Rumo Logística antecipa renovação em Santos

A Secretaria de Portos (SEP) assinou na terça-feira a renovação antecipada de três contratos de arrendamento da Rumo Logística no porto de Santos. Com isso, a empresa – que está altamente endividada – se compromete a investir R$ 308 milhões até o fim de 2018 nas instalações, para aumentar a produtividade. O anúncio foi feito ontem pelo ministro dos Portos, Helder Barbalho, no evento “Setor Portuário: Desafios e Oportunidades”, promovido pela revista “Carta Capital”.

O aditivo prevê a unificação dos três contratos da Rumo por mais 20 anos, com prazo final da exploração da área pública em março de 2036. Um dos três contratos da Rumo expira em março. Eles são válidos por 20 anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período uma única vez.

Pelo aditivo, a Rumo, especializada no transporte ferroviário, armazenagem e movimentação de granéis sólidos, incorporará 1 mil metros quadrados. Juntos, os três contratos da empresa somam hoje 117,4 mil metros quadrados.

Entre os investimentos que terão de ser feitos estão novos equipamentos, estruturas de armazenagem de açúcar e demais cargas para aumentar a capacidade de movimentação da Rumo no porto de Santos de 10 milhões de toneladas anuais para 14,67 milhões de toneladas.

Esta é a sétima renovação antecipada de contrato de arrendamento portuário vigente, um dos pilares da nova Lei dos Portos, de 2013. Já assinaram aditivos terminais arrendados pela Ageo, Ageo Norte, ADM, Santos Brasil e Libra Terminais (todos no porto de Santos) e CSN, com o terminal Tecar, em Itaguaí (RJ).

Fonte: Valor Econômico

Mais 2 mil empresas vão exportar em 2016, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse ontem que mais 2 mil empresas devem entrar na lista de exportadores em 2016. Segundo ele, cerca de 1.100 companhias voltaram ou começaram a exportar no ano passado.

Monteiro fez essas projeções em conversa com integrantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que teve sua primeira reunião de diretoria do ano ontem, em Brasília. No encontro, fechado à imprensa, o ministro apresentou o roteiro das principais ações da pasta nos próximos meses.

“O câmbio recompôs a nossa competitividade”, afirmou aos dirigentes da entidade. Monteiro seguirá hoje à tarde para Buenos Aires, onde tentará convencer autoridades do governo do presidente Mauricio Macri a aceitar o livre comércio no setor automotivo, a partir de julho.

O atual acordo automotivo entre os dois países tem vigência até o fim de junho. Ele foi renovado, nos mesmos termos, por um ano em junho de 2015. Para cada dólar que o Brasil importa da Argentina em automóveis ou autopeças, pode exportar até US$ 1,5 sem a incidência de imposto.

Na segunda-feira da próxima semana, Monteiro comandará uma nova rodada de negociações para ampliar o acordo comercial entre Brasil e México. A intenção do governo brasileiro, segundo informou aos dirigentes industriais, é elevar o número de produtos com descontos nas tarifas de importação de 800 para em torno de 6 mil.

Fonte: Valor Econômico

ARN completa 20 anos, apresenta marca comemorativa e anuncia nova estrutura operacional e comercial

Operador Logístico de Campinas comemora bom momento com melhorias em seus processos

Ao lado de muitos outros grandes freight forwarders a ARN Sistemas Aduaneiros já se utilizou de modestas acomodações no Aeroporto Internacional de Viracopos, nos tempos em que a expansão estava longe de ser projetada. Após 20 anos, porém, a empresa comemora grandes avanços, possui hoje modernas instalações na cidade de Campinas e, mesmo diante das dificuldades do setor, a empresa continua melhorando sua estrutura.

Estrutura dinâmica e completa – Recentemente uma consultoria redesenhou alguns processos internos da empresa. A introdução de modernos sistemas já foi realizada e novos investimentos ainda serão feitos, possibilitando um monitoramento constante da carga ao lado do cliente, para atingir ainda mais transparência na rotina de atividades aos negócios da ARN. “Além da infraestrutura regional, possuimos hoje unidades nos principais centros do Brasil e parceiros em todo o mundo, oferecendo essa rede completa para atendimento full service aos nossos clientes nas atividades de importação e exportação”, avalia Romney Albanez, diretor executivo da empresa.

A área comercial também foi contemplada nessa nova fase, como explica Isabella Coura, uma das diretoras da empresa. “Ao mesmo tempo em que temos o apoio operacional garantindo entregar tudo o que prometemos com muita eficiência, uma nova equipe está agora capacitada e treinada para buscarmos o aumento do nosso share de mercado”, assegura Isabella.

A empresa apresenta ao mercado um selo comemorativo aos 20 anos de história completados em 2016.

Investe SP registra melhor janeiro em prospecção de investimentos em sete anos. São os importadores vindo produzir no Brasil.

Em plena crise, volume de atração de empresas indica substituição de importações em SP

O fechamento do mês de janeiro do trabalho de prospecção da Investe São Paulo (agência de atração de investimentos contratada pelo Governo de SP) revelou o melhor desempenho deste mês durante os sete anos de história da empresa: R$ 28,9 bilhões, com potencial de geração de 22.700 empregos diretos. São 16 projetos que foram captados em eventos, contatos nacionais e internacionais e até algumas empresas que procuraram a agência situada no Bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo.

Segundo o presidente da Investe SP, Juan Quirós, os dados, além de surpreenderem à primeira vista, indicam o início de um movimento de substituição de importações, a começar pelo Estado de São Paulo; “Empresas de diversos setores perceberam esta tendência de substituição de importações e anteveem um cenário em que o Brasil, premido pela alta do dólar, passará a comprar insumos produzidos em território nacional”, avaliou Quirós.

A Investe São Paulo assinou termos de confidencialidade e de prestação de serviços com empresas dos setores aeroespacial, economia verde, automobilístico, logística, saúde, ciências da vida, entre outros, originárias de países como a Turquia, China, Alemanha, França e também muitas do Brasil. A média de empregos criados por projeto é de 160,9. A partir da assinatura do compromisso com a Investe SP começa um trabalho de assessoria gratuita em busca da definição dos melhores locais, infraestrutura, logística, oferta de mão-de-obra, estímulos tributários etc.

Para Quirós, este movimento de substituição de importações motivado inicialmente por uma questão cambial, pode vir a representar a alavanca para a recuperação do parque industrial brasileiro; “Esta tendência que constatamos hoje no Estado de São Paulo, pode representar o início de gráfico de recuperação da indústria brasileira a partir de São Paulo, que tem a melhor infraestrutura, capacitação de mão-de-obra, universidades e estabilidade institucional”, disse.

O presidente também ficou impressionado com os números de janeiro, que já representam um recorde histórico até se for retirado da lista o investimento mais volumoso, na área de Tecnologia da Informação, que prevê a geração de 20 mil empregos diretos em duas cidades do Interior paulista. “É, de fato, um movimento de substituição de importações que vai ajudar o Brasil num momento delicado como o atual”, concluiu Quirós.

Embraer está com carteira lotada até 2017

A Embraer está com a sua produção preenchida para 2016 e mais de 85% da capacidade da linha vendida para 2017, um ano antes de iniciar as entregas dos jatos da nova família E2. O primeiro jato da segunda geração de aviões comerciais da empresa será apresentado ao mundo no dia 25 deste mês. Desde o seu lançamento, em junho de 2013, a nova família E-Jets E2 alcançou uma carteira de 267 pedidos firmes e 353 direitos e opções de compra.

O presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva, disse que este ano as entregas da aviação comercial deverão ser ainda melhores que no ano passado. A fabricante brasileira terminou o ano de 2015 com um total de 221 aeronaves entregues para os mercados de aviação comercial e executiva, o maior volume de entregas dos últimos cinco anos. A carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 22,5 bilhões até o final de dezembro.

O desempenho consolidou a liderança da brasileira no mercado mundial de jatos de 70 a 120 assentos, com 62% de participação nas entregas e 53% nas vendas. Os EUA ainda absorvem o maior volume de vendas, com 38%. No ano passado, segundo Silva, 65% dos jatos E175, de 76 assentos entregues foram para o mercado americano.

“Temos hoje um nível de conforto bastante grande e 2017 também está bem resolvido”, afirmou. A relação entre o número de pedidos recebidos e a quantidade de aeronaves entregues ou “book-to-bill”, foi de dois para um nos últimos três anos. “De 1999 a 2010 vendemos 879 aeronaves. De 2010 pra cá foram 825. Praticamente dobramos o volume de negócios da aviação comercial”.

A boa fase de vendas da Embraer nos últimos anos ajudou a empresa a enfrentar de forma tranquila a fase de transição para os novos jatos (2010-2018), mantendo aquecidas as vendas da atual família E1. “Em 2009 existia uma preocupação muito grande de como iríamos cobrir esse gap e sobreviver até 2018”, lembra Silva.

Ele salienta que os números positivos da empresa resultam de um planejamento estratégico que identificou quatro focos de ações principais: aumento do número de companhias de leasing nos programas, liderança no mercado de aeronaves de 76 assentos nos EUA, a conquista de 20 novos clientes no mundo e a melhoria dos processos de atendimento ao cliente no pós venda.

Sobre as empresas de leasing, Silva diz que a Embraer conseguiu trazer para os seus programas as principais companhias do setor no mundo, como ILFC, CIT, Air Lease (EUA), BOC Aviation (Cingapura), ECC Leasing (Irlanda) e ICBC Leasing (China). Atualmente, representam 35% das suas entregas. “É como se a gente quadruplicasse a nossa força de vendas, já que essas empresas operam no mundo todo com equipes de vendedores que estão à procura de empresas aéreas para fazer negócio”.

Ele disse que essas empresas têm a expertise de conhecer melhor os riscos das companhias aéreas e dos países onde operam e de assumir esses riscos. Na aviação, o leasing representa em torno de 40% das entregas de todos os aviões no mundo. “A empresa de leasing exerce uma atividade extremamente importante porque também já traz o financiamento”.

A Embraer também redesenhou a área de suporte ao cliente no pós-venda, aperfeiçoando os programas de atendimento das companhias aéreas. Caso do sistema pool de peças de reposição. A fabricante apoia mais de 50 companhias aéreas no mundo por meio deste programa, que reduz os investimentos dos clientes em recursos e estoques de alto custo. Na Republic Airways o programa cobre até 308 aviões e está avaliado em US$ 250 milhões.

A expansão no número de clientes também elevou a quantidade de simuladores dos E-Jets no mundo de 29 para 39 nos últimos quatro anos. De 2014 até agora, a empresa também expandiu os centros de serviço no mundo de 34 para 37, entre próprios, autorizados e independentes.

Com a flexibilização das “scopes clauses” (cláusulas trabalhistas que limitavam a 50 o número de assentos para aviões das linhas aéreas regionais nos EUA), a Embraer deu grande salto nas vendas de jatos da família E1. O E175 recebeu uma série de melhorias que resultaram em maior eficiência de combustível (6,4%). Nos últimos três anos, conquistou 80% das oportunidades de vendas no país. No período, a Embraer vendeu 500 E175 em todo o mundo, dos quais 294 somente no mercado americano.

Nos EUA, vê grandes perspectivas de vendas para o jato E190, de até 120 passageiros. “A Delta anunciou 20 pedidos firmes do E190 e vai colocar os aviões para voar na companhia principal. A tendência é que aumente essa frota”, disse Silva. “Sempre que uma major sai na frente, existe a tendência de outras também adotarem o mesmo modelo”.

Fonte: Valor Econômico