Com fábrica no interior, Volkswagen vai investir R$ 5 bilhões, com novo foco em elétricos e propulsão a etanol

A Volkswagen anunciou nesta terça-feira (4) € 1 bilhão (R$ 5,3 bi) em investimentos até 2026 na América do Sul, em planejamento que inclui o desenvolvimento de motores a combustão movidos a etanol. A multinacional alemã mantém, no interior de SP, em São Carlos, polo de fabricação de motores.

O novo ciclo de investimentos faz parte da estratégia de crescer 40% no país nos próximos anos. Os novos motores a etanol fazem parte do planejamento da empresa para ofertar ao mercado opção ambientalmente correta ainda dentro da seara de motores a combustão. A companhia ainda anunciou expansão de seu modelo de negócios de assinatura.

Até o fim deste ano, a empresa lançará dois modelos totalmente elétricos no Brasil.

No horizonte até 2025 serão 15 novos veículos elétricos e híbridos.

Apesar de traçar metas ambiciosas para a Europa na substituição de modelos a combustão por elétricos, cujo mercado está em franca expansão, a Volkswagen vê progressão mais lenta no mercado sul-americano.

Neste contexto, a empresa quer avançar no mercado, por meio de “propulsões alternativas”, como os biocombustíveis. A companhia montou no Brasil centro de desenvolvimento tecnológico de motor a biocombustíveis que deve se debruçar sobre melhorias em propulsão por combustão interna a etanol, mas também no uso do derivado da cana-de-açúcar como fonte de recarga para carros elétricos, por meio de célula de combustível.

Os investimentos na propulsão a etanol pode ser uma boa notícia para a unidade são-carlense. Inaugurada em 1996, a fábrica em São Carlos é responsável pela produção dos motores da família EA211 em uma gama de versões: 1.0, 1.0 TSI, 1.4 TSI e 1.6 MSI. Os blocos integram toda a linha da Volkswagen e são exportados. É considerada a unidade fabril mais eficiente de toda a Volkswagen Group.

Fonte: https://www.acidadeon.com

Do interior de SP para o México: Marfrig realiza 1º embarque de carne bovina

A unidade da Marfrig em Promissão (SP) embarcou o primeiro lote de carne bovina in natura para o México no fim de junho. Em nota, a empresa informou que o carregamento foi realizado após auditoria que avaliou a conformidade em relação às especificações técnicas do acordo estabelecido entre o Brasil e o México para exportação do produto. Não foi revelado o volume embarcado ao México nem a receita obtida.

A planta de Promissão – a única unidade de abate, desossa e industrializados da Marfrig no Estado de São Paulo – está habilitada para exportar para mais de 30 países, entre eles China e Estados Unidos. Está em andamento processo de habilitação para exportar para a Malásia.

Conforme a nota da companhia, a unidade da Marfrig em Promissão tem capacidade média diária de confinar 6.000 cabeças de gado e abater 950 animais. Produz 9.900 toneladas de carne mensalmente, o que representa 17,2% do volume total produzido pela companhia no Brasil.

“A entrada da Marfrig neste importante mercado que é o mexicano é uma ótima oportunidade de negócios para a companhia, que tem, entre suas estratégias atuais, a diversificação de mercados”, disse na nota o diretor de exportação da Marfrig, Alisson Navarro.

Carne orgânica – A Marfrig, uma das principais empresas de carne bovina do mundo, começou a processar carne orgânica no Brasil. O processo é realizado na unidade de Hulha Negra, no Rio Grande do Sul. A matéria-prima para produção chega no país através da operação da companhia no Uruguai. Esta novidade é parte da estratégia de ampliação na atuação com alimentos de origem reconhecida e sustentável.

A carne orgânica vem de animais alimentados exclusivamente a pasto, livres de fertilizantes sintéticos, hormônios anabolizantes e estimulantes de crescimento. O produto ainda tem um nível menor de gordura intramuscular e de colesterol, contribuindo para uma alimentação mais saudável.

Fonte: https://mercadoeconsumo.com.br

“Licença Flex marca um novo capítulo na história do comércio exterior brasileiro”, afirma SINDASP

Decreto do Governo Federal chega para desburocratizar e reduzir custos de exportações e importações

Conhecida pelo mercado anteriormente como “Licença Guarda-Chuva”, o Governo Federal acaba de implementar mudanças nessa operação através do Decreto nº 11.577, de 27 de junho de 2023. Batizada agora de “Licença Flex”, o uso de uma mesma licença para múltiplas operações trará redução de custos, menos burocracia e diminuição de prazos para as empresas, além de mais eficiência para órgãos do governo.

A medida simplifica a rotina e reduz custos das empresas que precisam de anuência (autorização) para comercializar com outros países.  A mudança entrou em vigor com o Decreto publicado na última quarta-feira(28) no Diário Oficial da União (DOU) e será utilizada por meio do Portal Único de Comércio Exterior.

Com emissão baseada em prazos, quantidades ou valores das operações, a Licença Flex pode substituir centenas de documentos, diminuindo custos e permitindo flexibilidade logística para a realização de exportações e importações de forma consolidada ou gradual ao longo do tempo. Com a Licença Flex, além da redução de despesas com licenças, há a diminuição de outros custos com conformidade documental e armazenamento das cargas. Agora, uma única licença poderá ser utilizada para amparar múltiplas operações de exportação e importação, o que resulta em redução de custos, burocracia e prazos para os usuários.

Centralização no Portal Único de Comércio Exterior – Outra novidade da norma criada pelo Poder Executivo é que os órgãos e entidades públicas não poderão exigir o preenchimento de formulários ou a apresentação de documentos, dados ou informações por qualquer outro meio que não seja o Portal Único de Comércio Exterior do Siscomex. De acordo com a nova regra, que regulamenta dispositivo da Lei 14.195/2021, a transferência das exigências para o sistema deverá ocorrer até o dia 1º de setembro de 2023 para a exportação e até 1º de março de 2024 para a importação.

“É importante ressaltarmos um alerta relevante acerca desta normativa: recomendamos enfaticamente que nossos associados estejam atentos à versão atualizada do Artigo 5-A, pois essa nova sistemática se restringe exclusivamente aos requisitos estabelecidos no próprio Artigo”, lembra Marcelo de Castro, diretor do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, em mensagem à categoria.

É a primeira vez que um ato normativo do governo federal apresenta prazos para a centralização de requisitos burocráticos relacionados às transações comerciais externas do Brasil, garantindo que o Portal Único de Comércio Exterior seja a interface exclusiva de contato entre governo e operadores privados para a realização de exportações e importações.

“Essa medida representa um avanço na modernização e eficiência dos procedimentos, fortalecendo o ambiente de negócios e impulsionando o desenvolvimento econômico do país. Espera-se atrair mais investimentos e fortificar a posição do Brasil como um participante competitivo no mercado global. Essa nova abordagem marca um novo capítulo na história do comércio exterior brasileiro, simplificando as operações e gerando novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento”, finaliza Elson Isayama, Presidente do SINDASP.

Fonte: Assessoria de Imprensa  SINDASP

Estado de SP concentra quase metade das empresas exportadoras do país

O Estado de São Paulo possui 11.325 empresas exportadores, o que representa 48,2% das 26.441 companhias de todo o país que vendem para o exterior. Os dados aparecem no estudo Perfil das Firmas Exportadoras Brasileiras – Um Panorama, divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Governo Federal. O documento também mostra que São Paulo tem quatro vezes mais empresas exportadoras que o segundo colocado no ranking nacional, o Rio Grande do Sul, com 2.930.

Destaque para o impacto dessas empresas, a maior parte do setor industrial, na geração de emprego e renda. As companhias que vendem para o exterior representam apenas 1% dos 2,8 milhões de CNPJs ativos no país, mas concentram 15% da força de trabalho. Elas pagam salários até duas vezes maiores que aquelas que atuam apenas no mercado nacional e empregam mais trabalhadores com ensino superior. Além disso, elas contratam mais: a média de colaboradores passa de 200, enquanto as firmas não-exportadoras contam com menos de 50 funcionários.

“Apoiar o empreendedor que quer exportar representa menos desemprego, mais renda e aquece a economia, além garantir empresas mais competitivas, já que a interação com parceiros internacionais traz novos conhecimentos, melhora a gestão e incentiva a inovação”, diz a gestora do programa Exporta SP, Elisabete Donato. Voltada para a capacitação de empreendedores e produtores rurais de micro, pequeno e médio porte que querem exportar, a iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) está com inscrições abertas para o 2º semestre e deve se aproximar, ainda neste ano, da marca de mil empresas atendidas.

“Queremos cada vez mais apoiar as empresas a crescerem e desenvolverem seus negócios, inclusive internacionalmente. Por isso a importância da capacitação empreendedora do programa ExportaSP e outras iniciativas adotadas com a InvestSP (agência de promoção de investimentos do Estado vinculada à SDE). Isso significa geração de emprego e renda para o nosso Estado, diretrizes do governador Tarcísio de Freitas”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima.

Apesar dos avanços e da liderança de São Paulo, Donato chama a atenção para o fato de que 99% das companhias brasileiras ainda não exportam. Ela aponta a falta de conhecimento principalmente nas pequenas empresas, que geram até 80% dos empregos no país, como um problema. Mas avalia que o Estado tem dado o exemplo de como mudar essa situação: “os empreendedores que participam do Exporta SP chegam com muitas dúvidas sobre marketing, preço, logística e contratos internacionais, entre outros temas. Mas, com orientação de especialistas, uma de cada cinco empresas começa a exportar já durante a capacitação, que tem duração de quatro meses”.

Escritórios internacionais

Além da capacitação dos pequenos negócios para exportação, a estratégia do Governo de SP para fortalecer e incentivar o comércio exterior passa pela conquista de espaço para as empresas paulistas nas principais economias do mundo, que se mostraram mais abertas ao Brasil nos últimos anos – o estudo mostra que, entre 2018 e 2020, disparou o número de companhias do país que negociam com China (+24%), Estados Unidos (+21%) e Europa (+16%).

O Estado já mantém escritórios internacionais nas três regiões, além dos Emirados Árabes, um dos principais hubs de comércio do mundo. Administrados pela InvestSP, eles atuam para atrair investimento estrangeiro e apoiar empresas de São Paulo, de qualquer porte e setor, que querem exportar, além de realizarem missões internacionais – só neste ano foram oito, com a projeção de aproximadamente R$ 170 milhões em negócios gerados.

Governo federal sanciona lei que regulamenta seguros de cargas

O Governo Federal sancionou a Lei 14.599, que entre outros assuntos regulamenta os seguros de responsabilidade civil do transportador pela carga.

A NTC&Logística juntamente com diversas entidades e empresários do segmento, se engajaram na pauta, trazendo à luz a importância dessa regulamentação para a estabilidade das empresas de transporte de carga em todo o Brasil.

Foram dezenas de reuniões e conversas, diversas notas oficiais explicando para o associado da entidade e para a sociedade a importância da aprovação, visando o entendimento do impacto da medida.

De acordo com o presidente da NTC&logística, Francisco Pelucio, “essa aprovação é o resultado de um trabalho incansável desenvolvido pela entidade em conjunto com parlamentares e representantes de outras entidades. Gostaria de agradecer e parabenizar todos os envolvidos dessa importante conquista para o transporte rodoviário de cargas”, destacou.

O diretor financeiro da entidade, Marcelo Rodrigues, que participou ativamente da pauta, junto a parlamentares durante os últimos meses comentou sobre a conquista, “a união de todas as entidades do TRC, TAC, CTC e ETC foram fundamentais para o êxito desse pleito na Câmara dos Deputados, Senado e no Executivo Federal. Todos lutaram por um mesmo ideal, trazendo de volta a legitimidade da contratação dos seguros”.

Com informações NTC & Logística