Hyundai amplia produção e quer exportar HB20

A Hyundai investiu US$ 200 milhões no desenvolvimento da nova geração da família HB20, que chega este mês às concessionárias brasileiras com faixa ampliada de versões e preços para brigar em todas as segmentações do mercado de hatches e sedãs compactos. Ao mesmo tempo, com outro aporte de R$ 125 milhões anunciado em março deste ano aumentou a capacidade de produção da fábrica de Piracicaba (SP) de 180 mil para 210 mil unidades/ano, sendo cerca de 150 mil para o HB20 e o restante para o SUV Creta.

Com isso, melhorou seu poder de fogo para a atender a demanda – por falta de mais veículos para entregar, há três anos as vendas do hatch estão estabilizadas em torno de 105 mil/ano, pois a planta brasileira vem trabalhando no topo desde o início das operações em 2012, adotando três turnos de segunda a sexta-feira já em 2013.

“Ampliamos a produtividade com mais robôs e treinamento para aumentar a eficiência dos processos. Agora temos mais capacidade de produção e as vendas da nova geração do HB20 devem crescer”, avalia Eduardo Jin, presidente da Hyundai Motor Brasil.

Desde o início deste ano, Jin também acumula a direção da Hyundai para 42 mercados da América do Sul e Central, que passaram a ser administrados a partir da sede no Brasil. Segundo ele, a intenção assessória à ampliação de Piracicaba é aumentar as exportações para os países da região. Hoje só Uruguai, Paraguai e Colômbia recebem os Hyundai produzidos na fábrica brasileira e há negociações em curso para ampliar esse leque – inclusive muitos potenciais importadores foram convidados para o lançamento do novo HB20 esta semana em um resort na Ilha de Comandatuba (BA).

Mas, a Argentina deve continuar de fora, pois a Hyundai não tem operação industrial lá e portanto não consegue participar do regime flex, que estabelece uma cota de exportação livre de imposto equivalente a 1,5 vez o valor das importações do outro lado. “Vamos esperar melhorar as condições econômicas na Argentina antes de decidir se vamos fazer algo lá”, afirma Jin.

Com informações: Automotive Business

ANVISA: correta instrução processual pelo Despachante Aduaneiro é diferencial para sucesso das operações junto à Agência

Na última quinta-feira, dia 12/09, a Anvisa realizou treinamento em importação de medicamentos e produtos biológicos em sua Sede, em Brasília (DF).

O SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneitos de São Paulo esteve representado pelo seu Vice-Presidente, Elson Isayama. O encontro contou com a exposição da ANVISA, pela Gerente Glaucia Lima, pelo Coordenador Mateus Cerqueira e pelo especialista Felipe Morais, responsável pela apresentação.

Inicialmente foi informado pela Agência que finalizaram os manuais referentes ao PAFMED, nos moldes do que foi desenvolvido pelo PAFPS. Ele será publicado nas próximas semanas, com a ideia de harmonização dos procedimentos, tanto do setor regulado, quanto dos analistas da Anvisa. Os Manuais terão revisões periódicas, caso sejam detectadas questões passiveis de correção.

Participação dos Associados – Passadas as informações iniciais, o SINDASP reforça a importância de auxílio dos associados que são executores dos processos junto ao órgão anuente, para sempre que detectados esses problemas, o Sindicato seja informado, na busca da construção de um processo cada vez mais consistente, rápido, menos oneroso, transparente e previsível.

A ANVISA apresentou também os números de indeferimentos (que em 2019 até a última semana eram de 878 licenças) e reforçaram que 85% deles tinham vinculação com problemas na instrução processual e que isso afetará diretamente o foco de análise sobre esses importadores que tiverem problemas relacionados a essa situação.

Dirigentes da Agência insistiram que estão pegando algumas empresas que se utilizam de emissão de novas licenças para cobrir eventual demora na análise ou burlar exigências feitas. Além de cancelar as LI´s, a Anvisa detectou que liberaram o material com essas novas licenças, nesse caso, a Agência já está notificando as empresas e o pior: já lavraram auto de infração para esses casos.

Detalharam cada procedimento vinculado a esse posto com os documentos obrigatórios e cuidados que devem ser tomados.

A ANVISA deixou claro que, caso haja indeferimento por falta de documento, esse é o único motivo imediato para emissão de nova licença de importação. Nos outros casos, se houver erro de análise ou qualquer outra inconsistência passível de revisão, deverá entrar com recurso para que seja alterado o parecer (se assim for o caso) e, desde que tenha certeza do dado, pois se não houver reversão em “primeira instância”, o processo irá para o DICOL e a definição pode levar 90 dias.

Outra situação é que a parametrização será por produto e não necessariamente por empresa. No caso de aumento de tempo para análise de empresa, isso só ocorrerá se for constatado que os processos da mesma tenham um número grande de erros administrativos e sanitários.

Transformações do Comex e importância do Despachante Aduaneiro – “Por fim, é importante salientar, como o SINDASP tem divulgado amplamente em comunicados anteriores, que o Despachante Aduaneiro tem cada vez mais trabalhado com sua função de fato e, para isso, a qualidade da instrução processual fica cada vez mais evidente no despacho. Somente com profissionais capacitados, como é reconhecida a categoria, é que teremos um comércio exterior muito mais eficiente, transparente e previsível”, avaliou o Presidente do SINDASP, Marcos Farneze.

Emplacamento de caminhões cresce mais de 40%

O mercado de caminhões continua em ritmo de recuperação e apresentou números positivos no emplacamento.

Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), mostram que durante o mês de agosto foram licenciadas 9.433 unidades, 5,5% a mais que as 8.942 de julho. Em relação a agosto de 2018 (7.456) o crescimento foi de 26,5%.

O melhor resultado aconteceu no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto de 2019 foram emplacadas 65.157 unidades, 41,4% a mais do que as 46.072 no mesmo período do ano passado.

A produção caiu 1,7% em agosto quando comparado a julho. Porém, no acumulado do ano o número é positivo com crescimento de 13,1%. Em relação a exportação os resultados são pouco satisfatórios. Entre janeiro e agosto a queda foi de 52,06%.

Fonte: O Carreteiro

Pneu é um dos maiores custos dos caminhoneiros

Segundo levantamento feito a partir do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC), em 2018, tínhamos 1.828 milhão de veículos de cargas em território nacional, em matéria publicada no site Brasil Caminhoneiros mostra que neste montante a idade média dos caminhões está em 12 anos. Quanto mais usado os caminhões, mais aumenta os custos em manutenção. Porém o Pneu independe de idade, basta rodar para estar gastando, assim como diesel, por isso é considerado entre segundo e terceiro maior custo para os caminhoneiros.

O Brasil é recordista mundial em medidas protecionistas para pneus de caminhão, este cenário começou em 2008 quando iniciaram as investigações do Governo, a pedido das Indústrias multinacionais instaladas no país, para que fosse investigado e aplicado medidas antidumpings a fim de que os pneus importados da China fossem sobretaxados e assim entrassem no Brasil com maior preço. Estas medidas duram 5 anos, e já foram renovadas, no caso da China a renovação foi publicada com a Resolução CAMEX Nº 32, publicada no diário oficial da união (DOU) em 04/05/2015,  porem a sede das industrias não parou e pediram em 2014 para que o Governo investigasse mais 5 países, além da China, e assim o Brasil emplacou mais taxas antidumping através da Resolução CAMEX nº 107/14, publicada no diário oficial da união (DOU) em 24/11/2014, sendo assim a importação de pneus de carga para uso em caminhões e ônibus tem sobretaxa  para praticamente os principais fornecedores de pneus  para o Brasil.

Segundo Presidente da ABIDIP – Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus, Sr Milton Favaro Junior, “este cenário faz com que o preço dos pneus no Brasil sejam um dos mais caros do mundo, além do que não incentiva o investimento em novas tecnologias de produção, nem na renovação do parque industrial, pois temos hoje indústrias 4.0 com alta tecnologia em fabricação de pneus que não chegam aqui no Brasil devido as sobretaxas, além do mais tem indústrias na Coreia do Sul por exemplo, que em 7 fábricas espalhadas pelo mundo fabricam mais do que 25 a 30 fábricas juntas de outro grupo que tem fábricas aqui, isso mostra as questões de tecnologia e eficiência, pois são pneus reconhecidos mundialmente em qualidade e segurança”. Ainda segundo Favaro, “os caminhoneiros são os únicos que perdem e pagam esta conta, pois na China, pneus novos já qualificados pelo Inmetro no Brasil, devidamente aprovados, custam em média 600 reais, este preço um caminhoneiro paga aqui no Brasil em pneu remoldado, já usado por 100 mil quilômetros e feito um recape, e o pneu novo custa mais de 1200 reais aqui no Brasil, dependendo da marca custa 1500 a 1800, isso não incentiva a concorrência e não ajuda os caminhoneiros que tem altos custos de manutenção”.

Ainda segundo Sr. Favaro os países sobretaxados não têm fabricação e exportação das marcas que possuem fabricas no Brasil. Sendo assim, as importações feitas pelos grupos multinacionais que tem fabricas aqui, não foram afetadas e assim tem uma forma mais “tranquila” de fazer seus negócios.

Segundo a SECEX, Secretaria de Comércio Exterior do Brasil, ligado ao Ministério da Economia, as medidas antidumpings duram 5 anos e em novembro irá vencer as medidas aplicadas para 5 países que fornecem pneus para Brasil, e em Janeiro irá vencer o prazo para pneus de caminhão com origem da China. As indústrias instaladas no Brasil, através de sua associação, a ANIP, Associação das Indústrias de Pneus do Brasil, podem pedir a renovação ao governo Brasileiro, que deverá fazer uma investigação sobre o assunto e decidir se vai ou não renovar as sobretaxas.

Os caminhoneiros buscam incansavelmente soluções para seus negócios, os quais transportam tudo para fomentar o mercado e a economia do Brasil. Vamos aguardar o posicionamento do novo governo sobre o assunto.

“Exportações da RMC” será o tema de overview do Gourmet Comex

Falta uma semana para o Almoço de Networking que reunirá o mercado no Standard Dinning Club, em Campinas. CIESP é co-realizador.

O Gourmet Comex, clube de Networking, está ainda mais fortalecido.

O CIESP Campinas, que participou como apoiador oficial desde a primeira edição do evento, agora é também co-realizador do encontro.

Para esta edição especial, o tema “Exportações na RMC” será abordado na forma de overview pela SANASA. A empresa trará a apresentação “Segurança Hídrica para as Exportações na RMC (Região Metropolitana de Campinas)”. As indústrias presentes ao encontro receberão informações importantes sobre o assunto.

STANDAR DINNING CLUB – Os profissionais do setor estão com a agenda reservada para 20 de setembro, no espaço Standard Dinning Club, na cidade de Campinas, no forte interior de São Paulo. Município que abriga o Aeroporto Internacional de Viracopos e é reconhecido pela sua força na indústria importadora e exportadora.

O evento chega ao seu 10º ano e atrai, regularmente, cerca de 100 empresários e executivos que trabalham com o comercio exterior e a logística.

As marcas de valor desta edição são: SINDASP, Aurora EADI, LibraPort Campinas, RGC, TCEX e AGESBEC.

Mais informações: mkt@gpamais.com.br