O valor do Networking em eventos como o Gourmet Comex. Com vagas esgotadas mercado se reúne nesta sexta-feira (25)

Para ilustrar a mensagem desse conteúdo, apresenta-se aqui, inicialmente, um dos maiores cases de sucesso, construído pelo relacionamento. Este, vem da área frigorífica.

Conforme texto original de Márcio Eugênio Oficial, enquanto os gigantes compravam tecnologia, dois irmãos de um box de mercado compravam relacionamento. Quase 40 anos depois, os gigantes fecharam e eles faturam R$ 3,5 bilhões por ano.

A história começa em 1988.  Nelson Bezerra chega do interior com 16 anos pra trabalhar no açougue do pai. A irmã, Guilhermina, chega aos 19. Ninguém aposta um centavo naqueles dois magros vendendo carne no Recife. O box vendia 100 bois por semana.

Sem marketing. Sem plano. O diferencial era simplesmente não falhar. Mas o jogo que ninguém vê é esse: os donos de açougues de bairro chegaram ao ponto de dar a CHAVE dos próprios estabelecimentos pra eles.

A carne era entregue de madrugada, antes do portão abrir. Sem contrato formal. Sem garantia bancária. Só palavra. Eles não vendiam carne. Vendiam a certeza de que o açougueiro ia abrir abastecido. Enquanto os frigoríficos de capital olhavam pra escala, eles olhavam pra calçada.

A Masterboi virou o maior grupo do Norte e Nordeste, reconhecida pela Deloitte. Hoje são 4.200 funcionários, 500 mil cabeças abatidas em 2024, exportação pra 40 países.

Não é talento pra vender. É uma engenharia de confiança tão absoluta que o sistema de pagamento oficial virou irrelevante. A engenharia de confiança venceu a engenharia de capital.

Networking do Gourmet Comex – Guardada as proporções de valores, segmentos e tantas outras variáveis, o “Gourmet Comex” – tradicional Almoço de Conteúdo, Negócios e Networking – traz outros ingredientes (sem trocadilho e no sentido figurado), mas, sobretudo, a essência da força da rede, do network.

Nesta sexta-feira, dia 25/09, novamente o mercado se reunirá no interior de SP, para um almoço, trazendo um overview sobre “Conformidade Aduaneira” com mensagem sobre o tema transmitida pela Receita Federal e pela Unicamp.

A fórmula que reúne semestralmente cerca de 150 profissionais do mercado de comércio exterior em Campinas (SP), chega a sua 32ª edição com vagas esgotadas.

O sucesso em chegar forte ainda em sua 32ª edição reside em que os tradicionais apoiadores não possuem uma visão míope, em identificar resultados instantâneos nesse tipo de evento. Entendem, que a colheita vai além de um simples, mas igualmente importante, aperto de mão com um cliente ou prospect no almoço. Vai, principalmente, na leitura dos apoiadores que sabem explorar as oportunidades antes, durante e após o evento.

A força do evento intimista mais uma vez foi ratificada pela adesão das empresas participantes nesta edição. São eles: CIESP Campinas, Sindasp, Multilog, Hellmann Logistics; Rodo Import, J MORAES, West Cargo, Asa Express, V. Santos, Bwin Tech, Alpha Cargo e ELO Logística.

Tudo isso ocorre, assim como no exemplo do frigorífico, por meio de uma engenharia de confiança e relacionamento entre organizadores, apoiadores e participantes.

Networking: menos likes e mais “apertos de mão”. Caminho para alavancar negócios.

“Menos é mais.” A famosa frase do arquiteto alemão, Ludwig Mies Van der Rohe, faz parte das expressões presentes no cotidiano do brasileiro. Fundamentalmente, a frase tem por objetivo lembrar que, em muitos casos, poucas opções podem produzir um melhor efeito ou resultado.

“Traduzindo para os dias atuais, a proposta é menos likes e mais olho no olho e apertos de mãos. O Mix de marketing é importante. Mas, o mundo digital não é único”, avalia o Profissional de Comunicação, Nilo Peralta (FOTO), realizador e organizador do Encontro de Networking Gourmet Comex, que chegou em 2026 a sua 32ª Edição, em Campinas, no interior de São Paulo.

Outro grande visionário, Philip Kotler, já alertava os empresários: “Manter um cliente custa 5 a 7 vezes menos do que conquistar um novo”. Ou seja, reter seus clientes é tão importante quanto buscar novos.

Levando-se esses pensamentos em conta, fica evidente a importância de criar relações duradouras com seus clientes e parceiros. Para muitas empresas, reter poucos clientes é mais interessante do que investir a fim de encontrar novos.

Por isso, participar de um grupo de networking é fundamental, uma vez que propicia engajar novos clientes, com base no relacionamento, e também construir, de forma sólida, relações a longo prazo.

Para entender melhor como iniciar e a relevância de manter suas relações de networking, leia este artigo até o final:

Foco na qualidade e tenha um objetivo – Não adianta entrar em redes profissionais, por exemplo o LinkedIn, e fazer conexão com qualquer profissional sem antes planejar, definir seu objetivo e qual o perfil de profissional que pode ajudar você a alcançá-lo.

Logo, a primeira atividade a ser realizada é a de estabelecer o seu objetivo, podendo ser ele uma vaga de emprego ou uma parceria com um fornecedor. Em seguida, é indispensável entender qual o perfil de profissional que pode auxiliá-lo a chegar até lá.

Atualmente, a melhor forma de se conectar com outros profissionais são os grupos de networking. Muito mais eficazes que as redes sociais, os grupos de networking têm como finalidade a geração de novos negócios, tendo como base o relacionamento duradouro entre os membros.

Existem algumas dicas simples que podem favorecer o início desse processo.

“É sobre compartilhar e não apenas receber”, resume Peralta.

Um relacionamento cresce quando o interesse é mútuo, ou seja, pergunte mais sobre a pessoa em vez de falar apenas sobre si mesmo. Demonstrar empatia e engendrar uma boa conversa é fundamental para uma boa relação. “No Gourmet Comex, procuramos juntar peças”, define Peralta.

Networking não é só interesse, é relacionamento. E esse relacionamento não deve ser respaldado somente em lucro e dinheiro, mas sim por propósitos. A sua conexão deve se fundamentar para além de um trabalho ou outro. Se houver uma ligação entre os interesses das empresas, esse relacionamento será muito mais forte e duradouro do que apenas comercial.

Dica extra: Mantenha seus contatos do networking realizado sempre ativos, compartilhe artigos relevantes e livros, comemore e incentive pequenas vitórias, não fique preso somente ao mundo virtual. Então esteja atualizado e bem informado.

Networking tem que ser com pessoas de sua área de atuação – O mais importante em fazer parte de reuniões de networking é selecionar e participar de grupos que tenham sinergia e geram resultados positivos à sua empresa.

“Aguardem novidades para a próxima edição do Case de Sucesso “Gourmet Comex”. Lembrem-se: o olhar para o evento deve ser atento, explorando-o em todas as suas etapas, não apenas no dia do evento”, finaliza Nilo Peralta, realizador do Clube de Networking Gourmet Comex, um dos pioneiros do formato no Brasil.

Com informações Márcio Eugênio Oficial e ACNetworking

O RIOgaleão Cargo amplia sua malha aérea cargueira com a terceira frequência semanal da Atlas Air

Operada por uma aeronave Boeing 747-400, a nova rota Miami – Rio de Janeiro – Lima – Miami passa a complementar as operações com novas chegadas aos domingos, além das que a companhia já realiza no terminal às terças e quintas-feiras.

A ampliação acontece em um cenário de forte crescimento do e-commerce internacional no aeroporto. No primeiro trimestre de 2026, o terminal registrou média mensal de 3,5 milhões de encomendas internacionais. Entre junho e agosto, esse volume avançou para 5,6 milhões de remessas por mês, uma alta de 60%.

Além de atender à expansão desse segmento, a nova frequência também amplia a oferta de espaço dos Estados Unidos para o Rio de Janeiro e beneficia cadeias estratégicas que utilizam o terminal em suas operações.

 

 

ANTT inicia suspensão de empresas que descumprem o piso mínimo do frete; RNTRC pode ser suspenso por até 30 dias.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou os procedimentos para a suspensão cautelar de empresas que descumprem reiteradamente a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. As empresas identificadas serão formalmente notificadas após análise individual de cada caso.

O que aconteceu – Os atos de suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) serão publicados no Diário Oficial da União e produzirão efeitos 72 horas após a publicação. A suspensão cautelar poderá variar de cinco a 30 dias.

A medida poderá ser aplicada às empresas que acumularem mais de quatro autuações, em datas distintas, no período de seis meses, quando houver risco concreto de continuidade da infração, prejuízo à fiscalização ou comprometimento da política do piso mínimo do frete.

A atuação será conduzida pela Superintendência de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros (Sufis) e pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc).

O que mudou na fiscalização – A fiscalização foi reforçada a partir da Medida Provisória nº 1.343/2026 e das Resoluções ANTT nº 6.077 e nº 6.078. As normas tornaram obrigatório o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) nas operações de transporte rodoviário remunerado de cargas e determinaram sua vinculação ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), ampliando a rastreabilidade das operações.

Nas operações de carga lotação, o CIOT não é gerado quando o valor informado está abaixo do piso mínimo. Em caso de reincidência, após decisão administrativa definitiva, a suspensão poderá chegar a 45 dias. A repetição das irregularidades também poderá resultar no cancelamento do RNTRC por até dois anos e em multa majorada de até R$ 1 milhão.

As medidas de suspensão e cancelamento não se aplicam ao Transportador Autônomo de Cargas quando ele atua exclusivamente como contratado.

O que muda na prática para o transportador – Para o TRC, a medida é um sinal claro de endurecimento regulatório:

  1. Compliance tarifário virou obrigação de registro — operar abaixo do piso mínimo não é mais apenas uma infração pontual; é um risco direto à manutenção do RNTRC, que é condição para emitir CT-e e MDF-e e para operar;
  2. Rastreabilidade total — com o CIOT obrigatório e vinculado ao MDF-e, a fiscalização passa a enxergar o valor praticado em cada operação, o que reduz o espaço para práticas abaixo do piso;
  3. Gestão de risco — empresas com histórico de autuações precisam revisar a política de precificação e de contratação de subcontratados, pois o acúmulo de autuações em seis meses dispara o procedimento de suspensão;
  4. Efeito sobre a cadeia — a medida protege o piso, mas exige atenção de quem contrata e de quem é contratado, para não herdar risco de parceiros que operam fora da regra.

Onde está o risco – O risco imediato é para quem acumula autuações: a suspensão do RNTRC paralisa a operação por até 30 dias (ou 45 em reincidência), com impacto direto em contratos, receita e reputação. O risco estratégico é de efeito cascata: a vinculação do CIOT ao MDF-e amplia a exposição de toda a cadeia, inclusive de quem contrata transportadores que não respeitam o piso.

Onde está a oportunidade – A oportunidade está em transformar compliance em vantagem competitiva. Empresas que operam dentro do piso, com CIOT regular e documentação em dia, ficam protegidas da suspensão e se posicionam melhor diante de embarcadores que valorizam regularidade e segurança jurídica. A medida também tende a reduzir a concorrência predatória por preço, beneficiando quem opera de forma sustentável.

Leitura estratégica – O piso mínimo do frete deixou de ser uma referência e virou critério de permanência no mercado. Com o CIOT obrigatório e a fiscalização reforçada, a ANTT passa a ter instrumentos concretos para punir quem opera abaixo da regra. Para o transportador, a leitura é de planejamento: revisar precificação, formalizar contratos, manter o CIOT em dia e acompanhar as autuações da empresa e dos parceiros. Quem se antecipa protege o registro, a operação e a competitividade.

FONTE E INFORMAÇÕES: ANTT

FIESP: PIB cresce 0,5% no segundo trimestre puxado pelo agro e indústria extrativa

A FIESP divulgou a edição de setembro do Cenário Econômico, que mostra uma economia perdendo ritmo. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, sustentado pela agropecuária e pela indústria extrativa. Sem esses dois setores, o resultado teria sido de estabilidade, e a estimativa da entidade aponta estagnação também no terceiro trimestre.

Em 16 de setembro, os bancos centrais seguiram direções opostas: o Federal Reserve elevou os juros para 3,75%-4,00% ao ano, e o Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano. No Brasil, a indústria segue em ritmo fraco e a inadimplência atinge máximas. A entidade projeta, com viés de baixa, crescimento de 1,9% em 2026 e de 1,1% em 2027Petróleo e tensões geopolíticas: ataques houthis a instalações sauditas elevaram o Brent em mais de 30% em setembro, e a cotação voltou a superar US$ 100 por barril, com forte alta dos fretes marítimos.

Inteligência artificial (0,75 p.p. do PIB americano): o investimento ligado à IA respondeu por cerca de metade do crescimento dos Estados Unidos no segundo trimestre, ante uma média histórica de 0,52 p.p. por trimestre.

Cenário doméstico:

Indústria (produção em 48,7 pontos): o Panorama Econômico da Indústria publicado pela Fiesp aponta piora em todos os quesitos no terceiro trimestre na indústria paulista, com vendas em 44,9 e custos em 30,2. Entre as exportadoras paulistas atingidas pela tarifa de 37,5% dos Estados Unidos, quase 70% registraram queda nos pedidos.

Inflação, juros e endividamento: o Copom cortou a Selic para 13,75% a.a. e manteve a cautela. A expectativa atual para o IPCA de 2026 está em 4,90%, mas a inflação de alimentos está em 6,35%. A inadimplência das famílias está em máxima histórica.

Para 2027, o fim do ciclo eleitoral e a redução dos impulsos fiscais e creditícios, a desalavancagem das famílias e a manutenção dos juros em patamar elevado acentuam o viés de baixa sobre a projeção de 1,1%.