José Henrique Toledo é reeleito como diretor titular do CIESP Campinas para gestão 2026/2029

O CIESP Campinas realizou, na segunda-feira, 4 de agosto, as eleições que definiram a nova diretoria regional da entidade para o mandato 2026–2029. A votação aconteceu de forma presencial, na sede da regional, ao longo de todo o dia, com encerramento às 17h.

Os votos foram registrados por empresas associadas, representando a indústria regional, totalizando 32 votos válidos. Neste ano, o pleito contou com chapa única e resultou na reeleição de José Henrique Toledo Corrêa como diretor titular, Valmir Caldana como 1º vice-diretor e Stefan Rohr como 2º vice-diretor. O novo mandato terá início em janeiro de 2026.

Em seu depoimento, Corrêa afirmou: “Apesar de ser chapa única, a gente sempre precisa reforçar a representatividade do CIESP Campinas, porque representamos muitas indústrias, desde o pequeno empresário até a grande indústria. É uma missão, um trabalho voluntário nosso, de correr atrás e buscar resultados para que as empresas associadas também tenham retorno.

O processo eleitoral aconteceu ao mesmo tempo nas 42 regionais do CIESP e teve duas votações: a primeira para eleger a diretoria da própria regional e a segunda para escolher a presidência do CIESP estadual.

No comando estadual do CIESP, o atual presidente Rafael Cervone foi reeleito e cumprirá seu segundo mandato à frente da entidade. Já na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o empresário Paulo Skaf foi eleito com 99% dos votos. Com apoio da maioria dos sindicatos industriais filiados, Skaf disputou a eleição como candidato único. Se completar o novo mandato, que também vai de 2026 a 2029, ele chegará a 21 anos na presidência da maior federação industrial do país.

GWM inaugura fábrica em cidade vizinha a Campinas e prevê produzir 300 mil carros

A GWM investe R$ 4 bilhões na primeira fase de seu desembarque no Brasil, que vai até o ano que vem e inclui a compra das instalações em Iracemápolis, cidade ao lado de Campinas, no interior de SP e a 170 quilômetros da capital São Paulo.

A nova fábrica da empresa chinesa Great Wall Motors (GWM), inaugurada na última sexta-feira (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é a primeira da montadora no Hemisfério Sul e a terceira fora da China com base completa de produção. As outras estão na Rússia e na Tailândia.

A estrutura, com área total de 1,2 milhão de m² e área construída de 94 mil m², conta com área de soldagem, linha de pintura robotizada, linha de montagem, sistemas de fornecimento de energia e equipamentos, além de uma cadeia de suprimentos e logística integrada.

A planta, que atualmente emprega cerca de 600 funcionários, produz o SUV híbrido Haval H6, disponível em quatro versões; a picape média Poer P30, e o SUV de sete lugares Haval H9, ambos equipados com motorização turbodiesel.

Atualmente, a GWM Brasil tem mais de 110 empresas nacionais cadastradas e interessadas para fornecer componentes, das quais 18 já são fornecedores que estão participando da produção e desenvolvimento dos primeiros veículos, caso de empresas como Basf, Bosch, Dupont e Pirelli.

“O Brasil é estratégico para a GWM. Com esta fábrica, não estamos apenas produzindo carros, mas também gerando empregos de qualidade no país e desenvolvendo tecnologia e inovação para todo o continente”, disse o CEO da GWM global, Mu Feng.

A unidade da GWM no Brasil tem capacidade para produzir 50 mil veículos por ano e deverá, até o final deste ano, gerar 1 mil empregos diretos.

Centro de pesquisa – Durante a cerimônia de inauguração, a montadora anunciou a criação do primeiro Centro de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da GWM na América do Sul. O centro contará com mais de 60 técnicos e engenheiros atuando no desenvolvimento e nos testes de produtos locais, com foco em tecnologia flex e na adaptação de veículos globais às condições de rodagem brasileiras.

O novo centro será construído no terreno ao lado da fábrica de Iracemápolis e terá 15.000 m² de área total, sendo 4.000 m² de área construída.

“O novo centro contará com uma estrutura técnica de ponta, com laboratórios de última geração, para desenvolvimento de sistemas híbridos e elétricos, combustíveis de nova geração e inteligência artificial”, explicou o presidente da GWM Internacional, Parker Shi.

O investimento total da GWM no Brasil será de R$ 10 bilhões, em 10 anos. Desse montante, a primeira fase de investimento, de R$ 4 bilhões, vai até 2026, que inclui o lançamento da marca no país e a reativação e ampliação da fábrica de Iracemápolis. Na segunda fase, a empresa investirá R$ 6 bilhões, entre 2027 e 2032.

A unidade arranca com a capacidade de produção de 50 mil carros por ano, mas a montadora chinesa anunciou planos de chegar a um volume de 250 mil a 300 mil veículos no Brasil, o que coloca no horizonte a possibilidade de novas etapas de expansão ou mesmo, embora sem confirmação oficial, de uma segunda fábrica no País.

Com informações: Agência Brasil

Farmacêutica inicia obras de ampliação em Pouso Alegre (MG)

Em 2023 concluímos a construção da nossa segunda fábrica em Pouso Alegre/MG e agora fico muito feliz em anunciar que uma nova fase de expansão se inicia. Vamos investir R$ 90 milhões e aumentar em cerca de 30% a nossa capacidade de armazenamento, abrindo caminho para novas categorias e para continuar crescendo com solidez e propósito”, afirmou João Adibe Marques, CEO da Cimed (em foto ao lado do Governador Zema).

A ampliação da farmacêutica Cimed, recebeu investimentos de R$ 90 milhões e vai aumentar em cerca de 30% a capacidade produtiva das duas unidades da empresa no município.

O projeto prevê a expansão de áreas de produção, almoxarifados e do centro de distribuição, o que deve melhorar a logística e o escoamento dos produtos. A conclusão está prevista para 2026.

A farmacêutica Cimed tem o plano de chegar a 10 bilhões de reais em receita até 2030.

Portugal, epicentro aduaneiro: a XVII Reunião Mundial de Direito Aduaneiro redefine os rumos do comércio internacional

Por Marcelo de Castro*

I. Uma cidade com memória: quando a história do comércio se projeta no presente

Porto não foi escolhida por acaso. Suas pedras centenárias ainda guardam o eco das grandes navegações, das alfândegas imperiais e das rotas atlânticas. A antiga Alfândega do Porto, hoje convertida em Centro de Congressos à beira do Douro, será novamente palco de debates internacionais — mas, desta vez, sobre o futuro das próprias fronteiras. Entre os dias 3 e 5 de setembro de 2025, a cidade sediará a XVII Reunião Mundial de Direito Aduaneiro, transformando-se no epicentro das discussões mais estratégicas da governança comercial global.

O retorno do evento a Portugal, após mais de 15 anos desde a edição em Lisboa (2009), não é apenas simbólico: é oportuno. Em meio a guerras tarifárias, conflitos regulatórios, crises geopolíticas e uma crescente fragmentação das cadeias logísticas, reunir as vozes técnicas e jurídicas da comunidade aduaneira mundial é um gesto político. Sob o lema “Controle Aduaneiro na era da Sustentabilidade, Digitalização e Segurança num cenário de Guerra Comercial”, a reunião promete mais que diagnósticos: aponta caminhos.

II. Eixos temáticos: entre o realismo técnico e a urgência regulatória

A programação da Reunião Mundial foi desenhada em torno de cinco eixos temáticos estratégicos, que espelham os desafios centrais do comércio internacional contemporâneo:

  1. Sustentabilidade e comércio verde
    Regulamentações ambientais estão deixando de ser apenas condicionantes técnicas para se tornarem cláusulas centrais dos acordos comerciais. A presença de especialistas como Lars Karlsson (Maersk), Florencia Sarmiento (IISD) e Axel Marx (Universidade de Leuven) confirma que a conformidade ambiental deixou de ser um diferencial e tornou-se uma exigência sistêmica.
  2. Transformação digital e inteligência artificial nas aduanas
    O uso de IA na classificação, na gestão de riscos e na rastreabilidade das cadeias é inevitável. A mesa com Natalia Mathá (Universidade de Klagenfurt) e António Côrte-Real Neves aponta para uma nova fronteira de tecnopolítica aduaneira: algoritmos também classificam, e isso impõe novos debates sobre transparência e justiça fiscal.
  3. Segurança na cadeia logística e combate a ilícitos
    Em um mundo onde o terrorismo, o contrabando e as falsificações coexistem com megaplataformas de e-commerce, a lógica do operador confiável ganha ainda mais importância. Fernando Pieri Leonardo (ABEAD) e Fabiano Coelho (Receita Federal do Brasil) trarão visões sobre como o OEA pode se transformar em política pública de segurança.
  4. Geopolítica, guerras comerciais e medidas de defesa
    A tensão crescente entre grandes blocos, os embargos, as sanções e o uso das tarifas como armas de pressão tornaram o Direito Aduaneiro uma ferramenta geopolítica. A presença de Alejandro Ramos Gil, ex-presidente da ASAPRA e da IIFA, e do Prof. Hans-Michael Wolffgang (Universidade de Münster), amplia esse olhar para além do tecnicismo.
  5. Capacitação profissional e fortalecimento institucional
    Em um cenário em que a velocidade regulatória supera a capacidade de atualização dos profissionais, a formação torna-se pilar. Karolyn Salcedo e Alejandro Arola darão o tom deste painel: formar para antecipar, e não apenas para reagir.

III. Presenças estratégicas: pluralidade, relevância e projeção continental

Entre os nomes confirmados estão Helena Borges, diretora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira de Portugal; Sara Armella, conselheira da Junta Diretiva da ICLA; Andrés Rohde Ponce, presidente da ICLA e voz influente da doutrina aduaneira no espaço ibero-americano; e Mário Jorge, bastonário da Ordem dos Despachantes Oficiais (ODO), anfitrião institucional do evento.

Outras presenças confirmadas: Dr. Cláudio Pereira e Raquel SegalLa, aduaneiristas e observadores da conjuntura aduaneira regional; Henry Thompson Arguello, consultor jurídico da ICLA e um dos fundadores da entidade; e Elson Isayama, presidente do SINDASP e diretor da Feaduaneiros do Brasil, ao lado de José Carlos Raposo Barbosa, Presidente da Feaduaneiros / Brasil. A diversidade geográfica é marcante: representantes da OMC, da ICC, da Receita Federal do Brasil, das Aduanas de Portugal, Espanha e Panamá compõem uma constelação técnico-jurídica rara de se reunir presencialmente.

A presença de Alejandro Ramos Gil — ex-presidente da ASAPRA, entidade que reúne despachantes aduaneiros de três continentes — reforça o caráter verdadeiramente internacional do encontro, projetando a voz da América Latina nas discussões sobre guerras comerciais, sanções e barreiras não tarifárias. Também estará presente Nelson Brens, presidente da ASAPRA. A entidade, que reúne profissionais aduaneiros de três continentes, tem ampliado sua atuação institucional em fóruns internacionais, fortalecendo a representação técnica do setor no debate sobre integração comercial e simplificação normativa.

IV. Arquitetura institucional e engajamento global

A estrutura institucional do evento é robusta. A ICLA lidera a organização ao lado da ODO, da SPCA Advogados e da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa (Porto). Patrocinadores como a MIC Customs Solutions, Rangel Logistics, Morais Leitão Advogados e Fundación Aduanera reforçam o vínculo entre a doutrina e a prática.

O evento mobiliza também a imprensa especializada, redes acadêmicas, associações profissionais e o setor privado. A cobertura orgânica nas redes sociais — especialmente no LinkedIn — revela o prestígio do encontro. O engajamento de instituições como a CONFIAD e o apoio institucional do governo português — com o convite ao Primeiro-Ministro Luís Montenegro para a cerimônia de encerramento — dão à reunião um peso de cúpula internacional.

V. O Porto como alegoria aduaneira

Porto acolhe o evento como quem se reencontra com seu destino histórico. Cidade portuária, alfandegária e mercantil, que agora recebe o pensamento aduaneiro global em um edifício que já foi alfândega, num país que abriu o mundo ao comércio.

A XVII Reunião Mundial de Direito Aduaneiro não será apenas uma conferência técnica. Ela será, sobretudo, um fórum estratégico, um mapa de tendências e um radar geopolítico. Ao reunir os principais atores do Direito Aduaneiro em três línguas e múltiplos continentes, o encontro reposiciona o Porto no tabuleiro global do comércio — não mais como entreposto de mercadorias, mas como entreposto de ideias.

*Marcelo de Castro é Despachante Aduaneiro Oficial –

Diretor de Marketing Institucional do SINDASP – Responsável pelas Relações Institucionais e Comunicação da ASAPRA — Asociación Internacional de Agentes Profesionales de Aduana, organização intercontinental com representação no Comitê Consultivo do Setor Privado (PSCG) da Organização Mundial das Aduanas.

Faltam 30 dias para o Almoço de Conteúdo e Networking Gourmet Comex

Anote em sua Agenda: 12 de setembro acontece a 30ª edição do Almoço de Conteúdo e Networking Gourmet Comex.

Os profissionais do setor de comércio exterior e logística do Interior de SP se reunirão mais uma vez, em Campinas. A cidade que abriga o Aeroporto Internacional de Viracopos é a “capital da Região” reconhecida pela sua força na indústria importadora e exportadora.

O encontro atrai, regularmente e semestralmente, cerca de 150 empresários e executivos que trabalham com o comércio exterior e a logística.

Vinho Oficial: O DV CATENA (FOTO) será o vinho oficial do evento.

Marcas de Valor – As marcas de valor que assinam esta edição seguem crescendo. Após a INTERMODAL, agora foi a vez da adesão da MULTILOG E da BWIN, que se juntam a West Cargo, Hellmann Logistics, Lothus Cargo, Rodo Import, Grupo V. Santos, Alpha Cargo, Asa Express e J. Moraes. O apoio institucional de parceiros, responsáveis pelo sucesso, seguem: CIESP Campinas e SINDASP.

30ª EDIÇÃO – O Almoço de Conteúdo e Networking, alcança sua 30ª Edição. “Hoje vemos algumas iniciativas semelhantes pelo Brasil. Por isso mesmo, o momento é de agradecer a todos que apoiam este projeto pioneiro, que chega a incrível marca de 30 edições”, comemora Nilo Peralta, da GPA+ Comunicação, organizadora-proprietária do evento

Participe: evento@gpamais.com.br ou (19) 99299-1987.