Exportação de Frutas movimenta eixo Jundiaí – Atibaia

Com dois exemplos de sucesso, a Região de Jundiaí começa a explorar seu potencial como exportador de frutas. Recentemente, um produtor de atemoia de Jarinu e outro de figo, de Louveira, iniciaram o processo e estão provando que, apesar do produto perecível, é possível trabalhar com exportação. Ambos já exportam em torno de uma tonelada por mês durante a safra. De acordo com o gerente regional do Sebrae-Jundiaí, Thiago Farias, atualmente a Região tem cerca de 250 pequenos negócios que exportam, em todos os setores, incluindo a agricultura.

“Temos pelo menos mil produtores que têm capacidade e qualidade para exportação”, afirma. Segundo ele, a Região tem um potencial imediato, em até seis meses, de aumentar em 10% o número de pequenos exportadores. Farias destaca que os agricultores de Jarinu e Louveira estão provando que é possível um pequeno produtor exportar. “Temos potencial para frutas como uva, limão, atemoia, maracujá, caqui, figo, entre outras.

E não é preciso um volume alto de produção”, garante, lembrando que os pequenos agricultores ainda conseguem agregar valor à produção com a exportação. “O mercado externo busca a brasilidade das frutas e paga mais por isso.” O gestor de Agronegócio do Sebrae-Jundiaí, Alonso Luiz da Silva, explica que hoje há uma facilidade porque esse trabalho é feito juntamente com as câmaras de comércio exterior de vários países. “Temos diversas demandas de países como Canadá, Espanha e Dubai.

Nosso objetivo é mostrar essa facilidade de exportação com as parcerias com essas câmaras para o pequeno e médio produtor”, diz. Alonso comenta que muitos produtores acreditam que o processo para exportação é difícil. “Temos que desmistificar essa visão e mostrar para o produtor de Jundiaí e Região que é possível, sim, exportar. Basta seguir alguns padrões, como embalagem, calibragem do tamanho ideal das frutas. A maioria já faz isso, é só se adequar ao mercado e estará apto a exportar.”  

Atibaia – Reconhecida por sua vocação na produção de morangos e flores – maior produtora de morango do Estado e respondendo por 25% das flores do Brasil -, ATIBAIA também tem se destacado pela atração de investimentos e pela instalação de indústrias e serviços na cidade.

Apenas o eixo, que engloba Atibaia e Jarinu, possui aproximadamente 150 produtores de morango. São 3 milhões de pés da fruta e uma produção de 4 mil toneladas/ano.

Inserida na Região Macroeconômica de Jundiaí, Atibaia receberá em 08 de novembro um evento de comércio exterior e logística que promete movimentar toda a Região. Informações: (19) 99299-1987 ou mkt@gpamais.com.br

       Com informações Jornal de Jundiaí

CNI defende acordo para evitar bitributação entre Brasil e Paraguai no setor industrial

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) quer que Brasil e Paraguai façam acordos para evitar a bitributação de empresas instaladas nos dois países. Em reunião com o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, representantes da entidade apresentaram uma série de propostas fiscais que eles acreditam contribuir para aumentar o “fluxo de negócios” entre os dois países.

De acordo com a CNI, 120 empresas brasileiras da área industrial hoje operam no Paraguai. Elas são atraídas justamente pelas facilidades tributárias do país, que tem imposto único para pessoas físicas e jurídicas, além do Regime de Maquila. Esse regime prevê isenção de imposto de renda e de impostos para importação de bens de capital e estabelece imposto único de 1% sobre o faturamento das empresas. Em troca, as empresas se comprometem a não encerrar suas atividades no país de origem.

O presidente do Paraguai concordou com a intenção dos industriais e disse que seu país é uma alternativa viável para que o Brasil substitua as importações da China. “Nosso custo é similar, com mais qualidade e a vantagem de estarmos muito próximos”, disse Cartes.

Segundo a CNI, o Brasil é o principal investidor no Paraguai em número de projetos, principalmente nos setores de alimentos, tabaco, construção civil, serviços financeiros, transporte, têxtil, tecnologia da informação e máquinas e equipamentos.

BNDES abre linha de R$ 20 bi para pequenas e médias empresas

Em mais uma tentativa de estimular o crescimento, o governo decidiu “repaginar” uma linha de crédito do BNDES para financiar o capital de giro de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). A modalidade, que contará com R$ 20 bilhões do caixa do banco, poderá ser contratada pela internet a partir de segunda-feira e ficará disponível por um ano. Ela terá um custo mais baixo, devido a spreads bancários reduzidos.

O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, insistiu que a modalidade é nova e antiga foi descontinuada. “É uma nova linha, é operacionalmente diferente. Estamos anunciando novo recurso”, disse. Segundo ele, na versão antiga o programa destinava apenas R$ 4 bilhões às MPMEs por ano. O governo prevê que 200 mil clientes usem a linha de crédito e peçam m valor médio de R$ 100 mil cada.

A nova linha integrada ao BNDES Online (nova plataforma eletrônica de crédito do banco) vai simplificar a contratação, permitindo a oferta de crédito por meio dos aplicativos dos bancos para celulares. O BNDES terá condições de aprovar as operações em cerca de três segundos e o recurso ficará disponível na conta do cliente inicialmente em 48 horas e, “em breve”, em 24 horas.

Segundo o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, o spread bancário teve uma redução de 30%, passando de 2,1% para 1,5%. “Estamos reduzindo para 1,5% e gostaríamos de convidar mais instituições para acompanhar”, disse.

O prazo máximo da nova linha é de 60 meses. A taxa de juros depende do porte da empresa. Se tiver faturamento até R$ 90 milhões, será cobrada a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais remunerações do BNDES e do agente financeiro. Mas se o faturamento variar entre R$ 90 milhões e R$ 300 milhões, a correção do empréstimo corresponderá a 50% da TJLP e 50% da Selic mais remunerações.

Para empresas com faturamento acima de R$ 300 milhões, o custo será correspondente à taxa de mercado, mais as remunerações. Oliveira frisou que não há subsídio adicional do Tesouro Nacional. “É recurso que o BNDES tem hoje em caixa.”

O governo espera que os R$ 20 bilhões a serem liberados ajudem na retomada da economia. “O crédito para empresas ainda não recuperou o terreno positivo e essa linha de crédito vem para esse ponto de inflexão. Toda a demanda está se colocando sobre as empresas e elas precisam de capital de giro para retomar a produção e dar atendimento a essa demanda.” 

Fonte: Valor Econômico

Dica da Semana Riyad – Espaço para eventos

A Riyad Esfihas Especiais possui um excelente espaço reservado no piso superior para realização de eventos empresariais, confraternizações, aniversários, festas e muito mais.

Entre em contato e reserve o espaço para seus eventos.

Esta é a “dica da semana” do Portal GPA LogNews para a comunidade de comércio exterior e logística de Campinas e Região para conhecer o Restaurante da Cozinha Árabe: Riyad.

O endereço é Rua Antonio Lapa 382 (esquina com Barreto Leme) – Campinas (SP). O telefone é (19) 3254-3458.

O Riyad possui também Espaço Kids e Delivery. Confira!

Ceva Logistics tem melhoria de 25% na produtividade dos processos aéreos na América do Sul. Receita no mundo cresceu 5,8% no primeiro semestre.

deniseEm entrevista exclusiva ao Portal LogNews Denise Carrion, VP América do Sul para Freight Management da empresa, relata o momento da CEVA e traz novidades ao mercado

Veja aqui a íntegra da entrevista exclusiva com o Portal LogNews:

Denise Carrion, VP América do Sul para Freight Management, 21 anos de CEVA.

1) LN: Quando a Sra. assumiu a função de VP para a América do Sul dos produtos aéreo e marítimo, em 2015, o desafio era o de alinhar e padronizar as melhores práticas entre os países da região, tanto em aspectos operacionais quanto em iniciativas e estratégias para os chamados produtos “Air & Ocean”. É possível fazer um balanço positivo dessa ação? Como foi esse caminho e as estratégias utilizadas?

Sim, esta era uma das principais missões logo após a CEVA ter se organizado em clusters. Somos 17 clusters em todo o mundo, com uma dinâmica de trabalho direta com os membros board da empresa e todas as nossas ações e estratégias tem o olhar para cada cluster. Não posso dizer que este trabalho está concluído, ainda há um bom caminho a percorrer, mas certamente já tivemos avanços positivos principalmente nas áreas operacionais, em padronização de processos e controles, em formas de medição de performance, em troca de conhecimento entre as equipes, melhores práticas, etc. Além de visitas presenciais a todos os países, há uma governança mensal que nos permite mesmo a distância avançar nas prioridades e necessidades de cada um. Enxergamos que o ponto de partida deveria ser a padronização, trazer todos para o mesmo nível de conhecimento das ferramentas, métodos e processos. Para isto, tivemos a chance de investir em uma equipe que chamamos de SPS – Systems & Process Specialists, que são especialistas em uma área de negócios (aéreo, marítimo) e tem por objetivo assegurar que todo o cluster possui os treinamentos operacionais e sistêmicos existentes na companhia e que todas as unidades de Freight Management trabalham seguindo nossos processos padrões e usando nossas ferramentas sistêmicas em sua máxima potencialidade. Entre 2016 e 2017 foram dadas mais de 800 horas de treinamento por esta equipe, nos 5 países e em todas as nossas filiais desta região. Para dar um exemplo concreto do resultado deste trabalho destaco nosso índice de melhoria em produtividade, nos processos aéreos melhoramos por volta de 25% nossa produção de processos por pessoa e no marítimo mais de 15% e somos um dos 5 Best Improvers Clusters ! Sem dúvida, vamos continuar fortalecendo nossos processos operacionais para garantir excelência de serviços e atendimento aos nossos clientes, e agora o foco será fortalecer nossas áreas de produto em todos os países, tanto no desembaraço aduaneiro, no aéreo e principalmente no marítimo.

 

2) LN: E hoje, exatamente 02 (dois) anos após, quais são as prioridades e demandas da CEVA em sua área?

Seguir consolidando a cultura da melhoria contínua de nossos processos operacionais em todo o cluster, tanto para dentro da empresa e principalmente para clientes e fortalecer as áreas de produto para propiciar maior crescimento do negócio. Temos crescido muito no transporte aéreo e no desembaraço aduaneiro, nossa oportunidade agora está no transporte marítimo. Estamos investindo em uma equipe diferenciada, com forte experiência no marítimo, não só no Brasil mas fora também, nas rotas onde temos mais interesse e volume. É um trabalho conjunto entre as áreas de produto e de vendas e estamos muito confiantes que em breve teremos frutos positivos destas mudanças.

 

3) LN: A infraestrutura da aduana brasileira sempre foi muito questionada, a exemplo dos problemas recentes de atrasos na liberação de carga pela ANVISA. A Sra. acha que as certificações OEA serão importantes para o futuro do comércio internacional no mundo e, principalmente, no Brasil? Como a CEVA está engajada nessa empreitada.

Hoje entendemos que os agentes certificados no OEA, sejam eles agentes de carga, importadores, exportadores, transportadores, despachantes ou depositários terão de alguma forma algumas vantagens durante o fluxo de comércio exterior, seja nos prazos de atendimento junto às Alfandegas, seja por consequência da revisão das exigências organizacionais exigidas pelo agente certificado. O que nós do mercado esperamos é que os outros  agentes envolvidos na cadeia toda como agências, ministérios, institutos sejam também parte atuante no processo e sejam alcançadas pelas vantagens dos agentes certificados. A CEVA no Brasil está na fase de auditoria da Receita Federal e ansiosa para poder oferecer aos clientes as vantagens de ser um agente de Carga Certificado, aliás já somos certificados no Peru e estamos convencidos em certificar todas as nossas filiais espalhadas pelo cluster e fora dele.

 

4) LN: Quando se fala em comércio exterior e logística no Brasil, não podemos deixar de avaliar o comportamento da economia no País. Como a Sra. vê esse momento atual e o que espera para o futuro?

Ainda delicado, instável, mas de forma geral acho que já podemos dizer que parou de piorar. Ainda longe de estar como pode ser já que somos uma potência, mas já sentimos algumas reações positivas das indústrias, um movimento maior de projetos e da operação da forma geral. Acho que um pouco da confiança está voltando, mesmo em meio a toda crise política e incertezas sobre a liderança do país em 2018. Para o futuro, para que a retomada siga de forma sustentada, realmente precisamos ver avançar e se materializar os temas mais de base que darão sustentabilidade para a retomada do crescimento (reformas trabalhistas, previdenciária, projetos de infraestrutura, etc) e assim os indicadores corretos se fortalece, a confiança aumenta e o ciclo virtuoso do progresso acontece.

 

5) LN: Tema Livre

Falamos muito da CEVA América do Sul acima e gostaria de destacar os resultados globais da CEVA neste segundo trimestre. Nossa receita do segundo trimestre foi de USD 1,7M o que representa 6,4% de crescimento em moeda constante. Este é mais um trimestre com um ótimo salto de crescimento. Para o semestre total as receitas alcançaram USD 3,3M, atingindo 5,8% de crescimento em moeda constante. O EBITDA do 2o trimestre foi de USD 70M, representando 12,8% de crescimento ano sobre ano e no total do semestre foi de USD 124 milhões, mais de 8% de crescimento em relação a 2016. As duas unidades de negócio tiveram resultados sólidos e de crescimento. Em Contract Logistics, novos negócios em contratos Automotivos, de Bens de Consumo e E-Commerce asseguraram o crescimento da receita em 4,5%. Em Freight Management a receita cresceu 8,8% ano sobre ano em moeda constante, com crescimento de volumes no transporte aéreo acima de 15% e no marítimo 3,5% ano sobre ano. Mesmo com os grandes desafios no mercado aéreo e marítimo de forma geral, as margens se mantiveram estáveis e importantes ganhos de produtividade e eficiência obtidos através do nosso Programa de Excelência contribuíram fortemente para o EBITDA de USD 20 milhões, 10% maior em moeda constante. Estamos muito felizes e orgulhosos pelos resultados de nossa companhia e nos mantemos todos muito focados para finalizar um 2017 com muito progresso.