Carga Doméstica emenda três anos seguidos de retração no Brasil

A recessão econômica e a carência de infraestrutura que conecte os demais modais a aeroportos prejudicam os negócios. E a retomada em 2017 não está garantida. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a quantidade de carga paga transportada no mercado em 2016 acumulou redução de 5,4% em relação a 2015, atingindo 325,0 mil toneladas. No ano anterior, o volume movimentado havia caído 6,8% em relação a 2014, para 382,5 mil toneladas. E antes, em 2014, a baixa foi de 4,3% ante 2013, para 395,2 mil toneladas. “A queda da atividade econômica bastante significativa vem afetando o setor”, diz o diretor de cargas da Gol, Eduardo Calderon. Concorda com ele, Cesar Meireles, presidente da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), entidade que reúne 140 empresas com faturamento estimado de R$ 65 bilhões e que usam companhias aéreas em parte das operações. Segundo Meireles, a participação do modal aéreo é “pífia” na logística brasileira. “Não há política de multimodal”, diz. Estudos do setor apontam que enquanto nos Estados Unidos, 0,3% da carga doméstica é transportada por via aérea, no Brasil a participação desse modal é de apenas 0,05%. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que reúne as 260 maiores empresas de aviação do mundo, a América Latina é a única região com retração de carga transportada no mundo – baixa de 4,6% de janeiro a novembro de 2016 (dados mais recentes) ante igual período de 2015, No mercado global, o setor acumula no mesmo período um crescimento de 5,4%. A Iata diz que a América Latina sofre sob condições econômicas fracas, particularmente o Brasil, a maior economia da região. E com demanda fraca, as companhias aéreas penam para ampliar receitas. Na Gol, a receita de cargas, e outros itens que não sejam passageiros, subiu 0,6%, a R$ 874,1 milhões, de janeiro a setembro. Isso significa 12,14% da receita total da companhia. “Nossa estratégia tem sido a busca de eficiência por meio de investimentos em infraestrutura, sistemas e processos”, disse o executivo da Gol, citando modernização e ampliação do grupo em três bases – Galeão, Campinas e Maceió. “Mas por conta do cenário, ainda vemos 2017 sem aumento de nossa rede. Talvez em 2018 a demanda possa justificar incremento da capacidade”, diz Calderon. Já na rival Latam, as receitas com transportes de cargas acumularam entre janeiro e setembro queda de 19,4%, para US$ 801,6 milhões- os dados reúnem números das operações do grupo em toda a América Latina. O segmento responde por 11,5% do faturamento total do grupo, ante 12,9% um ano antes. A operadora de transporte de cargas da Latam inaugurou em 17 de janeiro um novo terminal em Fortaleza (CE), após investimentos de R$ 4,1 milhões. Segundo a empresa, o espaço atenderá principalmente mercados do Norte e Nordeste do país, com foco em confecções, fármacos e perecíveis. O plano da empresa em infraestrutura de cargas, lançado em 2013, contempla 22 terminais instalados em aeroportos no Brasil, com investimentos de R$ 80 milhões. Na Azul, de 10% a 12% do faturamento é gerado por receitas auxiliares, que incluem cargas. A empresa passou a operar, no ano passado, com uma aeronave cargueira, ainda testando o segmento.

Fonte: Jornal VALOR

Tarifação em Viracopos gera atrasos

O SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – esteve novamente em reunião em Viracopos, com os representantes da administradora do Terminal ABV(Aeroportos Brasil Viracopos),  para abordar o tema tarifação. Segundo a entidade, mais uma vez foram informados que o problema do Sistema, que gera a demora, está com um Plano de estabilização em desenvolvimento, mas que o prazo para regularização é de 45 dias.

A solução paliativa, sugerida pelo SINDASP, é que a tarifação seja transferida para o Point Log e que o cálculo seja feito na presença do responsável legal, evitando dúvidas.

O Sindasp afirma que “segue acompanhando o problema e buscando auxiliar na solução”.

Justiça condena envolvidos em esquema milionário de sonegação em portos e aeroportos

A Justiça condenou quatro envolvidos em um esquema milionário de sonegação de tributos na importação de mercadorias entre 2010 e 2012, alvo da Operação Navio Fantasma, após pedido do Ministério Público Federal em Santos.

Mais de 30 pessoas integravam o grupo criminoso que atuava no Porto de Santos e em aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Ao todo, os prejuízos aos cofres públicos são estimados em R$ 25,5 milhões, em valores atualizados em 2015. Os réus condenados faziam parte do núcleo que agia no aeroporto Afonso Pena, na capital paranaense.

As irregularidades eram baseadas no registro do trânsito aduaneiro das mercadorias em território nacional.

Segundo o procedimento regular de importação, os produtos estrangeiros que chegam ao Brasil podem ser liberados pela unidade da Receita no local de entrada ou transportados, a pedido do importador, até outro terminal onde haja o controle aduaneiro para o despacho da carga e a eventual cobrança dos tributos. O esquema utilizava essa possibilidade de remoção para desviar os carregamentos e inseri-los no mercado brasileiro sem a passagem por postos da alfândega

A soma das penas aplicadas aos quatro condenados ultrapassa 30 anos de prisão. Os réus poderão recorrer em liberdade. Dois deles são servidores da Receita Federal. Ambos foram condenados por corrupção passiva e facilitação de descaminho, crimes pelos quais deverão cumprir 10 anos e 25 dias de reclusão cada.

A sentença ainda responsabiliza um deles por formação de quadrilha, o que aumenta em um ano a pena. A 6ª Vara Federal de Santos determinou também a perda dos cargos públicos e a entrega à União de quantias em real e dólar que os servidores receberam como propina, apreendidas quando a operação foi deflagrada.

Os outros dois condenados deverão cumprir penas de quatro anos e cinco meses cada por corrupção ativa.

Bloqueio de Bens – Todos os envolvidos no esquema de sonegação, inclusive os integrantes do núcleo que agia em Curitiba, já respondem a uma ação de improbidade administrativa, também proposta pelo MPF. Em agosto de 2015, a Justiça Federal acolheu o pedido liminar da Procuradoria e determinou a indisponibilidade de bens dos réus no total de R$ 76,4 milhões.

A quantia corresponde ao volume de recursos necessários para que eles cumpram eventual sentença condenatória que os obrigue a ressarcir o valor sonegado e pagar multa civil correspondente a duas vezes o prejuízo causado aos cofres públicos. Os acusados respondem ainda a outras ações penais, relacionadas aos grupos que atuavam no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Fonte: Jornal Tribuna de Santos

Air Liquide Brasil inicia operação de nova planta no interior de São Paulo

air liquideA Air Liquide, líder mundial em gases, tecnologias e serviços para a indústria e saúde, anuncia o início das operações de uma nova Unidade Separadora do Ar (ASU) no Brasil, localizada em Paulínia, Região de Campinas, no interior de São Paulo. A inauguração ocorreu na última quinta-feira, 12 de janeiro, e contou com a participação de autoridades, executivos da empresa e representantes de entidades dos setores em que a Air Liquide atua.

A nova planta dobra a capacidade de produção de gases como Oxigênio, Nitrogênio e Argônio na unidade de Paulínia, onde a Air Liquide opera desde a década de 90.

A nova planta em Paulínia moderniza suas instalações, ampliando a capacidade de produção e eficiência operacional para atender o polo petroquímico local e entregar um serviço seguro e confiável para suprir as necessidades atuais e futuras dos clientes da empresa, nos segmentos industrial e medicinal. Ao longo dos dois anos e meio de sua construção, o projeto gerou 150 empregos e irá agora manter 15 posições fixas.

Para Alexandre Bassaneze, Diretor Geral da Air Liquide Brasil, “o investimento contínuo da Air Liquide no Brasil demonstra a nossa confiança no desenvolvimento do país e na sua recuperação econômica. Além disso, fortalece a nossa presença na região de Paulínia, um dos polos petroquímicos mais importantes do País, e amplia a nossa capacidade de atendimento às demandas crescentes por gases medicinais e industriais por toda a região”.

Marcos Pereira diz que comércio exterior é “agenda prioritária” para o governo brasileiro

Ministro do MDIC apresenta “novo Brasil” em Davos

O ministro Marcos Pereira afirmou na última quarta-feira (18), em Davos, na Suíça, durante discurso no Business Interaction Group (BIG Brazil), evento que faz parte da agenda do Fórum Econômico Mundial, que a política de comércio exterior cada vez mais se posiciona no centro da agenda prioritária do governo brasileiro. “Não tenho dúvidas de que o caminho para a retomada do crescimento econômico passa também pelo reposicionamento do comércio exterior em direção ao centro da agenda.  O setor externo é parte imprescindível de uma estratégia consistente de desenvolvimento econômico a médio e longo prazos”, disse.

A uma plateia formada por representantes da comunidade empresarial global, o ministro Marcos Pereira afirmou que os resultados de 2016 foram encorajadores e citou como exemplos o superávit comercial inédito de US$ 47 bilhões, o crescimento das exportações de industrializados e o recorde no número de empresas exportadoras. “Com o objetivo de intensificar nossa participação nos fluxos de comércio e investimentos globais e para que nossas empresas ganhem escala e produtividade, o governo busca ativamente reforçar o engajamento do Brasil nas negociações de acordos comerciais”. 

Acordos – Aos empresários, o ministro disse que o governo brasileiro está empenhado nas negociações com o México e, juntamente com os parceiros do Mercosul, nas negociações com União Europeia, Canadá e Índia, entre outros.

O ministro também destacou a ampliação temática dos acordos, com a inclusão nas negociações de disciplinas como compras governamentais, serviços e investimentos. “Por acreditar que comércio e investimentos caminham juntos, não poderia deixar de registrar os avanços nas negociações dos Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos – os ACFIs. O governo brasileiro desenvolveu uma abordagem inédita para acordos de investimentos, focada no conceito de facilitação do fluxo de capitais, mitigação de riscos e na prevenção das controvérsias. Temos 8 ACFIs concluídos e seguimos negociando com diversos parceiros de interesse”, explicou Marcos Pereira.

No campo da desburocratização, o ministro mencionou aos empresários as 47 ações antiburocracia lançadas recentemente pelo MDIC. “Eu conduzi pessoalmente a elaboração desse pacote de medidas e tenho certeza que contribuirá para reduzir o tempo gasto pelos empresários nos processos relacionados ao comércio exterior; para a realização de investimentos produtivos e para outras ações de suporte à indústria; além de melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo ministério”.

Sobre a facilitação de comércio, Marcos Pereira disse que o principal projeto do governo é o Portal Único de Comércio Exterior, que tem como objetivo o redesenho completo dos fluxos de exportação e de importação no Brasil, com a consequente redução de prazos e custos em ambos os processos.

Marcos Pereira disse ainda que para além do comércio exterior e da política comercial de uma forma mais abrangente, o MDIC tem se dedicado à elaboração de políticas públicas que possam gerar aumento de produtividade, inovação, estimular os investimentos e, em última análise, criar emprego e aumentar a renda no país.

“Estamos vivendo um momento de renovada confiança no Brasil. Posso assegurar que será cada vez mais fácil para as empresas lá se estabelecerem e fazerem crescer seus empreendimentos. Convido as senhoras e os senhores a participarem deste momento”, finalizou.

Fonte: Com informações do MDIC