Após reunião com Rachid, Auditores Fiscais prometem intensificar greve por bônus

Sem qualquer sinalização do governo sobre a regulamentação do pagamento do bônus variável por eficiência, os auditores fiscais da Receita Federal – que há mais de um ano já recebem um adicional de R$ 3 mil por mês nos salários – prometem intensificar as paralisações de trabalho e as operações padrão nas aduanas do País.

A categoria, cujo salário inicial é superior a R$ 20 mil, fechou acordo com o governo ainda em 2016 para receber bônus para cumprir metas de trabalho. O adicional de remuneração inclusive foi aprovado em lei, mas até hoje não foi regulamentado e as metas nem chegaram a ser estipuladas.

“A Receita disse que não há entraves para a regulamentação, mas também disse que não há expectativas para a publicação desse decreto. Continuamos frustrados”, afirmou o presidente do Sindifisco Nacional, Claudio Damasceno, após reunião com o secretário da Receita, Jorge Rachid.

A queda de braço entre os auditores fiscais e o governo vem desde o ano passado. Em outubro, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, chegou a dizer à categoria que a regulamentação do bônus sairia em 30 dias, o que não aconteceu.

“Os auditores não querem fazer greve, querem que a lei seja cumprida. Enquanto isso não acontecer o movimento vai se intensificar”, avisou Damasceno.

De acordo com a lei que criou o bônus, a Receita deve estipular as metas para os auditores, que precisam ser aprovadas por um comitê formado por representantes dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Casa Civil.

Apesar de todos os auditores já receberem um bônus fixo de R$ 3 mil por mês desde janeiro do ano passado, ele argumenta que a regulamentação e a definição das metas possibilitarão que os servidores com melhor desempenho ganhem adicionais superiores a isso. No limite, um auditor fiscal poderá turbinar o salário até o teto constitucional – que é a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal, equivalente a cerca de R$ 33,7 mil.

“Não podemos dizer que a nossa remuneração não está de acordo com a realidade do funcionalismo, mas os auditores fiscais de 21 Estados já recebem bônus variáveis com base no desempenho. O mesmo ocorre em países como França, Estados Unidos e Japão”, alegou o presidente do Sindifisco.

Questionado por que servidores que prestaram concurso público para desempenhar suas funções de acordo com os salários já pagos à categoria precisam de um bônus para cumprir as metas de trabalho, Damasceno lançou o argumento da meritocracia.

“O bônus variável é um contrato de risco para o servidor. Pode-se ganhar mais que R$ 3 mil de adicional, mas pode-se ganhar menos ou até mesmo não ganhar nada”, respondeu.

O projeto inicial de bônus para a categoria previa que a remuneração extra seria pagar a partir dos recursos arrecadados com as multas aplicadas em autuações da Receita, mas o Congresso retirou essa destinação. Segundo Damasceno, o pagamento do bônus deve vir do Fundo de Desenvolvimento e Administração da Arrecadação e Fiscalização (Fundaf), que existe desde 1975. “Não faltam recursos para o pagamento do bônus”, completou o sindicalista.

Fonte: Jornal DCI

Exportação de aviões sobe 31% na RMVale em 2018

Dados do Ministério do Comércio Exterior ratificam a força e o potencial de comércio exterior do Vale do Paraíba com a EMBRAER

A exportação de aviões cresceu 31% na RMVale em janeiro de 2018, depois de terminar 2017 acumulando queda de 13,77% nas vendas ao exterior. O comércio de aeronaves é feito pela Embraer, de São José dos Campos.

O setor registrou US$ 134,7 milhões em exportações no primeiro mês deste ano, acima dos US$ 102,8 milhões de janeiro do ano passado.

Com o resultado, os aviões ultrapassaram o petróleo como sendo o principal produto da balança comercial do Vale do Paraíba.

A má notícia é que petróleo e veículos, respectivamente segundo e terceiro produtos mais exportados pelo Vale, reduziram as vendas ao exterior em janeiro.

Petróleo e derivados venderam cerca de US$ 83,7 milhões neste ano contra US$ 576,9 milhões, em janeiro de 2017, retração de 85,48%.

Os veículos caíram 24,12%, com US$ 71,5 milhões no começo deste ano contra US$ 94,2 milhões, em janeiro do ano passado. 

TOP 10 – Do grupo dos 10 produtos mais vendidos pela RMVale ao exterior, que representa 84,26% do total de exportações, metade aumentou as vendas em janeiro. Eles exportaram US$ 311,1 milhões ante US$ 121,5 milhões no começo de 2017.

Armamento foi o setor que mais cresceu: saiu de nenhuma exportação em janeiro do ano passado para US$ 80,3 milhões no mesmo mês deste ano.

Completam o grupo tubos (3.646%), torneiras e reservatórios (1.885%), alumínio (37,05%) e aviões (31%).

Na contramão, cinco itens do ‘top 10’ venderam menos em janeiro: petróleo (-85,48%), veículos (-24,12%), celulose (-16,91%), motores (-12,13%) e telefonia (-8,35%).

São José sofre queda de 89% no número de carros vendidos em 2018

Maior exportadora de veículos da RMVale, Taubaté aumentou as vendas em janeiro, exportando US$ 68,4 milhões contra US$ 66,1 milhões no início de 2017, alta de 3,44%. Jacareí não exportou nenhum veículo nos meses de janeiro de 2018 e de 2017.

Somando carros e veículos para transporte de mercadoria, São José registrou queda de 89% nas exportações, com US$ 3,086 milhões em janeiro contra US$ 28 milhões no começo de 2017. Considerando só automóveis –descarta a picape S10–, São José cresceu 180% nas exportações, indo de US$ 492,9 mil para US$ 1,3 milhão.

 Com informações: O Vale

CEVA Logistics conquista certificação OEA

A CEVA Logistics, um dos gigantes players do mercado brasileiro de logística, obteve a certificação de Operador Econômico Autorizado na modalidade OEA – Segurança, Agente de Carga no Brasil implementado pela Receita Federal.

O OEA é uma certificação concedida pelas Aduanas a importadores, exportadores, agentes consolidadores, portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas, e demais atores da cadeia que lhe confere o status de empresa segura, e confiável em suas operações.

O OEA foi criado com base nas recomendações da OMA – Organização Mundial das Aduanas e tem a missão de ampliar a efetividade e a eficiência das Aduanas pelo mundo, para a segurança da cadeia logística.

Para que a CEVA recebesse o certificado, todos os seus processos foram avaliados e auditados nos critérios de segurança aplicados à cadeia logística no fluxo das operações. “Por sermos uma empresa em que o compliance está fortemente presente, nós ficamos ainda mais orgulhosos dessa conquista que além de nos manter competitivos no mercado, contribui com o trabalho da Receita Federal cumprindo com as regras de segurança e leis que representam a nossa cadeia logística”, avaliou Rubio Guimarães – Diretor de Desembaraço Aduaneiro.

Com isso, a CEVA tem os critérios exigidos pela Receita Federal em todos os seus processos tornando-os mais rápidos, garantindo agilidade nos procedimentos, o que traz para os seus clientes mais eficiência, redução de custo e rapidez.

Fonte: Release CEVA logistics

Empresa automotiva indiana elege Santa Gertrudes/SP para instalação de fábrica

A empresa indiana de componentes automotivos Precision Camshafts Limited (PCL) anunciou  a escolha de Santa Gertrudes, a cerca de 180 km da capital paulista, para sua primeira fábrica nas Américas. A planta recebe investimento de US$ 30 milhões (cerca de R$ 96 milhões) e irá contar com 250 funcionários até seu terceiro ano de operação – 70 deles serão contratados até o final de 2018.

O projeto recebe apoio da Investe São Paulo, a agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem assessorado a empresa em questões tributárias, de licenciamento e infraestrutura.

O principal produto vendido pela PCL em todo o mundo são eixos de comando de válvula. Atualmente, eles são produzidos em fábricas na China e na Índia. A decisão de vir para o Brasil e o ocidente faz parte de um plano de expansão da empresa. E, no caso do Brasil, uma das grandes montadoras de automóveis que opera no Estado de São Paulo solicitou a nacionalização da fábrica para que possa lançar uma nova linha de motores.

“A vinda da PCL é uma amostra da confiança dos investidores de todo o mundo no crescimento do mercado de autopeças no Brasil”, afirma Sérgio Costa, diretor de Negócios da Investe SP. “Diversas empresas como essa tem percebido que a tendência desse mercado nos próximos anos é crescer, e que estar em solo brasileiro é dar um passo à frente da concorrência”, complementa.

Também faz parte do projeto da PCL iniciar, em Santa Gertrudes, uma plataforma de fornecimento de peças que atenda fabricantes de motor em outros países da América Latina, principalmente o México. No início, apenas eixos de comando serão fabricados, com amostras prontas já antes do final do ano. Mas, de acordo com a reação do mercado, é possível que outras linhas de produção também sejam trazidas para o Brasil no futuro.

Marcos Jorge destaca papel estratégico da indústria automotiva para o país

Em cerimônia de anúncio de investimentos realizada nesta semana pela General Motors, em São Caetano do Sul (SP), o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, reafirmou aos empresários do setor  o papel estratégico da indústria automotiva para o país na visão do governo.

“Iniciativas como esta da GM provam que nosso país pode e deve se transformar numa plataforma regional indutora de tecnologia, e não apenas em uma nação fiscalista”, disse. “É nisso que apostamos, ao construir políticas como o Rota 2030”, acrescentou o ministro.

A montadora vai aportar cerca de R$ 1,2 bilhão na expansão da planta do município paulista. Com os recursos, a expectativa é ampliar a capacidade produtiva e modernizar os processos, incorporando tecnologias 4.0 à manufatura. Este foi o segundo anúncio recente de ampliação dos negócios da montadora no país. No início deste mês, inaugurou a ampliação da fábrica de motores de Joinville (SC), que receberá R$ 1,9 bilhão.  

Acordos automotivos – Marcos Jorge detalhou, também, os esforços do MDIC para abertura de novos mercados ao setor automotivo brasileiro, que prevê aumento de 10,6% nas exportações gerais de veículos em 2018. “A indústria nacional tem destinado parte importante da produção para mercados externos”, ponderou.

Em 2018, entrará em vigor o Acordo Automotivo com a Colômbia, o que permitirá a exportação de 25 mil unidades isentas de imposto de importação. Outro importante destino da produção de veículos nacional, a Argentina, é tema de trabalho de convergência regulatória nas áreas de eficiência energética, emissões, segurança e certificação de autopeças. “Nossos vizinhos são os principais compradores dos veículos produzidos no Brasil”, lembrou.

Em 2017, houve aumento nas exportações para os países com os quais o Brasil tem acordo, na comparação com o ano anterior: Argentina (43%), México (70%), Chile (98%), Uruguai (59%) e Colômbia (50%). O saldo da balança automotiva, no ano, apontou recorde, ao exportar 791 mil automóveis e veículos de cargas para 83 países. A expectativa é superar a marca de 2017 este ano.  

Rota 2030 – A elaboração da nova política para o setor automotivo segue em fase de ajuste final. Em discurso, Marcos Jorge lembrou que, induzir a indústria brasileira ao alcance de padrões globais de produção é ainda mais estratégico diante de um provável acordo de livre comercial entre Mercosul e União Europeia, esperado para este ano.

O Rota 2030 trata da questão da competitividade da indústria automotiva brasileira em uma política de médio prazo, com metas a serem cumpridas em três ciclos de investimentos, ou

15 anos. A política substituirá o Inovar-Auto, que encerrou ano passado.

“Não resta dúvida que o setor automotivo é um pilar fundamental da economia brasileira, especialmente neste momento de retomada“, afirmou.