Setor automotivo puxa recorde de exportação em Viracopos

A movimentação de cargas para exportação no Terminal de Carga (TECA) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), atingiu em junho o maior índice dos últimos 5 anos e meio, com alta de 77,17% em relação a junho de 2017.

Foram movimentados um total de 10.338 toneladas ante 5.835 toneladas de junho de 2017 e 5.489 toneladas de junho de 2016. O maior índice de exportação para um mês havia sido registrado em novembro de 2011, com 10.378 toneladas.

Se comparado o primeiro semestre de 2018 ao mesmo período do ano passado, o crescimento nas exportações por Viracopos foi de 41,93%, com um total de 42.259 toneladas movimentadas de janeiro a junho.

A alta na exportação por Viracopos em junho foi puxada pelo setor Automotivo, com crescimento de 27,8%, seguido pelos setores Metal-Mecânico (16,1%), Químico (6%), Tecnologia (2,64%), Calçados-Bolsas (1,80%), Têxtil (1,40%), Farmacêutico (1,40%) e Transporte de Duas Rodas (1,28%), Alimentos-Bebidas-Fumos (1,24%), entre outros.

“Este crescimento nas exportações tem sido constante nos últimos meses, mas se intensificou por causa da alta do dólar, que estimula as exportações, e também em virtude da grande infraestrutura de Viracopos, que capaz de absorver a restrição de capacidade de outros aeroportos”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota.

 

Importação – Também houve crescimento nas importações. A alta chegou a 5,86% em relação a junho de 2017, com 10.744 toneladas ante 10.149 toneladas do mesmo mês de 2017. Já em junho de 2016, foram 8.217 toneladas movimentadas neste setor.

Se comparado o primeiro semestre de 2018 ao mesmo período do ano passado, a alta na importação chegou a 17,65%, com um total de 67.283 toneladas movimentadas.

 

Remessas Expressas – As remessas expressas (Courier) de Exportação e Importação cresceram 16,7% no mês de junho em relação ao mesmo mês de 2017. No primeiro semestre deste ano, a alta chega a 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com um total de 2.993 toneladas.

Azul Cargo recebe seu primeiro avião cargueiro

A Azul Cargo Express recebeu na manhã de ontem(12), em Belo Horizonte, seu primeiro avião cargueiro. O Boeing 737-400 Cargo ainda receberá a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) antes de iniciar a operação.

De acordo com a Azul, o novo jato permitirá à empresa maior flexibilidade para definir suas estratégias de malha.

“Hoje é dia de comemorarmos a chegada do nosso primeiro cargueiro. Estamos muito felizes em poder acompanhar esse momento histórico para a empresa, que poderá contar com essas aeronaves de forma exclusiva para o transporte de cargas”, declarou o vice-presidente técnico operacional da Azul Cargo Express, Flávio Costa.

A escolha da aeronave se dá pelo baixo custo operacional e histórico de confiabilidade no transporte de cargas, informa a transportadora. A segunda aeronave cargueira deve ser incorporada à frota até setembro.

Exportações crescem 70% em São José dos Campos

Destaque da RMVale, cidade está ao lado de outras quatro entre as 100 mais exportadoras do país

Com alta de 70% nas exportações em junho, São José dos Campos alcançou o 8º lugar no ranking das cidades que mais exportam no país, melhor pontuação do Vale do Paraíba. Até maio, o município era o 11º da lista.

A cidade exportou US$ 1,83 bilhão no primeiro semestre, maior montante da RMVale e 8º do país, cujo ranking tem 2.486 cidades.

Trata-se da melhor colocação de São José no ranking brasileiro neste ano. Já tendo sido a 6ª maior exportadora do país em 2017, a cidade caiu para o 18º lugar em janeiro e alcançou o 11º, em abril. Quem lidera é São Paulo, com US$ 7,5 bilhões.

No ranking nacional, além de São José, a RMVale tem mais quatro cidades no ‘top 100’: Ilhabela (9º), Taubaté (48º), Pindamonhangaba (57º) e Jacareí (68º).

Ilhabela exportou US$ 1,80 bilhão de janeiro a junho. Depois de obter a 7ª colocação no ranking nacional em maio, caiu para a 9ª em junho, mas é melhor do que a 17ª posição do ano passado.

Taubaté ficou no 48º lugar da listagem nacional, com exportações de US$ 540,9 milhões no primeiro semestre. Porém, a cidade vem caindo no ranking: 37ª em 2017 e a 45ª, em maio.

Com US$ 428,7 milhões exportados nos seis meses deste ano, Pindamonhangaba aparece na 57ª posição do ranking dos municípios que mais exportam no país.

É a cidade da região que, ao lado de São José, vem melhorando sua pontuação na lista: era a 107ª em 2017 e a 65ª, em maio deste ano.

Na contramão, Jacareí passou da 49ª cidade mais exportadora do país no ano passado para a 60ª em maio e, agora, na 68ª posição de junho, com US$ 371,7 milhões vendidos ao exterior no primeiro semestre.

 Fonte: O Vale

CNI propõe a candidatos nova estrutura para o comércio exterior e fortalecimento do MDIC

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a gestão do comércio exterior brasileiro é fragmentada, descoordenada e alvo constante de disputas internas, o que prejudica a inserção internacional das empresas brasileiras. Na proposta “Governança do Comércio Exterior: aperfeiçoamento de instituições e competências”, a CNI defende que a estrutura do novo governo se aproxime daquela das maiores economias do mundo. O documento faz parte do conjunto de 43 propostas sobre temas estratégicos entregues aos candidatos à presidência da República pela Confederação.

O setor industrial propõe modificar a estrutura atual para alterar, aperfeiçoar e ampliar as competências do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), da Câmara de Comércio Exterior e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX Brasil).

Segundo o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, nesse esforço, o passo principal é separar, com clareza, os processos de formulação daqueles de execução da política comercial.

A formulação é uma etapa estratégica, que requer a tomada de decisão política, mesmo que amparada em recomendações técnicas. A execução é uma etapa operacional, essencialmente de caráter técnico.

“Nenhuma grande economia do mundo participa do comércio internacional sem ter uma boa coordenação entre os órgãos de governo e sem um Ministério do Comércio Exterior forte e atuante. Por isso, defendemos que a Camex seja reforçada, para desempenhar o papel de coordenação, e que o MDIC tenha mais instrumentos para liderar a política comercial do Brasil”, diz Robson Braga de Andrade.

Para reforçar o papel do MDIC, a CNI defende ampliar a atuação do ministério dentro do país, por meio do estabelecimento de escritórios regionais, e no exterior, com a criação da função do Adido de Indústria e Comércio em mercados estratégicos para a indústria. Além disso, a Confederação propõe que a Apex-Brasil volte a ser vinculada ao MDIC.

“O principal agente da política comercial é o empresário. É ele quem emprega, produz e exporta. Por isso, a Apex-Brasil precisa ser vinculada ao Ministério do Comércio Exterior, pois sua função é fomentar a atividade empresarial, em sintonia com as prioridades do setor produtivo”, afirma Robson Braga de Andrade.

O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo, mas o país tem participação no comércio internacional inferior a 2% e acordos comerciais com países e blocos que representam menos de 10% do fluxo mundial de bens. Além disso, não aparece nem entre os 20 primeiros exportadores e importadores mundiais.

 

Câmara de Comércio Exterior mais forte – A Camex é o órgão formulador da política comercial. Desta forma, a CNI defende que a equipe da Camex seja ampliada, com funcionários sênior e multidisciplinares, e o secretário-executivo indicado pelo presidente da República. Também propõe a redução de nove para seis no número de ministérios que fazem parte da CAMEX. Para a entidade, só devem fazer parte da Câmara os ministérios que têm envolvimento direto com os temas de comércio exterior, como MDIC, MAPA e Itamaraty.

Além disso, é fundamental garantir a ampla e frequente participação do setor privado. Dos quatro comitês temáticos que subsidiam os ministros da Camex, o setor privado só participa do Comitê Nacional da Facilitação de Comércio e do Comitê Nacional de Promoção Comercial. Está de fora dos comitês de Financiamento e Garantia das Exportações e de Investimentos.

 

Ministério do Comércio Exterior – A proposta da CNI é consolidar o MDIC como o principal órgão executor da política comercial. A proposta prevê que a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério passe a concentrar todas as atividades relacionadas à política comercial, atualmente espalhadas pelo órgão.

Para a CNI é importante que o Ministério do Comércio Exterior receba parte dos recursos arrecadados pelo Siscomex, atualmente sob a gestão da Receita Federal, para a modernização do comércio exterior. Parte da arrecadação é usada para atividades que não têm relação com o comércio exterior, como a manutenção dos Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda.

 

Apex-Brasil assume toda promoção comercial – Na reorganização proposta pela CNI, as ações de promoção comercial e atração de investimentos realizadas pelo MDIC e pelo Ministério de Relações Exteriores (MRE) devem ser concentradas na Apex-Brasil. Assim, será possível eliminar as duplicidades e garantir maior coordenação entre os órgãos de governo.

No momento, as ações de promoção comercial e atração de investimentos são executadas pelo MDIC, MRE, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e até pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG). A CNI entende que se há uma agência destinada à promoção comercial, não há razão para os ministérios utilizarem seus escassos recursos humanos e financeiros em ações semelhantes.

 

Ações para o Brasil crescer mais e melhor – Os 43 documentos com propostas da CNI para o novo governo foram elaborados com base no Mapa estratégico da Indústria 2018-2022, que aponta os caminhos para o Brasil construir, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional. Os estudos sugerem ações em áreas como eficiência do estado, segurança jurídica, infraestrutura, tributação, educação, meio ambiente, inovação, financiamento e segurança pública.

As propostas foram discutidas com os presidenciáveis durante o Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência da República, que reuniu cerca de 2 mil líderes empresariais no dia 4 de julho, em Brasília. A CNI apresenta as propostas da indústria aos presidenciáveis desde a eleição de 1994.

Fonte: Comex do Brasil e informações da CNI

Rumo Logística alcança recorde no transporte de cargas com quase 5 mi de toneladas em junho

A Rumo teve o melhor mês de junho de sua história com a quebra de recordes operacionais no transporte ferroviário de cargas. Em 30 dias, o aumento da eficiência logística da Companhia resultou no transporte de quase 5 milhões de toneladas de produtos agrícolas e industriais pelos seis estados em que atua (MT, MS, SP, RS, SC e PR). Desse total, mais de 56% (2,8 milhões de toneladas) foram produtos agrícolas como soja, trigo, farelo de soja e milho destinados à exportação.

Na Operação Norte, que reúne ferrovias em Mato Grosso e São Paulo, o volume total transportado chegou aos 2,5 milhões de toneladas, quantidade 24% maior do que em junho do ano passado.

Nos trilhos da Operação Sul, a carga total foi de 2,4 milhões de toneladas, 9% a mais do que em 2017. As cargas percorrem os trilhos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, tendo como principais destinos os portos de Paranaguá (PR), São Francisco (SC) e Rio Grande (RS).

Grãos: aumento médio de 17% – O crescimento do transporte de grãos em junho foi destaque nas duas operações da Rumo. Juntas, elas escoaram 2,8 milhões de toneladas, o que equivaleu a 56% do total transportado pela Companhia.

Na Operação Norte, o crescimento foi de 12%, com 1,7 milhões de toneladas transportadas entre Mato Grosso e o porto de Santos (SP), o principal corredor ferroviário de exportação agrícola do País.

Já nas ferrovias da Sul, a movimentação foi de 1,1 milhão de toneladas, e o aumento percentual foi maior: 25% a mais do que no mesmo mês de 2017.

Com informações “Estadão Conteúdo”