Cargas de exportação são destaque na movimentação do Porto de Santos em setembro
A movimentação de contêineres no Porto de Santos, em setembro, destacou-se com um crescimento de 2 dígitos, atingindo o patamar de 486,3 mil TEU (unidade equivalente a 1 contêiner de 20 pés), 20,7% acima de setembro do ano anterior e se tornando o novo recorde histórico mensal, 6,5% maior que a marca histórica anterior (agosto/2022). No acumulado de ano o crescimento chegou a 4,9%, somando 3,7 milhões de TEU, consolidando como a melhor marca para esse período.
A movimentação total de cargas no mês totalizou 13,6 milhões de toneladas, ficando 14,9% acima do mesmo período de 2021. Essa foi a maior marca mensal para o mês de setembro. O aumento verificado elevou o movimento acumulado no ano para 123,7 milhões de toneladas, um crescimento de 9,6% sobre o mesmo período do ano passado, mantendo-se em um patamar recorde para o acumulado do ano. Com isso, a expectativa é ultrapassar o recorde anual do total do ano passado (147,0 milhões de toneladas).
As exportações, no mês, somaram 9,7 milhões de toneladas, um crescimento de 24,0% sobre os embarques realizados no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano esse fluxo de carga atingiu 90,0 milhões de toneladas, um aumento de 12,4% sobre o mesmo período de 2021.
As importações totalizaram 3,8 milhões de toneladas, ficando 2,8% abaixo de setembro do ano passado. Já as descargas acumuladas no ano somaram 33,6 milhões de toneladas, ficando 2,8% acima do apurado de janeiro a setembro do ano passado.
O movimento de granéis sólidos somou 6,3 milhões de toneladas, uma alta de 17,3% sobre o mesmo mês do ano passado. Os embarques de milho, com 2,1 milhões de toneladas (+83,7%); farelo de soja, com 742,7 mil toneladas (+44,2%); e soja em grãos, com 586,0 mil toneladas (+91,3%) foram os destaques nesse segmento de cargas. No acumulado do ano a soja em grãos atingiu 24,3 milhões de toneladas (+11,0%); o farelo de soja somou 6,9 milhões de toneladas (+33,2%) e o milho 8,5 milhões de toneladas (+79,4%). As descargas de fertilizantes somaram no mês 635,3 mil toneladas, uma redução de 27,1%, enquanto no acumulado do ano apresentou crescimento de 6,7%, somando 6,1 milhões de toneladas.
Os granéis líquidos apresentaram ligeira queda de 0,9% na movimentação mensal, totalizando 1,6 milhão de toneladas. Já no acumulado do ano, mostra alta de 3,2%, atingindo 14,2 milhões de toneladas, a melhor marca para o período, resultante do bom desempenho das operações de óleo diesel e gasóleo (+23,9%), óleo combustível (+18,9%), sucos cítricos (+13,5%), soda cáustica (+8,0%), gasolina (+6,6%) e álcool (+4,9%).
A carga geral solta atingiu 696 mil toneladas no mês, alta de 37,3%, devido, principalmente, aos embarques de celulose (+29,6%). No acumulado do ano esse segmento soma 7,3 milhões de toneladas, um crescimento de 49,0%, melhor marca para o período, sobressaindo-se a celulose (+43,7%), ferro e aço (+8,6%) e veículos (+3,3%).
A movimentação de navios no ano acumula 3.899 embarcações, 6,9% acima do ano anterior (3.646).
Corrente comercial – A participação acumulada do Porto de Santos na corrente comercial brasileira foi de 28,9% (US$ 132,8 bilhões – FOB). Cerca de 30,5% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo complexo portuário tiveram a China como país parceiro (US$ 40,58 bilhões – FOB). São Paulo é o Estado com maior participação (53,8%) nas transações comerciais com o exterior através do Porto de Santos, atingindo US$ 71,54 bilhões (FOB).



A Beiersdorf, holding alemã referência do setor de cuidados pessoais e detentora de marcas como NIVEA e Eucerin, investiu R$ 50 milhões na ampliação de sua fábrica em Itatiba, no interior de São Paulo. Foi implantada uma nova linha de produção de hidratantes faciais, os famosos potinhos da NIVEA, que ainda não eram fabricados no Brasil. Com a ampliação, foram gerados novos empregos e há uma expectativa de aumento de 10% no volume de produção destes produtos que atenderão consumidores do Brasil e da América do Sul, em países como Argentina, Chile, Equador, Colômbia, Uruguai, Peru e Paraguai.
O desempenho das indústrias da região de Campinas está melhorando, com a retomada das atividades do período pré-pandemia da covid-19, iniciada em 2020. O setor registra aumento do volume de produção, geração de empregos, elevação das vendas e alta taxa de utilização da capacidade instalada, de acordo com Sondagem Industrial Mensal divulgada na terça-feira (25) pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-Campinas), que engloba 548 empresas associadas — com faturamento anual de R$ 52 bilhões —, distribuídas em 19 municípios em uma das regiões mais ricas do País.
Apenas trinta e oito por cento das indústrias trocariam o frete rodoviário por outro tipo de transporte, caso houvesse iguais condições estruturais entre os modais. Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre infraestrutura mostra, ainda, que as ferrovias seriam a primeira alternativa para 28,5% dos industriais brasileiros para transferir suas operações de escoamento de produtos. Só não o fazem porque avaliam que hoje o setor ferroviário apresenta as piores condições entre os tipos de transportes – 31% consideram esse modal ruim ou péssimo.
Os embarcadores estão mais confiantes na utilização de plataformas tecnológicas de fretes, e isso tem feito a movimentação de cargas dentro da Fretebras crescer significativamente. De acordo com a 8ª edição do “Relatório Fretebras – O Transporte Rodoviário de Cargas”, o número de cargas movimentadas cresceu 38% no primeiro semestre desse ano.