Trem entre SP e Campinas pode ter linha adicional. Obra terá início no primeiro semestre.

Prestes a dar início às obras do Trem Intercidades (TIC) entre a capital paulista e Campinas (SP), a concessionária TIC Trens se prepara para discutir com o governo paulista uma ampliação do projeto. A empresa propõe construir uma linha adicional, que seria destinada às viagens expressas entre os dois municípios. O aditivo poderá chegar a um limite de cerca de R$ 2,5 bilhões, estima Pedro Moro, diretor-presidente da TIC Trens, concessionária formada pelo Grupo Comporte (da família Constantino) e pela chinesa CRRC.

O grupo conquistou o contrato no início de 2024. Serão oferecidos dois serviços aos passageiros. Um deles, com paradas, será formado pela Linha 7 e por uma linha de trem que será construída pela empresa, entre Jundiaí e Campinas. O trajeto total deverá ser feito em 94 minutos. Além disso, haverá uma viagem expressa, da capital a Campinas, com uma só parada em Jundiaí, feita em 64 minutos. A primeira parte da obra, do trem entre Jundiaí a Campinas, deverá começar até maio. O trecho deverá ficar pronto em 2029.

Transformações projetam o ano de 2026 da aviação brasileira

O Portal Aduana LogNews, buscou informações com o Chief Commercial Officer (CCO) da BFB Airlines (FOTO) Francisco Ungaretti, sobre as projeção para a aviação brasileira em 2026 e o que está impactando na competitividade do mercado aéreo.

No ano que se inicia, o setor da aviação avança em meio a transformações estruturais que moldam diretamente sua dinâmica operacional e comercial.

A consolidação da Reforma Tributária impacta desde a formação de custos aeroportuários e combustíveis até a competitividade das companhias aéreas no mercado internacional.

Paralelamente, a evolução do ambiente regulatório sistemático refere-se:
==> incluindo normas de segurança;
==> padronização de tecnologias e regras para operações internacionais e
==> exige maior capacidade de adaptação por parte de operadores, empresas e autoridades aeroportuárias.

As exigências ambientais:
==> tornam-se ainda mais relevantes, com pressões para redução de emissões;
==> uso de combustíveis sustentáveis (SAF);
==> implementação de práticas mais eficientes de gestão de frota e infraestrutura.

Além disso, os ajustes nas rotas e cadeias logísticas globais, impulsionados por mudanças geopolíticas e pela reorganização do transporte de cargas, reforçam a necessidade de um planejamento robusto.

Nesse cenário, o uso de análise de dados, inteligência artificial e modelos avançados de previsão se torna essencial para decisões estratégicas que vão desde a alocação de aeronaves e otimização de rotas até investimentos em infraestrutura aeroportuária e integração modal.

No comentário do CCO Chieff Commercial Officer, Francisco Carlos Ungarett, “a aviação entra em 2026 ‘sempre’ com a urgência de se ‘adaptar’, ‘inovar’ e ‘atuar’ de maneira altamente estratégica para garantir eficiência, sustentabilidade nacional e global, fatores de alavancagem na gestão com foco em competitividade”

Com informações LinkedIn Francisco Ungaretti

USP lança fábrica de semicondutores para produzir até 10 milhões de componentes por ano

A Universidade de São Paulo (USP) lançou, nessa semana, a PocketFab, uma fábrica modular de semicondutores desenvolvida em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), iniciativa que conta com apoio institucional da Abinee.

O projeto prevê a implantação de uma infraestrutura compacta, modular e reconfigurável de manufatura de semicondutores, voltada à prototipagem avançada de microprocessadores e dispositivos. Segundo os organizadores, trata-se de um modelo inédito no país, concebido para operar em escala reduzida e orientado a lotes e aplicações específicas, em contraste com as megafábricas tradicionais de grande porte e alto custo.

A capacidade produtiva estimada da PocketFab é de até 10 milhões de componentes por ano. O modelo abrange todo o ciclo de desenvolvimento, desde o design de chips, sob responsabilidade da USP, até as etapas de validação, integração e aplicação industrial, conduzidas pelo Senai-SP. A proposta, conduzida pela parceria entre a USP a e Abinee, é aproximar a pesquisa acadêmica da produção industrial, em um contexto global marcado por instabilidades nas cadeias de suprimento de semicondutores.

Entre as aplicações industriais previstas estão o setor automotivo, com foco em sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS); a indústria de máquinas e equipamentos, com o desenvolvimento de sensores inteligentes voltados à automação e manutenção preditiva; e a área de saúde, com semicondutores dedicados a dispositivos médicos de diagnóstico e monitoramento.

Durante o lançamento, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que o caráter estratégico dos componentes eletrônicos se intensificou com a expansão de data centers e aplicações de inteligência artificial. Segundo ele, as oscilações no fornecimento global de semicondutores desde a pandemia reforçam a relevância da iniciativa.

O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Júnior, destacou que a universidade busca liderar investimentos em áreas estruturais de pesquisa. Já o coordenador do Centro de Inovação InovaUSP, Marcelo Zuffo, explicou que a fábrica deverá ocupar cerca de 200 metros quadrados, com equipamentos de alta precisão, e representa “uma mudança de paradigma de como fabricar semicondutores”.

Importação de máquinas e equipamentos cresce 8,3% e bate recorde em 2025

O mercado brasileiro de máquinas e equipamentos industriais encerrou o ano de 2025 com faturamento líquido total de R$ 298.982,38 milhões, com crescimento de 7,3% na comparação com o ano anterior. O resultado positivo foi obtido apesar de o setor ter fechado o mês de dezembro de 2025 com receita líquida total de R$ 21.236,64 milhões, uma queda de 9,9% em relação ao mês de novembro passado e redução de 3% na comparação com dezembro de 2024. Os dados foram divulgados pela Abimaq no dia 28 de janeiro.

“Em 2025 tivemos um primeiro semestre forte e depois desaceleração”, disse Cristina Zanella, diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, frisando que o crescimento ocorreu tanto no mercado doméstico, como no internacional.

Para 2026, as expectativas, segundo a diretora, são de novo crescimento, embora em ritmo mais lento. A receita líquida total deverá crescer 4% e a receita interna bruta deve apresentar expansão de 5,6%. As exportações devem apresentar estabilidade.

No mercado interno, o faturamento líquido em 2025 somou R$ 221.680,89 milhões, com crescimento de 8,4% em relação a 2024. Em dezembro, a receita líquida no mercado doméstico de R$ 13.432,41 milhões é 20% menor que a do mês de novembro e 10,5% inferior ao do mesmo mês de 2024.

EXPORTAÇÕES – Em 2025, as exportações totalizaram US$ 13.821,61 milhões, crescimento de 5% em relação a 2025. No mês de dezembro, as vendas externas somaram US$ 1.431,16 milhões, com crescimento de 12,6% em relação ao mês anterior e 30,2% na comparação com o mesmo mês de 2024.

“Houve, no período, aumento na quantidade exportada que, aliado ao crescimento das vendas para países da América Latina e Europa, compensou as perdas decorrentes da desaceleração do mercado norte-americano e queda dos preços internacionais”, diz o relatório distribuído aos jornalistas pela Abimaq.

No acumulado do ano de 2025, dentre os setores com melhora nas vendas externas, se destacaram os fabricantes de máquinas para infraestrutura, agricultura e de componentes direcionados para extração de petróleo. Por outro lado, houve queda nas exportações de equipamentos para indústria de transformação (fornos, moldes, equipamentos para solda, controle de qualidade e outros).

Apesar da queda de 9,1% nas vendas para os Estados Unidos, em razão do aumento na alíquota do imposto de importação de máquinas brasileiras, os aumentos de 38,4% nas exportações para a Argentina, de 74,3% para Cingapura, de 17% para o Chile e de 22,5% para o Peru, resultaram em crescimento nas exportações. Em razão deste resultado, os Estados Unidos que até 2024 eram responsáveis por 27% do total das exportações de máquinas brasileiras, em 2024 passaram a representar 23% do total.

RECORDE DE IMPORTAÇÕES – Em 2025, importações setoriais totalizaram US$ 32.172,72 milhões, 8,3% a mais que no ano anterior. É o maior nível da história do país. No mês de dezembro de 2025, as importações foram de US$ 2.950,02 milhões, 19% a mais que em novembro e 12,2% acima do observado no mesmo mês de 2024.

O relatório da Abimaq indica que, depois das crises de 2015-2016 e da pandemia da Covid-19 em 2020, o movimento de substituição da produção nacional por bens importados ganhou força. Esse movimento fez aumentar o déficit na balança comercial de máquinas e equipamentos do país de uma média de US$ 8 bilhões naquele período para mais de US$ 18 bilhões em 2025, um aumento de mais de 120% em 15 anos. Considerando apenas os dois últimos anos (2024-2025) a piora no déficit da balança comercial foi de quase 45%.

No ano o crescimento das importações foi observado em seis das sete atividades econômicas mapeadas. Destacaram-se os aumentos nas importações de máquinas para infraestrutura, para bens de consumo e para a indústria de transformação. As importações de máquinas e equipamentos, em 2025, representaram 46% do consumo nacional, proporção semelhante à observada em 2024, mas quase o dobro da participação observada antes de 2014.

No acumulado de 2025, a China continuou com participação elevada no total importado pelo Brasil (32,5%). Houve no período crescimento de 12,1% das importações da China em relação a 2024, o que ampliou a distância em relação aos tradicionais fornecedores de máquinas e equipamentos no Brasil.

“Vamos sair definitivamente do modelo Reativo e Punitivo para o modelo Cooperativo no comércio exterior”, afirma Secretário Barreirinhas

Na abertura da live “O Futuro da Aduana Brasileira”, o Secretário Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), Robinson Sakiyama Barreirinhas, destacou que 2026 será o ano da Conformidade, reforçando a estratégia da instituição de fortalecer a cooperação com o setor produtivo, ampliar a previsibilidade e estimular o cumprimento voluntário das obrigações.

“O ano de 2026 será da Conformidade. O ano que a Aduana e a Receita mudam definitivamente a chave de um modelo Reativo e Punitivo para o modelo Cooperativo da Aduana com o empresário, aquele que trabalha com o comércio exterior brasileiro”, cravou Barreirinhas.

A iniciativa consolida uma nova fase da Administração Tributária e Aduaneira, baseada em transparência, gestão de riscos, uso intensivo de tecnologia e diálogo com a sociedade, alinhada às melhores práticas internacionais.

A conformidade passa a ser o eixo central da relação entre a Receita Federal e os contribuintes, promovendo um ambiente mais seguro, eficiente e favorável ao desenvolvimento econômico do país.

Em trecho da live O Futuro da Aduana Brasileira, o Subsecretário da SUANA, Fabiano Coelho, conversou também com o Coordenador-Geral da COANA, Felipe Mendes, sobre a revogação da multa de 1% pela Lei Complementar nº 227.

Com a revogação e enquanto a nova penalidade não é estabelecida, a Receita Federal passa a atuar com foco ainda maior na orientação, no diálogo e na promoção da conformidade, fortalecendo uma relação mais transparente e cooperativa com os operadores do comércio exterior.

A medida reforça a mudança de paradigma da Aduana brasileira: mais previsibilidade, menos litígio e mais estímulo ao cumprimento voluntário das obrigações.

Foto Fonte EBC: Lula Marques/Agência Brasil