Nestlé planeja dobrar operação em ração animal no Brasil até 2020

nestle 3A Nestlé planeja dobrar o tamanho da sua operação de ração animal no Brasil até 2020. Dona de marcas como Purina, Proplan, Dog Chow, Catchow, Revena e Friskies, a companhia já lidera o mercado de ração no país, com uma participação de 17,3%, de acordo com dados da Euromonitor International. Como parte desse esforço, a empresa inaugura nesta quinta- feira, em Ribeirão Preto (SP), uma fábrica dedicada à produção de ração úmida para cães e gatos, com capacidade para produzir 30 mil toneladas por ano.

Com informações do Valor

MDIC disponibiliza ferramenta de acesso aos dados de comércio exterior dos municípios

O Comex Vis, ferramenta interativa de acesso aos dados de comércio exterior na internet, ganhou um novo módulo que permite a visualização dos dados por municípios (http://www.mdic.gov.br/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/comex-vis).

Prefeitos, gestores públicos e privados, acadêmicos, empresários e cidadãos poderão navegar e interagir com gráficos e informações das exportações e importações dos municípios de uma forma mais ágil, simples e moderna, sem necessidade de conhecimento prévio de análise de resultados ou de manuseio de planilhas de Excel e banco de dados.

O Comex Vis Municípios apresenta um recorte municipal dos dados de comércio exterior, com informações sobre valores de exportação, importação e saldo; participação e ranking do município nas exportações e importações brasileiras e estaduais; número de empresas exportadoras e importadoras; produtos exportados e importados; e destinos das exportações e origens das importações.

Os dados, que até então eram publicados em planilhas de Excel e banco de dados agora são disponibilizados a partir de visualizações gráficas amigáveis e interativas que permitem uma análise direta da informação. Além de tornar o acesso mais intuitivo e transparente, a inovação apoiará ações de incentivo às exportações nos estados, como o Plano Nacional da Cultura Exportadora.

O Comex Vis Municípios suprirá a carência de informação que certas instituições municipais, por motivos de limitações de recursos financeiros ou técnicos, possuem dificuldade em prover. Além disso, complementará o trabalho atualmente desenvolvido pelo MDIC por meio do Plano Nacional de Cultura Exportadora, ao funcionar como um instrumento de inteligência comercial, associado à etapa da trilha de internacionalização para as empresas com potencial exportador.

Também estão disponíveis no site do MDIC os seguintes recortes e versões do Comex Vis: Brasil (Geral), Blocos e Continentes, Países Parceiros e Unidades da Federação. A ferramenta é responsiva, o que permite leitura em smartphones e tablets igualmente, e de baixo custo, pois foi desenvolvida por servidores do ministério e baseada em uma plataforma livre.

Aeroporto de Recife têm alta de 9,8% nas exportações

Diante de um ano de crise, a valorização do dólar contribuiu para um câmbio favorável em relação às vendas para o exterior. Este foi um dos principais motivos para que o terminal de logística de cargas (Teca) do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre (PE) registrasse, em 2016, alta na movimentação de produtos no setor de exportações. De janeiro a dezembro do ano passado, o complexo logístico armazenou 5.254,4 toneladas em itens que seguiram para fora do país. Na comparação com 2015, quando foram movimentadas 4.782 toneladas, o aumento foi de 9,8%.

Entre os itens mais movimentados destacam-se pescados e frutas, como manga e mamão. Além disso, equipamentos e produtos médico-cirúrgicos; partes e peças automotivas; insumos e produtos eletroeletrônicos também são exportados com frequência pelo Teca.

Os produtos são enviados para todo o mundo, com a média de três embarques diários, tendo 20 países como os principais destinos: Espanha, Portugal, Alemanha, Inglaterra, Itália, Suíça, Áustria e Holanda; na Europa; Estados Unidos, México e Canadá, na América do Norte; Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Peru, Equador e Bolívia, América do Sul; Cuba e República Dominicana, na América Central; e Japão, Índia e China, na Ásia.

O coordenador de carga internacional do Teca de Recife, Darlan Epifanio Pessoa Leão, declarou que o comprometimento e a qualidade operacional de toda a equipe, além da confiança dos clientes e parceiros, foi de suma importância para o aumento das exportações. “Mesmo diante da realidade econômica do país, acreditamos que podíamos fazer melhor e nos empenhamos para realizar com profissionalismo a missão que nos foi confiada”, ressaltou Darlan.

Com 6.125m² de área para cargas de exportação e importação, o Teca apresenta um depósito de carga restrita, com capacidade diária de até 30 toneladas, e câmara frigorífica com módulos de resfriamento e congelamento. Especificamente para carga nacional, o terminal de cargas conta com dois anexos, com 3.967 m² de área construída.

O terminal dispõe ainda de modernos sistemas de informatização, que proporcionam agilidade no desembaraço da carga e na movimentação de mercadorias dentro dos armazéns, bem como segurança no processo de armazenagem. Também é possível que o cliente monitore, via internet, o percurso da mercadoria despachada desde o terminal de embarque até o momento da retirada dos volumes no aeroporto de destino.

Viracopos fecha ano com 161 mil toneladas de carga internacional. Exportação é destaque em 2016.

carga viracoposMovimentação confirma previsão do Portal LogNews. Exportações crescem 11,6% e voltam ao patamar de 2014. 

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, divulgou seus números oficiais de 2016.

Viracopos recebeu 161,959 mil toneladas de carga internacional (importação + exportação) de janeiro a dezembro do ano passado. O número, isoladamente avaliado, é inferior somente às importações de 2013, quando o aeroporto de Caminas vivia o bom momento da economia e atingia, à época, 163 mil toneladas, apenas neste setor. Os números de 2016 apontam uma queda de aproximadamente 10% no movimento de importação e exportação, a chamada carga internacional.

Chegaram ao aeroporto 103.390 toneladas contra 124,460 do ano anterior, acumulando uma queda de 17% na importação.

A boa notícia, porém, vem da área de exportação. Saíram dos terminais de carga de Campinas 58.569 toneladas de carga, contra 52.185 toneladas movimentadas em 2015, incidindo num incremento das exportações na ordem de 11,6%. Esse números elevam Viracopos ao mesmo patamar das exportações movimentadas em 2014, quando 62 mil toneladas saíram em produtos destinados ao exterior.

Os números revelados confirmam a previsão do Portal LogNews, ainda em dezembro, conforme pode ser conferido na matéria https://comexlognews.com.br/carga-aerea-reflexo-da-crise-viracopos-tera-queda-e-guarulhos-pode-crescer-apenas-2-em-2016/ .

Movimentações de cargas internacionais pelo Aeroporto de Viracopos
 Ano  Importações (toneladas liberadas) Exportações (toneladas liberadas)
 2013  163,5 mil  71,4 mil
 2014  156,5 mil  62 mil
 2015  124,4 mil  52,1 mil
 2016  103 mil  58,5 mil

 

Da Redação LogNews

Porto de Santos atinge em 2016 seu terceiro maior movimento anual, porém registra queda de 5%

porto de santos sO Porto de Santos atingiu em 2016 um total de 113,815 milhões de toneladas de cargas. Esse foi o terceiro maior movimento da história do complexo portuário, apesar da redução de 5,1% verificada em relação a 2015 (119,931 milhões t). O diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva, comenta que “esse volume, apesar de representar uma redução na comparação com o apurado em 2015, devido, principalmente, à expressiva queda nos embarques de milho, foi concretizado num cenário econômico global adverso, mostrando o bom desempenho do Porto de Santos, inclusive, em situações adversas”.

Outro fator determinante para esse resultados, apontado pelo diretor de Relações com o Mercado e Comunidade, Cleveland Lofrano, foi a diminuição nas operações com cargas conteinerizadas naquele ano, afetadas por fatores conjunturais, como a valorização do Real, que afetou a competitividade das exportações brasileiras de maior valor agregado, em um cenário global de demanda ainda reprimida.

As exportações somaram 81,423 milhões t, 7,0% abaixo do mesmo período do ano passado (87,565 milhões t), e as importações atingiram 32,391 milhões t, 0,1% acima das descargas verificadas em 2015 (32,366 milhões t).

O destaque na movimentação ficou com o açúcar, cujos embarques totalizaram 20,255 milhões t, 11,4% a mais do que no ano passado (18,185 milhões t), seguido pelo complexo soja, com 19,125 milhões t, 7,6% a mais do que no último período (17,772 milhões t). Desse total, 14,560 milhões t são de soja em grãos e 4,565 milhões t de farelo de soja, que apresentaram, respectivamente, aumento de 10,7% e redução de 1,2% se comparados a 2015. “Os embarques de açúcar e soja em grãos contribuíram para amenizar a queda na movimentação, favorecidos por uma boa safra e preços internacionais em recuperação”, comenta Lofrano.

O milho, a terceira carga mais movimentada (7,943 milhões t), apresentou uma queda de 49,7% diante dos 15,786 milhões t embarcados no ano passado, caracterizando-se como o principal fator para a redução no movimento anual. A celulose somou 3,087 milhões t, ficando 9,5% abaixo do movimento do último ano (3,411 milhões t).

Ainda no fluxo de exportação, aparecem o álcool, com 1,129 milhão t e o café em grãos, com 1,350 milhão t.

No fluxo de importação destacam-se o adubo, com 3,549 milhões t, um aumento de 47,4% sobre o movimento do ano passado (2,408 milhões t), e o enxofre, com 1,732 milhão t, queda de 12,2% sobre o volume registrado em 2015 (1,972 milhão t).

A carga conteinerizada somou 3,564 milhões teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), ficando 5,7% abaixo do total verificado no ano passado (3,779 milhões teu).

O fluxo de embarcações somou 4.723 atracações, 8,2% abaixo do registrado em 2015 (5.144).

Balança Comercial – O Porto de Santos respondeu por 28,5% (US$ 92,108 bilhões) do fluxo de comércio brasileiro, que atingiu US$ 322,787 bilhões. Os embarques pelo complexo santista somaram US$ 51,643 bilhões, 27,9% do total Brasil (US$ 185,235 bilhões), e as descargas US$ 40,464 bilhões, 29,4% do que importou o Brasil (US$ 137,552 bilhões). Essa foi a maior participação anual do complexo portuário santista na movimentação das trocas comerciais brasileiras (em valor) em toda a sua história. O recorde anterior foi de 27,3% registrado em 2015. A movimentação do porto santista superou a soma das participações dos sete portos que ocupam da 2ª a 7ª colocação no ranking das trocas comerciais brasileiras.

Os três principais destinos das exportações brasileiras foram a China (14,1%), os Estados Unidos (11,8%) e a Argentina (5,9%). As três principais origens das importações foram a China (20,4%), Estados Unidos (17,3%) e Alemanha (10,1%).

Destacam-se entre as cargas de exportação o açúcar, com 12,2% do total (Índia, China e Argélia); a soja, com 10,2% (China, Tailândia e Taiwan); e o café, com 8,0% (EUA, Alemanha e Japão). Na importação aparecem o gasóleo, com 2,12% (EUA, Suiça e Holanda); caixas de marchas, com 1,37% (Japão, Indonésia e Coreia do Sul); e inseticidas, com 1,30% (EUA, Bélgica e China).