31º Almoço “Gourmet Comex” em março: conheça dados do mercado embarcador do interior de SP e confirme sua presença

O mercado de comércio exterior e logística tem encontro marcado no dia 20 de março de 2026, em Campinas, no forte interior de São Paulo. O Almoço de Negócios, Conteúdo e Networking “Gourmet Comex” chega a sua 31ª edição, ao lado do pujante mercado regional de importação e exportação.

Para se ter uma ideia do setor, a corrente de comércio exterior no interior de São Paulo encerrou o ano de 2025 consolidando sua posição como o motor produtivo do estado de SP.

Alta Tecnologia – A Região Metropolitana de Campinas (RMC) encerrou 2025 e inicia 2026 consolidada como o maior hub tecnológico e de importação do estado. Diferente de outras regiões do interior que são movidas pelo superávit do agronegócio, Campinas possui um perfil deficitário na balança comercial, o que não é necessariamente um sinal negativo, mas sim um reflexo de sua característica importadora como transformadora de insumos globais de alta tecnologia. A cidade cresceu 14%.

Destaques – Separamos alguns Municípios de Desempenho Regional, do interior com comportamentos distintos.

 

 

Município UF do Município Exportação – 2025 – Valor US$ FOB Importação – 2025 – Valor US$ FOB
São José dos Campos – SP São Paulo 4.061.634.331 3.106.328.497
Sorocaba – SP São Paulo 2.640.275.045 3.516.150.322
Campinas – SP São Paulo 1.189.884.608 3.380.166.959
Jundiaí – SP São Paulo 954.870.114 4.304.733.876
Paulínia – SP São Paulo 841.359.910 6.225.809.811

GOURMET COMEX – Neste cenário, o tradicional e regular evento “Gourmet Comex” chega em sua 31ª edição e receberá cerca de 150 convidados, entre autoridades e profissionais da indústria embarcadora e seus prestadores de serviços, em um ambiente que une conteúdo. informação e experiência gastronômica.

PARTICIPE: Para participar, fale com a GPA+ Comunicação: Fone ou WhatsApp (19) 99299-1987 ou mkt@gpamais.com.br.

FONTE: Comex Stat – MDIC

FOTO: Gemini IA

Acordo Mercosul x UE será assinado em 17/01 e poderá impactar agro, diversificar mercados, aumentar exportações de alto valor e modernizar produção

O tratado ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu para ser entrar em vigor, mas a aprovação do ACORDO UNIÃO EUROPEIA X MERCOSUL abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro. A novidade, aguardada há 25 anos, ocorre em um momento particularmente sensível para o agronegócio brasileiro.

Mais do que uma abertura adicional de mercado, o tratado passa a ser visto como peça-chave de diversificação comercial em um cenário no qual o principal destino da carne bovina brasileira, a China, começa a impor limites mais claros ao ritmo das importações.

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo UE–Mercosul tem potencial para provocar uma das maiores reconfigurações no comércio agrícola global das últimas décadas.

Para o Brasil, representa a possibilidade de ampliar exportações com maior valor agregado para um mercado sofisticado e com maior previsibilidade institucional. Para a União Europeia, o desafio é conciliar interesses geopolíticos, proteção ambiental e forte pressão interna de produtores rurais.

Peso do agro brasileiro – Os dados mostram que a UE já ocupa papel central no agro brasileiro, mesmo sem o acordo em vigor.

Nos 11 primeiros meses de 2025, as exportações agropecuárias do Brasil para o bloco europeu somaram US$ 22,89 bilhões, segundo o sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, valor menor que os US$ 27,71 bilhões registrados no mesmo período de 2024, mas com representação de 48,5% de todas as vendas externas do setor.

A carne bovina é um dos principais destaques: os embarques para a UE alcançaram US$ 820,15 milhões de janeiro a novembro, um salto de 83,2% na comparação anual — ficando atrás apenas de China e Estados Unidos como destino em termos de valor.

Na carne de frango, o bloco foi o sexto principal destino, com US$ 457,99 milhões exportados. Já no café verde, a UE foi o principal destino, com US$ 6,43 bilhões em vendas nos 11 primeiros meses de 2025 — US$ 1,22 bilhão a mais que no mesmo período de 2024.

No complexo soja, a UE foi o terceiro maior destino, com quase US$ 6 bilhões em embarques. Na celulose, mesmo com queda de 12,9% nas exportações, o bloco manteve-se como o segundo maior mercado, respondendo por 21,1% do total exportado, com receitas de US$ 1,98 bilhão.

Se o acordo entrar em vigor, está prevista a redução ou eliminação de tarifas para produtos como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja, café e celulose — medidas que podem ampliar ainda mais a competitividade brasileira no mercado europeu.

Concessões europeias para viabilizar o acordo – Para reduzir a resistência interna na UE, especialmente entre agricultores de França, Itália e Hungria, a Comissão Europeia anunciou que vai reduzir tarifas de importação sobre certos fertilizantes que são insumos básicos para a agricultura do bloco.

A proposta prevê zerar as tarifas padrão de 6,5% sobre a ureia e de 5,5% sobre a amônia — dois dos fertilizantes mais usados na produção.

Além dessa proposta, a UE também estuda medidas para permitir a suspensão temporária da taxa de carbono na fronteira (CBAM) para determinados produtos importados, reduzindo custos no curto prazo para os agricultores europeus.

Salvaguardas europeias – Ao mesmo tempo em que avança na abertura comercial, a União Europeia reforça mecanismos de proteção internos.

Entre eles, foi criado um “gatilho automático”. Se as importações de produtos agrícolas do Mercosul crescerem mais de 8% em relação ao ano anterior, a Comissão Europeia pode abrir investigações e adotar medidas corretivas, como reintroduzir tarifas temporárias ou limitar volumes.

Esse percentual de 8% representa um meio-termo político entre propostas anteriores, que iam de 5% a 10%, e se aplica principalmente a cadeias consideradas sensíveis, como carne bovina, frango e açúcar, que têm forte peso político na Europa.

As exigências ambientais continuam sendo um ponto de tensão, incluindo demandas por combate ao desmatamento, rastreabilidade da produção, cumprimento rigoroso de normas sanitárias e respeito a compromissos climáticos internacionais. Tais exigências elevam custos e tendem a favorecer grandes produtores já organizados.

Importância da diversificação – Enquanto a Europa debate salvaguardas preventivas, a China — principal destino da carne bovina brasileira — implementou um sistema de cotas que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026, estabelecendo uma cota inicial de 1,106 milhão de toneladas com tarifa de 12% dentro da quota e uma sobretaxa de 55% fora dela — resultando em uma tarifa total de 67% sobre volumes excedentes.

Em 2025, as importações chinesas de carne bovina brasileira somaram aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, o equivalente a 48,3% de todo o volume exportado pelo Brasil. Frente a isso, entidades como ABIEC e CNA afirmam que ajustes na cadeia produtiva serão necessários para evitar impactos mais amplos sobre pecuaristas e exportadores.

Europa como alternativa estratégica – Nesse contexto, o acordo UE–Mercosul ganha ainda mais relevância para o agronegócio brasileiro. Embora o mercado europeu seja mais exigente e politicamente sensível, ele oferece maior previsibilidade institucional e valor agregado.

Agro brasileiro fecha 2025 com exportação recorde

O agronegócio brasileiro faturou US$ 169,2 bilhões com exportações em 2025, valor recorde que significou também aumento de 3% sobre 2024, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O setor respondeu por 48,5% de tudo o que o Brasil exportou no ano. Apesar da queda de 0,6% nos preços médios, o aumento de 3,6% no volume impulsionou o resultado.

Ao comentar os resultados, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os remeteu à estratégia governamental de diversificação de produtos e destinos, além da resiliência e do esforço do produtor brasileiro. Segundo ele, o produtor produziu quantidade suficiente para abastecer o mercado interno, ajudando no controle dos preços, e exportou os excedentes, gerando emprego, renda e desenvolvimento para o País por meio de uma agropecuária cada vez mais tecnológica e sustentável.

Segundo o Mapa, o agronegócio brasileiro abriu 525 novos mercados de 2023 até o final de 2025. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luís Rua, esses mercados trouxeram cerca de US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais. Também impactou a exportação a colheita recorde de grãos que o Brasil teve, com 352,2 milhões de toneladas na safra 2024/2025, maior 17% do que no ciclo anterior. Houve recorde de produção em carnes bovina, suína e de frango.

Os compradores e os produtos

A China foi a a maior cliente do agronegócio brasileiro no exterior em 2025, com US$ 55,3 bilhões em compras, 32,7% das exportações e crescimento de 11%. Na sequência, os outros dois maiores destinos foram União Europeia e Estados Unidos. Entre os principais produtos da pauta exportadora, a soja em grãos manteve-se como o principal item, gerando US$ 43,5 bilhões em receitas, com alta de 1,4%, e volume embarcado recorde de 108,2 milhões de toneladas, aumento de 9,5%.

Superávit – As importações de produtos agropecuários pelo Brasil no ano passado somaram US$ 20,2 bilhões, alta de 4,4% em relação a 2024. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio, ou seja, a diferença entre o que o setor vendeu e o que comprou do exterior, ficou positivo em US$ 149,07 bilhões para o Brasil.

Fonte: ANBA – https://anba.com.br

Com O.E.A., Viracopos se torna o único aeroporto do Estado certificado

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), conquistou a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), concedida pela Receita Federal do Brasil, tornando-se o único aeroporto do Estado de São Paulo a obter esse reconhecimento. A certificação foi publicada no Diário Oficial da União em dezembro, por meio do Ato Declaratório Executivo Decex/SPO nº 111/2025.

O certificado OEA é um reconhecimento concedido a organizações que demonstram elevados níveis de segurança e confiabilidade em suas operações na cadeia logística internacional. O programa é baseado em diretrizes da Organização Mundial das Alfândegas (OMA) e tem como objetivo facilitar o comércio global, promovendo maior segurança e eficiência nos processos aduaneiros.

A certificação atesta que Viracopos adota processos robustos de controle, gestão de riscos e segurança da carga, sendo considerado um operador de baixo risco para a fiscalização aduaneira. Entre os principais benefícios do OEA estão a maior agilidade e previsibilidade nas operações de comércio exterior, prioridade em procedimentos de conferência quando selecionado, redução de riscos e acesso a canais de comunicação exclusivos com a Receita Federal do Brasil.

O programa OEA é de adesão voluntária e envolve uma rigorosa avaliação por parte da Receita Federal, que analisa critérios relacionados à segurança física, controle de acesso, gestão de riscos, conformidade tributária e aduaneira, além de promover o monitoramento contínuo das empresas certificadas para a manutenção dos padrões exigidos.

Com a obtenção do certificado, Viracopos reforça seu compromisso com a segurança e a eficiência operacional, fortalecendo sua posição como um dos principais hubs logísticos do país e ampliando a confiança de parceiros, operadores e clientes que atuam no comércio exterior.

A certificação OEA representa uma parceria estratégica entre o Aeroporto de Viracopos e a Receita Federal do Brasil, contribuindo para tornar as operações mais seguras, ágeis e alinhadas às melhores práticas internacionais do setor aeroportuário e logístico.

ANVISA faz balanço de 90 dias da DUIMP e aponta avanços e desafios

A Declaração Única de Importação (Duimp) completou três meses de implementação no Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex). Nesse período, a Anvisa analisou cerca de 320 Duimps nos diferentes canais de parametrização previstos na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 228/2018. Apesar do progresso, o número ainda é considerado baixo, indicando a necessidade de maior adesão por parte dos importadores.

Importadores têm papel essencial na consolidação do modelo – A participação ativa dos importadores é fundamental para validar cenários e funcionalidades do sistema. Somente com a maior utilização da Duimp será possível identificar ajustes e aprimorar a plataforma.

Funcionalidades testadas no período – Durante os 90 dias, foram avaliados módulos estratégicos do Portal Único, como:

  • Gestão de riscos.
  • Integração do pagamento da taxa ao Pagamento Centralizado de Comércio Exterior (PCCE).
  • Emissão do Relatório de Inspeção Física (RIF).
  • Canal único de parametrização entre órgãos anuentes.

Ações conjuntas para melhorias – Como todo sistema novo, ajustes iniciais são necessários para garantir o alinhamento entre funcionalidades e práticas operacionais. A Anvisa atua em conjunto com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal para avaliar pontos críticos e implementar melhorias. Erros impeditivos ou procedimentais são reportados por entidades representativas e tratados nas reuniões do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac).

O novo modelo busca oferecer maior agilidade, rastreabilidade e transparência aos processos de importação, assegurando que os produtos cheguem à população com rapidez e segurança sanitária.

A Anvisa convida todos os importadores habilitados, conforme cronograma disponível no Portal Único, a utilizarem a Duimp e contribuírem para a consolidação do Novo Processo de Importação.