Ofner segue Bauducco e inicia embarque de panetones para os EUA

A Ofner, rede paulistana de confeitarias, deu início neste mês à exportação de panetones para os Estados Unidos, seguindo os passos da Pandurata Alimentos, dona das marcas Bauducco, Visconti e Tommy. A companhia enviou na semana passada 10 mil unidades de panetones para redes varejistas de Miami.

“Nessa primeira fase, a meta é conhecer os clientes americanos. Para isso, fizemos acordos com empórios, lojas voltadas ao público brasileiro, cafeterias e redes varejistas com boa capilaridade”, disse Mário Costa Jr, diretor executivo da Ofner. A companhia tem planos de ampliar as linhas de exportação, com salgados e congelados em 2017, e estuda abrir uma loja em Nova York em 2018. Costa disse que os Estados Unidos é um mercado com grande potencial de consumo de panetones.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), em 2015, as exportações brasileiras de panetones somaram 3,1 mil toneladas e movimentaram US$ 11,8 milhões. Os embarques tiveram aumento de 4,3% em volume e queda de 8,5% em receita, em comparação ao ano anterior. Desse total, metade foi para os Estados Unidos. Claudio Zanão, presidente da Abimapi, estima que as exportações neste ano ficarão estáveis em volume e aumentarão 5% em valor, devido ao reajuste de preços.

A empresa que mais exporta é a Pandurata, dona da Bauducco. A companhia é a maior fabricante de panetones do país, com 59% do mercado brasileiro. Nos EUA, segundo a companhia, a Bauducco tem mais de 50% de participação nas vendas da categoria. Em agosto deste ano, a Pandurata inaugurou uma fábrica em Miami e um centro de distribuição para atender à demanda nos Estados Unidos, no Canadá e em Porto Rico.

Fonte: Valor Econômico

Exportação de Calçados e Carne crescem em setembro

As exportações de calçados somaram 10,4 milhões de pares em setembro, 3,6% acima do apurado no mesmo mês de 2015. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques cresceram 0,5%, para 87 milhões de pares. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Já a indústria de carne bovina brasileira registrou em setembro um aumento nas exportações, tanto em volume como em faturamento, na comparação com o mês anterior (agosto/2016). Com 119,9 mil toneladas de carne embarcada, o crescimento foi de 5%. A receita chegou a US$ 486 milhões, aumento de 4%. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC).

Multilog finaliza compra da Elog Sul por R$ 115 milhões

A Multilog, empresa catarinense que atua na área de logística, armazenagem e transporte, finalizou nesta quinta-feira (6) a aquisição da Elog Logística Sul por R$ 115 milhões. Os termos do contrato de aquisição foram assinados em São Paulo e já foram aprovados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com a aquisição, a Multilog, que tem sede em Itajaí, expande sua expande sua atuação para toda a região sul do país, assumindo o controle de operações no Rio Grande do Sul e no Paraná. No Estado, a Elog administra os portos secos de Santana do Livramento, Uruguaiana e Jaguarão.

Djalma Vilela, diretor executivo da Multilog, comentou em nota a operação. “Com a integração das unidades da Elog Sul – que receberão investimentos nos próximos três anos, especialmente no Paraná – nossa meta agora é ainda mais arrojada. Devemos finalizar 2020 com faturamento bruto de R$ 500 milhões, o que representará quase quatro vezes o faturamento de 2012”, afirma.

A negociação para a compra da Elog Sul teve início em julho de 2015 e durou cerca de um ano. A captação de recursos para a aquisição da empresa aconteceu a partir da emissão de debêntures.

Em fato relevante comunicando a operação, a EcoRodovias, controladora da Elog, afirma que os recursos da venda serão integralmente utilizados para pagamento de dívidas.

Como ficou a nova estrutura da Multilog:

– A companhia tem agora os seus cinco sites baseados em Itajaí, Araquari e Joinville, mais 10 sites no Paraná (Curitiba, Maringá e Foz do Iguaçu) e no Rio Grande do Sul (Santana do Livramento, Uruguaiana e Jaguarão).

– Uma das mais completas estruturas de serviços aduaneiros do país, com mais de 1 milhão metros quadrados de área alfandegada, distribuídos em:

4 Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (CLIAs)

5 Portos Secos

1 Terminal de Carga Aérea (TECA)

5 Centros de Distribuição (CDs)

Presença em 9 cidades dos 3 estados da Região Sul:

Itajaí, Araquari, Joinville (SC) / Curitiba, Maringá e Foz do Iguaçu (PR) /

Santana do Livramento, Uruguaiana e Jaguarão (RS)

Estrutura Disponível

Itajaí (SC)

1 Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA)

3 Centro de Distribuição (CDs)

Araquari (SC)

1 Centro de Distribuição (CD)

Joinville (SC)

1 Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA)

Curitiba (PR)

1 Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA)

1 Porto Seco

1 Centro de Distribuição (CD)

Maringá (PR)

1 Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA)

1 Terminal de Carga Aérea (TECA)

Foz do Iguaçu (PR)

1 Porto Seco

Santana do Livramento (RS)

1 Porto Seco

Uruguaiana (RS)

1 Porto Seco

Jaguarão(RS)

1 Porto Seco

Fonte: Jornal do Comercio (RS)

Confira registros do Fórum “Desembaraça VALE”

Confira as fotos do Desembaraça VALE:

 

Transporte aéreo de carga cresce 3,9% no mundo em agosto, mostra IATA

A demanda global pelo transporte aéreo de carga registrou crescimento de 3,9% em agosto na comparação com mesmo mês de 2015, informou nesta quarta-feira a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), entidade que representa as 260 maiores companhias de aviação do mundo. Na mesma base de comparação, a oferta aumentou 4,1% e a taxa de ocupação em aviões cargueiros e porões de aeronaves de passageiros teve queda de 0,1 ponto percentual, para 40,8% de load factor. “Os números de agosto mostraram uma melhora na demanda pelo transporte aéreo de carga”, disse o presidente da Iata em comunicado da entidade, Alexandre Juniac. O executivo ponderou que, embora esta seja uma boa notícia, as condi dições de mercados que sustentam essa demanda são preocupantes. Ele citou a retração de 1,1% no volume do comércio mundial em julho. “E a atual retórica política global em grande parte do mundo é mais focado em protecionismo de promoção comercial”, disse Juniac.

América Latina Na América Latina, o transporte aéreo de carga teve retração de 3,3% em agosto frente a igual intervalo de 2015, o pior desempenho entre as regiões monitoradas pela Iata. A Europa cresceu 6,6% e a América do Norte avançou 5,5%. “A região da América Latina continua a ser marcada por condições econômicas e políticas fracas, particularmente o Brasil”, disse a IATA.