“Recertificação CEIV Pharma” e “Smart Pharma” reforçam liderança de Viracopos em logística farmacêutica

Reconhecido como um dos principais Terminais de Carga da América Latina, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), conquistou a recertificação CEIV Pharma, concedida pela IATA (International Air Transport Association), com validade até 31 de dezembro de 2028.

O reconhecimento internacional atesta que o Terminal de Carga de Viracopos cumpre rigorosamente os mais elevados padrões globais de qualidade, segurança e controle na movimentação de cargas farmacêuticas, assegurando a integridade dos produtos ao longo de toda a cadeia logística.

A certificação contempla as categorias Cargo Handling Facility e Ground Handling Service Provider, consolidando Viracopos como um dos principais hubs especializados em cargas farmacêuticas da América Latina.

 Smart Pharma: diferencial estratégico – Outro projetos é dos principais diferenciais do aeroporto é o serviço Smart Pharma, solução integrada desenvolvida para oferecer atendimento personalizado e especializado às cargas farmacêuticas.

O Smart Pharma reúne:  monitoramento ativo de temperatura; acompanhamento dedicado por equipe especializada, priorização operacional, gestão inteligente de ocorrências, e interface tecnológica para acompanhamento em tempo real. A iniciativa eleva o padrão de controle e visibilidade das operações, proporcionando maior transparência e segurança para embarcadores, agentes de carga e indústrias farmacêuticas.

Posicionamento estratégico – Para a gerente Comercial de Cargas, Marina Giffu, a conquista fortalece a imagem de Viracopos como parceiro estratégico da indústria farmacêutica. “A recertificação CEIV Pharma até 2028 consolida Viracopos como referência internacional em logística farmacêutica. Associada ao Smart Pharma, nossa proposta de valor vai além da infraestrutura: entregamos inteligência operacional, controle e confiabilidade, fatores decisivos para o setor”.

Viracopos se destaca pela infraestrutura moderna e dedicada ao segmento farmacêutico, com áreas climatizadas, controle de temperatura, monitoramento contínuo, processos padronizados e equipe treinada segundo as melhores práticas internacionais.

O Terminal de Carga opera com Sistema de Gestão da Qualidade estruturado, gestão de riscos, rastreabilidade completa e integração tecnológica entre sistemas operacionais, assegurando conformidade regulatória, agilidade e previsibilidade nos fluxos de importação e exportação.

Já o gerente de Operações de Cargas, Ricardo Luize, destaca o esforço técnico e o compromisso contínuo com a excelência. “Manter a certificação exige disciplina operacional, treinamento constante e monitoramento rigoroso da cadeia fria. O Smart Pharma reforça esse compromisso ao agregar tecnologia, gestão de risco e acompanhamento especializado às operações”.

Compromisso com a integridade do produto e com o paciente – Mais do que um reconhecimento institucional, a recertificação CEIV Pharma reafirma o papel estratégico de Viracopos na cadeia logística da saúde, garantindo que medicamentos e insumos sensíveis cheguem ao destino com qualidade preservada, contribuindo diretamente para a segurança do paciente.

Com validade até 2028, a recertificação reforça a posição de Viracopos como gateway estratégico para cargas farmacêuticas no Brasil, alinhado às melhores práticas globais e preparado para sustentar o crescimento do setor com excelência, inovação e responsabilidade.

Desde o início da concessão, Viracopos vem investindo na ampliação e melhorias no complexo frigorífico, de forma que atualmente conta com 11 câmaras frias e uma antecâmara com temperaturas controladas que ficam entre -18°C e 22°C. Para o atendimento das cargas farmacêuticas, Viracopos conta com câmaras com temperaturas flexíveis que podem ter seu ‘set point’ alterado, modificando a temperatura do local quando necessário.

Exportações na Região de Campinas têm segundo melhor resultado em 14 anos. Empresas investem para ampliar vendas para o exterior.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) começou o ano com alta de 8,01% nas exportações, que chegaram a US$ 390,58 milhões (R$ 2,02 bilhões), contra US$ 361,60 milhões (R$ 1,87 bilhão) de janeiro de 2025. Foi o segundo melhor resultado para o mês em 14 anos, de acordo com a Comex Stat, plataforma da balança comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, abaixo apenas dos US$ 431,68 (R$ 2,23 bilhões) de 2023. “O resultado mostra que a região continua com um bom desempenho nas vendas para o exterior, mantendo o ritmo de 2025, apesar da manutenção do tarifaço dos Estados Unidos para os produtos industriais”, afirmou o economista Felipe Brandão.

As exportações da Grande Campinas foram de US$ 5,45 bilhões (R$ 29,25 bilhões) em 2025, aumento de 11,22% em comparação com os US$ 4,9 bilhões (R$ 26,39 bilhões) do ano anterior. A Comex apontou aumento nas vendas principalmente para América Latina e Europa. A Argentina, um dos principais parceiros econômicos do Brasil, elevou em torno de 21% as importações de produtos da região, enquanto o crescimento para a Colômbia foi de 27% e para o Paraguai, 6,8%. Outros países que também tiveram alta foram a Alemanha, 43%, e a Holanda, 23%.

Nessa busca por ampliar as exportações, uma multinacional de produtos farmacêuticos e hospitalares instalada em Americana acaba de inaugurar um novo centro de distribuição de Santa Bárbara d´Oeste, no qual investiu R$ 100 milhões.

A empresa, de origem austríaca, produz tubos de coleta de sangue a vácuo, sistemas de coleta de amostras de sangue e urina de pessoas e animais, sistemas digitais para préanálise, cânulas de segurança e outros produtos. “Esta ampliação será mais um marco para indústria, que, em 2003, instalou sua primeira fábrica em Americana e vêm apresentando crescentes resultados positivos”, afirmou o diretor-geral da Greiner Bio-One para a América Latina, Haroldo Graci.

AMPLIAÇÃO – A multinacional exporta para 16 países latino-americanos e o objetivo é aumentar a presença nesse mercado e ampliar o número dos países para os quais exporta com o novo centro de distribuição, que está em operação e modernizou e ampliou o sistema de logística da companhia, que emprega cerca de 400 funcionários nas unidades de Americana e Santa Bárbara d´Oeste. Ele está localizado no Distrito Industrial, nas proximidades das rodovias dos Bandeirantes e Luiz de Queiroz.

De acordo com a empresa, a localização é estratégica, perto do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, de São Paulo e das rodovias Anhanguera, Bandeirantes e do Rodoanel, o que garante fácil acesso também aos aeroportos de Congonhas e Cumbica e ao Porto de Santos.

No mês passado, as importações da Região Metropolitana somaram US$ 1,24 bilhão (R$ 6,43 bilhões), queda de 8,15% em comparação com o US$ 1,35 bilhão (R$ 7 bilhões) 2025, recorde para janeiro desde o início da série histórica em 2012. Mesmo assim, o valor deste ano está entre os quatro maiores do período, inferior também ao US$ 1,29 bilhão (R$ 6,69) de 2023 e no mesmo patamar de 2024.

Com isso, o saldo negativo da balança comercial da RMC no mês passado ficou em US$ 854,73 (R$ 4,43 bilhões), redução de 13,86% em relação aos US$ 992,20 milhões (R$ 4,78 bilhões) de janeiro de 2025. O déficit foi o menor dos últimos quatro anos. Anteriormente, havia sido em 2021, quando ficou em US$ 784,81 milhões (R$ 4,07 bilhões).

Para o economista Felipe Brandão, a queda do dólar ainda não afetou o comércio exterior. “A moeda norteamericana está relativamente desvalorizado, com os produtos brasileiros ficando mais barato no exterior e não chega a prejudicar as exportações a curto prazo. Porém, depende de três fatores: estrutura de custos, tipo de produto exportado e cenário internacional”, afirmou.

As indústrias automotivas e eletrônicas, explicou ele, podem ver parte do ganho cambial neutralizado em virtude de dependem de muitos insumos importados. Isso ocorre em função de necessitaram um valor maior em reais para fazer cobrir as compras feitas em dólar. “Esses são dois dos maiores setores exportadores da região”, acrescentou o economista.

Os seis itens mais importados pelas empresas da Região Metropolitana de Campinas são produtos usados na fabricação de produtos para abastecer o mercado interno e exportar. Eles são o inseticida, herbicida, compostos heterocíclicos com nitrogênio (usados nas indústrias farmacêutica, química, têxtil, corantes e outras). circuitos integrados eletrônicos, aparelhos para telefonia ou comunicação, soros e vacina.

Com informações: Correio Popular

Foto: Headquarter Greiner Bio-One

Tub Express inaugura área em Viracopos para ampliar serviço de e-commerce internacional

A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, administradora do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas-SP, e a Tub Express, subsidiária brasileira da Panex WD International Group, empresa provedora de serviços de logística internacional para as plataformas de comércio eletrônico, com sedes na China, América do Norte e Europa, inauguraram neste mês o armazém da empresa no aeroporto, destinado ao processamento de remessas expressas de e-commerce internacional que chegam ao Brasil.

A Tub Express foi certificada pela Receita Federal do Brasil para operação no Programa Remessa Conforme, e oferece serviços integrados de despacho aéreo, desembaraço aduaneiro e entrega dos produtos comercializados por meio das plataformas internacionais de comércio eletrônico.

A empresa passa a operar no Galpão 4, do Centro Logístico Viracopos, construído na área do antigo Terminal de Passageiros do aeroporto. Já nesta primeira semana de operação, o local recebeu o primeiro lote de cargas expressas, que chegou por meio de um voo charter (fretado).

Em suas novas instalações, a TUB Express contará com uma portaria exclusiva e trabalhará com quatro docas para carregamento dos veículos que farão as entregas aos clientes. O espaço da empresa tem uma área total de 8.907m², sendo 4.276m² de área edificada.

O galpão dá o acesso ao pátio de aeronaves de Viracopos, facilitando as operações com voos fretados e reduzindo o tempo entre a chegada da carga, o desembaraço aduaneiro e a transferência imediata das encomendas para os veículos de entrega, agilizando a entrega ao cliente final.

Com a nova operação, TUB Express atende à crescente demanda do e-commerce internacional, segmento no qual o Aeroporto de Viracopos vem ampliando sua relevância por meio da oferta de áreas dedicadas a operações logísticas especializadas.

Sobre o Centro Logístico de Viracopos

Inaugurado em 2024 pela Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, o novo Centro Logístico de Viracopos é destinado às operações de cargas nacionais, internacionais e remessas expressas. O espaço fica na área do antigo Terminal de Passageiros, que foi desativado em 2016 e passou por ampla reforma por dois anos.

Com a nova área, Viracopos se tornou um dos maiores complexos de carga aérea do Brasil, ampliando sua capacidade de recebimento dos mais variados tipos de produtos de importação, exportação, carga nacional e remessas expressas, e de novos voos cargueiros internacionais.

A partir das estruturas existentes no antigo terminal de passageiros, a concessionária elaborou projetos de readequação, o chamado retrofit, possibilitando aos seus novos clientes uma operação eficiente e ágil, uma vez que o novo terminal de carga terá acesso direto ao pátio de aeronaves de Viracopos. O Centro Logístico foi desenvolvido em um terreno de 39,2 mil m² e sua construção foi dividida em três fases de ampliação.

*Crédito da foto: Divulgação/Viracopos

Receita Federal apresenta proposta de atualização das normas do Programa OEA

A Receita Federal do Brasil (RFB) compartilhou as minutas da Instrução Normativa que disciplina o Programa Brasileiro de OEA da Portaria sobre o Teste de Procedimentos relacionado ao diferimento do pagamento de tributos incidentes na importação.

A iniciativa representa um movimento de inovação e modernização no Programa OEA, com o objetivo de ampliar sua atratividade e adequar suas regras aos novos desafios trazidos pelas Leis Complementares nº 214/2025 e nº 225/2026, como a necessidade de certificação de empresas comerciais exportadoras e a implementação do diferimento do pagamento de tributos na importação para operadores certificados.

Entre os principais pontos da proposta de atualização da Instrução Normativa do Programa OEA estão:

  • a criação de um novo nível de certificação OEA-Conformidade Essencial, com foco em empresas comerciais exportadoras. Neste nível, o ingresso será baseado em critérios objetivos, verificados de forma automatizada, e a permanência estará condicionada ao cumprimento de critérios adicionais, cujo atendimento será acompanhado ao longo da participação no Programa;
  • a criação do nível OEA-Conformidade de Excelência, destinado a operadores já certificados como OEA-C e que sejam concomitantemente certificados no Confia ou classificados como Sintonia “A+”, possibilitando a vinculação dessa certificação à operacionalização do diferimento de tributos incidentes na importação, conforme autorizado na legislação recente;
  • atualização das regras de participação no Programa, incluindo dispositivos relacionados à vedação de ingresso e permanência de intervenientes enquadrados como devedores contumazes, nos termos da Lei Complementar nº 225/2026;
  • harmonização da norma do Programa OEA com o rito legal aplicável aos casos de exclusão.

Paralelamente, foi proposta uma minuta de Teste de Procedimentos para realização de um projeto piloto, com o objetivo de avaliar, em ambiente controlado, os procedimentos operacionais e sistêmicos relacionados ao diferimento do pagamento de tributos na importação por operadores certificados, permitindo o aperfeiçoamento dos controles e fluxos antes da implementação em escala ampliada.

Abaixo, seguem as versões mais atualizadas das minutas. Se houver alguma mudança relevante em seus conteúdos, compartilharemos, neste mesmo local, novas versões destes documentos.

As minutas encontram-se em fase de discussão técnica e não possuem caráter normativo, não produzindo efeitos jurídicos até a publicação dos atos definitivos. O compartilhamento dessas informações está alinhado ao caráter de parceria que orienta o Programa OEA, baseado na cooperação entre a Receita Federal e o setor privado para o fortalecimento da conformidade e da facilitação do comércio exterior.

A participação dos operadores, entidades representativas e demais interessados é fundamental para o aprimoramento das propostas e para a construção de um Programa OEA cada vez mais alinhado às necessidades do comércio exterior brasileiro. A Receita Federal convida todos a colaborarem com análises, sugestões e contribuições técnicas neste processo.

Os interessados podem encaminhar sugestões e contribuições por meio do formulário disponível em: https://forms.office.com/r/HUtpedcNgG

Novas informações sobre o andamento das propostas serão divulgadas nos canais oficiais da Receita Federal.

 

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