Receita Federal divulga ajustes na exportação via DU-E

A RFB (Receita Federal do Brasil) divulgou novidades na exportação via DU-E. Com a nova versão da Declaração Única de Exportação (DU-E) apresentada pela Receita Federal, a função “entrega de carga para retorno ao mercado interno” permitirá o registro da devolução da parte da carga não embarcada, mediante o registro da movimentação no CCT (Controle de Carga e Trânsito).

Para que seja possível o retorno ao mercado interno, o responsável pelo local de despacho deve recepcionar a nota fiscal que irá amparar o retorno ao mercado interno, verificando se a quantidade apresentada corresponde à quantidade estocada no local. Depois, proceder ao registro da entrega para retorno ao mercado interno, utilizando essa mesma nota.

A nota fiscal deve referenciar a nota original apresentando a parte da carga vinculada à DU-E que não embarcou e retornou à sua origem.

Entenda a mudança: Desde a implantação da função “entrega de carga para retorno ao mercado interno” no módulo CCT, a carga só podia ser devolvida ao exportador se estivesse vinculada a uma nota fiscal que constasse no estoque antes da apresentação da carga para despacho do responsável pelo local de despacho (normalmente, um depositário), procedimento conhecido pela sigla ACD.

A consulta pré-ACD permite identificar as cargas estocadas com um determinado interveniente, informando ainda dados básicos dessas cargas (NCM, valor, destinatário etc). O estoque pré-ACD identifica aquelas cargas que já foram recepcionadas em um determinado local, normalmente um recinto aduaneiro, com base na correspondente nota fiscal (ou item de DU-E, se despacho sem nota fiscal), e que lá se encontram aguardando o registro da correspondente DU-E, para que possam ser apresentadas para despacho e ter o seu despacho iniciado.

Após a apresentação da carga para despacho, quando parte da carga de uma DU-E não embarcava em decorrência de quebra de lote ou de retificação para diminuir a quantidade de mercadoria, não era possível o registro da entrega da carga que não embarcou para retorno ao mercado interno. Nessa situação, a parcela da carga não embarcada era devolvida sem o correspondente registro da movimentação no módulo CCT do Portal Siscomex.

Na evolução do processo de exportação via Portal Siscomex, outras funcionalidades foram desenvolvidas e já estão em produção, como por exemplo:

  • a possibilidade de se registrar CCE (Carga Completamente Exportada) manualmente para toda a carga consolidada (MRUC) e não apenas DU-E a DU-E, com repercussão nas seguintes páginas do manual aduaneiro de exportação: CCE, CCE manual e retificação de estoque pós-ACD;
  • o aumento do tamanho do campo do “motivo” do registro de CCE manual, a fim de permitir um maior detalhamento desse motivo;
  • novos Códigos Fiscais de Operações e Prestação (CFOPs) foram incluídos entre aqueles que podem ser utilizados em notas fiscais a serem recepcionadas no CCT, permitindo que notas de retorno, devolução ou transferência possam ser recepcionadas e, em seguida, entregues para o mercado interno, em situação bem específica, conforme orientado na página do manual aduaneiro que trata da entrega de carga para retorno ao mercado interno e também na página de perguntas frequentes da exportação, mais especificamente na resposta 2.12 do manual.

Importante! A consulta frequente ao Manual de Exportação via DU-E evita a ocorrência de erros, reduz os custos dos intervenientes privados e agiliza o fluxo das operações de exportação.

Fonte: Receita Federal e SINDASP

Pequenos negócios de confecção são os que têm maior potencial para exportar

Estudo realizado pelo Sebrae, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), detectou que os pequenos negócios do setor de confecção de artigos de vestuário e acessórios são os que mais têm potencial para internacionalizarem seus produtos. De acordo com o relatório, empresas desse segmento, que atuam em 17 estados e no Distrito Federal, podem ampliar o seu mercado para dez países interessados em adquirir peças produzidas no Brasil.

Entre os principais produtos que compõem o setor, merecem destaque as confecções para uso feminino, como camisetas de malha, maiôs e biquínis de banho, calças e shorts. Os principais destinos identificados como oportunidades para exportação de produtos de pequenos negócios que atuam nesse segmento são: Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Estados Unidos, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal e Uruguai. “O potencial exportador para esses países pode ser explicado por aspectos como distância geográfica, posição de mercado dos produtos brasileiros e ambiente de negócios facilitado por acordos comerciais”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Além desse segmento, empresas que fabricam produtos alimentícios, conservas de frutas, legumes e outros vegetais, móveis, sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal também têm maiores chances de se beneficiar do mercado internacional. “São negócios que possuem produtos com características territoriais muito fortes, que trazem a marca Brasil e suas diversidades, que despontam como oportunidades em potencial e que devem começar a analisar as possibilidades de exportação e a se preparem para ampliarem as suas fronteiras”, afirma o presidente do Sebrae.

A análise feita pelo Sebrae e pela CNI identificou ainda cerca de 50 outros setores, em todos os estados brasileiros das cinco regiões e que possuem potencial para exportar. Entre os mercados-alvo selecionados para esses setores, ressaltam-se países da América do Sul, como Paraguai e Chile ou Europa, como Espanha e Portugal. “Esse trabalho tem a intenção de fazer com que os empreendedores, de acordo com o seu setor e território, conheçam melhor o mercado internacional e preparem seus produtos para ultrapassar as fronteiras”, ressaltou Melles.

Para cada um dos setores prioritários de cada estado, foram definidos – em média – cinco mercados-alvo, a partir das seguintes informações: caracterização do comércio exterior da UF e do Brasil; demanda do país parceiro; análise da concorrência e capacidade de oferta do país parceiro; análise de acesso a mercado; indicadores macroeconômicos do país; e variáveis de facilidade de comércio para MPE.

Melles explica que um dos pontos relevantes é que o estudo utiliza as distâncias entre os estados produtores e o país de destino para diminuir o custo logístico, além do idioma oficial do país de destino. “Essa é uma das formas de medir a aproximação cultural, que tende a facilitar os negócios, especialmente para as MPE que, em geral, possuem uma estrutura administrativa enxuta, sem um setor exclusivamente dedicado ao comércio exterior”.

Em novo recorde na carga aérea, Viracopos registra melhor resultado mensal em setembro

O Aeroporto Internacional de Viracopos registrou novo recorde com uma alta de 48,74% no total de carga movimentada, em toneladas, nos primeiros nove meses de 2021 em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados indicam que o aeroporto teve, além dos melhores nove meses desde o início da concessão, o melhor resultado em um único mês, neste setembro de 2021.

Os resultados positivos foram alavancados, mais uma vez, por altas nos setores de importação, exportação, remessas expressas (courier) e cargas nacionais (domésticas). Entre os segmentos em destaque estão os de tecnologia, farmacêutico, químico, metalmecânico, vestuário, calçados, frutas, autopeças, automotivo, papelaria, cargas vivas, entre outros diversos produtos.

De janeiro a setembro de 2021 foram embarcadas ou desembarcadas por Viracopos um total de 265.219 toneladas ante 178.307 toneladas dos primeiros nove meses do ano passado (somados os dados de importação, exportação, carga nacional e remessas expressas).

No período, o TECA (Terminal de Carga) de Viracopos também se consolidou como uma das principais portas de entrada do Brasil de equipamentos e de vacinas usadas no combate à COVID-19. Até o final deste ano, o aeroporto será a porta de entrada de pelo menos 200 milhões de doses de vacinas. Na semana passada, o aeroporto completou 100 milhões de doses recebidas no ano.

Setembro recorde – O mês de setembro também apresentou resultados positivos, chegando a 37,2% de alta em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 32.774 toneladas em setembro de 2021 ante 23.896 toneladas no mesmo mês de 2020. Já em setembro de 2019 foram 17.405 toneladas.

De acordo com levantamento da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, administradora do aeroporto, o mês de setembro de 2021 representou o melhor resultado para um mês desde o início da concessão, em 2013.

TECA – O TECA (Terminal de Carga) de Viracopos é responsável por receber cerca de 40% do total de carga importada pelo Brasil via aérea. No ano passado, Viracopos conquistou um certificado internacional que credenciou o terminal a se tornar um dos principais aeroportos da América Latina a importar e exportar produtos da indústria farmacêutica.

Viracopos obteve, em 2020, a certificação global CEIV PHARMA (Center of Excellence for Independent Validators in Pharmaceutical Logistics), emitida pela IATA (International Air Transport Association), que tem por objetivo auxiliar as organizações e toda a cadeia de fornecimento de carga aérea a atingir a excelência na logística de produtos farmacêuticos. Com este certificado, Viracopos passou a ser reconhecido como operador global de cargas de produtos farmacêuticos.

Programas Especiais do TECA   – O TECA de Viracopos lançou em maio o Programa FAST LANE, que tem o objetivo de oferecer um atendimento diferenciado às empresas aéreas cargueiras, premiando sua pontualidade por meio do processamento prioritário dos voos.

No início deste ano, Viracopos também anunciou a implantação, em conjunto com o Governo de Dubai, do Programa WLP (World Logistics Passport), com o objetivo de alavancar o mercado exterior do Brasil, interligando Viracopos com os países do Oriente Médio, Ásia e África por meio de novas rotas aéreas. Viracopos é o primeiro aeroporto do Brasil a ingressar neste programa mundial e foi escolhido tanto em função de sua localização geográfica estratégica como pela sua importância e eficiência na cadeia logística de carga nacional e internacional.

Setor automotivo terá mais uma fábrica no interior de São Paulo

Plascar vai construir nova unidade em Caçapava (SP) com início de operações no 1º semestre de 2022

A Prefeitura de Caçapava confirmou na semana passada que a Plascar, fabricante de peças plásticas para automóveis, vai instalar uma fábrica no Vale do Paraíba, interior paulista.

A nova planta deve ocupar uma área com mais de 22 mil metros quadrados e vai produzir inicialmente para-choques de automóveis para atender a montadoras da região do Vale do Paraíba. Segundo Paulo Silvestri, presidente da Plascar, a previsão é que a produção tenha início no primeiro semestre de 2022.

De acordo com Silvestri, a cidade foi escolhida pela boa localização e logística, já que a região concentra um polo de tecnologia e mão de obra qualificada, e ganhará uma das instalações mais modernas do País.

“Iniciaremos as operações com máquinas injetoras, uma cabine de pintura automática e dispositivos de montagem e sequenciamento de para-choques”, disse Silvestri.

A empresa afirma que vai contratar 150 pessoas para o início da produção da fábrica paulista e ganhará laboratórios e uma área para tratamento de resíduos.

A cerimônia do anúncio foi realizada no último dia 6, e contou com a participação de SIlvestri e da prefeita de Caçapava, Pétala Lacerda (Cidadania), além de secretários municipais e vereadores.

A unidade de Caçapava será a quarta fábrica da Plascar no Brasil, que ainda tem as unidades de Jundiaí, em São Paulo, de Betim e de Varginha, ambas em Minas Gerais.

O portfólio da empresa inclui componentes plásticos como para-choques, laterais de porta, painéis de instrumentos, lanternas e faróis.

Fonte: https://www.automotivebusiness.com.br

 

IATA prevê receita recorde na carga aérea

No ano passado, por força da pandemia, que deixou no chão a esmagadora maioria dos aviões de passageiros, o negócio da carga aérea (cerca de 129 mil milhões de dólares) garantiu um terço das receitas das companhias aéreas.

Este ano, a situação nas passagens continua incerta, mas a carga aérea deverá superar em 8% a demanda de 2019. Para o final do exercício, a IATA projeta um volume de receitas recorde de 175 mil milhões de dólares, projetou Brendan Sullivan, o novo diretor global de carga da associação.

Para 2022, as perspectivas são também otimistas, com a procura a crescer 13% face a 2019. As receitas, essas cederão ligeiramente, para a casa dos 169 mil milhões de dólares..

“A carga aérea é uma indústria de uma importância crítica. A pandemia lembrou-nos disso”, disse o diretor global da IATA para o setor. “Precisamos de manter este “momento” alcançado durante a crise e continuar a construir a resiliência pós-pandemia”, finalizou.