Governo tenta evitar greve da ANVISA em reunião marcada para o dia 29/07

A quinta reunião da Mesa Específica e Temporária da Regulação ocorrerá no dia 29 de julho, às 14h, no bloco C da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A data foi confirmada na tarde desta quarta-feira (24) pelo MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos).

Com servidores mobilizados em todo o país, e uma paralisação geral de 48h prevista para iniciar no dia 31 de julho, a expectativa do Sinagências é receber do governo uma proposta melhor do que a apresentada na última reunião da Mesa – de reajuste de 21,4% para os cargos da carreira e até 13,4% para o Plano Especial de Cargos, dividido em duas parcelas (janeiro de 2025 e abril de 2026).

De acordo com o Sinagências, a proposta, que foi rejeitada em assembleia com 99% dos votos dos servidores, “nem sequer cobre as perdas inflacionárias registradas nos últimos anos”.

“Esperamos receber uma proposta que garanta a valorização da regulação federal como um todo, contemplando todos os servidores da categoria. Uma proposta que corrija as distorções perante outras categorias do funcionalismo, que têm salários mais atrativos para desempenhar funções semelhantes”, afirma o sindicato.

Grande ato

O Sinagências convoca os servidores das 11 agências reguladoras para mais um grande ato da “Operação Valoriza Regulação” no dia da quinta reunião da Mesa da Regulação, às 14h, em frente ao MGI (bloco C).

“Estamos em um momento decisivo da nossa negociação. Então, mais do que nunca, precisamos de união, precisamos mostrar a nossa força para conquistarmos a valorização da regulação brasileira. A participação de todos e todas, seja aqui em Brasília, ou pressionando o governo nas redes, é fundamental”, afirma a dirigente sindical Yandra Torres.

Serviço:

O quê: 5ª reunião da Mesa da Regulação.

Quando: dia 29 de julho, às 14h.

Onde: Esplanada dos Ministérios, bloco C, Brasília, no Ministério da Gestão e Inovação.

Para fabricar geleias, empresa inaugura fábrica no interior de SP para crescer 300% em dois anos

A Baldoni, eleita o melhor mel do Brasil por cinco vezes e pioneira nacional em gestão na categoria de mel, inaugura, em Itatiba, São Paulo, sua primeira fábrica de geleias. Com produção própria, a marca investirá R$ 5 milhões na nova unidade fabril, que terá 200m² de área administrativa e 1.000 m² de área produtiva, com previsão de produção mensal de 250 mil potes de geleia por turno. A expectativa é um crescimento de até três vezes o tamanho atual da empresa em dois anos.

Daniel Cavalcante, CEO da Baldoni, explica que, além de a geleia produzida pela marca ser um diferencial no mercado alimentício, o segmento carece de novas perspectivas de negócios “A Baldoni é uma empresa que tem como propósito inspirar o desenvolvimento sustentável dos produtos das abelhas e ser pioneira na evolução e profissionalização da categoria de mel no varejo alimentar. Assim como o mel, a geleia apresenta diversos players no mercado nacional e tem o seu consumo principalmente no público acima de 40 anos. Logo identificamos essa oportunidade”, destaca.

O executivo comenta que, mais do que espaço no mercado, a terceirização da produção de geleias Baldoni ficou pequena para a distribuição da empresa. “Adotamos a ideia de construção de uma fábrica com a possibilidade inicial de 500 mil potes mês, com a finalidade de obter controle de todo o processo, bem como da qualidade oferecida aos nossos consumidores”, conta.

Em fase de contratações, a nova fábrica, prevista para inaugurar em agosto deste ano, comportará cerca de 30 operadores, além de gerente e dois colaboradores responsáveis pela área administrativa.

Motivações

Em 2018, a geleia da Baldoni venceu o prêmio de melhor produto com mel do mundo, pela Apimondia, realizado no Canadá. Já em 2023, a empresa projetou a expansão da linha exclusiva de geleias e doces caseiros adoçados com o puro mel de abelhas.

De acordo com Cavalcante, a principal motivação para acreditar e investir no mercado de geleias vem de toda a experiência conquistada pelo trabalho pioneiro e inovador no gerenciamento da categoria de mel no varejo alimentar. “A Baldoni iniciou um piloto desenvolvendo o produto em alguns varejistas e estamos tendo surpresas bem consistentes, como uma aceitação de consumidores mais jovens e a adesão daqueles que procuram consumir produtos saudáveis”, detalha.

As geleias Baldoni podem ser encontradas nos sabores Frutas Vermelhas, Morango, Abacaxi com Pimenta, Frutas Amarelas e Damasco, em embalagens de vidro com 270g.

Todos os produtos possuem frutas em pedaços, o que permite ir além do consumo normal de uma geleia, que é como acompanhamento de pães e torradas, podendo ser consumido a colheradas. “Nesses momentos, a marca e a reputação da companhia são fundamentais para o sucesso do projeto”, conclui.

Sobre a Baldoni

A Baldoni é líder do mercado nacional de produtos derivados de mel e pioneira no gerenciamento desta categoria. Desde 2016, com a gestão de Daniel Augusto Cavalcante, a empresa tem ganhado cada vez mais destaque, com uma visão inovadora e sustentável, que visa proporcionar saúde e qualidade de vida para os consumidores, apicultores e para as abelhas.

A Baldoni tem o propósito de inspirar o desenvolvimento sustentável de produtos das abelhas e disponibiliza no seu portifólio, além do mel de abelhas nas diversas floradas, geleias adoçadas com mel, extrato de própolis e suplementos alimentares.

A empresa possui certificações reconhecidas mundialmente, como: HACCP, IFS Global Markets, FDA, Certificação Orgânica e é fiscalizada e auditada pelo Serviço de Inspeção Federal no Ministério da Agricultura. O Mel da Baldoni além de ter sido eleito por cinco vezes o Melhor do Brasil no Congresso Brasileiro de Apicultura, tem notórios prêmios internacionais da cadeira de Apicultura recebidos na Inglaterra, França e Bélgica. É a única empresa do segmento a receber o prêmio Agro+ Integridade, que reconhece boas práticas de compliance, governança e responsabilidade social.

Fonte: 2A+ Alimentos

Com unidade no interior de SP, Gühring investe na regionalização para crescer

De origem germânica e com 125 anos de experiência no mercado internacional de usinagem, a Gühring atua em vários segmentos, como nas indústrias automotiva, autopeças, aeroespacial, energia, petróleo & gás, implementos agrícolas, máquinas e equipamentos e transportes.

A empresa produz mais de 5.000 tipos diferentes de ferramentas e mais de 100.000 itens diferentes. Anualmente a área de OEM (Original Equipment Manufacturer), realiza cerca de 600 projetos globais dentro do Grupo Gühring, de acordo com as necessidades individuais de nossos clientes. Possui ainda um portfólio com 5.000 tipos diferentes de ferramentas, totalizando aproximadamente 100 mil itens standard. Atua no mercado internacional com 8.000 colaboradores globais e 70 instalações fabris em 48 países.

A multinacional investe agora na estratégia de regionalização nos principais mercados do Brasil. Num país de dimensões continentais como o Brasil, com milhares de empresas espalhadas por todo o território, é preciso entregar os produtos de forma segura e ágil.

Para isso, é preciso entender as necessidades do cliente e atendê-lo o mais brevemente possível, oferecendo soluções personalizadas com uma equipe técnica local altamente qualificada.  A Gühring Brasil enxergou na regionalização o caminho para chegar a esses clientes, sejam eles de grande, médio ou pequeno porte, e assim ampliar seu alcance no mercado.

“Não basta ter produtos ou serviços de qualidade, que resolvam o problema do cliente. Isso, por si só, não é suficiente para garantir sua satisfação.  É preciso estar perto, conhecê-lo muito bem, oferecer um bom suporte técnico, enfim, dar a certeza a cada cliente de que estamos disponíveis para contribuir com ele e torná-lo mais produtivo”, afirma Diego Cerqueira, gerente Comercial da Gühring Brasil. A empresa está presente nos principais centros industriais do país, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Cerqueira observa que a disponibilidade, o suporte técnico e a capacidade de resposta são igualmente importantes. “Ao estar presente localmente, a Gühring demonstra sua disposição para se envolver diretamente com os desafios e as necessidades de cada cliente, o que pode ajudar a construir relacionamentos mais sólidos e duradouros”. A empresa que atua no Brasil há mais de 35 anos, com unidade industrial em Salto, interior de São Paulo, tem um portfólio com mais de 5 mil tipos de produtos, totalizando aproximadamente 100 mil itens standard.

A proximidade das regionais com as empresas usuárias traz vantagens significativas para os clientes da Gühring, como acesso fácil a um atendimento personalizado, rapidez e agilidade excepcionais, suporte técnico local especializado e conexão direta com a fábrica, garantindo soluções adaptadas às necessidades de cada cliente. “Essa agilidade, aliada a produtos de qualidade e de alto desempenho, permite que os clientes alcancem uma excelente relação custo-benefício em seus processos de usinagem”, conclui Cerqueira.

COM INFORMAÇÕES: IPESI

Programa OEA terá novas regras em agosto. Após período de adaptação das empresas, monitoramento da Receita Federal iniciará em 2025.

Foi publicada a Instrução Normativa RFB nº 2.200, de 12 de julho de 2024, que altera a IN RFB nº 2.154 do Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado – Programa OEA, com vistas a seu aprimoramento.

Em consonância com os princípios de transparência, confiança e cooperação, que norteiam o Programa, foram promovidas alterações em relação à aplicabilidade dos novos requisitos que passam a vigorar a partir de 01 de agosto de 2024. A nova norma dispõe que a análise de certificação seja baseada nos requisitos da Portaria Coana (Coordenação-Geral de Administração Aduaneira) nº 77 de 2020 para os requerimentos protocolados até 31 de julho de 2024. Essa medida visa garantir maior segurança jurídica aos intervenientes e evitar que eles sejam prejudicados por eventuais atrasos nos processos de certificação. A IN RFB nº 2200 também amplia o prazo de transição para os intervenientes já certificados no Programa OEA. Essas empresas passarão a ser monitoradas com base nos novos requisitos somente a partir de 1º de janeiro de 2025. Essa medida proporciona aos OEA tempo suficiente para promoverem adequações em seus procedimentos internos.

Entre os Principais Destaques da Portaria estão:

Redução da Burocracia
Cooperação Mútua e Gestão Integrada
Harmonização da Terminologia
Benefícios aos Operadores Certificados

Por fim, foi introduzida a possibilidade de solicitação de exclusão do Programa OEA a pedido do interveniente, efetuada a qualquer momento, de forma a reforçar o caráter voluntário de sua participação no Programa.

Com a conformidade e o OEA Integrado, espera-se uma melhoria ainda mais significativa no modelo atual do Programa.

Porto de São Sebastião cresce57% e bate recorde de movimentação de no 1º semestre

Levantamento realizado pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), empresa pública vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), mostra que a movimentação de cargas no Porto de São Sebastião bateu um novo recorde histórico no primeiro semestre deste ano. Ao todo, foram movimentadas 760 mil toneladas, 57% mais que no mesmo período de 2023.

Entre as principais cargas transportadas estão o açúcar a granel, com 287,5 mil toneladas; seguido de barrilha a granel, matéria-prima essencial na produção de vidros e embalagens, com 190,3 mil toneladas; e o coque de petróleo a granel, com 107,5 mil toneladas.

“A ampliação da disponibilidade das áreas para armazenagem despertou o interesse de mais importadores e exportadores, que passaram a utilizar o porto de São Sebastião como alternativa logística. O açúcar a granel e o coque são exemplos de novas cargas”, explica o diretor-presidente da CDSS, Ernesto Sampaio. Segundo ele, foi autorizada a montagem de 11 novos armazéns, que foram instalados pelos operadores portuários, perfazendo 14 estruturas.

Ernesto observa, ainda, que foram feitos investimentos em melhorias importantes para o Porto, como a reforma do centro de controle operacional, a pavimentação de pátios de armazenagem e das vias de acesso terrestre, um novo sistema de automação da porta de acesso ao Porto e o monitoramento por circuito fechado de TV. “Também fizemos obras de ajuste e cumprimento de requisitos de segurança e alfandegamento e implementamos novo sistema de combate a incêndios”, afirma.

O Porto de São Sebastião tem acesso facilitado por meio da rodovia dos Tamoios, que está interligada aos principais acessos do estado de São Paulo, e também pela proximidade com a malha ferroviária e o Aeroporto Internacional de São José dos Campos. A obra do Contorno de São Sebastião na Tamoios está na fase final de execução pelo Governo de São Paulo e prevê uma alça exclusiva ao Porto, facilitando o acesso e evitando a interferência no trânsito urbano.

Está em fase de modelagem processo de arrendamento que permitirá a atração de mais investimentos. “A consulta pública está em fase de preparação e deve ser publicada em breve”, ressalta a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. Segundo ela, no contexto do novo Plano Estadual de Logística e Investimento, que está em desenvolvimento e tem o objetivo de integrar os diversos modais, o Porto tem papel fundamental no escoamento de cargas para exportação, junto com o Porto de Santos.

Recentemente, em abril, o Porto aderiu à Aliança Brasileira para Descarbonização dos Portos, que permite a troca de experiências e a realização de ações para acelerar a descarbonização do setor marítimo e portuário. Como primeira ação desse compromisso, passou a aplicar descontos na tarifa portuária para as embarcações que tenham sustentabilidade e eficiência energética, e que comprovem ter baixas emissões de gases de efeito estufa. “Essas iniciativas estão alinhadas com nosso compromisso de promover o desenvolvimento sustentável em São Paulo”, enfatiza a secretária.