Amazon começa obras de aeroporto próprio com investimento de US$ 1,5 bilhão

A gigante do e-commerce Amazon deu uma notícia que pode mudar a forma como o mercado de carga aérea opera até agora. Com o objetivo de deixar de depender de outras companhias aéreas, a empresa anunciou que terá seu próprio hub logístico aéreo, assim garantindo entregas mais rápidas aos clientes.

O aeroporto da Amazon – O primeiro aeroporto da empresa americana dedicado ao comércio eletrônico possui 3,6 km² e será instalado em Cincinnati, Ohio, nos Estados Unidos. O valor do projeto é 1,5 bilhão de dólares. Com sua própria frota de aeronaves da marca “Amazon Air”, o tempo de espera para entregas promete ser reduzido para um único dia.

Operação no aeroporto da Amazon – A construção está prevista para ser finalizada em 2021, e a expectativa é boa: o local terá capacidade para operar até 200 voos diários, com 100 aeronaves simultaneamente.

A instalação da Amazon será dentro do Aeroporto Internacional de Cincinnati, tornando-se um hub de serviços dentro do mesmo terminal. A empresa terá sua própria torre de controle, além do estacionamento ser separado das demais aeronaves do aeroporto.

 

Terceiro maior exportador global, agronegócio brasileiro pode avançar

Investir em imagem, nos foros internacionais e no marketing das empresas, recomenda o titular da Cátedra Luiz de Queiroz, Marcos Jank

Para avançar, o agronegócio brasileiro, que já é o terceiro maior exportador global, precisa divulgar mais sua imagem no exterior, fortalecer sua participação nos foros internacionais e a presença direta das empresas nos mercados consumidores – especialmente na China, maior importador do Brasil, e demais países em desenvolvimento.

Esse é o diagnóstico feito na série Desafios pelo engenheiro agrônomo Marcos Jank, titular da Cátedra Luiz de Queiroz de Sistemas Agropecuários Integrados da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), sediada em Piracicaba, interior de São Paulo.

Marcos Jank também preside a Aliança Agro Ásia-Brasil, que reúne os exportadores brasileiros voltados para aquela área do mundo. De volta ao Brasil, depois de quatro anos em Singapura, já ocupou inúmeros postos de destaque em empresas e instituições internacionais do setor e detém uma visão privilegiada dos interesses e desafios do agronegócio brasileiro.

Com informações do Jornal da USP

ANTT acaba com adesivo de identificação do RNTRC

A diretoria da ANTT decidiu acabar com a obrigatoriedade do adesivo de identificação para os veículos cadastrados no Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (RNTRC). Agora, os veículos vão ser fiscalizados apenas por meio eletrônico, livrando o transportador de arcar com o custo da exigência. A decisão, relatada pelo diretor Marcelo Vinaud e incluída como item extra-pauta, deu-se na 811ª reunião da diretoria da agência realizada nesta semana.

A decisão também alterou o valor da multa aplicada a transportadores que imponham dificuldade à fiscalizações durante o transporte rodoviário de cargas por meio de evasão ou obstrução. O valor da multa, que era de R$ 5 mil, baixou agora para R$ 550. Ambas as demandas eram pontos de reivindicação dos transportadores como um todo.

A resolução entra em vigor em 30 dias.

Negociações da Zurich e IG4 por Viracopos avançam, mas ABV acredita em outras propostas

O consórcio formado pela Zurich Airport e IG4 Capital pretende assumir o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), com uma proposta que prevê o prolongamento do contrato de concessão, além de um investimento de até R$ 100 milhões para exploração de uma parte do terminal de passageiros, que ainda não é utilizada na atual gestão. O plano das empresas para o empreendimento foi detalhado ao G1 por Stefan Conrad, CEO da Zurich Airport Latin America – que representa a companhia no Brasil.

Porém, a Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), atual concessionária do aeroporto de Campinas (SP) e em recuperação judicial desde maio de 2018, acredita que ainda receberá novas propostas de aquisição até a assembleia de credores, adiada para o dia 27 de junho, segundo o presidente, Gustavo Müssnich, informou ao Valor.

Até agora, apenas o consórcio formado pela suíça Zurich e pela gestra IG4 e apresentou uma oferta concreta pelo aeroporto. A proposta prevê flexibilizações no contrato inicial. Entre elas, um desconto de 40% no pagamento das outorgas ao poder concedente e a renegociação dos investimentos exigidos no edital. Até agora, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e o governo se manifestaram contra o afrouxamento das condições.

No entanto, caso a proposta seja acatada com essas condições, a ABV vai questionar a operação na Justiça, afirma o executivo. “Acho que a Anac não irá aceitar, mas se aceitar, vai ser mais uma ação judicial. Tem que haver tratamento isonômico”, disse Müssnich. O argumento é que se a agência reguladora tivesse reconhecido pleitos de reequilíbrio econômico-financeiro apresentados pela ABV, ou se concedesse as mesmas flexibilizações propostas pela Zurich à concessionária atual, eles poderiam operar o negócio “tão bem ou melhor” do que a companhia suíça, afirmou Müssnich, em entrevista ao Valor. O executivo confirma que recebeu outros grupos interessados em assumir Viracopos: a argentina Inframérica, a espanhola Aena, a francesa ADP, além da CCR e do fundo Pátria.

A procura por parte da Aena e da ADP é mais recente, enquanto a Inframérica está mais avançada nas análises e é a principal candidata a apresentar uma segunda proposta de compra do aeroporto, segundo apurou o Valor, com fontes de mercado e do governo. Para o presidente da ABV uma segunda oferta de aquisição seria positiva por elevar a concorrência e mostrar que o mercado valoriza o ativo. Procurado, o consórcio da Zurich afirmou, em nota, que “permanece confiante que sua solução de mercado é a melhor e mais viável para os interesses do aeroporto de Viracopos”.

O adiamento da assembleia foi aprovado pela juíza da 8ª Vara Cível de Campinas, Thais Migliorança Munhoz, na quarta-feira. Ela atendeu a um pedido da concessionária e dos credores, que pleitearam um prazo adicional para costurar o acordo. Esta foi a segunda mudança de data da reunião, que ocorreria inicialmente em fevereiro e foi postergada para 16 maio.

Agora, a solução para o imbróglio ficará para 27 de junho ou, caso não haja quórum, em uma segunda convocação no dia 1º de agosto. Paralelamente às discussões com possíveis interessados, a concessionária trabalha na renegociação das dívidas financeiras, que somam R$ 2,88 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões são com o BNDES e bancos repassadores. “Nós evoluímos bastante com os bancos nas negociações, em relação a período de carência, extensão do prazo para amortização, taxa de juros e outras condições do financiamento.

Faltam alguns ajustes, e acho que esse tempo adicional será importante para chegarmos a um denominador comum”, afirma Müssnich. Já a negociação com a Anac é mais complexa. A concessionária tem dívida de cerca de R$ 400 milhões em outorgas vencidas com o órgão, e outros R$ 4,4 bilhões em repasses que deverão ser feitos até o fim do contrato. Na visão do executivo, a postura da agência reguladora é “beligerante”, e há “falta de boa vontade” com a concessionária. Ele avalia que o posicionamento do órgão tem afastado potenciais interessados em comprar a concessão, pois provoca insegurança.

A ABV e a Anac travam desde o início do contrato, iniciado em junho de 2012, disputas que teriam provocado um desequilíbrio da ordem de R$ 3,2 bilhões, pleiteados pela concessionária. O principal deles é a desapropriação de imóveis no terreno de Viracopos que seriam usados para exploração imobiliária e que não foram realizadas até hoje. Esses pleitos foram incluídos no plano de recuperação judicial da ABV, que, paralelamente, pede os ressarcimentos por meio de ações administrativas e judiciais.

Com informações do Valor e G1

Anúncio de R$ 7,5 bi para polo automotivo, movimenta setor

A planta da Fiat Chrysler Automobiles em Goiana, considerada a mais moderna da montadora no mundo, completou quatro anos e, para marcar a data, foram anunciados novos investimentos.

A expectativa é ampliar a capacidade produtiva da unidade, investir em novas tecnologias e atrair novas fábricas para o parque de fornecedores do polo automotivo da Jeep, uma soma de aportes que pode alcançar R$ 7,5 bilhões até 2023. Neste período, a linha de produção será ampliada de 250 mil para 350 mil veículos por ano, além de acrescentar mais 9 mil empregos aos 13.600 já gerados.

O terreno do polo automotivo da Jeep em Goiana conta, atualmente, com a planta da própria montadora, além de dos 16 fornecedores do parque. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, a chegada da montadora injetou R$ 47 bilhões na cadeia produtiva do estado e R$ 450 milhões de renda na região de Goiana. “O impacto da Jeep mudou a matriz econômica estadual, inclusive aumentando a exportação pernambucana”, afirma.

De 2015 a 2019, os automóveis representam 17% de todo o valor exportado pelo estado e esta é a segunda maior carga exportada entre 2017 e 2018. A Argentina é o país que mais recebe automóveis, seguida do Chile, Colômbia, Uruguai e Peru. A planta de Goiana está produzindo em três turnos desde março do ano passado, entregando mil carros por dia. “Pouquíssimas fábricas na América Latina estão trabalhando nos três turnos. E a nossa produção está muito voltada também para a exportação e temos que levar em consideração que a Argentina está absorvendo menos, então podemos dizer que temos um projeto sustentável e temos que celebrar isso nesses quatro anos. Agora vamos pensar em crescer, trazendo mais tecnologias e novos fornecedores”, ressalta Antonio Filosa, CEO da FCA para a América Latina.

O objetivo é incrementar o parque de fornecedores. “Este plano de investimento muito ambicioso se baseia na atração de novas tecnologias e fornecedores. Tudo que é a base da indústria já temos lá no polo automotivo e agora precisamos não ter apenas a base de sustentação e olhar para frente e, para isso, precisamos trazer tecologias, novos materiais e visões mais tecnológicas. Estamos lançando um projeto de integração de novos fornecedores e são todos relacionados às novas tecnologias e materias do futuro do setor. Temos o suporte da nossa matriz, já estamos negociando com muitos fornecedores e esperamos crescer rapidamente”, acrescenta Filosa.

Para o governor Paulo Câmara, o investimento previsto para os próximos quatro anos mostra a confiança do grupo em Pernambuco. “Com a decisão desse aporte, é um olhar para o futuro, com a geração de mais emprego e renda para o estado. Além disso, essa fábrica não apenas constrói automóveis, ela pensa na indústria automotiva do mundo quando ela implanta um centro de tecnologia aqui, então é um momento muito importante”, destaca. A FCA instalou um Centro de Inovação no Porto Digital e hoje desenvolve software para a Jeep mundial e também para a Maserati.