Ministro Tarcísio de Freitas destaca programa de incentivo à cabotagem

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas comentou, nesta segunda-feira (2), sobre o programa “BR do Mar”, que busca estimular a cabotagem no Brasil.

Durante reunião de Conselhos Superiores na Fiesp, em São Paulo, Freitas reforçou o compromisso do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o avanço da infraestrutura no país.

Freitas ressaltou a importância de incentivar a cabotagem. “Precisamos impulsionar esse tipo de navegação. Por isso, zeramos o imposto de importação para embarcações de cabotagem e vamos permitir o afretamento dessas embarcações. ”

A cabotagem é o transporte de cargas entre portos na costa marítima. Atualmente, ocupa 11% do volume movimentado no Brasil.

Apenas no ano de 2018, 163 milhões de toneladas foram transportadas por essa modalidade, segundo dados do Ministério da Infraestrutura

Petrobras bate recorde de exportação de combustível

Em fevereiro, a Petrobras exportou 238 mil barris de óleos combustíveis por dia, com 1 milhão de toneladas no mês. A marca é recorde para a estatal, que foi beneficiada pela mudança na especificação mundial do combustível marítimo (IMO 2020).

O novo padrão internacional reduziu o limite de teor de enxofre de 3,5% para 0,5%, o que gerou oportunidades para a Petrobras, que produz petróleo e óleo combustível com baixos teores de enxofre.

Segundo nota divulgada pela empresa, as exportações de petróleo continuaram em patamares elevados em fevereiro, com volumes acima de 690 mil barris por dia. A estatal destaca que isso só foi possível devido ao ajuste de fluxo das exportações, aumentando a destinação dos produtos para Caribe, Estados Unidos e Europa, no lugar da Ásia, que é o principal destino das exportações da Petrobras mas encontra-se com o mercado restrito devido ao surto de coronavírus (Covid-19) que afeta a região.

A Petrobras também destacou que ainda não é possível avaliar os impactos que o surto pode levar à companhia, diante dos desdobramentos na economia global.

Reunião da COLFAC em Guarulhos debate procedimentos na Importação de Produtos Controlados pelo Exército (PCE)

A 15ª reunião da COLFAC (Comissões Locais de Facilitação do Comércio) ocorreu no último dia 03/03, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, sob a direção do Dr. André Luiz Gonçalves Martins, com a participação dos membros deste fórum. O SINDASP representado por seu presidente Marcos Farneze levou o assunto ao encontro e, após discussão, foi proposto pela Receita Federal o mapeamento de todo o processo com a participação inclusive dos Despachantes Aduaneiros, que serão convocados oportunamente pelo SINDASP.

Devolução de Madeira – MAPA –  A Dra. Sandra Kunieda de Alonso, chefe do MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) solicitou que seja entregue cópia do Conhecimento de Embarque para comprovação e baixa nos processos de devolução das madeiras condenadas, pois a Receita Federal poderá aplicar multas e cancelamento de radares pela não comprovação do embarque.

Na pauta foram debatidos outros assuntos como ATA Carnet e Peticionamento Eletrônico (ANVISA).

Publicado edital de chamamento para modelagem da concessão de Viracopos

O Ministério da Infraestrutura publicou o Edital de Chamamento Público para as empresas e consórcios autorizados a apresentarem projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que subsidiarão a modelagem da concessão para expansão, exploração e manutenção do Aeroporto Internacional de Viracopos – Campinas (SBKP). O edital está publicado na edição desta quinta-feira, 27, do Diário Oficial da União (DOU).

Estão autorizadas a apresentarem os estudos: o Consórcio Concessão Viracopos; o Grupo de Consultores em Aeroportos (GCA); o Grupo Aeroquip – Borelli e Merigo – Logit – BF Capital – JGP – Queiroz Maluf; e o Consórcio Engevix / HV / DWAY / MPB / Carvalho.

O edital informa ainda os valores máximos de ressarcimento autorizados por consórcio autorizado: R$ 13,119 milhões para o Consórcio Concessão Viracopos; R$ 13,809 milhões para Grupo de Consultores Aeroportuários; R$ 13,733 milhões, para Grupo Aeroquip; e R$ 13,760 milhões, Consórcio Engevix. 

O Aeroporto de Viracopos está em plano de recuperação judicial e será relicitado.

Na sexta-feira da última semana, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, avaliou que a modelagem estaria “fácil” de ser feita. “É estudo para 90, 120 dias”, disse em cerimônia de leilão da BR 101/SC. Segundo ele, talvez no início do ano que vem (2021) seja possível fazer o leilão de Viracopos.

O edital publicado nesta quinta prevê um prazo final de 90 dias para a elaboração e apresentação dos projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos à SAC/MI, podendo ser prorrogado, a critério da SAC/MI, mediante fundamentação.

SECEX prevê automatizar Cargas Aéreas, Repetro e Recof no segundo semestre

Expectativa é que substituição de processo manual reduza prazo médio de sete para dois dias

O governo pretende colocar em funcionamento, no segundo semestre do ano, um novo sistema de processamento de importações nos aeroportos brasileiros. Totalmente automatizado, ele reduzirá de sete para dois dias o tempo gasto na liberação das mercadorias. 

“Isso representa economia no custo de oportunidade da carga parada e do custo de armazenamento”, disse ao Valor o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz. A medida melhora as condições para o Brasil integrar cadeias globais de produção. Além disso, pode consolidar o país como um “hub” logístico para a América do Sul. 

Em geral, as importações por via aérea são de produtos de alto valor agregado. Em termos de volume, representam atualmente de 10% a 15% das compras brasileiras no exterior. Mas, considerando o valor das mercadorias, chegam perto de 40%. 

O comércio internacional via aeroportos cresce a uma taxa 2,5 vezes maior do que o marítimo, o que indica a importância cada vez maior do tempo gasto nas transações comerciais. 

Atualmente, todo o processamento burocrático das importações que chegam por via aérea é manual, afirmou o secretário. Uma nova ferramenta tecnológica permitirá que o trabalho passe a ser totalmente automatizado. 

Com uma logística rápida, será mais viável a empresas brasileiras integrar cadeias internacionais nas quais as etapas de produção de um bem ocorrem em diferentes países. Hoje, com o processamento tomando sete dias em média, há risco de a produção ficar parada ou atrasar, o que torna o Brasil menos atrativo para esse tipo de negócio. 

A automatização do desembaraço aduaneiro das compras por via aérea é uma das etapas de implantação do Portal Único do Comércio Exterior, uma “janela única” no qual as empresas podem cumprir todas as etapas burocráticas das exportações e importações. 

Repetro e Recof – Além das compras por via aérea, o governo pretende automatizar ainda neste ano o processamento das importações associadas ao Repetro, o regime aduaneiro especial para as atividades de pesquisa e lavra de óleo e gás, e ao Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof). Juntos, os dois programas responderam por importações de US$ 22 bilhões no ano passado. 

Em dezembro, a automatização chegará às demais importações, inclusive as que precisam de licenças para ingressar no país. Assim, estarão potencialmente cobertas 60% das compras de mercadorias brasileiras no exterior. O alcance da medida, porém, dependerá da integração das empresas ao novo sistema e também da velocidade com que órgãos anuentes, como Anvisa e Inmetro, passarem a conceder as licenças por meio do portal. 

Ainda ficarão de fora os produtos que ingressam o Brasil no regime de “drawback” e aqueles sujeitos a medidas de proteção comercial. Esses serão incorporados ao longo do próximo ano. 

Até o fim do ano que vem, o módulo de importação do Portal Único do Comércio Exterior estará completo, pela programação do governo. 

O módulo de exportações do portal, que já está em operação, conseguiu cortar de 13 para oito dias o tempo de processamento das exportações. No caso das importações por via marítima, a intenção é reduzir prazos de 17 para dez dias – ainda acima da média internacional, que é de sete dias. Com isso, a expectativa é, no longo prazo, obter uma economia de US$ 20 bilhões ao ano no comércio exterior. 

“As barreiras não tarifárias, e a ineficiência portuária é uma delas, são tão ou mais importantes do que as tarifas de importação para o comércio exterior”, apontou Ferraz. “Esse é um dos tópicos mais importantes do comércio internacional.” 

Enquanto as alíquotas do Imposto de Importação são de 13,5%, na média, os entraves às importações têm um peso equivalente a outros 14,2%, apontou estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). 

A implementação de uma “janela única” para o comércio exterior faz parte de uma agenda mais ampla, que pretende facilitar o comércio brasileiro. 

Em dezembro passado foi assinado um protocolo na reunião de cúpula do Mercosul para facilitar o comércio entre integrantes do bloco. Um dos itens foi a previsão para que Argentina, Paraguai e Uruguai adotem um portal de comércio exterior e que haja integração entre essas ferramentas. A interoperabilidade deverá ser estendida à União Europeia, conforme o acordo assinado pelos dois blocos no ano passado. 

Enquanto aumentam temores de uma postura mais protecionista da Argentina no comércio, o secretário aponta para um sinal positivo. A administração de Alberto Fernández eliminou, já em dezembro passado, a cobrança da “taxa estatística” de 2,5% sobre importações do Brasil. É uma economia de US$ 500 milhões ao ano. O governo do ex-presidente Mauricio Macri havia se comprometido em adotar a medida no prazo de um ano. Fernández antecipou o fim da taxa. 

O Brasil também negocia com diversos países o reconhecimento mútuo dos Operadores Econômicos Autorizados (OEA). Trata-se de uma lista de empresas com bom histórico de conformidade com regras aduaneiras, que, por isso, têm um desembaraço mais rápido nas suas transações comerciais. 

Já há um acordo desse tipo em funcionamento com o Uruguai e a medida consta do acordo do Mercosul com a União Europeia. Há negociações avançadas com os Estados Unidos e um compromisso de implantar o reconhecimento mútuo no âmbito de todo o Mercosul.

Com informações do Valor Econômico