ZF amplia instalações em Itu (SP)

A ZF Aftermarket inaugurou em Itu (SP) um centro de treinamento para suas concessionárias que atendem a veículos comerciais e equipamentos fora de estrada em toda a América do Sul. O novo espaço utiliza as instalações dos centros de distribuição e administrativo. Tem oficina para treinamento técnico e sala para aulas teóricas.

Num primeiro momento, os especialistas da ZF responsáveis pelo atendimento da rede de concessionárias darão treinamento sobre as transmissões 5S, 6S, 9S, AS Tronic, Ecolife, entre outras. Os cursos serão organizados em módulos com duração de três a cinco dias. Já os técnicos da ZF Aftermarket continuarão o processo de atualização de aprendizado constante com os profissionais da ZF do Brasil e ZF Alemanha.

A companhia também planeja expandir o conteúdo dos treinamentos para outras áreas em que atua, como sistemas de freios, direção, suspensão, embreagem e amortecedor. Sobre o novo centro de treinamento, o gerente de vendas e serviços, Fernando Rodrigues, recorda: “Ele se soma à capacitação realizada pelas equipes em campo e ao trabalho de gestão e desenvolvimento da rede ZF em toda a América do Sul.”

Fonte: Automotive Business

Brasil ampliará exportações de veículos com novo programa paraguaio

O ministro da Indústria, Comercio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, participou nesta semana, em Assunção, juntamente com o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, do lançamento do programa Vehículo 0km para la Familia Paraguaya. “Lançamos hoje uma política automotiva cujo objetivo é oferecer para as famílias paraguaias opções de carro zero por menos de 10 mil dólares”, disse o presidente.

O objetivo é ofertar produtos novos, seguros e com qualidade, fabricados por grandes montadoras. O programa deve garantir financiamento, por meio do Banco Nacional de Fomento (BNF) do Paraguai, para cerca de 20 mil veículos num período de 12 meses. O governo brasileiro espera que entre 5 e 10 mil carros fabricados no Brasil sejam comercializados por conta do programa.

O acordo foi feito com montadoras instaladas no Brasil para a venda de cinco modelos populares – Renault Kwid, Fiat Mobi, Ford Ka, VW Gol e Chevrolet Onix. Para o ministro Marcos Pereira, essa iniciativa promoverá a renovação da frota paraguaia, trazendo mais segurança e tecnologia para a população do país vizinho.

“O programa representará uma maior aproximação dos setores automotivos e o início de uma futura integração produtiva do Mercosul, objetivo perseguido por todos os membros do bloco”, disse Marcos Pereira. “O programa será um sucesso e reafirmo o apoio do governo brasileiro a este programa que também é conhecido como ‘carro do povo’”, completou.

O ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, destacou a agenda de fomento comercial com o Brasil. “Queremos que a família Paraguai possa ter acesso a carros zero. Fizemos uma parceria com a indústria brasileira, com o Banco Nacional de Fomento sendo responsável pelo financiamento dos carros”. Gustavo Leite participa nesta terça-feira de uma reunião bilateral com o ministro Marcos Pereira.

Um dos pontos centrais do programa é que os carros zero têm garantia da montadora. O mercado paraguaio consome 80 mil carros por ano, desse total 60 mil são veículos usados importados de Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Intercâmbio comercial – No período entre janeiro e outubro deste ano as exportações brasileiras para o Paraguai cresceram 23,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de US$ 1,78 bilhão para US$ 2,19 bilhões. A participação do país manteve-se em 1,2%, posicionando-se como o 19º destino das exportações brasileiras neste ano.

No setor automotivo, entre janeiro e outubro de 2017, a corrente de comércio bilateral somou US$ 535 milhões (aumento de 63% em relação ao mesmo período do ano passado), com exportações no valor de US$ 370 milhões (aumento de 58,5%) e importações no valor de US$ 165 milhões (aumento de 68%).

No período, as exportações brasileiras de veículos (automóveis e comerciais leves, caminhões e ônibus) ao Paraguai foi de 10.915 unidades (US$ 121 milhões), o que representa um crescimento, em quantidade, de 235,9% com relação a igual período de 2016.

Startup cria condomínio solar no interior de São Paulo e oferece lotes que barateiam conta de energia elétrica

A recém-criada startup NewSun Energy Brasil está implementando, em Franca, uma usina de geração fotovoltaica que poderá ser utilizada para a produção de energia limpa e renovável para qualquer tipo de consumidor – inclusive pequenas empresas e pessoas físicas. É a primeira vez que um negócio desse tipo está sendo instalado no Brasil.

O projeto, que recebe apoio da Investe São Paulo, a agência de Promoção de Investimentos e Competitividade do Governo do Estado de São Paulo, consiste na criação de um condomínio solar onde o cliente poderá comprar um ou mais lotes de energia, que são na verdade frações do total produzido pela usina. A eletricidade gerada por esses lotes entra na rede já existente da concessionaria de energia da região (no caso, a CPFL) e transforma-se em créditos que poderão ser utilizados para se abater da conta de luz ao longo de 30 anos.

Segundo o CEO da empresa, Fernando Berteli, a principal vantagem para quem entra nesse modelo de consumo energético é a previsibilidade. “A tarifa da conta de luz tende a aumentar a cada ano em taxas sempre maiores que a inflação. Mas quem participa de nosso condomínio solar, praticamente congela o valor da conta para os próximos 30 anos”, explica.

Na NewSun, cada cliente pode adquirir quantos lotes quiser, de acordo com sua necessidade, financiando o valor ao longo do período de concessão. “E o mais incrível, ele fica livre para vender o lote caso tenha que se mudar do Brasil ou por outro motivo. Estamos trazendo a economia compartilhada e o empoderamento do consumidor também para o setor de energia”, defende Berteli.

Ele ressalta também a segurança do investimento, já que a NewSun será a proprietária da usina e responsável por toda sua manutenção, oferecendo inclusive um seguro completo ao longo de toda a vida útil do lote comprado. Além disso, os créditos gerados no condomínio podem ser utilizados para abater as contas de luz de qualquer conta vinculada ao proprietário, seja ela de pessoa física ou jurídica.

A Investe SP vem ajudando a startup principalmente na interlocução com órgãos públicos e de fomento. “Faz parte de nossa missão incentivar o desenvolvimento sustentável no Estado de São Paulo, e a geração de energia fotovoltaica é um caminho obrigatório nesse sentido”, afirma o diretor da Agência, Sérgio Costa.

Um dos fatores que possibilitou a criação do projeto pela NewSun foi uma resolução publicada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente em agosto desse ano, facilitando o licenciamento ambiental de projetos de geração de energia menor que 5 Megawatts. Com a nova regra, o projeto da NewSun entra no Estudo Ambiental Simplificado (EAS), que só exige autorização para supressão de vegetação nativa ou para a instalação em áreas de proteção de manancial quando necessária.

“A resolução foi publicada graças a um extenso estudo que teve uma participação importantíssima de nossa equipe junto. Afinal, essa já era uma demanda de outras empresas de geração de energia limpa que atendemos” lembrou o diretor da Investe São Paulo.

“São iniciativas como esta que tornam o Estado de São Paulo cada vez mais surpreendente e inovador. Nós estimulamos estes investimentos considerados decisivos para o futuro do País”, destaca o vice-governador e Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Márcio França.

A NewSun já iniciou a construção do condomínio solar em Franca, e está com lotes disponíveis para compra. Esse é o primeiro de uma série de empreendimentos similares que deverão ser instalados em São Paulo no futuro – já existem negociações em áreas de concessão da Eletropaulo, próximo à capital, e em áreas da Elektro, no sudoeste do Estado.

À longo prazo, a empresa também pretende formalizar parcerias com prefeituras municipais, provendo energia renovável a custos reduzidos para a população de baixa renda e ao poder público.

Sobre a Newsun

A Newsun é uma startup criada ainda em 2017 pela joint-venture entre duas empesas experientes na geração de energia fotovoltaica que tinham o sonho de democratizar o acesso a esse tipo de potência de forma segura e rentável. Foi daí que veio a ideia da construção de um condomínio solar.

Com visão totalmente voltada para o estímulo ao desenvolvimento econômico sustentável, a empresa tem buscado parcerias com instituições de ensino para promover a conscientização sobre esse assunto. Seus executivos decidiram, inclusive, doar um percentual do faturamento da primeira usina que será construída em Franca.
Para saber mais, acesse www.newsun.energy.

BNDES investirá R$ 40 milhões em incubadoras e parques tecnológicos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir até R$ 40 milhões em um fundo para empresas incubadoras e parques tecnológicos. A operação foi autorizada nesta quarta-feira (29) pela diretoria do banco.

As receitas serão aplicadas em cotas do Fundo de Investimento em Participações Inova Empresa MPE Capital Semente – Primatec. Este valor é equivalente a 40% do patrimônio comprometido no fundo. Segundo o BNDES , a operação foi apresentada durante uma reunião na última terça-feira (28), na sede da instituição, entre a diretora da Área de Mercado de Capitais do Banco, Eliane Lustosa, o diretor executivo da Antera Gestão de Recursos S.A., Robert Binder, e o consultor operacional do fundo, o diretor executivo da Brain Ventures S.A., Marcelo Almeida.

Criado a partir do programa Inova Empresa, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Primatec é o primeiro fundo nacional destinado ao segmento de incubadoras e de parques tecnológicos. Os alvos são os setores de tecnologia da informação e comunicação (TICs), energia, sustentabilidade e economia criativa.

O fundo trabalha com um modelo de financiamento para projetos empresariais em estágio inicial de desenvolvimento, chamado capital semente, e investe em startups que têm como origem incubadoras instaladas em parques tecnológicos. Os projetos são obrigados a apresentar novos produtos, serviços ou processos que representem novidades ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social.

A Rede Primatec, atualmente integrada por 16 parques tecnológicos e incubadoras entre os mais importantes do País, além de participação do governo e do setor privado, atua no funcionamento do fundo. “Estruturada de forma a estabelecer um novo paradigma baseado no mérito, em condições igualitárias e transparentes, a Rede difunde a cultura do capital empreendedor, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento dos sistemas de inovação”, disse o banco.

Além disso, o BNDES destacou que a criação de incubadoras é incentivada por governos de todo o mundo, entre eles Israel e China, porque significam agentes catalisadores do desenvolvimento tecnológico. O banco afirmou que as incubadoras também são vistas como agentes de mudança, “capazes de atuar em falhas de mercado, expandindo o desenvolvimento econômico através de uma base de pequenas empresas e promovendo a formação de novos negócios”.

Exportação: nos últimos três anos, a manga é a fruta que gera maior receita para o Brasil

Estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) mostra que nos últimos três anos, entre as frutas exportadas pelo Brasil, a manga foi tricampeã na geração de receitas. Em 2016, os europeus gastaram US$ 169 milhões em mangas tupiniquins, produzidas principalmente no Vale do São Francisco, entre a Bahia e Pernambuco.

Chama a atenção o fato de que, além de registrar aumento de consumo, a manga “pegou preço” no mercado europeu, passando a ser encontrada no pequeno varejo e não apenas nas grandes redes de supermercados. De 2011 a 2016, o volume importado pela União Europeia subiu apenas 32,5%, enquanto, em valor, a elevação foi de 90,52% – indicando que o preço médio da fruta aumentou consideravelmente.

O Brasil está entre os 10 maiores produtores mundiais de manga – estave no 6º lugar no ranking da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 2014 (último ano com dados disponíveis). Entre 20% e 25% do volume produzido pelo Vale do São Francisco é vendido ao mercado internacional e, desta quantidade, 74% foram destinados para a União Europeia na média dos últimos cinco anos, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A União Europeia tem preferência por variedades menos fibrosas – entre elas, palmer, kent e keitt, produzidas no Brasil. Para atender ao gosto dos fregueses, o cultivo da variedade tommy foi reduzido. No Norte de Minas, praticamente só se cultiva manga palmer e, no Vale do São Francisco, essa variedade já equivale a praticamente metade da área plantada.

Apesar dos números positivos, o Brasil perdeu participação nas importações europeias. Enquanto o volume total comprado pelo bloco entre 2006 e 2016 subiu 58%, as importações do Brasil subiram apenas 34,9%. O país cedeu mercado ao Peru e à Costa do Marfim, que aumentaram em 113,9% e 109,7% seus envios no mesmo período, respectivamente. Conta a favor dos concorrentes a isenção da tarifa de importação, enquanto o Brasil paga tarifas comuns que, no caso da Holanda, principal porto de entrada, é de 6%.

Os analistas do Cepea/USP Rogério Bosqueiro Junior e Fernanda Palmieri dizem que, para ampliar a competitividade da manga brasileira no exterior, “é imprescindível que produtores e exportadores da fruta se mantenham informados sobre as características desses mercados, sobretudo no que se refere à estrutura de distribuição, níveis de exigência e hábitos de consumo”.

Além de ser o principal fornecedor de manga à União Europeia há mais de uma década, o Brasil se destacou em 2016 no envio de melão para o bloco europeu (47% das compras externas da fruta). A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) acredita que em 2019 as exportações de frutas brasileiras atingirão a marca histórica de US$ 1 bilhão, contra uma receita atual de US$ 662 milhões/ano. A estratégia é aumentar as vendas para os países compradores já consolidados, sem descuidar da abertura de novos mercados.

Com informações da Agrolink