Relicitação em 2024?

No final de dezembro de 2022, o TCU retomou o processo de relicitação de Viracopos, ao determinar à Seinfra Rodovia Aviação que desse início às análises de relicitação do Aeroporto Internacional de Viracopos – Campinas/SP (“Viracopos”), conduzido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nos termos da Lei 13.448/2017, com as alterações da Lei 14.368/2022, e do Decreto 9.957/2019, iniciando-se a contagem do prazo de análise aplicável.

No início de 2023, em sua posse, Márcio França, que assumiu o novo Ministério dos Portos e Aeroportos, criado agora no Governo Federal, disse que iria conversar com o Presidente Lula, “pois a prioridade é administrar essa situação dos aeroportos que estão sendo devolvidos. Porque as empresas que ganharam as concessões não querem e aí nós temos um problema porque a Infraero também não sabe como gerenciar isso”, avaliou França.

 Após o Governo Federal prorrogar o prazo do processo de relicitação por 24 meses (passando para julho de 2024) a ABV avaliou à época que é importante para que o processo de Arbitragem, em curso desde novembro de 2021, entre a ABV e a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), possa chegar aos termos e valores justos de indenização dos atuais acionistas antes do novo leilão. Dessa forma, os cronogramas de Relicitação e de Arbitragem podem se compatibilizar de forma adequada.

A conclusão do processo de Arbitragem antes da realização do leilão vai possibilitar o cumprimento do direito inequívoco de o atual concessionário (ABV) receber toda a indenização antes de deixar o ativo. Aliás, essa garantia foi fundamental e decisiva para que a concessionária pudesse aderir ao processo de relicitação, segundo a ABV.

Importante destacar que a concessionária está cumprindo com todas as suas obrigações estipuladas no Termo Aditivo ao processo de relicitação, sejam elas informacionais, operacionais e regulatórias. O novo prazo também possibilitará que o CPPI (Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos) possa emitir sua opinião com relação à conveniência e à vantajosidade da relicitação pretendida.

“Até o momento não ocorreram mudanças. A Relicitação vai acontecer. Ponto. Independente do processo em curso, seguiremos investindo em infraestrutura e melhorias constantes dos serviços”, finalizou Marcelo Mota, Diretor de Operações da ABV.

O players e o  próprio mercado seguem atentos, principalmente às questões de segurança jurídica no caminho do processo, visando garantir investimentos e planejamento de suas operações.

Aeroporto de Viracopos conquista recertificação CEIV-Pharma até o final de 2025

Consolidado como um dos maiores terminais de carga da América Latina, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), conquistou a revalidação de seu certificado CEIV-Pharma, com validade de 31 de dezembro de 2022 até 30 de dezembro de 2025. Com isso, o terminal se credencia como um dos principais aeroportos do Brasil na importação e na exportação de produtos da indústria farmacêutica.

A certificação é fornecida pela IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos) e tem por objetivo a garantia da padronização do elo logístico para atendimento às “Boas Práticas de Manuseio de Produtos Farmacêuticos”.

O processo de revalidação da certificação começou no mês de outubro de 2022, sendo auditados aproximadamente 285 itens do checklist IATA, possuindo como escopo os processos de importação e exportação das cargas da chamada “Linha Saúde”. Viracopos conquistou a certificação pela primeira vez em 2019.

Além dos processos da recepção da carga Linha Saúde, também são verificados itens de gestão da qualidade, como planejamento de mudanças e análise de riscos e oportunidades, manutenção das câmaras frias e sua limpeza, dentre outras atividades que compõem, direta ou indiretamente, a cadeia logística farmacêutica no aeroporto.

“Com a confirmação do certificado, a concessionária Aeroportos Brasil  Viracopos mantém seu reconhecimento como relevante operador global de cargas de produtos farmacêuticos, sendo acreditado internacionalmente como parte integrante de uma cadeia segura, evidenciando a reconhecida qualidade e confiabilidade de seus serviços para as empresas do ramo farmacêutico e favorecendo o crescimento de novos negócios neste setor para o aeroporto e, principalmente, para o Brasil”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota.

Ao término da auditoria, Viracopos foi novamente certificado pela IATA por mais três anos, não sendo apontada nenhuma não conformidade durante a verificação das áreas visitadas, demonstrando mais uma vez o quão robusto e eficaz é o processo para gestão da carga linha saúde, fornecendo aos clientes e parceiros a garantia dos cuidados para um atendimento de excelência.

Esta conquista é mais um resultado de uma série de investimentos e reengenharia de processos realizados pela concessionária Aeroporto Brasil Viracopos no TECA (Terminal de Carga) desde o início da concessão. “A concessionária vem investindo seguidamente na modernização do Terminal de Carga e na oferta de novos serviços que promovam redução de custos para os agentes do comércio exterior com o Brasil. Em 2023, estas ações serão ampliadas”, completou o diretor de Operações da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Marcelo Mota.

A recertificação garante à indústria farmacêutica que o transporte e o armazenamento dos produtos deste segmento estejam em conformidade com as melhores práticas mundiais. Com a garantia de qualidade e confiabilidade nos processos logísticos, Viracopos está pronto para processar ainda mais importações e exportações das principais empresas farmacêuticas do mundo.

Atualmente, Viracopos já atende a algumas das principais indústrias farmacêuticas mundiais. Com a ampliação de suas câmaras frias realizada nos últimos anos, o TECA está preparado para o aumento de demanda do setor farmacêutico. Em 2021 e 2022, por exemplo, Viracopos se tornou uma das principais portas de entrada de vacinas contra a Covid-19, além de receber insumos e matérias-primas de toda a cadeia logística da indústria farmacêutica.

Desde o início da concessão, Viracopos vem investindo na ampliação e melhorias no complexo frigorífico, de forma que atualmente conta com 11 câmaras frias e uma antecâmara com temperaturas controladas que ficam entre -18°C e 22°C. Para o atendimento das cargas farmacêuticas, Viracopos conta com câmaras com temperaturas flexíveis que podem ter seu ‘set point’ alterado, modificando o range de temperatura do local quando necessário.

Novo Ministro quer fortalecer Infraero e descarta privatização do Porto de Santos

O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB), indicado para a comandar o recém-criado Ministério de Portos e Aeroportos, afirmou na última quinta-feira(22) que o novo governo pretende fortalecer o papel da Infraero no setor de aeroportos e afirmou ainda que a privatização do Porto de Santos, com edital a ser lançado, está descartada.

“É um novo governo. Acho que todo mundo entendeu que é uma vitória de um pensamento político. A gente não tem reservas a nada que seja privado, mas não tem como regra que tem que privatizar tudo”, afirmou França. O Ministério do Porto e Aeroportos será recriado a partir da cisão da atual pasta da Infraestrutura, que conta com também com as áreas de rodovias e ferrovias.

Em conversa com jornalistas, logo após o anúncio de sua indicação como titular da pasta, o futuro ministro sinalizou que as concessões de grandes terminais, como Santos Dumont e Galeão, que estão programadas para o próximo ano, serão revistas e podem não acontecer. “Para fazer uma concessão para o privado, tem que ser em um grau de vantagem especialmente com novos investimentos”, afirmou.

Conforme planejado pelo atual governo, Santos Dumont deveria ser concedido em 2023 junto com Galeão – este tem em avaliação um processo de relicitação, após problemas na modelagem do contrato. A concessionária RioGaleão, com participação operadora de Singapura, Changi, pede ressarcimento por investimentos não remunerados. Outros dois aeroportos enfrentam dificuldades semelhantes: São Gonçalo do Amarante, em Natal, e Viracopos, em Campinas (SP).

Sem mencionar que a Infraero deverá assumir estes ativos, França afirmou que a estatal é “lucrativa”. “A Infraero é uma empresa de muito histórico, num país de dimensões gigantes e que de verdade chegou até aqui fazendo muitas coisas”, ressaltou. Como meta para o setor, ele afirmou que o país pode retomar a movimentação de passageiros alcançada em períodos anteriores e investir mais na aviação regional, com mais pistas de pouso e decolagem de aeronaves de diversos portes.

Sobre o Porto de Santos, o ex-governador afirmou que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, já tem um posicionamento claro. “Prossegue como está [estatal da União]. Estava prevista uma concorrência agora, nesses dias, e nós pedimos que eles adiassem tudo para frente para que o presidente pudesse opinar”.

Segundo ele, as demais companhias Docas, que administram os portos organizados, vão “continuar estatal”. A única privatização de porto organizado feita até agora, pelo atual governo, foi a da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Neste caso, o contrato será respeitado. “Com certeza em relação às autoridades portuárias, ele [Lula] já disse que não quer fazer concessão e, então, não vai ter concessão de autoridade portuária, nem em Santos”.

De acordo com o novo ministro, o programa de arrendamento de áreas para a iniciativa privada dentro dos portos organizados deve seguir, após avaliação do novo governo.

Com informações: https://valor.globo.com

Portaria da Receita restabelece segurança jurídica às operações de importação e exportação no Brasil

Portaria 111 da COANA da RFB reverte pleito de Comissárias de Despachos e assegura a função única aos Despachantes Aduaneiros para desembaraço e representatividade legítima junto ao Órgão Federal

Os Despachantes Aduaneiros – responsáveis por 96% das operações de comércio exterior no Brasil – são hoje 12 mil profissionais autônomos no País, agentes públicos que atuam por delegação do Poder Público, desde 1850. Exercem, portanto, função pública, prestando serviço de desembaraço aduaneiro a particulares, sob fiscalização do Estado. Sob esse guarda-chuva, uma decisão judicial recente, seguida da publicação da Portaria 111 da COANA da RFB assegurou a função única aos Despachantes Aduaneiros para desembaraço e representatividade legítima junto ao Órgão Federal.

“Considerado o grau hierárquico da Portaria 111 da COANA da Receita Federal, entendemos como revogados tacitamente os efeitos específicos da Notícia Siscomex no. Importação nº 046/2022, publicada em 30/08/2022, que facultava às Comissárias de Despachos representar Importadores e Exportadores.  A Segurança Jurídica foi restabelecida aos níveis internacionais e ratifica a função exclusiva dos Despachantes Aduaneiros no País”, comemorou José Carlos Raposo Barbosa, Presidente da Feaduaneiros – Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros.

A categoria goza hoje de prestígio ímpar juntos aos entes de comércio internacional. Eles atuam ao lado dos Órgãos Federais, como Receita Federal, MAPA e ANVISA, contribuindo com melhorias nos processos de importação e exportação, participando ativamente das transformações pelas quais passam atualmente o comércio exterior brasileiro.

A Federação, em nome da categoria, veio a público esclarecer uma conquista judicial, ocorrida em novembro, que resgatou segurança jurídica às operações de importação e exportação no País. “Legalmente, os Despachantes Aduaneiros são, desde 1850 e sempre serão, os representantes legítimos dos importadores e exportadores brasileiros, lembrou Raposo, Presidente da Feaduaneiros.

 

Segurança Jurídica – Um dos pontos mais relevantes que causava desconforto ao mercado, residia no fato que, ao Despachante Aduaneiro, é imputado todos os ônus do funcionário público, como as inúmeras responsabilidades, multas e penalidades a que esses profissionais estão sujeitos, previstas no Regulamento Aduaneiro. Já as Comissárias de Despachos não responderiam nessas condições, diante de alguma intercorrência.

A ordem jurídica foi restabelecida. “A legislação é muito clara sobre a atuação do Despachante Aduaneiro, Profissional Autônomo, neste importante setor da economia brasileira. Esta informação impacta diretamente nas atividades do mercado, que retoma a segurança jurídica para suas operações de importação e exportação”, explicou o Dr. Elias Jr., advogado que conduziu a ação vitoriosa.

“Somos técnicos e consultores, já ambientados e comprometidos com regras de compliance e gestão de riscos dos Órgãos Anuentes. O Despachante Aduaneiro é, hoje, um dos Guardiões do Comércio Exterior Brasileiro. Nós somos responsáveis em oferecer soluções técnicas para superar o chamado “Custo Brasil” nas operações de importação e exportação, seja ela marítima, rodoviária ou aérea”, finalizou Raposo, presidente da Feaduaneiros.

Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil

 

AGESBEC inaugura Centro de Distribuição e amplia serviços logísticos

A AGESBEC – Armazéns Gerais e Entrepostos São Bernardo do Campo S/A – empresa pioneira no Setor Logístico na Região do ABC – anunciou a expansão de seus serviços, unidades e portfólio integrados com a Região. A empresa, que detém em sua marca a identidade com a região em seu nome (São Bernardo do Campo), possui, por isso mesmo, uma sinergia muito forte no modelo Cidade+Empresa. Exemplo histórico, foi o Primeiro Porto Seco do Brasil, fundado em 1971, já como Armazém Geral e Alfandegado na cidade.

Fazendo parte das comemorações dos 50 anos da AGESBEC em 2022, a empresa celebrou com a inauguração do CD neste final de ano, reafirmando seu posicionamento de mercado. “Somos uma Plataforma Internacional segura e de soluções logísticas locais, como aparelho estratégico do desenvolvimento econômico do Grande ABC”, declarou Ricardo Drago, Diretor-Presidente da AGESBEC.

Centro de Distribuição – A empresa anunciou, em meados de dezembro, a inauguração de um Centro de Distribuição. O novo conceito permitirá agregar valor aos serviços já executados pela empresa, ao promover a armazenagem e demais processos logísticos pertinentes, oferecendo ao cliente vantagens competitivas em sua cadeia de supply chain.

A área total agora é de 236mil m2 em estruturas logística para atender de forma direferenciada a Gestão Integrada do Fluxo Logístico junto as Cadeias de Suprimentos das Empresas do ABC, São Paulo e Região.

O Grupo Drago, atual controlador da marca, reedita o mesmo conceito implementado em 2000, que tem por objetivo reestabelecer o conceito de Complexo Logístico, projeto este redimencionado com a mudança do Porto Seco AGESBEC do Centro de São Bernardo do Campo para a Região do Bairro Demarchi.  “A nossa estrutura logística está a cada dia mais moderna e apta para atender de forma direferenciada a Gestão Integrada do Fluxo Logístico junto as Cadeias de Suprimentos das Empresas do ABC, São Paulo e Região”, finalizou Drago.