Passo histórico, Despachantes Aduaneiros apresentam primeiro Código de Ética à OMA

Na recente reunião do Setor Privado do PCSG (Programa de Cooperação para o Fortalecimento das Capacidades e Infraestruturas do Setor Privado) da Organização Mundial das Aduanas (OMA), realizada na República Dominicana, a ASAPRA (Asociación Internacional de Agentes Profesionales de Aduana), pioneira entre as entidades privadas, anunciou o primeiro Código de Ética para uma categoria profissional vinculada à OMA.

Trata-se de um trabalho desenvolvido por especialistas aduaneiros de 21 países, incluindo o Brasil, em mais de 30 reuniões, com duração média de 3 horas cada, totalizando mais de 90 horas de discussão e organização. Durante o encontro, o Código de Ética foi apresentado e entregue aos representantes presentes da Organização Mundial das Aduanas (OMA). O Secretário-Geral da OMA, Kunyo Mikuriya, foi uma das importantes presenças no evento.

Presença brasileira – A reunião do Setor Privado do PCSG, ocorreu durante o  COMALEP 2023 – Convênio Multilateral sobre Cooperação e Assistência Mútua das Aduanas da América Latina, Espanha e Portugal. O Encontro ocorreu de 15 a 19 de maio, na República Dominicana e conta com a participação de uma comitiva brasileira.

O Brasil esteve representado por Elson Isayama, Presidente do SINDASP, e pelo diretor da entidade Antonio Ferreira, além Yuri Ferreira, Coordenador de Projetos do SINDASP, e de Marcelo de Castro, diretor no Sindasp e coordenador do Marketing Institucional da ASAPRA. A FEADUANEIROS – Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros – participou com seu presidente José Carlos Raposo Barbosa e por Representantes dos sindicatos de RS, PR/SC e RJ

As Cartas de Adesão e Cumprimento, juntamente com a Declaração de Punta Cana, foram assinadas pelas Organizações Oficiais Representativas da categoria profissional dos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Essas organizações assumiram o compromisso de trabalhar para incorporar o Código de Ética em seus ordenamentos jurídicos nacionais. No Brasil, a FEADUANEIROS estará com a missão de validar o documento com uma ação propositiva ao Governo.

Segundo o documento, o Despachante é parte da função pública aduaneira que trabalha no comércio internacional e em estreita relação com as alfândegas. Esses profissionais têm a grande responsabilidade de garantir a segurança e o cumprimento das leis de comércio internacional, logística e aduaneiras. Assim, tomam decisões criteriosas e oportunas, assumindo a responsabilidade por seus atos e o fiel cumprimento de suas obrigações perante a autoridade aduaneira, seus clientes e a sociedade.

“A OMA, vale lembrar, é uma organização internacional intragovernamental e independente criada em 1952 como o Conselho de Cooperação Aduaneira e tem como missão aumentar a eficiência e a eficácia da administração das aduanas no mundo, através de diretrizes e regras comuns. Demos o primeiro passo de uma ação que representa o pioneirismo e um marco histórico reforçando a função pública e o compromisso dos despachantes aduaneiros para um comércio internacional mais seguro e ágil para as operações.”, avaliou Elson Isayama, Presidente do SINDASP (FOTO na mesa de debates).

Fonte: Última Hora SINDASP

Toyota quer bater recorde com mais de meio milhão de carros na América Latina em 2023

A Toyota vai perseguir um recorde este ano. Em 2023, a fabricante japonesa quer, pela primeira vez, superar a marca de meio milhão de veículos vendidos na região da América Latrina.

A meta foi estabelecida por Masahiro Inoue, CEO da Toyota para América Latina e Caribe, durante evento de premiação de fornecedores da montadora, na unidade de Sorocaba (SP). O executivo reforçou as novas diretrizes da fabricante estabelecidas pelo novo CEO global Koji Sato, e fez um balanço das operações na região.

Entre os destaques, as vendas recordes de 475 mil unidades vendidas na América Latina. Segundo Masahiro Inoue, com a chegada do Corolla Cross híbrido feito em Sorocaba, as vendas da marca cresceram nos 40 países da região.

“Com o apoio de nossa cadeia de fornecimento, temos a expectativa de continuar aumentando a produção em nossas fábricas”, afirmou o executivo.

Crescimento nas vendas e na produção da Toyota – A meta da Toyota para este ano é produzir 400 mil veículos em suas cinco fábricas na América Latina. Caso se concretize, representará crescimento de 5% na comparação com 2022.

“Em vendas, as expectativas para nossa região também são de crescimento. Nosso objetivo é vender mais de 500 mil unidades pela primeira vez na história da Toyota América Latina e Caribe”, avisou Masahiro Inoue.

Fonte: https://www.automotivebusiness.com.br

Exportação de máquina em Marília (SP) pode ser início de ciclo para a cidade

Marília, uma cidade localizada no interior do estado de São Paulo, tem motivos para comemorar. Máquina de embalagem para gomas produzida na cidade será exportada para a Itália, representando um grande avanço para a indústria local.

Com tecnologia de ponta e alta eficiência, ela atende às exigências do mercado europeu e será instalada na empresa italiana, Perfetti Van Melle. A máquina foi desenvolvida pela Alvorada Industrial, uma empresa de Marília especializada em desenvolvimento de equipamentos e prestação de serviços para as indústrias de alimentos (como doces e biscoitos).

A Alvorada Industrial é uma empresa brasileira com sede na cidade de Marília, no estado de São Paulo, que atua no mercado de equipamentos e serviços para o setor de alimentos desde 1993. Fornece seus produtos e serviços para grandes empresas do setor em todo o Brasil e tem como principal objetivo oferecer soluções de alta qualidade, tecnologia de ponta e eficiência para atender às necessidades de seus clientes.

A empresa também investe constantemente em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para aprimorar seus produtos e serviços, mantendo-se sempre atualizada com as tendências e exigências do mercado.

A exportação da máquina de embalagem para a Itália é um grande marco para a indústria de Marília, que mostra sua capacidade de competir em nível global. Além disso, a exportação contribui para o fortalecimento da economia da região, gerando empregos e aumentando a demanda por serviços especializados, como logística e transporte internacional. A Alvorada está otimista com a exportação e já planeja novos investimentos em tecnologia e pesquisa para continuar inovando e atendendo às demandas do mercado internacional que está cada vez mais exigente e dinâmico.

 Com informações: https://jornaldamanhamarilia.com.br

 

Exportações do agro brasileiro para América Latina disparam

As exportações do agronegócio brasileiro, que mantêm ritmo crescente a cada ano, começaram 2023 com receitas superiores às do ano passado.

De janeiro a abril, as vendas externas de alimentos e de produtos derivados do agronegócio, como algodão, celulose e madeira, já atingem US$ 49,4 bilhões, 4% acima do obtido em igual período de 2022.

Esse valor poderia ser bem maior, não fosse a queda média dos preços das commodities. Em volume, as exportações brasileiras cresceram 11% no período, conforme apurado pela Folha com base na Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

As receitas externas obtidas pelo agronegócio somaram US$ 101 bilhões em 2020, subiram para US$ 121 bilhões em 2021 e atingiram US$ 159 bilhões no ano passado.

Em 2023, o país tem um volume maior de produto para ser exportado, mas os preços são menores do que os de 2022.

O setor vem sendo atingido, porém, pela situação econômica mundial. Enquanto as exportações de alimentos têm alta de 8% neste ano, em relação ao primeiro quadrimestre de 2022, as vendas externas de produtos do agronegócio não pertencentes ao setor de alimentos estão com queda de 12%.

Um dos destaques deste ano está sendo a América Latina, principalmente os países da América do Sul. Estes importaram alimentos no valor de US$ 2,7 bilhões neste ano, com evolução de 63% sobre 2022.

A participação maior dos países da América do Sul na balança comercial do agro aumenta devido à quebra da safra de grãos na Argentina. Além de elevar as importações de produtos, principalmente as de soja, o país vizinho tem dificuldades para exportar outros cereais como milho e trigo.

Os gastos argentinos aumentaram em 176% com a compra de alimentos brasileiros neste ano, atingindo US$ 754 milhões. A forte quebra de safra de soja obrigou a Argentina a comprar 943 mil toneladas da oleaginosa neste primeiro quadrimestre no Brasil.

Com isso, a Argentina, mesmo sendo a terceira maior produtora mundial de soja, foi a terceira maior importadora da oleaginosa do Brasil, ficando abaixo apenas da China e da Espanha. A quebra de safra nas lavouras argentinas abriu portas para vários produtos brasileiros na América do Sul.

As vendas brasileiras de milho, trigo e arroz para países dessa região aumentaram 379% neste ano, com receitas de US$ 454 milhões. A Colômbia elevou a importação de milho; o Equador, a de trigo, e a Venezuela, a de arroz. O Chile, importante na compra de carnes, também esteve presente nos mercados de milho e de arroz do Brasil.

A balança do agronegócio melhora também devido à busca por novos mercados. O México já comprou 1,1 milhão de toneladas de alimentos do Brasil neste ano, 112% a mais do que de janeiro a abril de 2022. Praticamente fora do mercado de milho do Brasil no ano passado, os mexicanos já adquiriram 355 mil toneladas do cereal neste ano. Aumentaram também as compras de arroz e de sorgo.

O México está abrindo também o mercado de proteínas para o Brasil. Neste ano, as exportações de carnes somam 74 mil toneladas, 20% a mais do que em 2022, conforme os dados mais recentes da Secex.

Se a América do Sul e México aumentaram a participação nas exportações do agronegócio brasileiro, o mesmo não ocorreu com os grandes importadores. A China, ao comprar o correspondente a US$ 18 bilhões neste ano, manteve a sua participação em 36% no total das vendas externas brasileiras de alimentos e de produtos relacionados ao agronegócio.

O volume de mercadorias adquirido pelos chineses aumentou 9% neste ano, mas, devido à redução média dos preços das commodities, os gastos tiveram evolução de apenas 3,9%.

Já a União Europeia reduziu a presença no mercado brasileiro. Os europeus foram responsáveis por 13,4% das receitas obtidas pelo Brasil com as exportações do primeiro quadrimestre de 2023, abaixo dos 15,8% de igual período do ano passado. As importações do bloco recuaram para US$ 6,66 bilhões, uma queda de 11%. Os países do bloco compraram mais carnes e mais cereais, mas reduziram as compras de café e de soja.

O apetite dos Estados Unidos pela carne bovina brasileira diminui neste ano. Mesmo assim, as importações de alimentos pelos norte-americanos ficaram estáveis em US$ 1,59 bilhão. Os norte-americanos diminuíram, no entanto, a compra de produtos relacionados ao agronegócio, como madeira e celulose. Com isso, a participação do país no total das exportações deste setor brasileiro recuou para 5,5%, segundo dados da Secex.

Fonte: https://www.portaldoagronegocio.com.br

Campinas recebe eventos com foco no futuro e no desenvolvimento econômico

Através da Casa da Indústria Campineira, o CIESP Campinas, dois grandes eventos marcaram o início de maio na cidade. Em ambos, um olhar macro para o planejamento e o crescimento econômico.

No dia 3 de maio, o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, compareceu ao CIESP Campinas para apresentar a palestra “COALIZÃO CAMPINAS – Desenvolvimento Econômico na Região Metropolitana de Campinas”. Na ocasião, o secretário falou sobre a importância de se analisar de forma individual cada região do estado e suas vantagens, focando no planejamento de melhorias para geração de emprego e renda. Também foi abordada a importância da parceria entre governo estadual e os empresários da região, definida como essencial na busca pelos resultados positivos.

Já no dia 9 de maio, a palestra “Macrotendências Mundiais até 2040” apresentou as mudanças que devem impactar o mundo nas próximas décadas. O mapeamento ajuda empresas na avaliação de futuras oportunidades de negócios, investimentos e na antecipação de necessidades do consumidor.

A apresentação foi feita pelo Presidente do CIESP, Rafael Cervone (FOTO), e projeta o mapeamento e a análise das macrotendências ajudando empresas e setor público a avaliarem futuras oportunidades de negócios, realizarem investimentos mais produtivos e antecipar as necessidades dos consumidores. A apresentação se baseou no cruzamento de 400 bancos de dados do Ciesp e da Fiesp e busca ajudar lideranças a se atentar ao olhar para o futuro.