ANVISA anuncia que Módulo PCCE reduziu tempo de compensação do pagamento de dois dias para cinco minutos

Durante 12ª Confac – Comitê Nacional de Facilitação do Comércio – realizada na última quarta-feira (25/6), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) foi destacada a importância da adoção, pelos órgãos intervenientes, do módulo de Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE) do Portal Único como fator de competitividade para as empresas brasileiras.

O PCCE é um módulo do Portal Único de Comércio Exterior que permite o recolhimento de taxas, tarifas e impostos diretamente no ambiente de janela única e disponibiliza de forma automática as informações de pagamento aos órgãos. Dessa maneira, a ferramenta desburocratiza as operações de compra e venda de artigos no exterior por meio desse pagamento centralizado. Além disso, promove maior transparência, rastreabilidade e harmonização nos processos de cobrança, visto que simplifica o acesso à informação das obrigações legais.

ANVISA – Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que já utiliza o PCCE, o tempo de compensação do pagamento de taxas foi reduzido de dois dias para até cinco minutos. Essa agilidade tem impacto direto na competitividade das empresas, uma vez que cada dia de carga parada aguardando autorização pode representar um custo de 0,8% sobre o valor total da mercadoria.

Atualmente, estão em curso negociações técnicas para viabilizar a adesão de outros órgãos, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Exército.

Gerenciamento de Riscos – Outro tema da pauta da reunião foi a realização workshop técnico sobre Gerenciamento de Riscos com Órgãos Anuentes, previsto para setembro de 2025. O evento será organizado pela Receita Federal com apoio da Secex e ocorrerá em formato híbrido. O objetivo principal é a troca de experiências e boas práticas entre os órgãos anuentes no uso de ferramentas digitais e critérios de seleção de cargas. A proposta é fortalecer o alinhamento entre os órgãos participantes e fomentar uma atuação mais eficaz e integrada no controle das importações.

O gerenciamento de risco e a implementação de procedimentos facilitadores são fundamentais para o sucesso do Programa Portal, pois asseguram a eficiência e a segurança nas operações de comércio exterior. O gerenciamento de risco permite identificar, avaliar e mitigar potenciais obstáculos, como atrasos ou inconformidades, promovendo decisões baseadas em dados que otimizam os processos e reduzem custos operacionais.

Sobre o CONFAC

Presidido pela Secretaria de Comércio Exterior e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, o Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (CONFAC) é parte integrante da Câmara de Comercio Exterior (CAMEX) e conta com a participação da Casa Civil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Defesa, Ministério da Agricultura e Pecuária, Anvisa, Inmetro e Ibama.

O Comitê é o agente fundamental na coordenação das ações de facilitação do comércio entre os diversos intervenientes do comércio exterior, promovendo maior eficiência nas operações de importação e exportação do Brasil, implementando políticas e diretrizes que contribuem para o cumprimento de acordos internacionais e para a redução de tempos e custos associados ao comércio exterior.

Após “NOTA” divulgada pelo SINDASP”, SECEX e Receita atualizam meta: 100% dos anuentes integrados ao NPI até setembro

Até setembro de 2025, 100% dos órgãos anuentes estarão integrados ao Novo Processo de Importação (NPI) do Portal Único. A atualização do cronograma foi aprovada durante reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac) realizada na última quarta-feira (25/6), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A atualização foi um dos temas discutidos durante a 12ª Confac. O encontro foi presidido pela secretária de Comércio Exterior (Secex), Tatiana Prazeres, e pela secretária Especial Adjunta da Receita Federal do Brasil (RFB), Adriana Gomes Rêgo. Ao lado delas, o Subsecretário de Administração Aduaneira, Fabiano Coelho (todos na foto).

A meta é que, até setembro de 2025, todos os órgãos anuentes estejam plenamente integrados ao novo processo.  Com isso, estima-se uma redução de 50% do volume de operações sujeitas a licenciamento, passando de 41% para 20% do total. Além disso, até 80% das operações que exigem licenciamento poderão utilizar o modelo de Licença Flex, que permite o uso de uma única autorização para múltiplas transações comerciais.

SINDASP – O anúncio reforça uma “NOTA AO SETOR”, divulgada no último dia 17/06, pelo SINDASP – Entidade que representa os Despachantes Aduaneiros em São Paulo, defendendo a continuidade e avanços na implantação da DUIMP.

Diante de rumores sobre atrasos na implantação, o SINDASP saiu em “defesa do comércio exterior” e divulgou, uma “NOTA”, esclarecendo o curso natural de implantação da DUIMP, desmistificando teoria de que uma suposta suspensão de avanços da DUIMP – Declaração Única de Importação – esteja associada às dificuldades operacionais impostas pela futura Reforma Tributária.

A íntegra do documento pode ser encontrada no site do SINDASP, sob o título “Facilitação do comércio exige responsabilidade na informação: a DUIMP segue em implantação”, segundo a Entidade, divulgada em “defesa do comércio exterior brasileiro”

Sobre o Portal Único

O programa, que visa desburocratizar e modernizar os processos de exportação e importação, com foco em procedimentos, normas e sistemas, foi iniciado em 2014 e está sendo implementado de forma modular, em substituição ao Siscomex antigo.

O programa já processa 100% das exportações brasileiras e as ações para contemplar também as importações estão em andamento. Com as mudanças, estima-se uma economia anual de mais de R$ 40 bilhões para os operadores privados com impacto de até US$ 130 bilhões no PIB até 2040.

“Gestão de Parceiros” é debatida no âmbito do OEA. Assista Palestra na íntegra.

No último dia 17 de junho, foi realizado o Workshop OEA: Gestão de Parceiros Comerciais – Como Garantir Conformidade e Segurança, promovido pelo Departamento de Comércio Exterior do CIESP Campinas. O evento ocorreu de forma híbrida, com participação presencial na sede da Entidade e também on-line, reunindo empresários e profissionais da área de comércio exterior.

A abertura do encontro foi conduzida por José Henrique Toledo, Diretor Titular do CIESP Campinas, e Anselmo Riso, Diretor de Comércio Exterior. Ambos destacaram a importância do encontro e a disseminação de informações atualizadas.

A palestra foi ministrada por Gustavo Vivas David, Auditor-Fiscal da Receita Federal e Chefe da Equipe Regional de Gestão de OEA – DECEX/SP. Durante sua apresentação, ele abordou normas fundamentais sobre gestão de parceiros comercias: “No evento de hoje, tratamos de um requisito bastante importante do programa, que é a gestão de parceiros comerciais. Trouxemos orientações sobre como as empresas podem atender a esse requisito e também apresentamos atualizações em relação à norma anterior. O evento possibilitou um conhecimento maior e mais aprofundado sobre alguns pontos desse tema, que é essencial para a certificação OEA.”

O workshop foi realizado durante o período da manhã. A edição presencial teve mais de 140 participantes inscritos. Ao final, o encontro contou com um espaço para perguntas, promovendo um momento de interação e esclarecimento de dúvidas entre os presentes.

Você pode conferir através do vídeo abaixo:

Bruxelas 2025: O Conselho da OMA e a Nova Arquitetura das Fronteiras Inteligentes

PIN SINDASP 75 ANOS – Bruxelas / Bélgica

I. A linguagem das cúpulas e a gramática da modernidade aduaneira

A cada ciclo decisório internacional, as estruturas de governança global reelaboram, com crescente sofisticação, a gramática de seus compromissos. Não se trata apenas de encontros diplomáticos — trata-se da construção de sentidos para o próprio comércio internacional. A Organização Mundial das Aduanas (OMA), reunida em Bruxelas entre 26 e 28 de junho de 2025, protagoniza mais do que uma rodada de deliberações técnicas: consagra um ponto de inflexão na história da arquitetura aduaneira multilateral.

As sessões 145ª e 146ª do Conselho da OMA, precedidas pela 92ª reunião da Comissão de Política, reúnem os delegados das 186 administrações-membro e os principais interlocutores do setor privado para tratar de um espectro temático que reflete a complexidade dos tempos: digitalização, valoração aduaneira, comércio eletrônico, segurança de fronteiras, integridade institucional, fragilidade geopolítica, capacitação técnica, paridade de gênero, diversidade, interoperabilidade estatística e sustentabilidade.

A pauta é densa. E sua densidade é sinal de maturidade institucional. Os documentos preparatórios, o plano estratégico e os relatórios do Secretariado apresentam mais de trinta itens deliberativos. Mas o que une essa diversidade temática é a clara percepção de que a aduana deixou de ser um órgão de retaguarda — é agora protagonista de primeira linha na proteção dos fluxos lícitos, da confiança fiscal e da justiça regulatória.

 

II. A institucionalidade como vetor de transformação

É recorrente nas grandes cúpulas multilaterais a tentação de confundir o simbólico com o performático. No entanto, a OMA distingue-se por um pragmatismo jurídico-operacional que a coloca como referência para instituições como a OMC, a UNCTAD, a OCDE e os fóruns regionais de integração. O seu Conselho é o coração político da entidade; é ali que se cruzam os vetores técnicos e os imperativos estratégicos.

Sob a liderança do Secretário-Geral Ian Saunders, os membros debaterão a atualização do Plano Estratégico 2025–2028, a implementação do Plano de Modernização da Organização, a revisão do formato de deliberação e até mesmo a adoção de sistemas eletrônicos de votação. Também serão apresentados os relatórios dos comitês de integridade, finanças, auditoria e dos grupos técnicos dedicados à capacitação, classificação, valoração e regras de origem. A pluralidade dos temas, porém, converge para uma matriz comum: a necessidade de redefinir o papel da aduana como ente transversal, cuja missão transcende o controle fiscal e alcança a proteção do interesse público em sua mais ampla acepção.

 

III. Aduanas verdes e a projeção de Belém no cenário global

Entre os pontos mais significativos da agenda política está a Declaração de Baku sobre Aduanas Verdes, proposta pelo Azerbaijão. Trata-se de um marco emergente: pela primeira vez, o Conselho da OMA poderá se pronunciar de forma vinculada à proteção ambiental, associando o cumprimento das obrigações aduaneiras à responsabilidade climática.

Essa decisão não se dá no vácuo. Ela prepara terreno para debates estruturantes na COP30, que será realizada em Belém do Pará, em novembro de 2025. Se aprovada, a Declaração sinalizará ao mundo que as aduanas não estão à margem da transição ecológica global, mas na linha de frente — fiscalizando o comércio de resíduos perigosos, produtos sensíveis, carbono embutido, minerais críticos e cadeias de valor que impactam diretamente o meio ambiente.

Essa é, sem dúvida, a nova fronteira: a da aduana como agente ambiental de soberania e de compromisso com os limites planetários.

 

IV. O setor privado como parte da equação estratégica

Outro ponto sensível — e por isso central — será o debate sobre a atuação do Grupo Consultivo do Setor Privado (PSCG). Trata-se de um espaço permanente e institucionalizado de escuta e cogestão entre a OMA e os operadores privados que vivem, na prática, os efeitos da regulação aduaneira. A ASAPRA, organização intercontinental que congrega os agentes profissionais de aduana da América Latina, América do Norte, Caribe, Europa e África, participa ativamente desse espaço.

A pauta também inclui discussões sobre preços de transferência e a valoração aduaneira de mercadorias em ambientes de grupo multinacional — tema que será debatido no painel “Mind the Gap!”. A aduana, nesse contexto, busca articulação técnica com autoridades fiscais para evitar dupla tributação, subfaturação artificial ou erosão de base tributária. Um segundo painel tratará da abordagem baseada em dados para enfrentar o crescimento exponencial do comércio eletrônico, enquanto o terceiro abordará a capacitação sob novo paradigma, com ênfase na corresponsabilidade e nos impactos mensuráveis.

Para os despachantes aduaneiros, a leitura é clara: estamos sendo cada vez mais convocados não apenas a cumprir normas, mas a contribuir com sua legitimidade e aplicabilidade. Somos agentes técnicos e institucionais entre o Estado e o mercado. E é nesse ponto que reside nossa relevância contemporânea.

 

V. Bruxelas como encruzilhada do futuro

Ao final da reunião, o Conselho conduzirá eleições para seus cargos diretivos, os comitês de política, finanças e auditoria. Também será apresentada a agenda global da OMA para o período 2025–2026. Mas o que está em jogo não se resume a nomes ou relatórios. Trata-se da reafirmação do papel das aduanas como espaços de intersecção entre soberania e inteligência transfronteiriça.

Em tempos de reorganização geopolítica, riscos sistêmicos e disputas tecnológicas, as aduanas não são apenas instrumentos de controle. São instituições de confiança pública, alicerçadas na técnica, na legalidade e na capacidade de adaptação contínua. O Conselho da OMA é, portanto, mais do que um espaço técnico. É um espaço de mundo.

Como disse certa vez Henry Thompson Argüello, “uma fronteira só é legítima quando reconhecida por ambos os lados — o do Estado e o da dignidade humana.” Que Bruxelas 2025, sob o rigor institucional da OMA e o impulso criativo das novas lideranças, saiba honrar essa verdade.

 

Marcelo de Castro Ferreira – Despachante Aduaneiro Oficial -Diretor de Marketing Institucional do SINDASP – Responsável pelas Relações Institucionais e Comunicação da ASAPRA — Asociación Internacional de Agentes Profesionales de Aduana, organização intercontinental com representação no Comitê Consultivo do Setor Privado (PSCG) da Organização Mundial das Aduanas.

Gourmet Comex divulga Save The Date: “Almoço de Networking” reunirá mercado do interior de SP em 12/09

Anote em sua Agenda: 19 de setembro acontece o 30ª edição do Almoço de Conteúdo e Networking Gourmet Comex.

Os profissionais do setor de comércio exterior e logística do Interior de SP se reunirão mais uma vez, em Campinas. A cidade que abriga o Aeroporto Internacional de Viracopos é a “capital da Região” reconhecida pela sua força na indústria importadora e exportadora.

30ª EDIÇÃO – O Almoço de Conteúdo e Networking, “sob a batuta” da GPA+ Comunicação do Cool Hunter Nilo Peralta, alcança sua 30ª Edição. “Hoje vemos algumas iniciativas semelhantes pelo Brasil. Por isso mesmo, o momento é de agradecer a todos que apoiam este projeto pioneiro, que chega a incrível marca de 30 edições”, comemora Peralta.

O encontro atrai, regularmente, todo semestre, mais de 150 empresários e executivos que trabalham com o comercio exterior e a logística.

As primeiras marcas de valor que assinam esta edição foram anunciadas: Lothus Cargo, Rodo Import, Grupo V. Santos, Alpha Cargo, Asa Express e J. Moraes. O apoio institucional de parceiros, responsáveis pelo sucesso, seguem: CIESP Campinas e SINDASP.

Participe: evento@gpamais.com.br ou (19) 99299-1987.