Aeroporto do Galeão pode ser relicitado, diz secretário do PPI

Governo estuda revisão de contratos ou novos leilões; decisão sai em um mês

O Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, conhecido como Galeão, pode ser relicitado pelo governo federal, reconhece Tarcísio de Freitas, secretário de coordenação de projetos da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O governo estuda a melhor forma de encaminhar os projetos considerados críticos na área de concessões, que pode acontecer pela revisão de contratos ou por nova licitação.

“A situação dos aeroportos do Galeão e de Confins é crítica. O dilema é que há questões macroeconômicas que atingiram frontalmente as concessões e, ao mesmo tempo, em alguns casos, há bids (propostas) irresponsáveis” – explica ele, que participou do Fórum Nacional, no Rio, na tarde da última quarta-feira. “Tem casos que têm que ser relicitados. Na minha opinião pessoal, o Galeão é um deles. O aeroporto não está gerando receita para pagar a outorga”.

O Galeão foi arrematado no leilão realizado no fim de 2013 pelo consórcio liderado pela Odebrecht em parceria com a Changi, operadora de aeroportos de Cingapura. O terminal saiu por R$ 19 bilhões, com ágio de 294% sobre o valor mínimo estabelecido pelo governo, que era de R$ 4,828 bilhões.

Freitas explicou que a saída ainda está em estudo. E frisou que o foco está em preservar e dar continuidade à prestação de serviço nos aeroportos, e não no concessionário:

“É preciso uma alternativa para restabelecer a confiança no setor privado, resolver a questão do financiamento. Isso pode ser feito por meio do reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos ou ser relicitado”.

O principal dilema nessa tomada de decisão por parte do governo está em haver casos distintos entre as concessões atuais.

“Há questões macroeconômicas que atingiram frontalmente as concessões e, ao mesmo tempo, em alguns casos, bids irresponsáveis e precisa estabelecer uma forma de garantir a prestação de serviço, a concessão sem necessariamente salvar o concessionário, o que seria muito ruim em credibilidade” pontuou o secretário.

Fonte: O Globo

Governo venderá mais dez terminais de aeroportos em 2017

Concessões serão em lotes que reúnem operações lucrativas e deficitárias

O governo tem pronta uma lista de dez aeroportos para serem concedidos ao setor privado na nova rodada de privatização do setor, a partir do segundo semestre de 2017 — após o leilão dos quatro já anunciados (Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis). Os próximos são Curitiba, Recife, Belém, Vitória, Goiânia, Cuiabá, Manaus, Maceió, São Luís e Foz do Iguaçu. A novidade dessa vez será a licitação em blocos: quem arrematar o filé terá de ficar também com o osso, na proporção de um lucrativo para até três deficitários. Podem ser incluídos, neste caso, Jacarepaguá, Pampulha e Juiz de Fora, por exemplo. A nova modelagem trata também do futuro da Infraero que seria transformada numa holding — com a criação de uma subsidiária de capital aberto, juntando os principais ativos da estatal.

Segundo o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, os quatro aeroportos que estão em processo de concessão serão os últimos a serem leiloados individualmente. Ele disse que estudos realizados pelo governo mostram que a concessão por blocos tem viabilidade e considera o sistema aeroportuário brasileiro como um todo.

“Esse é o caminho, mas não é o único, porque estamos buscando uma solução para a Infraero, que vai continuar existindo por uma questão estratégica, mas tem que voltar a ter lucro. Pode ser adotado um modelo híbrido” disse o ministro ao GLOBO. 

Sócios em santos dumont e congonhas – De acordo com técnicos que participam das discussões, a Infraero teria o tamanho reduzido, sendo mantidos na rede da estatal apenas aeroportos de médio porte, como Campo Grande, Navegantes, João Pessoa, Aracaju, Teresina, Uberlândia, Londrina, dentre outros. A proposta prevê que um grupo de 37 aeroportos pequenos seja repassado ao poder local e concedido ao setor privado. Estão no radar Ilhéus, Várzea Grande e São José dos Campos.

“A rede administrada atualmente pela Infraero é muito heterogênea, com aeroportos que movimentam entre 50 mil e 20 milhões de passageiros por ano, o que torna a sua estrutura pesada, dificulta a governança e, consequentemente, a obtenção de melhores resultados” explicou um técnico, acrescentando que o número de funcionários, atualmente em 11,4 mil deverá cair para 7.000.

Ele destacou que, até o momento, os estudos indicam que Santos Dumont e Congonhas deverão ser mantidos na rede da estatal, porque são as duas joias da coroa, mas apartados da empresa tradicional para atrair sócios privados. A tendência é que a estatal seja majoritária no negócio (a participação do sócio privado ainda está sendo definida e pode chegar a 49%). Não há espaço para grandes ampliações nos dois aeroportos, mas a avaliação é que existe potencial para elevação nas receitas, principalmente comerciais, pois o governo avalia que a estatal não explora os dois terminais adequadamente, ficando limitada à cobrança de tarifas aeroportuárias.

“Se você simplesmente privatizar Congonhas e Santos Dumont, você quebra a Infraero. A vantagem de se adotar um modelo híbrido é que você traz uma fonte de receitas para que a estatal possa investir nos demais (terminais)” explicou o técnico.

Prejuízos em série – Pelos cálculos do governo, com as medidas adotadas pela Infraero, como plano de demissão voluntária de funcionários, a empresa voltará a ter lucro de R$ 110 milhões em 2017 — já considerando que vai entregar ao setor privado os quatro aeroportos (Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis). Mas o resultado é insuficiente para que a estatal faça investimentos necessários na rede, apenas serviços de manutenção.

Desde que perdeu seis aeroportos para o setor privado (Natal, Brasília, Guarulhos, Viracopos, Galeão e Confins), a Infraero vem dando prejuízo. De acordo com dados da estatal, depois de lucro de R$ 114,6 milhões em 2012, foram registrados prejuízos de R$ 2,6 bilhões em 2013; R$ 2 bilhões em 2014 e R$ 3 bilhões em 2015.

Além da nova subsidiária, ficarão debaixo da holding a Infraero Serviços (parceria com a alemã Fraport) e a Infraero Participações (que reúne as fatias da estatal nos aeroportos concedidos, que é de 49%). Os estudos estão em fase final e serão entregues ao presidente Michel Temer, já com os encaminhamentos, ainda este ano.

De acordo com a avaliação dos técnicos que participam do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), são considerados superavitários, atualmente, os aeroportos de Jacarepaguá, Vitória, Manaus, Santos Dumont e Curitiba, por exemplo. Estão na zona limítrofe de rentabilidade, Goiânia, Congonhas e Navegantes. Entre os deficitários (em menor grau) estão Macaé, Joinville, Recife, Bacacheri e Foz do Iguaçu, dentre outros. A classificação foi feita com base em resultado (receita), sem depreciação e remuneração. 

Fonte: O Globo

Indústrias do interior tem liminar para liberar carga em Viracopos

ciesp-diretoriaGreve dos auditores fiscais da Receita Federal vinha prejudicando o processo e CIESP local assegura liberação no prazo normal

“Em virtude da greve dos auditores fiscais da Receita Federal desde o dia 14/7/2016 e da dificuldade dos nossos associados em realizar os desembaraços aduaneiros de suas mercadorias no Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas, foi impetrado pelo Ciesp mandado de segurança coletivo com pedido de liminar, objetivando que os procedimentos naquele recinto alfandegário fossem realizados dentro do prazo normal.” Com esse despacho o CIESP Campinas notificou seus associados de que todos já podem se utilizar do instrumento jurídico para liberar suas cargas.

A liminar foi indeferida em 1ª Instância, mas o Ciesp recorreu da decisão por meio de Agravo de Instrumento ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região. O processo recebeu o nº 0016364-66.2016.4.03.0000 e tramita na 3ª Turma, sob relatoria do desembargador federal Nery Júnior. No último 14/9, porém, o desembargador reformou a decisão de 1ª Instância e deferiu o pedido de liminar e nesta quinta-feira (15/9) o inspetor chefe alfandegário do Aeroporto de Viracopos foi intimado da decisão. Assim, a liminar já está produzindo seus efeitos e beneficiando todos os associados Ciesp.

Operação padrão da receita provoca aumento de R$ 7 milhões nos custos – A Diretoria da Regional Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) anunciou também que em razão da operação-padrão dos auditores fiscais  da Receita Federal no desembaraço de cargas no aeroporto de Viracopos, as empresas associadas tiveram em agosto, aumento em torno de R$ 7 milhões com custos de armazenagem de seus produtos.

José Nunes Filho, essa operação-padrão dos fiscais de Viracopos, traz mais um  problema para as indústrias da região, que já tem muitos problemas com uma economia em retração que se mantém ao longo dos meses. “Outro problema para os negócios região é que se as  empresas encontram problemas com o despacho de cargas por Viracopos, elas vão buscar outras opções, como Guarulhos ou outros aeroportos do Sul do País. A economia da região é que perde com tudo isso”, explicou Nunes.

Com relação aos números de emprego da indústria regional em agosto, o saldo negativo de 150 demissões não causou surpresa. Para o diretor do Ciesp-Campinas esse quadro  deve se manter nos próximos meses, no que ele chamou de “estabilidade no fundo poço”.

O economista da Facamp, José Augusto Ruas, concordou que esse quadro deve se manter para os próximos meses e ressaltou como um dos pontos positivos da pesquisa de Sondagem Industrial de agosto, apontar que nos próximos doze meses, 40% das empresas irão manter o planejamento dos investimentos. “Esse é o melhor indicador que temos”, finalizou Ruas. 

Fonte: Agência Indusnet Fiesp

CAMEX sai do MDIC e fica subordinada à Presidência da República

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 22, o seu novo regimento interno. O órgão agora é vinculado à Presidência da República e não mais ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Segundo o documento, a Camex “tem por objetivo a formulação, a adoção, a implementação e a coordenação de políticas e de atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços, incluído o turismo, com vistas a promover o comércio exterior, os investimentos e a competitividade internacional do País”.

O Conselho da Camex é presidido pelo presidente da República e tem ainda na sua composição os ministros das Relações Exteriores, da Fazenda, da Agricultura, do MDIC, do Planejamento e o secretário executivo da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Fonte: Isto é

São José dos Campos lidera geração de vagas de emprego na indústria de SP

De acordo com o Ciesp, com as 600 novas vagas a regional formada por oito cidades ficou em primeiro lugar entre as 36 diretorias do Estado, ajudando a RMVale a registrar saldo positivo de 200 postos em agosto

Formada por oito cidades, a regional de São José do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) foi a que mais gerou emprego em agosto entre as 36 diretorias do Estado. Os municípios tiveram saldo positivo de 1,25% em agosto, representando a criação de 600 empregos.

São José esteve bem à frente das outras seis regionais que geraram emprego no mês, no Estado. A melhor entre elas foi Marília, com 0,94%. Nas demais 29 diretorias o saldo foi negativo.

Por outro lado, a regional de Jacareí, composta por três cidades, foi a terceira pior no Estado, com saldo negativo de 1,65% em agosto, representando 200 empregos a menos no setor industrial. Mais numerosa regional do Ciesp no Vale, com 28 cidades, a de Taubaté perdeu o mesmo número de vagas em agosto: 200.

Região. Com isso, a RMVale registra um saldo positivo de 200 empregos em agosto, mas perde vagas no acumulado do ano (-3.100) e nos últimos 12 meses (-9.850). “A definição da questão política no governo melhora a confiança do setor empresarial e pode refletir em mais investimentos”, disse Almir Fernandes, diretor do Ciesp de São José. “Mas vencer o desemprego será uma batalha dura que precisa de reformas para desonerar a produção”.

Acumulado. Mesmo com 600 empregos criados em agosto, São José acumula perda de 1.100 vagas no ano e de 2.100 nos últimos 12 meses. Taubaté tem número piores: 1.100 empregos fechados no ano e 5.400 nos últimos 12 meses.

Desde agosto de 2014, em um período de 25 meses, a regional registrou saldo positivo em apenas seis meses. “A situação continua cheia de incertezas políticas e econômicas, o que não permite fazer estimativas concretas sobre a recuperação da economia no ano”, avaliou José de Arimathéa, gerente administrativo do Ciesp de Taubaté.

Para ele, as demissões continuarão nas empresas da região até o final deste ano, mas em um ritmo decrescente. Os motivos são crédito difícil, juros elevados e o segmento automobilístico ainda em queda, o que prejudica especial ente a economia da região. “Reflete negativamente em toda a cadeia de autopeças e serviços e atividades afins. Comércio e serviços também amargam os efeitos da crise”, afirmou Arimathéa. “A expectativa de recuperação não tem, ainda, um horizonte bem definido.”

Fonte: O Vale