Iochpe-Maxion quer retomar protagonismo da América do Sul em 2024

Com a melhora do mercado de veículos pesados no Brasil, a operação da Iochpe-Maxion na América do Sul deve retomar a participação na receita global. Segundo o presidente da subsidiária, Marcus Oliveira, neste ano a região deve participar com cerca de 27% no faturamento global. Em 2022, essa fatia foi de 30%.

“Esperamos que a participação da América do Sul volte a crescer em 2024 com a alta da da produção de veículos comerciais. Hoje, o segmento representa 55% no faturamento no Brasil e 43% na receita mundial. A queda do mercado de caminhões e ônibus no país afetou nossos negócios por aqui”, disse Oliveira.

Até o terceiro trimestre deste ano, a companhia faturou R$ 11,7 bilhões no mundo.

No próximo ano, a expectativa é de que as vendas de veículos pesados no Brasil alcancem os volumes obtidos em 2021, com crescimento de cerca de 30%, conforme Oliveira.

“Para ter um mercado como 2021 a produção deve chegar a 160 mil unidades. O crescimento é saudável o que nos permite usar a capacidade adicional de nossa fábrica de forma inteligente. Em 2022, atendemos o mercado com muito sacrifico na verdade, muita hora extra, operando em seis a sete dias por semana, não é a melhor forma operacional de atender a demanda”, afirmou o executivo.

Segundo ele, a companhia deve concluir os investimentos em expansão da fábrica de Cruzeiro, no interior de São Paulo, em 2024. Foram aplicados R$ 100 milhões e a capacidade de produção da unidade irá aumentar em 400 mil rodas de veículos pesados e 110 mil rodas para máquinas agrícolas por ano.

“Fizemos os investimentos em 2022 e 2023 para aumentar a capacidade olhando para o futuro para atender a demanda de maneira consistente. Com a transição de tecnologia Euro 5 para Euro 6 sabíamos que haveria uma queda na produção de pesados. Na época imaginávamos um recuo de 15% a 20% e na realidade foi perto de 40%”, disse Oliveira. “Mas, com a expectativa de queda da taxa de juros em 2024, crescimento do PIB, alta do setor agrícola, o novo PAC o potencial de mercado em 2024 e 2025 é muito bom e a nossa capacidade está bem alinhada à demanda”, completou.

Capacidade adequada para demanda em leves – No segmento de leves, Oliveira ressaltou que a companhia atualmente não necessita de investimentos em expansão da capacidade. Segundo ele, com uma produção estimada em cerca de 2,31 milhões em 2024 a empresa tem espaço para elevar a fabricação de rodas caso necessário.

“Temos capacidade para atender a demanda projetada para 2024. Obviamente a indústria vai continuar crescendo e vamos avaliar de perto”, afirmou Oliveira. Segundo ele, em veículos leves a companhia opera em dois turnos de produção e opera com 20% de ociosidade. “Podemos chegar próximo a 100% e instalar um terceiro turno.”

Fonte: Automotive Business

Volkswagen projeta ciclo de investimentos no Brasil e quer crescer entre 5% e 10% em 2024

No ano em que celebrou 70 anos de operação no Brasil a Volkswagen consolidou-se na vice-liderança do mercado, superada apenas pela Fiat. Até novembro as vendas somaram 301 mil unidades, o que garantiu 15,5% de participação de mercado, com destaque para o Polo, automóvel mais vendido, e o T-Cross, o SUV líder em vendas.

Durante encontro com a imprensa, em São Paulo, na segunda-feira, 11/12, o CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, reafirmou que em breve a empresa deverá anunciar um novo plano de investimentos no País, que se somará ao atual plano de R$ 7 bilhões em vigor. O executivo não entrou em pormenores de valores ou destinação específica, mas informações obtidas junto ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC indicam que este novo aporte será próximo a 1 bilhão de euro e poderá incluir o desenvolvimento e a produção local de modelos híbridos, com previsão de lançamento por volta de 2027.

Sobre as futuras tecnologias Ciro Possobom enfatizou que a Volkswagen está se preparando para oferecer ao mercado diversas soluções. Embora o foco ainda seja os motores a combustão a empresa planeja incluir opções elétricas e híbridas em sua oferta. Ele ressaltou a vantagem do Brasil pela disponibilidade de etanol, tornando os carros da Volkswagen amigáveis ao meio ambiente e acessíveis à população.

No curto prazo Possobom acredita que o caminho da indústria automotiva deve passar necessariamente pelos sistemas híbridos. Ele destacou a prudência da empresa, afirmando que uma transição direta para veículos elétricos, aqui, poderia resultar em uma queda significativa no mercado e no fechamento de fábricas. Assim a estratégia da Volkswagen é oferecer aos clientes as três opções: veículos a combustão, híbridos e elétricos.

Quanto ao futuro Possobom expressou otimismo, prevendo um crescimento de 5% a 10% em 2024. Ele atribui este crescimento principalmente à redução da taxa de juros e ao aumento do mercado corporativo. Antecipou que será um ano emocionante e altamente competitivo para a indústria automotiva no País.

Com informações: Autodata

SINDASP prega união do mercado para solução logística em GRU. Entidade quer fim de impasse já na próxima semana.

Como é de conhecimento de todos, o Terminal de Carga do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos convive com um caos logístico trazendo transtornos aos usuários da carga aérea e gerando descontentamento aos Despachantes Aduaneiros que trabalham no local.

Como tem feito rotineiramente diante de problemas operacionais do mercado, o SINDASP saiu prontamente em defesa da categoria e pelo bom andamento do comércio exterior brasileiro. A Entidade protocolou um ofício, assinado pelo Presidente Elson Isayama, listando todos os gargalos apontados pelos Despachantes Aduaneiros, em um total de 11 frentes.

A GRU Airport, que administra o terminal, respondeu essa semana ao documento, justificando os atrasos e convidando o SINDASP para duas reuniões de trabalho. O Vice-Presidente do SINDASP, Rogério Grecchi, participou dos citados encontros levando os pleitos da categoria, apontando os problemas e apoiando a GRU Airport nas soluções. “Esperamos que a Concessionária do Terminal Aéreo solucione com urgência os transtornos, a fim de que tenhamos um cenário de normalidade como tem que ser as operações de uma zona primária do porte de Guarulhos”, explicou Grecchi.

 

Autoridades mobilizadas – Além disso, o SINDASP protocolou um ofício junto a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), Ministério de Portos e Aeroportos, MPF e Receita Federal do Brasil. No conteúdo, relatos com apontamentos técnicos e jurídicos para a normalização da situação.

Na reunião do último dia 30, quinta-feira, no Aeroporto, o passivo mostrou-se reduzido e a GRU Airport espera reverter a situação até o próximo dia 08/12. “Não é essa a solução que o SINDASP espera, e na próxima reunião, agendada para segunda-feira 04/12, exigiremos que a Concessionária possa trazer melhores prazos para o bem do comercio exterior brasileiro”, defendeu Elson Isayama, Presidente do SINDASP.

O SINDASP lembra que o bom funcionamento de todos os equipamentos do Comércio Exterior no Brasil faz com que se tenha as melhores condições e opções para o desenvolvimento logístico. “O momento é de união. Não bastam as crítica e defesas de lado. Nossa Entidade mantém sua bandeira, isenta, de trabalhar para melhoria dos processos, da transparência, da agilidade, da previsibilidade e da infraestrutura existente em todo pais, auxiliando outros parceiros que nos solicitam suporte nas discussões”, avaliou Isayama.

“Todos nós devemos nos unir para cobrar, exigir que os acordos e estruturas sejam os melhores possível em todo pais e que todos tenhamos a estabilidade necessária para o bom desenvolvimento dos negócios que nos cabe”, finalizou Isayama.

 

 

 

O Caos no Terminal de Cargas em Guarulhos fará o mercado e as autoridades olharem para os Portos Secos?

Por Ricardo Drago – Presidente do Grupo AGESBEC

Uma cena, registrada na semana passada, na imagem abaixo, ligou um alerta para quem trabalha há muito tempo com o comércio exterior. O momento, com as cargas no pátio de aeronaves, remete ao boom de importação que ocorreu por volta do ano de 1994, no Brasil. A abertura comercial promovida no País nos idos de 1990, proporcionou um crescimento econômico, estimulando o comércio internacional e facilitando o ingresso de mercadorias estrangeiras em nosso mercado e em insumos.

Naquele período, com o crescimento desenfreado das importações brasileiras, as cargas ocupavam os espaços destinados ao estacionamento dos aviões, nos pátios dos aeroportos. Caixas eram perdidas nesses locais.  Intempéries se incumbiam de acabar com o que sobrava. Os aeroportos, administrados pela Infraero naquele longínquo tempo, não conseguiam atender à demanda e construir armazéns para abrigar a carga excedente, por conta da falta de agilidade necessária, que esbarrava no engessamento das licitações enquanto empresa pública.

O cenário identificado, nesta semana, no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (foto), fez lembrar os anos 90.

Um Informativo do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – que leva o nome Última Hora, trouxe 11 irregularidades em gargalos naquele Terminal Aéreo. A Entidade que representa essa importante categoria também divulgou em suas mídias sociais este fato, que transcrevemos aqui um trecho, haja vista que o documento é público:

  • Ausência de atracação das mercadorias;
  • Utilização da área de conferência para armazenamento irregular de carga, dificultando e atrasando a conferência física;
  • Puxe de carga realizada pelo fiscal, sem disponibilização para conferência física;
  • Puxe de carga realizado pelo MAPA para inspeção da madeira, sem disponibilidade da carga;
  • Ausência de respostas aos e-mails enviados para CCO e CAC;
  • Ausência de atendimento na linha telefônica: (11)2445-5000;
  • Ausência de disponibilização da carga puxada para coleta. A título de exemplo, uma carga do dia 10/11/2023 ainda não foi coletada;
  • Fechamento de janelas para agendamento de coleta para transportadoras;
  • Ausência de manutenção do sistema, sem previsão de retorno;
  • Ausência de organização, gerando imensas filas de veículos aguardando a coleta de carga, sem previsão para tanto;
  • Atração incompletas de carga sem justificativas fundamentadas ou, ainda, previsão de solução;

A AGESBEC, em uma ação espontânea e em nome do mercado, se uniu a essas frentes e apoia também um documento do SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, pedindo imediatas ações junto a GRU AIRPORT pela ausência de estrutura e profissionais, o que é inaceitável em épocas de fim de ano.

Carga GRU

Infelizmente são em momentos como este que podemos observar o quanto ainda estamos atrasados na descentralização de cargas no Estado de São Paulo. Enquanto a estrutura do Aeroporto de Guarulhos está em colapso logístico, os Recintos de Zona Secundária de São Paulo, como o Porto Seco AGESBEC – Armazéns Gerais São Bernardo do Campo, estão com ociosidade.

Os Portos Secos sempre estiveram prontos e com infraestrutura e atrativos diversos para receber as cargas na importação e exportação, senão vejamos alguns pontos, como:

  • Espaço e Infraestrutura disponíveis
  • Gerenciar a logística aduaneira – receber mercadoria, montagem, etiquetagem, separação, picking, armazenagem e distribuição;
  • Benefícios Fiscais em Regimes Aduaneiros Especiais
  • Agilidade do desembaraço aduaneiro;
  • Menor volume de carga;
  • Redução dos custos com armazenagem;
  • Redução dos custos com transporte;

Espero sinceramente que o mercado e as autoridades passem a enxergar os Portos Secos com outros olhos. Com olhar de oportunidades de quem sempre esteve pronto para atender. Se não for no amor, que seja na dor.

Ricardo Drago é Presidente do Grupo AGESBEC

Artigo publicado primeiramente pelo Portal Tecnologística

 

GRU Airport autoriza retirada de carga no final de semana para minimizar transtornos

A GRU Airport, Concessionário do Aeroporto Internacional de São Paulo, divulgou um Comunicado na última sexta-feira, informando um plano de retirada de carga em ação durante as 24h dos últimos sábado e domingo, dias 24 e 25 de novembro.

O anúncio ocorreu após reunião entre o SINDASP (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo), a JURCAIB (Junta de Representantes das Companhias Aéreas Internacionais do Brasil ) a RFB (Receita Federal do Brasil) e a Concessionária, gestora do Terminal Cargueiro Aéreo.

As cargas em questão foram as de Importação (DI) e Trânsito de Importação (DTA).

Confira abaixo a íntegra do documento.

 

 

 

Com informações Última Hora/SINDASP