Movimento de contêineres cresce 20% no ano e Porto de Santos foca em expansão da capacidade

O crescimento na movimentação de contêineres no Porto de Santos continua se mantendo a dois dígitos, acumulando até setembro 3,6 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), 19,6% acima do apurado nesse período em 2020 (3,0 milhões de TEU) e caracterizando-se como a melhor marca já registrada no período.

Esse desempenho ocorre mesmo diante da falta de contêineres que afeta o mercado internacional, provocada pela forte demanda que está sendo registrada nos principais portos exportadores dos Estados Unidos, Ásia e Europa.

Os fertilizantes também se destacaram, atingindo um crescimento de 28,6% no acumulado do ano (5,8 milhões de toneladas). No mês de setembro o avanço foi de 77,1% (871.104 toneladas) ante setembro de 2020.

O diretor-presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral, ressalta a importância da implantação, na região de Outeirinhos, do novo terminal STS 53, que será dedicado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais – especialmente fertilizantes e sulfatos -, e de uma pera ferroviária que viabilizará o transporte dessa carga de retorno pelo modal ferroviário para fazer frente à trajetória de crescimento apresentada.

Biral comenta, ainda, que, em linha com a alta na movimentação de contêineres, “a SPA e o Ministério da Infraestrutura preparam o que será o maior leilão de todos já realizados no Porto de Santos, o STS 10, no Saboó, que envolverá investimentos preliminares estimados em R$ 2,2 bilhões e capacidade para 2,5 milhões de TEU”.

O diretor de Operações da SPA, Marcelo Ribeiro, explica que para agilizar as operações portuárias, face aos sucessivos recordes de movimentação obtidos nos últimos dois anos e as projeções de crescimento até 2040, “a Autoridade Portuária tem focado suas ações não só na implantação de novas infraestruturas, mas, também, na implementação de inovações tecnológicas, em busca de soluções compartilhadas para as atividades operacionais no Porto de Santos”.

Entre elas, Ribeiro destaca a implementação de norma estabelecendo diretrizes para parcerias com a comunidade portuária e agentes públicos e privados da região. “E não parou por aí. Demos os primeiros passos para implantação de rede sem fio de longo alcance (Internet das Coisas) no Porto de Santos, estratégica para otimizar a logística portuária, e a mudança de plataforma para agendamento da chegada de caminhões ao Porto, a qual conta com novas funcionalidades que melhoram o processo”, diz o diretor.

A movimentação acumulada de cargas no ano até setembro atingiu 112,8 milhões de toneladas, ficando 2,5% acima do mesmo período do ano passado. As descargas somaram 32,7 milhões de toneladas, crescimento de 14,6%, e os embarques, 80,1 milhões de toneladas, redução de 1,8%.

Além da carga conteinerizada e dos fertilizantes, tiveram destaque o complexo soja, com aumento de 3,1%, totalizando 27,3 milhões de toneladas; a soja em grão, com 22,0 milhões de toneladas, crescimento de 4,1%; o óleo combustível, com 28,7% e 2,0 milhões de toneladas; o óleo diesel e gasóleo, com 35% e 1,4 milhão de toneladas; e os sucos cítricos, com 15,8% e 1,8 milhão de toneladas.

Os granéis líquidos tiveram um crescimento de 0,9% sobre o acumulado nos nove primeiros meses de 2020, totalizando 13,8 milhões de toneladas, a melhor marca para esse período. Já os granéis sólidos apresentaram a segunda melhor marca para o período, apesar da queda de 5,5%, totalizando 55,7 milhões de toneladas.

O fluxo de navios reduziu em 1,6%, caracterizando a chegada a Santos de navios de maior porte com volumes maiores de carga.

Mês de Setembro – O mês apresentou redução de 2,6% na movimentação, para 11,9 milhões de toneladas. O destaque ficou para as cargas de importação, que tiveram um crescimento de 32,4%, somando 4,0 milhões de toneladas. Já as cargas de exportação apresentaram queda de 14,2%, totalizando 7,9 milhões, decorrente, principalmente, da diminuição dos embarques de açúcar.

A carga conteinerizada teve um bom desempenho também na movimentação mensal, crescendo 17% e somando 403,1 mil TEU.

Transações Comerciais – O Porto manteve a fatia nas transações comerciais, respondendo por 27,2% das trocas com o exterior em setembro, ligeiro acréscimo sobre o apurado em agosto (27,1%). Cerca de 26% dessas transações tiveram a China como destino. O Estado de São Paulo mantém uma participação de 56,5% nas transações comerciais com o exterior, por meio do Porto de Santos.

Fonte Agencia EBC e Foto José CRuzr – Agencia Brasil

Novo complexo viário em Uberlândia vai facilitar a logística em importante polo atacadista

Cidade com um importante polo atacadista e industrial, Uberlândia tem a partir desta segunda-feira (25) o novo Complexo Viário de Taiaman, na BR-365/MG, para facilitar a logística de transportes e, ao mesmo tempo, melhorar o trânsito para os moradores dos bairros de Taiaman e Dona Zulmira. A cidade do Triângulo Mineiro é um importante polo atacadista e tem na indústria um dos seus principais setores econômicos.

A obra de melhoria e adequação da rodovia foi realizada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, e teve um investimento total de R$ 29,7 milhões. Foi implantada uma trincheira com pistas duplicadas para o tráfego de veículos da rodovia, em desnível com dois viadutos superiores que proporcionam a passagem do trânsito urbano, além de passagens de pedestre.

“Aquele usuário da [BR-]365 agora vai pegar a trincheira e se afastar daquele tráfego do dia a dia, que vai estar nas vias marginais. Para atravessar de um bairro para o outro as pessoas vão utilizar o viaduto. Essa obra é fundamental para mobilidade urbana e segurança”, destacou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

TRINCHEIRA – Inicialmente, as equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) liberaram o trecho rodoviário da trincheira, sendo os serviços das marginais de acesso aos bairros, na parte superior, concluídos agora.

A separação do tráfego urbano do tráfego de longa distância elimina um grande ponto de congestionamento na rodovia e aumenta a segurança de todos os usuários, principalmente dos locais, que utilizam o segmento em deslocamentos pela cidade.

Foto Crédito: Ricardo Botelho/MInfra

Yazaki inaugura fábrica do setor automotivo para atender Jeep

A Yazaki, desenvolvedora e fabricante de chicotes automotivos, inaugurou nesta quinta-feira(28) sua mais nova fábrica no Brasil, na cidade de Bonito, Agreste de Pernambuco. Esta é a sexta fábrica da multinacional japonesa no país e a décima no Mercosul. Com área total de 100 mil m², a planta emprega atualmente cerca de 800 colaboradores.

“A instalação da nova fábrica em Bonito complementa a atuação da Yazaki no Mercosul e reforça a confiança em nossa região. Destacamos a importância das pessoas que estão se dedicando a construir mais esse capítulo de sucesso na história da empresa. Mais uma vez a Yazaki cumpre seu papel de contribuir com a sociedade e apoiar o desenvolvimento dos locais onde se instala”, declarou Lázaro Figueiredo, presidente da Yazaki Mercosul.

A nova planta ocupa área total de 100 mil m², no Agreste de Pernambuco. Gera cerca de 800 postos de trabalho e irá atender 100% da planta da Stellantis-Jeep, da planta de Goiana, na Região Metropolitana do Recife.

“A chegada da Yazaki é um evento de grande importância para a Stellantis e para Pernambuco, pois representa o avanço de um processo virtuoso de industrialização e de desenvolvimento econômico e social combinados. Desde o início do nosso projeto de instalação do Polo Goiana, uma das prioridades foi a consolidação de uma cadeia local de fornecedores. Isso representa competitividade para toda a cadeia de valor, compensando o fato de nossa localização estar longe das regiões mais industrializadas”, analisa Juliana Coelho, Plant Manager do Polo Automotivo Goiana.

Resultado de um projeto moderno, a nova fábrica foi desenhada para proporcionar mais segurança e conforto aos colaboradores e qualidade superior aos produtos. Para dar início às primeiras linhas de produção, os colaboradores com função de multiplicadores realizaram treinamentos intensivos em outras unidades da Yazaki no Brasil.

“A inauguração de uma fábrica com a dimensão que tem a Yazaki vem reiterar a confiança que o empresariado nacional e internacional tem depositado em Pernambuco, tanto em relação à nossa economia quanto na capacidade de trabalho do nosso povo. Para a cidade de Bonito, e para a região Agreste como um todo, a Yazaki representa um futuro com mais emprego, mais renda e mais chances de crescimento profissional para os trabalhadores. Estamos plenamente confiantes quanto ao absoluto sucesso desse grande empreendimento”, afirmou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, presente na cerimônia de inauguração, que contou com o prefeito de Bonito, Gustavo Adolfo, e outras autoridades da região.

A Yazaki iniciou sua produção no Mercosul em 1996 com a inauguração da fábrica de Escobar, na Argentina. Desde então, estabeleceu plantas nas cidades de Tatuí (SP), Irati (PR), Santo Antônio da Platina (PR), Nossa Senhora do Socorro (SE), Matozinhos (MG), Las Piedras (Uruguai), Colônia (Uruguai) e Mariano Roque Alonso (Paraguai). Possui também quatro escritórios comerciais no Brasil.

Além dos chicotes elétricos, a Yazaki atende seus clientes com soluções de distribuição e controle de energia, conectores, sensores e displays automotivos. Em suas plantas, promove treinamentos e programas corporativos para seus colaboradores e desde 2020 é certificada pela GPTW como uma excelente empresa para se trabalhar.

Mais sobre a Yazaki – O Grupo Yazaki desenvolve e fabrica chicotes elétricos, além de uma série de produtos para o setor automotivo. A multinacional de origem japonesa foi fundada em 1941 e está presente em 45 países e regiões. É líder mundial, com aproximadamente 240 mil colaboradores no mundo, e lidera também no Mercosul, onde atua desde 1996 e emprega atualmente cerca de 12 mil pessoas. Desde a sua criação, o Grupo Yazaki se dedica a conduzir seus negócios através de sua política corporativa, se firmando como uma empresa comprometida com o mundo e necessária à sociedade.

Após destacado trabalho em Viracopos, Fabiano Coelho assume Alfândega da Receita em Guarulhos

Um evento informal na manhã desta quinta-feira, 21/10, no Aeroporto de Guarulhos, marcou a despedida do Auditor-Fiscal da Receita Federal André Luiz Gonçalves Martins. Assume o posto o AFRF Fabiano Coelho, que já atua como o novo Delegado da Alfândega da Receita Federal do Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado no Município de Guarulhos (SP).

Coelho chega com sua bagagem recheada de conquistas em Viracopos, onde ocupava a mesma função que irá exercer em Guarulhos. Ele chegou no início de julho de 2019 e, de lá pra cá, foi o principal responsável por uma revolução nos serviços da Receita Federal que culminaram, ao lado da Gestora local ABV e demais intervenientes, em resultados expressivos no aeroporto campineiro.

Conquistas – Foram avanços como: liderança no mês de março de 2020, com quase 25% das Declarações de Importação (DI’s) no Brasil, com mais de 1,1 mil documentos, reduções de mais de 70% nos tempos médios de despacho aduaneiro e de mais de 50% nos tempos médios totais de permanência das mercadorias em zona primária, crescimento médio de 27,5% na carga internacional e Desembraço de vacinas em tempo recorde de apenas 15 minutos, além da introdução de projetos vitoriosos sempre visando a celeridade de processos de importação e exportação, com inteligência de fiscalização.

Os desafios agora para a Receita Federal serão o de manter o mesmo padrão em Viracopos e o de imprimir estes avanços em Guarulhos, deixando ainda mais em destaque os dois gigantes cargueiros brasileiros.

Farmacêutica investirá R$ 800 milhões em internacionalização

Mais um avanço da indústria farmacêutica nacional rumo ao Exterior. O Laboratório Cristália revelou que dará início ao seu processo de internacionalização. E o plano já tem até investimentos garantidos: R$ 800 milhões, que a companhia destinará para novas filiais no Chile, Colômbia, México e Peru. A unidade em operação na Argentina também passará por uma reformulação.

Segundo informou o cofundador Ogari Pacheco ao Valor Econômico, a farmacêutica adiantou em pelo menos cinco anos esse projeto em função dos resultados durante a pandemia. “Até 2019, produzíamos 4,5 milhões de kits de anestésicos por mês, embora já atendêssemos 95% dos hospitais brasileiros. A partir de 2020, passamos a fabricar 19,5 milhões”, destaca.

O portfólio do Cristália reúne 24 dos 30 produtos que integram o chamado kit intubação. Nos últimos dois anos, o laboratório injetou R$ 420 milhões na ampliação da capacidade e formação de estoques. Mesmo com a queda na demanda a partir do avanço da vacinação, manteve o fluxo produtivo para assegurar três meses de estoque. “E estamos perto de atingir o volume. Quando isso acontecer, vamos ajustar a produção e podemos reduzi-la em até 60%, o que nos estimula a olhar para o mercado externo”, admite.

De acordo com Pacheco, os estudos de viabilidade desses mercados latino-americanos estão adiantados e podem envolver a compra de ativos locais. A meta é que em 2022 as unidades estejam em funcionamento, tanto que a farmacêutica já solicitou o registro desses 24 produtos nos órgãos reguladores de cada país.

Foco em diversificação e em IFAs próprios – A expectativa do Cristália é alcançar R$ 4 bilhões de faturamento neste ano, contra R$ 3 bilhões do ano passado. As áreas de anestesia e oncologia predominam na operação, com mais de 200 apresentações. “Vamos recompor as vendas que devemos perder no mercado brasileiro. Para isso, vamos fazer o registro espelho nesses países, com uma lista de produtos semelhante”, afirmou.

A companhia também aposta fichas em outras categorias, com foco também no varejo farmacêutico. No início do ano, fechou um acordo para aquisição da linha de dermatologia da Silvestre Labs, indústria farmacêutica com base no Rio de Janeiro. No último mês de agosto, lançou o lubrificante ocular Lunah por meio de sua divisão de oftalmologia, a Latinofarma, para o combate à Síndrome do Olho Seco.

O Cristália investe ainda na produção de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), ao exportar, para a China e a Índia, 15% da matéria-prima utilizada no kit intubação.

Fonte Panorama Farmacêutico