Receita Federal terá apresentação no 15º Happy Comex

receita federalEquipe de Fiscais da Inspetoria de Viracopos levará importantes informações aos convidados, no dia 23 de março, em Campinas(SP) 

Considerado um dos melhores “Cubes de Networking” do setor no Brasil, o Happy Comex chega a sua 15ª edição e volta a reunir a nata do comércio exterior e da logística de Campinas e Região.

A Inspetoria da Receita Federal em Viracopos, responsável pelos recintos alfandegados Libra Campinas e ELOG Campinas, além do próprio aeroporto local, será a principal atração da 15ª edição do Happy Comex, com uma apresentação de muito conteúdo aos presentes. O Inspetor Antonio Leal e o Inspetor Adjunto Camilo Cremonez serão os palestrantes do evento.

Mais informações: GPA+ (19) 3383-3555 – mkt@gpamais.com.br

Com o apoio do CIESP Campinas e do SINDASP, 15º Happy Comex terá assinatura da Heineken

Realizado em parceria com o CIESP Campinas(Centro das Indústrias do Estado de São Paulo)e com o apoio do SINDASP  (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo), o Happy Comex é evento regular e ininterrupto desde sua primeira realização em 2010. O encontro semestral é organizado pela GPA+ Comunicação.

Heineken – Outro atrativo desta edição será a parceria com a Cervejaria Heineken, que levará sua marca e produto para o recém-inaugurado espaço de eventos Gratinatti & Grill, no dia 23 de março. O local é dotado de hall de elevadores e ambiente climatizado, além de estacionamento gratuito garantindo conforto e facilidades aos convidados, em espaço exclusivo.

Mais informações: GPA+ (19) 3383-3555 – mkt@gpamais.com.br

São Paulo bate recorde de novos exportadores em 2016

Número de empresas que exportou pela primeira vez cresce 126,1% no Estado, no período de um ano, chegando a 2.010 no total e representando 41,5% das brasileiras

O ano de 2016 foi marcado por uma intensificação nas ações de apoio às exportações pelo Governo do Estado de São Paulo, o que resultou em um aumento de 126,1% na quantidade de empresas paulistas que enviaram seus produtos ao exterior pela primeira vez com relação ao ano anterior. Foram 2.010 empreendimentos estreantes no mercado internacional contra apenas 889 em 2015.

Essas empresas representam quase metade das computadas em todo o País, que chegaram a 4.843. O número também mostra um salto na quantidade de novos exportadores brasileiros: em 2015 foram apenas 1.943, o que resulta em um aumento de 149,25% para 2016.

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela Investe São Paulo, a agência de promoção de investimentos e competitividade ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (Sdecti), com base em informações disponíveis no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

“Nós já tínhamos a ideia de estender nosso escopo de serviços de incentivo à competitividade com atendimento de empresas que querem internacionalizar-se e a disseminação da cultura exportadora. Nossas projeções apontavam para uma desvalorização do câmbio e de uma desaceleração do consumo interno. A quantidade de empresas que passaram a exportar confirma que lançamos o programa na hora certa”, afirma o diretor da Investe SP, Sérgio Costa, referindo-se ao SP Export.

Realizado por meio de convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) firmado já em 2015, o SP Export envolve todo um conjunto de ações para ajudar a aumentar o número de exportações no Estado de São Paulo, com foco principalmente nas pequenas e médias empresas.

Foram realizados em 2016, por exemplo, três edições do Poupatempo do Exportador, que somaram mais de 200 atendimentos in loco a empresas das regiões de Sorocaba, Ribeirão Preto e Franca; a inclusão de 90 empresas no Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex); 16 palestras e workshops que registraram mais de 2.400 presenças; e duas missões comerciais ao exterior envolvendo os países Peru, Colômbia e Argentina, com a participação de mais de 200 empresários. 

Perfil – O estudo também revelou que quase todas essas empresas que ingressaram no mercado internacional realizaram remessas de até US$ 1 milhão: 93,6% das brasileiras (4.537) e 95,4% das paulistas, que representaram 42,3% (2.010) do total das exportações nesse valor dentro do País.

“O quadro reflete um dos ensinamentos que procuramos passar às empresas, que é o fato de que é sempre interessante começar a exportar aos poucos. Nossa expectativa, inclusive, é que o ano de 2017 feche com um número mais expressivo de empresas que fizeram remessas maiores, tendo debutado em 2017”, explica Costa.

O número total de empresas exportadoras também aumentou consideravelmente em 2016, alcançando a maior variação percentual já atingida desde 2001. Foram 11.048 empresas exportadoras registradas em 2016 contra 10.289 em 2015, ou seja, 7,3% a mais.

“O aumento refletiu diretamente no total registrado para o Brasil como um todo, já que 74% das empresas que exportam são paulistas. Isso mostra o acerto da política do Governo do Estado em incentivar ainda mais as exportações”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, o vice-governador Márcio França. 

Dados – Confira abaixo o resumo dos dados apresentados:

 

  Número de empresas exportadoras Número de empresas que exportaram pela primeira vez Número de empresas exportadoras Número de empresas que exportaram pela primeira vez
  Brasil São Paulo Brasil São Paulo
2001 20.238 8.604 3.656 1.428
2002 20.815 8.963 1.795 769
2003 21.909 9.334 1.420 559
2004 24.366 10.066 2.132 768
2005 23.726 9.880 1.706 631
2006 23.113 9.791 1.424 566
2007 23.537 10.096 1.667 680
2008 23.032 9.904 1.416 601
2009 22.434 9.831 1.447 627
2010 21.921 9.760 1.358 583
2011 21.951 9.679 1.350 567
2012 21.482 9.483 1.212 527
2013 21.814 9.610 1.258 563
2014 22.320 9.793 1.484 660
2015 23.548 10.289 1.943 889
2016 25.541 11.048 4.843 2.010

 Investe São Paulo

NTC&Logística recomenda a aplicação do índice de Defasagem nos valores de fretes praticados

A NTC&Logística, baseada em estudos feitos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais) da entidade e apresentados durante o último CONET&Intersindical, realizado em Rio Quente/GO, recomenda o reajuste imediato nos valores de fretes praticados pelas empresas.

Durante o último estudo, foi apresentado como ponto mais relevante para o desempenho das empresas de transporte de cargas durante o ano de 2016, o aumento dos custos do transporte, conforme apontado por 29,7% de todos os pesquisados nos dois segmentos (Cargas lotação e cargas fracionadas).

O dado apresentado acima, é diretamente ligado à queda de faturamento das empresas de transporte durante o ano de 2016, que chega, em média a 19,13%.

É altamente recomendado para a saúde financeira de todas as empresas que prestam o serviço de transporte de cargas, que os ajustes de seus valores de transporte sejam novamente analisados, e praticados conforme a defasagem apresentada durante o CONET&Intersindical, que foi de 18,30% em todo o Transporte Rodoviário de Cargas, sendo 11,77% em cargas fracionadas e 24,83% em cargas lotação.

Vale ressaltar, que essa análise, não visa aumentar o lucro de suas operações, e sim, evitar o prejuízo causado pela defasagem dos fretes em seus valores cobrados.

O Transporte Rodoviário de Cargas ganha um peso ainda maior, quando analisamos a sua representatividade para o país, movimentando em suas estradas, uma parcela considerável do PIB Brasileiro.

Por essa razão é fundamental reavaliarmos nossos preços, para mantermos a saúde financeira dessa atividade, fundamental para o país.

Indústria alemã prevê novo ciclo de investimento no Brasil

As empresas alemãs no Brasil iniciam novo ciclo de investimentos no país, estimando que a partir de agora nada mais deve atrapalhar a recuperação econômica da maior economia da América Latina. É o que diz o presidente da Comissão para América Latina da Industria Alemã (LADW), Andreas Renschler, membro do “board” mundial do grupo Volkswagen e presidente-executivo global da holding Volkswagen Truck & Bus, em entrevista ao Valor.

Um dos maiores centros industriais do mundo e líder na Europa, a Alemanha busca aprofundar algumas parcerias, no rastro das ameaças protecionistas de Trump, e o Brasil é visto como um dos mercados de maior interesse pela indústria alemã.

Há 1.300 empresas alemãs no Brasil, responsáveis por mais de 250 mil postos de trabalho e com investimentos de mais de US$ 25 bilhões no país. Durante a pior recessão dos últimos tempos no Brasil, negócios das empresas alemães sofreram queda de dois dígitos. ”Isso faz com que elas sintam a recessão dos últimos anos de maneira bastante intensa”, afirmou Renschler, que é a voz da indústria alemã para a América Latina.

“Atualmente ainda estamos diante do grande desafio de manter nossas empresas no caminho do crescimento, mas fazemos isso com plena convicção, uma vez que queremos ver ainda mais engajamento de empresas alemãs no Brasil”, afirma o executivo.

Ele insistiu que “desistir do Brasil nunca foi uma opção para a indústria alemã”. Vê uma situação mais estável do que há seis meses, mesmo se está consciente de que a recuperação da economia brasileira “não pode acontecer do dia para a noite”. Sobretudo, existe o sentimento de que o “pior já passou”, o que ajuda a explicar por que um novo ciclo de investimentos alemães no Brasil “não é mais apenas uma visão, e sim uma realidade”.

Renschler exemplificou que vários novos projetos foram tornados públicos nos últimos meses e que confirmava essa tendência por experiência própria: “A Volkswagen Caminhões e Ônibus, marca do grupo Volkswagen Truck & Bus, anunciou o maior pacote de investimentos da história da empresa, no qual investirá aproximadamente R$ 1,5 bilhão no Brasil nos próximos cinco anos”, disse.

Com as incertezas na Europa e globalmente, o Brasil é visto com essencial pela indústria alemã. “Um em cada quatro empregos na Alemanha está ligado às exportações, e na indústria, é um em cada dois”, afirmou Renschler. “Nós, alemães, não podemos abrir mão de parceiros comerciais fortes e confiáveis no mercado mundial, e a posição do Brasil nesta lista é alta.”

A chanceler Angela Merkel convidou o presidente Temer a visitar a Alemanha ainda neste primeiro semestre. Para a indústria alemã, Temer poderia mostrar na Alemanha “seu empenho para a continuidade das reformas estruturais”, o tipo da mensagem que considera que poderia ajudar a aumentar a confiança no país.

Na visão da indústria alemã, a conclusão do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul também pode dar uma dimensão completamente nova nas relações bilaterais Brasil-Alemanha. Renschler nota uma nova dinâmica nas negociações, “exatamente o que estava faltando nos últimos anos”. Por isso, acha viável a conclusão do acordo em um futuro não muito distante. “O que precisamos é de um bom acesso mútuo aos mercados para bens e serviços e aos contratos públicos.”

Também a investigação da Operação Lava-Jato contra a corrupção no Brasil é vista pela indústria alemã “com bastante esperança”. Renschler avalia que a questão está sendo tratada com a devida prioridade e vê uma nova cultura empresarial surgindo no país, “o que fará bem não somente às empresas alemãs, mas também ao Brasil como um todo”.

A postura positiva alemã em relação ao Brasil contrasta com as tensões com a nova administração nos EUA e a política protecionista projetada por Trump. O executivo nota que os EUA são o parceiro comercial mais importante da Alemanha. Qualquer mudança no rumo da política comercial americana terá consequências para os outros atores globais, incluindo Alemanha e Europa. “Mas não devemos é entrar em pânico”, diz.

O governo Trump exige que as empresas produzam nos EUA. Indagado se haveria risco de algum desvio de produção da América do Sul, e do Brasil, para os EUA, o executivo alemão prefere ver exatamente o que, como e quando será implementado por Washington. “As fábricas instaladas no Brasil, por exemplo, estão onde estão principalmente visando o mercado sul-americano”, observou.

Certos analistas notam que, com a tensão EUA-México, a indústria automobilística mexicana terá dificuldades de vender no mesmo ritmo para os EUA. Por sua vez, os mexicanos provavelmente comprarão menos carros brasileiros. Para o membro do “board” da Volkswagen mundial, se esse cenário realmente ocorrer, haveria inevitavelmente consequências, uma vez que o México é um mercado estratégico para carros produzidos no Brasil. Mas observa que o inverso é igualmente válido, já que o Brasil também importa do México. Para Renschler, independentemente dessa discussão será vantajoso fortalecer continuamente a capacidade exportadora da indústria brasileira e conquistar novos mercados consumidores.

Sobre as perspectivas da economia alemã, ele nota que, após crescimento de 1,7% no ano passado, a expectativa é de expansão por volta de 1,5% em 2017, mas que “não há razão para relaxar”.

O executivo está consciente de pressões internacionais, a começar por Washington, para a Alemanha aumentar a demanda interna e ajudar no reequilíbrio da economia global. Ele argumenta que o gigantesco saldo de contas correntes ocorre principalmente porque a Alemanha exporta muito, mas o país é também o terceiro maior importador do mundo, atrás de EUA e China. As importações representam cerca de 40% do PIB alemão.

Quanto à zona do euro como um todo, as expectativas de crescimento são de 1,5%. Para o executivo, a prioridade é viabilizar uma União Europeia forte e com ampla capacidade de atuação, diante do cenário internacional incerto.

Fonte: Valor Econômico