Brasil alcançou o maior número histórico de exportadores em 2016

A crise econômica empurrou o Brasil para fora de suas fronteiras em 2016 e tudo indica que esta tendência continuará em 2017. Em entrevista à Agência CNI de Notícias, o Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Miguel Árabe Neto, explica que o número de empresas exportadoras chegou a 22.220 no ano passado, quase 10% acima do ano anterior e o maior número já registrado pela pasta. As exportações brasileiras também superaram as importações criando um saldo comercial positivo de US$ 47,7 bilhões, o que não ocorria há cinco anos.

 

Abrão diz que o governo se manterá engajado na negociação de acordos comerciais para conquistar novos parceiros e aumentar o mercado consumidor para as empresas brasileiras, como forma de contribuir para o crescimento e a estabilidade da economia brasileira. A tarefa não será fácil, principalmente com a grande onda de protecionismo no mundo, mas o Brasil buscará fazer os acordos que precisa. Quanto ao Mercosul, o secretário sentencia: “O Mercosul tem a oportunidade e a responsabilidade de em 2017 entregar uma agenda de resultados”, diz. Confira a íntegra da entrevista em https://www.comexdobrasil.com/brasil-teve-o-maior-numero-de-exportadores-da-sua-historia-em-2016-diz-secretario-do-mdic/

Confiança da indústria volta a subir, aponta CNI

Os empresários industriais voltaram a demonstrar algum otimismo no início do ano, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei). O indicador avançou 2,1 pontos em janeiro e ficou em 50,1 – limite entre pessimismo e confiança.

Os dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o indicador segue oscilando em torno da linha divisória dos 50 pontos que indica otimismo. Em dezembro, o Icei havia caído para 48 pontos, ante 51,7 pontos em novembro.

Com a alta em janeiro, a diferença com o resultado do Icei de janeiro de 2016 é de 13,6 pontos para cima, já que naquele mês ele foi de 36,5 pontos. O resultado, entretanto, “continua abaixo da média histórica, de 54,1 pontos”, destacou a entidade patronal.

Na separação por setor, a indústria extrativa é a mais otimista. O ramo tem um Icei de 50,9 pontos, seguidos pela indústria de transformação, com 50,6 pontos e a de construção, com 48,2 pontos.

As grandes empresas são as com melhores expectativas. O Icei das companhias de grande porte foi de 52,7 pontos neste mês, enquanto as médias indicaram um Icei de 48,6 pontos. As pequenas empresas se mostraram pessimistas, com um Icei de 46,3 pontos.

É a expectativa para o futuro que puxou o Icei para o alto, prossegue o estudo, já que o indicador que mede as condições atuais foi de 41,2 pontos frente aos 54,7 pontos do componente do Icei que trata das expectativas para os próximos seis meses. 

Fonte: Valor Econômico

 

RIOgaleão é o primeiro aeroporto das Américas a receber certificação para setor farmacêutico

riogaleao_cargo_003_0Obtenção da certificação CEIV Pharma, emitida pela IATA, consolida o terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim como uma das principais portas de entrada de produtos farmacêuticos na América Latina

O RIOgaleão Cargo(foto) é o primeiro aeroporto das Américas a obter o certificado CEIV Pharma (Centre of Excellence for Independent Validators) emitido pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O reconhecimento do programa, adotado mundialmente, é resultado de uma série de transformações no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, com destaque para as melhorias em capacidade, infraestrutura e processos de armazenamento de produtos farmacêuticos, incluindo os que exigem temperatura controlada, e treinamento dos profissionais envolvidos. Os investimentos no RIOgaleão Cargo já ultrapassam R$ 30 milhões desde o início da concessão, em agosto de 2014.

Em cerca de um ano e meio, entre a assinatura do contrato com a IATA e a emissão da certificação, o RIOgaleão Cargo passou por diversas auditorias e treinamentos técnicos que atestaram que o terminal segue as melhores práticas e normas operacionais adotadas no mercado internacional. A garantia de qualidade dos serviços oferecidos e da integridade da cadeia fria, além de redução dos riscos e custos logísticos para os clientes deste setor estratégico, consolida o Aeroporto Internacional Tom Jobim como uma das principais portas de entrada de produtos farmacêuticos na América Latina.

Um dos principais elementos para a posição do RIOgaleão Cargo como importante player logístico na cadeia farmacêutica, e consequentemente para a conquista do CEIV Pharma, foi a abertura do TECA Farma 2, o que possibilitou a triplicação da capacidade de armazenamento de cargas refrigeradas. O Teca Farma 2 ocupa uma área de 11 mil m³ e é totalmente automatizado, tem dois ambientes de diferentes temperaturas (2° a 8° e 16° a 22°), docas climatizadas e é o único no País a contar com um transelevador, que propicia ainda mais agilidade na operação. No total, o Aeroporto Internacional Tom Jobim conta com 17 mil m³ de área de armazenamento com temperatura controlada.

Outras mudanças exigidas pela associação também foram adotadas como a revisão de procedimentos e a readequação de outros itens de infraestrutura. Esse mesmo processo de modernização garantiu ao RIOgaleão Cargo, no início deste ano, a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) e a Autorização Especial (AE), conferidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que atestam que o terminal de cargas está em conformidade com as melhores práticas do setor e atende às exigências do órgão regulador. A Autorização Especial garante ao terminal o armazenamento de produtos controlados em zona primária.

Hoje, cerca de 22% da receita do Terminal de Cargas (TECA) do RIOgaleão está relacionada à movimentação de cargas farmacêuticas e sob  temperatura controlada – dentre elas, as principais campanhas de vacinação do país, que passam pelo terminal ao longo do ano. Segundo a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), as imunizações previnem mais de três milhões de mortes infantis, por ano, no mundo todo.

“Quando a cadeia logística movimenta produtos farmacêuticos e sob temperatura controlada, ela não está simplesmente transportando mercadorias: está carregando insumos, medicamentos e vacinas que irão ajudar a salvar vidas, beneficiando milhares de pessoas. A indústria farmacêutica encontra na carga aérea a velocidade e a eficiência de transporte que estes produtos de alto valor e sensíveis às variações de temperatura necessitam. Toda essa operação deve estar em conformidade com as boas práticas desde o início da coleta na origem até ser disponibilizada ao consumidor final. É nesse momento que o RIOgaleão Cargo entra em cena, e a obtenção do CEIV Pharma prova que estamos empenhados em garantir que operamos com os mais altos padrões de qualidade possíveis em nível global. Alcançar essa certificação significa que nossos clientes podem ter confiança de que sua carga será tratada de acordo com as circunstâncias e práticas mais adequadas e recomendadas, em todas as fases do processo”, afirma Patrick Fehring, diretor do RIOgaleão Cargo.

“O transporte aéreo requer, atualmente, capacitações especiais para o manuseio de produtos farmacêuticos. O CEIV Pharma é um programa que procura implementar padrões internacionais de manuseio através da cadeia de suprimentos, endereçando os desafios da cadeia, incluindo as últimas conquistas no transporte de produtos farmacêuticos. O programa é a prova de que a indústria do transporte aéreo está realmente comprometida com os seus desafios e nos sentimos muito orgulhosos da certificação CEIV Pharma do RIOgaleão”, completa Carlos Ebner, diretor da IATA no Brasil.

 

CEIV Pharma (Centre of Excellence for Independent Validators)

O CEIV (Center of Excellence for Independant Validators) Pharma é um programa de certificação global padronizado, que treina e realiza avaliações para garantir o conhecimento necessário para o transporte de produtos farmacêuticos de cadeia fria. O objetivo da obtenção deste certificado é garantir que o armazenamento e o transporte de produtos da indústria farmacêutica estejam em conformidade com as melhores práticas e normas operacionais adotadas no mercado internacional, garantindo ainda mais qualidade aos serviços oferecidos e à integridade da cadeia fria, além de reduzir os riscos e custos logísticos para os clientes deste setor estratégico.

O RIOgaleão foi o primeiro aeroporto da América Latina a firmar contrato com a IATA para a obtenção do certificado e participa, desde abril de 2015, do programa adotado mundialmente, que consiste em auditorias e treinamentos técnicos no terminal de cargas.

Apesar da crise, empresa de autopeça Amvian antecipa nova fábrica no Brasil

Atibaia no interior de São Paulo recebe fabricante americana de bancos, que foi escolhida pela Volkswagen para substituir o grupo Prevent, com o qual rompeu contrato após longa disputa comercial; por falta de peças, marca alemã paralisou a produção e deixou de fabricar 150 mil veículos

O grupo americano Amvian, fabricante de estruturas para bancos automotivos, antecipará em quase meio ano o início das operações de sua fábrica em Atibaia (SP), agora previsto para abril. O motivo é atender a Volkswagen, sua mais nova cliente. O contrato de fornecimento com a montadora alemã, fechado em agosto, também exigiu do grupo a construção de um prédio extra para dar conta do aumento da produção.

A Amvian foi escolhida pela Volkswagen para substituir o grupo Prevent, com o qual rompeu contrato de fornecimento após uma longa disputa comercial. Sem bancos, a marca alemã teve de paralisar as linhas de montagem por várias semanas nas três fábricas de automóveis em São Bernardo do Campo, Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR) ao longo do ano passado. Ao todo, 150 mil veículos deixaram de ser produzidos em razão das paradas, segundo a montadora.

Por enquanto, as peças para a Volkswagen estão sendo feitas no condomínio industrial alugado pela Amvian em Atibaia em 2011 para atender demandas da General Motors e, depois, da Renault e da PSA Peugeot Citroën, enquanto a fábrica estava em construção em uma área própria na mesma cidade.

“Com o contrato da Volkswagen, o projeto foi antecipado em aproximadamente cinco meses”, afirma Leandro Marquesini Maricati, diretor geral da Amvian. Foi preciso também incluir um novo prédio, em tamanho igual ao que estava em obras. Em abril, a produção hoje feita no condomínio industrial será totalmente transferida para as novas instalações, que ainda não estarão totalmente concluídas.

Foram investidos na fábrica R$ 80 milhões, dinheiro bancado pela matriz, que vê no Brasil oportunidades para ganhar mercado, mesmo em tempos de crise. A unidade terá 57 robôs e adotará sistema de solda a laser que realiza o processo três a quatro vezes mais rápido que a solda comum, informa Maricati.

Sem férias. Em dezembro e início deste mês, enquanto a maioria das empresas de autopeças parou as atividades para as tradicionais férias de fim de ano – várias delas por prazo superior ao normal em razão da crise que reduziu as encomendas –, a Amvian operou a todo vapor. Os cerca de 680 funcionários só ficaram em casa nos finais de semana de Natal e Ano Novo.

Além de formar estoque para fornecer à Volkswagen a partir de segunda-feira, quando a montadora retoma atividades após quase três semanas de férias coletivas, a produção também foi acelerada para completar cerca de 15 mil carros prontos no pátio à espera de bancos desde o final do ano passado.

Do total de funcionários, 420 foram contratados nos últimos quatro meses e atuam na linha que produz peças para a Volkswagen. Pelo menos 5% deles são ex-funcionários da Keiper, empresa do grupo Prevent instalada em Mauá (SP), demitidos após o fim do contrato com a Volkswagen.

De origem familiar, a Amvian foi fundada em 1996 pelo empresário indiano Arvind Pradhan, que juntou as iniciais dos nomes dos três filhos para batizar a empresa: Amar, Vishal e Anne.

A Amvian pertence à holding P&C Group 1, que detém também a marca Camaco, e tem dez fábricas nos Estados Unidos, México, Alemanha, Polônia, Índia e Brasil. Emprega 3,5 mil funcionários e fatura cerca de US$ 600 milhões ao ano. Seus principais clientes globais são GM, Ford e Grupo Volkswagen.

“Até 2009, o grupo atuava apenas nos EUA, onde tem quatro fábricas, mas a partir daí começou a expansão para os demais países e, desde então, vem crescendo em média 15% ao ano”, diz Maricati, engenheiro mecânico de 42 anos que trabalhou na Keiper por 15 anos.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Armazenagem e Capatazia da carga aérea não sofreram reajuste neste início de 2017

O adicional (ATAERO) cobrado separadamente foi incorporado às tarifas nos aeroportos sem sofrer mudanças em seus valores finais. Publicação no D.O.U. pela ANAC confundiu veículos de comunicação.

Influenciada pela redação da publicação da ANAC no Diário Oficial da União (D.O.U.), o Portal LogNews e outros veículos de comunicação do País se equivocaram e publicaram semana passada que as tarifas de armazenagem e capatazia sofreram reajuste de 36% neste início de 2017. Porém, diferente do que foi informado, a mudança ocorreu apenas em raciocínio matemático, ou seja, as tarifas sofreram uma alteração no formato de cobrança, sem nenhum reajuste nos valores finais aplicados.

No Processo anterior – O ATAERO de 35,9% era cobrado no final e a conta ficava da seguinte forma: Armazenagem + Capatazia + ATAERO;

No Processo Atual – O ATAERO foi incorporado à tarifa de armazenagem e capatazia, desta forma temos: Armazenagem (incluindo ATAERO) + Capatazia (incluindo ATAERO).

Apesar disso, como detalhado acima, os valores de armazenagem e capatazia não foram alterados. O mesmo se aplica para as tarifas de embarque de passageiros.

Pedimos desculpas aos nossos leitores em tempo ainda de retificar tais informações, com a colaboração da Assessoria de Imprensa de Guarulhos(GRU Airport).