SINDASP lança “Guia Oficial” para Contratação de Serviços de Despacho Aduaneiro. Conheça agora!

Através de um “Guia Oficial”, lançado nesta sexta-feira, 04/07, o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, organização sindical patronal vinculada à Feaduaneiros e ao sistema da Confederação Nacional do Comércio, apresentou um passo a passo prático e objetivo para quem atua com importação ou exportação.

O documento esclarece às as empresas contratantes, em 10 itens, como seguir passos seguros na hora de contratar os serviços de Despacho Aduaneiro.

O Guia foi construído com base em referências legais consolidadas, com o propósito de apoiar empresas que desejam atuar com clareza, segurança e conformidade ao contratar serviços de despacho aduaneiro

Em resumo, o material foi desenhado para oferecer, em linguagem direta, critérios objetivos sobre quem pode representar a empresa perante a Receita Federal, informações essenciais sobre a habilitação do Despachante Aduaneiro como profissional regulamentado, pontos de atenção sobre representações por terceiros, como operadores logísticos e comissárias e, ainda, orientações práticas sobre a contratação e o pagamento regular dos honorários.

Com público-alvo formado por empresários, advogados, embarcadores, profissionais de logística e gestores do comércio exterior, o guia inclui ainda um parecer jurídico completo, disponível por QR Code.

Clique aqui e conheça o GUIA: https://sindaspcg.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Guia-Institucional-para-Contratar-Servicos-de-Despacho-Aduaneiro-Regras-legais-essenciais-para-gestao-etapas-objetivas-e-controles-minimos-para-assegurar-seguranca-juridica-e-compliance-fiscal-e-.pdf

GM inicia produção do novo Chevrolet Tracker em São Caetano do Sul

A General Motors iniciou a produção da nova geração do SUV Chevrolet Tracker na fábrica de São Caetano do Sul.

O modelo também será produzido na fábrica que a montadora mantém em Rosario, da Argentina.

Por meio de comunicado, divulgado na terça-feira, 1, a empresa informou que a unidade do ABC Paulista passou por algumas alterações para receber a produção do utilitário esportivo.

Fábrica modernizada para fazer novo Chevrolet Tracker – Foram instalados novos equipamentos na linha de montagem, como uma célula automatizada para instalação do novo para-choque dianteiro.

Além disso, foram atualizados dispositivos e sistemas em todas as áreas da fábrica: novas ferramentas de estamparia; robôs e parâmetros reconfigurados na pintura; ajustes no ferramental de carroceria; além de melhorias no processo de fixação de componentes, checagem de superfícies, alinhamento de rodas e faróis.

Os testes finais e inspeções de acabamento também foram aperfeiçoados. A estratégia de abastecimento da linha também foi reformulada e os sistemas de qualidade receberam novos dispositivos de controle.

O novo Chevrolet Tracker teve o desenho atualizado nas partes frontal e traseira. No interior, novas opções de acabamento estão disponíveis, além de recursos multimídia. As vendas iniciam na rede de concessionários ainda em julho.

Fonte: https://www.automotivebusiness.com.br

Volks moderniza a fábrica de Taubaté para produzir o Tera

Produzido exclusivamente na fábrica da Volkswagen do Brasil em Taubaté (SP), o recém-lançado SUVW Tera já foi responsável pela geração de 260 novos empregos diretos na produção, sendo 40% mulheres, e de até 2.600 novos empregos indiretos na cadeia de fornecedores.

Com índice de 80% de nacionalização, o Tera conta com 241 fornecedores de peças, dos quais mais de 230 são empresas brasileiras, sendo 21 do Vale do Paraíba, região onde a fábrica está instalada.

Só neste ano, o Tera demandará R$ 3,23 bilhões em compras de peças, valor que representa 12% do total de compras de peças previsto pela Volkswagen do Brasil no ano (R$ 26,3 bilhões).

100% desenvolvido no Brasil – O modelo foi 100% desenhado, desenvolvido e produzido no Brasil. O projeto exigiu da Volkswagen inovações em todas as etapas do processo produtivo de Taubaté para receber o veículo. Entre os equipamentos estão 347 novos robôs, totalizando agora 875.

A fábrica é a segunda da montadora a usar biometano em sua matriz energética, que é destinado principalmente ao processo de pintura (a outra é a fábrica da Via Anchieta, no ABC paulista), o que pode reduzir em até 99% as emissões de CO2 nesse processo. A pintura teve a linha adaptada para a instalação da pintura Bi-tone (teto preto).

A estamparia contou com aumento de 80,6% na quantidade de ferramentas. Com as 158 novas ferramentas que chegaram para o novo veículo, agora a fábrica conta com 354. A área também recebeu um novo GOM (equipamento de medição automática de peças).

875 Robôs – A armação, onde as peças de aço são soldadas e transformadas na carroceria, contou com aumento de 81% em equipamentos, sendo 347 novos robôs (totalizando agora 875), 227 novas pistolas de solda (totalizando 514), 120 novas pinças (totalizando 268), entre outros.

A montagem final da fábrica de Taubaté também teve aumento de capacidade e de automatização de processos. Recebeu novos equipamentos e comissionamento eletrônico, melhorias no sistema doorless e montagem automática de molas nas rodas traseiras.

A logística da unidade também teve aumento de 51% em peças. São 1.825 novas peças para o SUVW Tera, totalizando agora 5.385 itens na área da fábrica. A fábrica piloto, destinada a novos projetos, também recebeu investimentos.

 

Fonte: https://www.usinagem-brasil.com.br

Depois de Bruxelas: o que o Sistema Harmonizado 2028 revela — e o 2033 exigirá

Por Marcelo de Castro – Despachante Aduaneiro Oficial

Durante a semana de 24 a 28 de junho de 2025, a cidade de Bruxelas sediou as 145ª e 146ª Sessões do Conselho da Organização Mundial das Alfândegas (OMA), momento que ficará registrado como ponto de inflexão para a governança classificatória do comércio internacional. A aprovação unânime do projeto estratégico “Enhancing the Harmonized System Framework” marcou o início formal de um novo ciclo de modernização normativa do Sistema Harmonizado (HS), com efeitos que se estenderão até o ano-base de 2033.

Conforme declarado oficialmente pela OMA, trata-se de uma iniciativa voltada a “explorar novas ferramentas e procedimentos e submeter propostas para melhorar a clareza e a usabilidade dos textos legais” do HS (WCO Newsroom, 27/06/2025). Com previsão de execução em trinta meses, o projeto pretende responder, de forma estruturada, à crescente complexidade técnica, ambiental, digital e regulatória das mercadorias e cadeias produtivas globais.

Mais do que uma simples revisão terminológica, trata-se de um movimento de reorganização institucional do instrumento normativo mais utilizado do comércio mundial — e que requer, desde já, a atenção do Brasil.

O escopo do projeto e a preparação para o HS 2033

O projeto aprovado pelo Conselho da OMA resulta de um estudo técnico conduzido entre 2023 e 2024, sob coordenação do Comitê do Sistema Harmonizado, com apoio de Estados-membros e observadores. Em março de 2025, a 75ª Reunião do Comitê do HS consolidou 299 pacotes de emendas propostas para a próxima revisão (HS 2028), mas já apontando limites estruturais do sistema. A partir dessa constatação, recomendou-se à OMA a abertura de um novo ciclo reformador.

A decisão do Conselho resultou, assim, em três frentes principais de trabalho:

  1. Ferramentas e procedimentos de apoio às futuras revisões, com base em evidência técnica, linguagem clara e critérios metodológicos compatíveis com as exigências modernas de classificação;
  2. Revisão da clareza e da usabilidade do HS, especialmente no tocante às notas legais e explicativas, com vistas à padronização semântica e à eliminação de ambiguidade textual;
  3. Preparação institucional para o ciclo do HS 2033, que deverá ser a mais abrangente reforma do sistema desde sua adoção global.

 

O documento oficial da proposta observa que “a complexidade das mercadorias modernas, bem como as expectativas de transparência regulatória, exigem uma base classificatória tecnicamente robusta e semanticamente inteligível” (WCO, 2025).

O impacto direto sobre o Brasil e sua Nomenclatura Comum

O Brasil adota o Sistema Harmonizado por meio da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), instrumento técnico-jurídico que estrutura a Tarifa Externa Comum (TEC), os controles aduaneiros, os regimes especiais e as plataformas estatísticas e fiscais. Assim, qualquer alteração promovida no HS terá reflexo imediato sobre:

  • a parametrização da DUIMP e seus Catálogos de Produtos;
  • as exigências técnicas e os atributos obrigatórios vinculados à NCM;
  • os regimes de Ex-Tarifário, Drawback, Recof e admissões temporárias;
  • as regras de origem preferencial nos acordos comerciais multilaterais;
  • a atuação dos órgãos anuentes, como ANVISA, MAPA, Exército, IBAMA, entre outros.

Nesse sentido, a participação brasileira nos comitês técnicos da OMA não é apenas desejável — é indispensável. Capítulos estratégicos como o 84 e 85 (máquinas e equipamentos mecânicos e eletroeletrônicos), o 29 e 30 (compostos químicos, princípios ativos e medicamentos), o 90 (instrumentos médico-hospitalares e de medição de alta precisão), e os 27 e 38 (combustíveis, insumos agroindustriais, reagentes químicos e produtos destinados a diagnóstico laboratorial) requerem acompanhamento contínuo, rigor técnico e posicionamento diplomático qualificado por parte do Brasil.

DUIMP e HS: convergência normativa ou fricção operacional?

A transformação internacional do Sistema Harmonizado coincide, no plano doméstico, com a implementação do Novo Processo de Importação (NPI) brasileiro, articulado pelo Portal Único de Comércio Exterior. Por meio da Declaração Única de Importação (DUIMP) e dos Catálogos de Produtos, o Brasil vem promovendo sua própria reorganização procedimental.

Essa coincidência de agendas — a reforma do HS e a consolidação da DUIMP — representa uma oportunidade estratégica, mas também um risco de dissonância regulatória, caso os processos não sejam harmonizados.

A convergência pode resultar em:

  • maior segurança jurídica para os operadores;
  • compatibilização entre atributos técnicos e códigos NCM;
  • redução de litígios classificatórios;
  • padronização semântica entre documentos de importação e exigências de órgãos anuentes.

 

Para tanto, será necessário que a Receita Federal do Brasil, os ministérios setoriais, as entidades privadas e os despachantes aduaneiros atuem de forma coordenada e tecnicamente qualificada.

Ao fim e ao cabo — ou quando o código vira pauta de Estado

O Sistema Harmonizado sempre se apresentou como uma peça silenciosa do ordenamento econômico internacional. Mas o tempo silencioso acabou. O que a semana pós-OMA nos revela é um novo ciclo de reordenação normativa e técnica, em que a classificação aduaneira deixa de ser apenas ferramenta tarifária para se tornar mecanismo de política pública.

A menção expressa à clareza textual, ao uso de novas ferramentas digitais e à necessidade de antecipar mudanças — inclusive ambientais — sinaliza que o HS 2033 poderá integrar, de modo transversal, princípios das chamadas Aduanas Verdes, hoje em construção no Comitê de Meio Ambiente da OMA (GCAT) e já refletidos nas práticas de diversos países.

Em outras palavras: até mesmo o código NCM poderá, no futuro próximo, conter vestígios de carbono. E quem não entender isso talvez ainda pense que a pauta é puramente estatística.

Se o comércio global já é inteligente, suas classificações precisam ser igualmente lúcidas. E se as mercadorias não param de mudar, o papel do Brasil não pode ser o de apenas carimbar códigos alheios. É preciso sentar à mesa, com método, com posição — e, por que não, com um pouco de vocação constitucional.

Afinal, como disse certa vez um aduaneiro veterano num auditório abafado de São Borja:

“nomenclatura é só uma palavra bonita para quem sabe que o nome das coisas define o destino das coisas.”

Notas bibliográficas

  1. WCO – World Customs Organization.
    WCO Council endorses project proposal aimed at enhancing the Harmonized System framework. Bruxelas, 27 de junho de 2025. Disponível em: https://www.wcoomd.org
  1. European Commission.
    Proposal for a Council Decision on the position to be taken on behalf of the European Union within the WCO Harmonized System Committee. Brussels, 21 June 2025. COM(2025) 235 final. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu
  1. OMA – Comité du Système Harmonisé.
    75th Session Technical Report. Bruxelles, março de 2025. Documento interno do Subcomitê do HS, não publicado oficialmente.
  1. Receita Federal do Brasil.
    Nota Técnica sobre o Catálogo de Produtos da DUIMP e sua integração com o NPI. Brasília, maio de 2024.

Reforma Tributária será abordada no “VIII Seminário de Direito Aduaneiro e Comércio Exterior”, realizado pela OAB Campinas

A Comissão de Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, da OAB Campinas, realizará no próximo dia 19 de agosto, o” VIII Seminário de Direito Aduaneiro e Comércio Exterior” .

O Encontro tem a assinatura de apoio oficial do SINDASP, do CIESP Campinas, da AER e da APRA BR.

O evento presencial será na “Casa da Advocacia, em Campinas SP

Conheça a Programação do Seminário, que tem a Reforma Tributária como um dos destaques.

8h30 – Coffee boas-vindas

8h45 – Abertura – Luciana Freitas – Presidente da OAB Campinas / Alan Murça – Presidente da Comissão de Direito Aduaneiro

9h00 – Panorama da Reforma Tributária e Nova Estrutura Tributária na Importação

Palestrante: Luis Eduardo Garrosino Barbieri – Doutorando em Direito Público pela Universidade de Coimbra – Portugal,  Mestre em Direito Tributário pela PUC São Paulo,  Especialista em Direito Tributário pelo IBET – Instituto Brasileiro de Estudos Tributários e em Derecho Aduanero pela Universidade de Valência/Espanha.

10h30 – Coffee Break

10:50 – Impactos da Reforma sobre o Comércio Exterior

Palestrante: Renato Agostinho da Silva – Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestre em Economia do Setor Público pela Universidade de Brasília (UnB).

Almoço – 12h30 às 14h00

14h00 – Reforma Tributária e o ICMS: Desafios e Perspectivas sobre os Créditos Acumulados

ConvidadoCarlos Eduardo Garcia Ashikaga – Advogado, consultor e professor há 25 anos, especializado em Direito Tributário e Comércio Exterior. Sócio fundador do escritório Garcia Ashikaga Sociedade de Advogados e membro do Comitê Jurídico da ABECE, Autor dos livros “Análise da Tributação na Importação e na Exportação” e “PIS/Pasep e Cofins na Importação”, Pós-graduado em Direito Tributário (PUC) e Comércio Exterior.

14h50 – A Guerra Tarifária e as oportunidades para o comércio exterior brasileiro

Palestrante: Lucas Ferraz – Foi diretor do Brasil no New Development Bank (BRICS) e na CAF, além de exercer funções no BID e Fonplata. Ocupou cargos de liderança em conselhos de empresas como Elo, PPSA e Banco do Brasil. Atuou como secretário de Comércio Exterior e consultor sênior para entidades como Banco Mundial, UNCTAD, FIESP e CNI. Doutor em Economia (FGV), mestre e engenheiro químico (POLI-USP), com formação complementar na Europa. Professor da FGV-EESP desde 2005, é referência em comércio internacional, BRICS e infraestrutura, com publicações relevantes na área.

16h30 – Encerramento

Evento é gratuito com a Doação voluntária de 1 kg de alimento não perecível destinado às entidades assistenciais que atuam no atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

INSCREVA-SE: https://www.sympla.com.br/evento/viii-seminario-de-direito-aduaneiro-e-comercio-exterior/3002555?referrer=sympla.queue-it.net

Ficha Técnica:

Data: 19/08/2025

Local: Casa da Advocacia de Campinas – Rua Lupércio Arruda Camargo, 111 Jardim Santana

Campinas, SP

Horário: 08:30h às 16:30h