Com grande produção de gás, Bacia de Santos supera a de Campos pela 1ª vez

A produção de petróleo e gás da Bacia de Santos superou a da Bacia de Campos pela primeira vez em julho, atingindo em média 1,522 milhão de barris de óleo equivalente ao dia (boe/d), de acordo com dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (04/09).

Em junho, a produção de Santos já havia se aproximado à de Campos, historicamente a principal bacia produtora do Brasil que completa 40 anos em 2017, em meio ao crescimento da extração no pré-sal. Campos produziu, ao todo, 1,427 milhão de boe/dia em julho.

Considerando somente a produção de petróleo, Campos ainda lidera a extração no país, com 1,285 milhão de barris ao dia, ante 1,173 milhão de barris/dia em média de Santos. Essa situação, porém, deve ser invertida ainda este ano, disseram à Reuters especialistas, ao final do mês passado.

Contando também a produção de gás natural, que atingiu um recorde no Brasil em julho, Santos passa a ser protagonista na indústria petrolífera, após o pré-sal ter superado o pós-sal em junho no país, também pela primeira vez.

A produção de gás da Bacia de Santos somou 55,378 milhões de metros cúbicos por dia em média em julho, ou quase a metade do total produzido no Brasil, ante 22,563 milhões de metros cúbicos registrados em Campos.

O Brasil produziu em julho 115 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d) de gás, superando os 111,8 milhões de metros de dezembro de 2016, a marca histórica anterior.

O volume produzido em julho representou um aumento de 3,5% em relação ao mês anterior e de 7,3% em relação a julho de 2016. 

Petróleo – A produção de petróleo no Brasil em julho somou 2,623 milhões de barris por dia, informou ANP nesta segunda-feira, o que representa queda de 1,9%na comparação com junho, mas expansão de 1,5% ante julho do ano passado.

“A redução em relação a junho se deve, principalmente, à parada programada da plataforma P-58, que opera na área denominada \’Parque das Baleias\’ (áreas de desenvolvimento de Jubarte, Baleia Azul, Baleia Franca e Baleia Anã)”, disse a ANP.

A produção total de petróleo e gás natural no país foi de aproximadamente 3,346 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ante 3,374 milhões em junho.

Já a produção do pré-sal em julho totalizou aproximadamente 1,613 milhão de barris de óleo equivalente por dia, uma redução de 4,3% em relação ao mês anterior. Oriunda de 80 poços, a extração de petróleo na área somou 1,293 milhão de barris de petróleo por dia, enquanto a de gás natural atingiu 51 milhões de metros cúbicos por dia.

A produção do pré-sal correspondeu a 48,2% do total produzido no Brasil, segundo a agência.

Fonte: Época Negócios

Chineses compram porto paranaense por R$ 2,9 bilhões

Investidores dizem que negócio é apenas o primeiro passo de um plano de expansão na América Latina que demonstra “confiança na economia brasileira”.

A operadora chinesa de terminais China Merchants Port (CMPort) anunciou a compra, por R$ 2,9 bilhões, de 90% do TCP, que opera o terminal ao lado do Porto de Paranaguá, um dos maiores da América do Sul. O negócio marca a entrada do grupo chinês na América Latina e foi anunciado como “crucial para a expansão global da empresa” e uma “demonstração de confiança na economia brasileira”, segundo Bai Jingtao, diretor administrativo da CMPort, com sede em Hong Kong.

A transação abrange também a subsidiária TCP Log, que presta serviços logísticos como armazenagem e carregamento. Pelo acordo, a CMPort comprará 50% das ações da TCP que pertencem à Advent International e 40% das ações da empresa que pertencem aos acionistas fundadores da TCP – Galigrain S.A. (“Galigrain”), Grup Maritim TCB S.L. (“TCB”), Pattac Empreendimentos e Participações S.A. (“Pattac”), Soifer Participações Societárias S.A. (“Soifer”) e TUC Participações Portuárias S.A. (“TUC”). Advent, Galigrain e TCB venderão a totalidade de suas ações, enquanto Pattac, Soifer e TUC manterão, juntas, 10% do capital da empresa.

Anunciada no final de semana (03/09), a negociação envolvendo a TCP – empresa avaliada em aproximadamente R$ 3,2 bilhões (US$ 1 bilhão) –, é uma das maiores já realizadas no setor de terminais de contêineres na América Latina. A operação deve estar concluída até o final do ano, devendo passar, antes, pelas etapas de aprovação regulatória, incluindo o parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Em abril de 2016, o governo federal renovou o contrato de arrendamento da TCP por mais 25 anos a partir de 2023, prevendo, entre as contrapartidas, a construção de dolfins exclusivos para a atracação de navios que fazem o transporte de veículos e a ampliação da retroárea, de 320 mil m2 para 477 mil m2.

O terminal operado pela TCP movimenta aproximadamente 10% do total de contêineres no país. Entre os produtos, estão carnes congeladas (segmento em que a TCP é líder de mercado), madeira, componentes para a indústria automotiva, químicos e equipamentos eletrônicos.

Planos de expansão – Os novos donos da TCP comandam uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres. A CMPort movimentou em 2016 mais de 95 milhões de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) . Na China, a empresa possui operações em Hong Kong, Shenzhen, Shanghai, Ningbo, Qingdao, Dailian, Tianjin, Zhanjiang e Xiamen Bay, entre outras. A empresa detém, ainda, terminais de contêineres nos Estados Unidos, Sri Lanka, Nigéria, Djibouti, Togo e Turquia, bem como em diversos países da Ásia e Europa.

“A TCP não é apenas o marco fundamental da China Merchants para entrar no Brasil, mas o futuro hub para o crescimento do fluxo de commodities e bens entre o Brasil e a China. A China Merchants Port também usará sua experiência global de operação portuária para ajudar a TCP a continuar sua história de sucesso como um dos principais líderes do setor portuário no Brasil e na América Latina”, destacou Bai Jingtao. “Esta aquisição histórica demonstra a confiança da CMPort na economia brasileira e seu compromisso em contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura do país e para o crescimento do fluxo de negócios entre os países do BRICS”, acrescentou o executivo.

“A transação contribuirá para que a CMPort alcance seus objetivos comerciais, e, ao mesmo tempo, contribuirá para o desenvolvimento do comércio entre o Brasil e a China e para a relação de cooperação estratégica entre os dois países “, completou Hu Jianhua, vice-presidente executivo da China Merchants Group.

O atual CEO da TCP, Luiz Antonio Alves, permanecerá à frente da empresa. Os bancos BTG e Morgan Stanley atuaram como assessores financeiros dos acionistas vendedores na transação.

Fonte: ABTC.

Exportação de veículos por Paranaguá bate recorde

Levantamento feito pela Appa considera os oito primeiros meses do ano, quando foram exportados 69.064 veículos. O recorde anterior era de 2013, quando haviam sido exportados 67.612 carros.

A exportação de veículos pelo Porto de Paranaguá aumentou 20% de janeiro a agosto deste ano, no comparativo com o mesmo período de 2016. Neste ano, foram exportados 69.064 veículos, contra 57.636 no ano passado. O recorde de exportação anterior era do ano de 2013, quando haviam sido exportados 67.612 carros.

Os dados, que foram divulgados nesta semana pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), apontam que esse é o melhor desempenho de todos os tempos.

Além da saída de automóveis, o relatório aponta também o aumento no número de unidades importadas: nos oito primeiros meses de 2016, haviam chegado pelo porto 16.819 carros; neste ano, o número saltou para 19.665. O aumento na importação, considerando o mesmo período, é de 17%.

O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que o crescimento no número de veículos movimentados se deve ao mercado interno e, no que se refere à exportação por Paranaguá, nos investimentos feitos para ampliar os espaços para movimentação de cargas especiais. “Com um novo layout operacional, somente neste ano, aumentamos em 36% a área para movimentação de cargas especiais, o que representa 30 mil metros quadrados de novos pátios para o armazenamento de mercadorias como veículos”, conta Dividino.

NOVO LAYOUT – Para que novas áreas de movimentação fossem possíveis, barracões ociosos, que foram usados até as décadas de 1980, foram demolidos. “É preciso estar atento às mudanças nas operações, no mercado e, também, nas necessidades de importadores e exportadores. Temos trabalhado nesse sentido e as crescentes buscas pelo serviço mostram que estamos no caminho certo”, completa Dividino.

Exportações fazem produção de caminhões crescer após 3 anos

Depois de três anos seguidos de queda na produção, a indústria de caminhões começa a dar sinais de recuperação, puxada pelo crescimento das exportações.

Entre janeiro e julho deste ano, foram fabricados 43.223 caminhões, alta de 22,4% na comparação com o mesmo período de 2016, quando saíram das linhas de produção 36.326 unidades.

A fabricação de veículos pesados ainda está bem abaixo de 2013, quando nos sete primeiros meses foram produzidas 109.990 unidades. Entretanto, os dados atuais são vistos como um alento para as montadoras que atuam no setor.

“Estamos vendo sinais de recuperação, e a venda de caminhões é um termômetro para toda a economia”, diz Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America.

No entanto, são as exportações que estão garantindo o aumento na produção.

Considerando os sete primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2016, as vendas de caminhões ao exterior subiram 47,4%, enquanto as comercializações no mercado interno caíram 14,1%.

“O licenciamento ainda vai seguir negativo por alguns meses porque há um atraso de 30 a 90 dias entre a compra e o emplacamento. Após adquirir um veículo pesado, é necessário colocar implementos [baú, carroceria ou tanque, por exemplo], e isso leva tempo”, diz Bernardo Fedalto, diretor de caminhões Volvo no Brasil, no Uruguai, no Paraguai e na Bolívia.

De acordo com Wellington Damasceno, diretor-executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, as exportações e o agronegócio ajudaram cobrir parte da ociosidade nas fábricas atualmente, e as montadoras começam a repor postos de trabalho.

A Scania, por exemplo, contratou cerca de 500 profissionais para sua unidade em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).

“Como temos um produto global e fábricas padronizadas em todo o mundo, foi possível direcionar o volume para atender à demanda de outros países”, diz Marcelo Gallão, vice-presidente de Logística da Scania Latin America.

Na Iveco, houve um aumento de 144% nas exportações de veículos comerciais no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016. A produção, por sua vez, subiu cerca de 15%. Nos últimos três anos, a empresa teve crescimento de 236% nos envios ao exterior.

“A montadora se adaptou à nova realidade econômica do país, fazendo os ajustes necessários e mantendo os investimentos, e se preparou para atender as demandas internas e externas dos setores de transportes de cargas e de passageiros [vans e ônibus]”, afirma Ricardo Barion, diretor de marketing da Iveco para a América Latina. 

REAÇÃO EM MARÇO – Na Ford, o ano começou abaixo do esperado. “Os meses de janeiro e fevereiro foram os piores da indústria nos últimos 15 anos. A reação começou a partir de março, atingindo o que tínhamos planejado”, diz João Pimentel, diretor da Ford Caminhões América do Sul.

“Em 2017, trabalhamos basicamente uma semana por mês para ajustar os estoques. Ou seja, estamos produzindo caminhões três dias por semana”, conta Pimentel.

Para a adequação da produção, a Ford lançou o Projeto Fusão, que permite que os funcionários da fábrica de caminhões trabalharem na linha de automóveis nos outros dois dias da semana.

Para Pimentel, o segundo semestre será cerca de 15% melhor do que o mesmo período do ano passado.

Diante dos resultados em vendas, representantes das montadoras consideram que 2017 fechará com dados semelhantes a 2016, o que, de acordo com eles, será um bom desempenho, considerando o fraco 1° bimestre. 

FROTA – Apesar de as vendas no mercado interno ainda estarem abaixo do ano passado, a indústria tem visto uma recuperação mês a mês dos negócios realizados por aqui.

“Em janeiro e fevereiro, o setor vendia 155 caminhões e ônibus por dia. No segundo trimestre, saltamos para 230, e hoje já estamos em 280 unidades comercializadas diariamente”, comenta Roberto Cortes, da MAN.

Esse aumento reflete alguns bons negócios firmados pelas principais montadoras do país.

A Volkswagen Caminhões, por exemplo, fechou nesta semana seu maior negócio do ano, com a venda de 417 caminhões para a Ambev.

De acordo com Cortes, a empresa, que iniciou o ano com jornada reduzida para quatro dias por semana, desde junho opera cinco dias por semana e, a partir de setembro, trabalhará também três sábados por mês.

“Recorremos ao lay-off [suspensão temporária do contrato de trabalho], mas em agosto trouxemos 70 trabalhadores de volta à fábrica”, diz o presidente da MAN.

Em setembro, um novo caminhão será apresentado. “A tendência é que, com o lançamento, ocorra aumento nas vendas e, consequentemente, mais contratações”, afirma Cortes.

Em maio, a Mercedes-Benz fechou a maior venda para um cliente dos últimos 10 anos: a Raízen comprou 524 caminhões para suas operações fora da estrada.

O negócio inclui um plano de manutenção e sistema de gestão de frota e rastreamento para alguns modelos.

Em julho, a montadora fechou ainda a comercialização de 134 caminhões blindados para a Prosegur, além de vender, em agosto, 105 caminhões.

Fonte: Folha de S.Paulo

Montadoras têm melhor resultado em 20 meses

Em agosto, vendas de automóveis no País alcançaram 216,5 mil unidades

A indústria automobilística brasileira registrou em agosto o melhor resultado em vendas em 20 meses. No mês passado foram vendidos 216,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O melhor resultado anterior havia sido registrado em dezembro de 2015, com 227,8 mil unidades.

Também foi a primeira vez neste ano que as vendas, medidas por licenciamentos no Renavan (Registro Nacional de Veículos), ultrapassaram a marca de 200 mil unidades. O resultado de agosto é 17,7% superior ao de igual mês do ano passado e 17,1% melhor que o de julho.

No acumulado do ano, as vendas totais somam 1,42 milhão de veículos, 5,3% a mais em relação ao período de janeiro a agosto de 2016.

O crescimento supera a previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de 4% para o ano, e pode ser revisto na próxima semana, quando a entidade apresenta o balanço do setor, com dados de produção e exportações.

Com a melhora das vendas internas e exportações em alta, as montadoras estão aumentando a produção e, em razão disso, estão reduzindo medidas adotadas desde 2015, como férias coletivas, suspensão de contratos (lay-off) e programas de redução de jornada e salários.

Em nota, o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Júnior, diz que o resultado de agosto é reflexo da percepção, por parte de consumidores e investidores, de melhora da economia brasileira. “A queda nas taxas de juros e as boas notícias na retração do desemprego fizeram com que a confiança do consumidor aumentasse”, afirma o executivo.

Segundo ele, a média diária de vendas em agosto, mês que teve 23 dias úteis, foi 4,8% superior a de julho, com 21 dias úteis.

O segmento de automóveis e comerciais leves é o que puxa o crescimento, com 209,8 mil unidades vendidas, 17,8% a mais ante igual mês de 2016 e 17,3% maior que em julho. No ano, o segmento cresceu 5,8%, para 1,38 milhão de unidades.

“A influência na melhora da inadimplência começou a refletir, diretamente, na aprovação de crédito para compra destes veículos”, afirma Assunção.

Já o segmento de caminhões, apesar de registrar crescimento de 6,5% no comparativo anual e de quase 10% de um mês para outro, acumula no ano queda de 10,7%, com 34,5 mil unidades. O mercado de ônibus registrou significativa alta de 30,4% na comparação com agosto de 2016 e de 25,7% em relação a julho, mas, no ano, registra queda de 5,4%, para 10,3 mil unidades.

Em agosto, 123,8 mil veículos foram comprados por pessoas físicas, alta de 9,8% em relação a igual mês de 2016. Nos dois primeiros meses em que apresentou crescimento este ano em comparações interanuais, em março e maio, os resultados foram impulsionados por vendas diretas – clientes pessoa jurídica –, como locadoras, produtores rurais e frotistas.

Apesar de agora as vendas para pessoa física também crescerem, o mercado para pessoa jurídica ainda apresenta desempenhos mais favoráveis. Foram 86 mil veículos leves vendidos para empresários em agosto, expansão de 31,7% em relação a igual mês do ano passado. 

Líder – A General Motors segue como líder no segmento de carros e comerciais leves, com 18,2% de participação nas vendas, bem à frente da Fiat (13,9%) e da Volkswagen, (12,5%).

Fonte: O Estado de S.Paulo