que é importante que o ritmo de crescimento projetado para 2022 seja mantido nos próximos anos.

“O Brasil precisa crescer de forma sustentada, elevar a renda média da população e colocar-se entre os países mais desenvolvidos. Para isso, devemos implementar, com urgência, ações consistentes que incentivem os investimentos e aumentem a competividade e a produtividade das empresas”, diz.

Segundo ele, é fundamental que as principais pautas avancem no Congresso Nacional, em particular a reforma tributária que está em discussão no Senado, a PEC 110. “Estamos seguros de que deputados e senadores continuarão dando as respostas de que o país necessita, mobilizando-se, discutindo, votando e aprovando os projetos adequados, sobretudo a proposta que moderniza o principal gargalo para as empresas do país, que é o nosso sistema tributário”, diz.

Atividade econômica mais aquecida impulsionou o mercado de trabalho – O gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica que a atividade econômica de serviços mais aquecida impulsionou o mercado de trabalho, com o aumento significativo do número de pessoas ocupadas. Em 2022, essa trajetória foi acompanhada pelo avanço do rendimento médio, o que não havia acontecido em 2021.

A recuperação do mercado de trabalho segue consistente no terceiro trimestre, com o emprego em elevação, totalizando 99 milhões de pessoas ocupadas, no trimestre encerrado em agosto. Desta forma, a expectativa de taxa de desemprego média no ano caiu de 10,8% para 9,3%, e a expectativa de crescimento da massa salarial real passou de 1,6% para 5,1%, beneficiada também pela queda da inflação

Além disso, novos impulsos fiscais tiveram início no terceiro trimestre, como o aumento do valor do benefício Auxílio Brasil, e a criação do auxílio a caminhoneiros e taxistas, e darão sustentação ao consumo.

Previsão da CNI para inflação é de 5,9% em 2022 –  Outra mudança importante foi percebida na dinâmica de preços. A inflação desacelerou fortemente a partir de maio de 2022, com variação negativa de preços em julho, agosto e na prévia de setembro. Essa queda da inflação se deve não só à forte influência das desonerações tributárias sobre energia, combustíveis e telefonia, como também à desaceleração na alta dos preços industriais e de alimentos.

“Essa queda na inflação também contribui para a recomposição do rendimento médio real e da massa salarial real e, consequentemente, do poder de compra das famílias e do consumo”, explica Telles.

Superávit US$ 51,3 bilhões – Exportações e importações permanecem com crescimento vigoroso neste ano, alavancadas principalmente pelos preços. A previsão para 2022 é de superávit da balança comercial em US$ 51,3 bilhões.

 

Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/economia/cni-projeta-crescimento-de-31-para-o-pib-do-brasil-em-2022/

ZF produz nova geração de módulos de airbag em Limeira (SP)

A ZF iniciou na fábrica que mantém em Limeira (SP) a produção de uma nova geração de módulos de controle de airbag para veículos leves, as chamadas ACUs, para o mercado OEM. Segundo Plínio Casante, gerente sênior de engenharia de eletrônicos da companhia, a nova versão do componente chega para acompanhar a evolução tecnológica dos veículos em termos de segurança.

“Há uma demanda hoje muito maior por airbags nos veículos, e para isso desenvolvemos uma ACU que consegue gerenciar um maior volume de acionamentos de airbags”, explicou Casante, com exclusividade à AB, na segunda-feira, 11. “Será maior o número de airbags nos veículos afora os instalados no volante e no painel frontal.”

A ZF produz módulos de controle de airbag em Limeira desde 2013, em uma operação que surgiu junto com a regulamentação que estabeleceu a obrigatoriedade dos componentes de segurança nos veículos produzidos no país. Para produzir esta nova geração, a empresa promoveu algumas mudanças na área de montagem final do dispositivo.

Afora a maior capacidade de gerenciamento de airbags, o novo módulo produzido no interior de São Paulo tem outra nova funcionalidade, no caso, armazenamento de dados relativos ao momento do acionamento do airbag, como velocidade pré-crash e nível de aceleração. Os dados, segundo Casante, são úteis para processos de perícia por parte das seguradoras, por exemplo.

O equipamento também é compatível com a interface do sistema avançado de assistência ao motorista, também conhecido na sigla em inglês como ADAS, presente já em alguns modelos a venda no Brasil,tal qual o recém-lançado Fiat Fastback. De acordo com Gustavo Ducatti, diretor de engenharia de eletrônicos da ZF, a conexão poder proporcionar acionamentos de airbag mais rápidos.

“Uma vez conectado ao ADAS, o ACU poderá criar uma condição preditiva que poderá acionar de forma autônoma o airbag, uma vez constatada pelo sistema uma condição de colisão iminente”, contou o executivo. “Mas isso ainda é uma tecnologia para o futuro, ainda está em desenvolvimento”, completou.

Ducatti informou, ainda, que é possível que a ZF passe a produzir em Limeira módulos de airbag para veículos pesados. A incorporação da Wabco poderá viabilizar essa operação.

 

Fonte: https://www.automotivebusiness.com.br/pt/posts/setor-automotivo/zf-produz-nova-geracao-de-modulos-de-airbag-em-limeira/

Exportações crescem 30% e injetam US$ 7 bilhões nas montadoras brasileiras até setembro

Em termos de valores, as exportações de veículos Made in Brazil injetaram nos caixas das montadoras instaladas aqui US$ 7,6 bilhões até setembro, um valor que representa alta de 37% sobre os nove meses do ano passado e, mais ainda, um valor similar ao total obtido em todo o ano passado.

As exportações de veículos produzidos no Brasil seguem em ritmo de crescimento e só não foram maiores por causa do quadro econômico na Argentina, ainda o principal destino da produção brasileira, disse Marcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, na sexta-feira, 7.

“A restrição de liberação de licenças para importação na Argentina reduziu os embarques para lá. Também não exportamos mais volumes para a Colômbia porque extrapolamos a cota de exportação, sem imposto, de 50 mil unidades”, disse o representante da entidade.

Exportações puxadas pelos veículos leves – Segundo os dados do balanço da associação, as exportações cresceram 31% no acumulado até setembro, na comparação com os nove meses do ano passado. Foram embarcadas 363,5 mil unidades no período. Apenas em setembro, os embarques chegaram a 28,5 mil unidades, queda de 40% ante setembro do ano passado.

Do total embarcado no janeiro-setembro, 341,5 mil unidades tratam dos modelos leves, alta de 33%. Os caminhões foram 18 mil unidades, crescimento de 8% sobre 2021. Já os embarques de ônibus somaram 4 mil unidades, resultado que representa alta de 40%.

Fonte: https://automotivebusiness.com.br

Setor têxtil e de confecção crescem mais de 20% em exportações no acumulado do ano

De acordo com dados elaborados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), as exportações do setor no acumulado de janeiro a agosto deste ano cresceram 20,86% em relação ao mesmo período de 2021, passando de US$ 665 milhões para US$ 804 milhões. Na mesma base de comparação, as importações aumentaram 17,35%, variando de US$ 3,29 bilhões para US$ 3,86 bilhões. O déficit da balança comercial subiu de US$ 2,63 bilhões para US$ 3,06 bilhões, significando avanço de 16,45%.

Os dez principais destinos das exportações brasileiras no período, pela ordem, foram Argentina, Paraguai, Estados Unidos, Colômbia, Uruguai, Peru, México, Chile, China e Equador. Quanto às importações, o maior volume veio da China, seguida, de longe, pela Índia, Paraguai, Estados Unidos, Vietnã, Bangladesh, Indonésia, Turquia, Israel, Argentina e Itália.

Em termos de produto, os destaques de exportação foram os seguintes: vestuário (US$ 120 milhões), com crescimento de 33% em relação aos oito primeiros meses de 2021; tecidos planos de algodão (US$ milhões), com aumento de 26,7%; e filamento de elastano (US$ 75 milhões), com avanço de 43,5%.

O montante relativo à China, de US$ 2,26 bilhões, representou 58,5% do total das importações no acumulado de janeiro a agosto. O valor referente ao país asiático apresentou crescimento de 32,37% em relação ao mesmo período de 2021, num contraste com o ocorrido com as compras provenientes de outras nações, que tiveram algumas quedas acentuadas ou ficaram estáveis. Houve recuo de 30,81% no tocante à Índia e 19,05% no caso do Vietnã.

A alta de 17,3% na importação é sustentada por um aumento de 9% nos ingressos de produtos têxteis e de 44,9% nos itens de vestuário em relação a janeiro a agosto de 2021. Apesar da relevante elevação dos itens de vestuário, quando comparamos esse valor aos oito primeiros meses de 2019, época pré-pandêmica, existe uma queda de 4,8%.

É interessante ainda notar o crescimento de 42,88% das importações vindas de Bangladesh. As compras originadas nesse país, de US$ 98,07 milhões, representaram apenas 2,55% do total dos ingressos de janeiro a agosto deste ano, mas o aumento em comparação a 2021 foi significativo.

 

Fonte: https://www.comexdobrasil.com