Novas funcionalidades do Portal Único Siscomex entram em operação em 30% das importações brasileiras

O governo federal expandiu nesta segunda-feira (19/7) o Novo Processo de Importação (NPI) do Programa Portal Único de Comércio Exterior, como parte das mudanças implementadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), ambas do Ministério da Economia, para ampliar gradativamente a abrangência das operações. A principal novidade no NPI é a permissão para que empresas sem certificação no Programa Operador Econômico Autorizado (OEA) realizem importações amparadas pelos benefícios do novo processo. Assim, o NPI alcança uma cobertura potencial de aproximadamente 30% do valor total das importações brasileiras.

A novidade facilita, também, a atuação de operadores que promovem grande número de importações ao possibilitar o registro, retificação e consulta à Declaração Única de Importação (Duimp), graças à integração entre os sistemas próprios dos importadores e a plataforma governamental (webservice).

No caso dos recintos alfandegados, que abrigam as mercadorias importadas ainda não internalizadas no país, uma solução para captação massiva de dados (Application Programming Interface – API) simplificará o cumprimento de obrigações dos depositários com a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB). As melhorias com a expansão do NPI incluem, ainda, otimizações nos processos de trabalho do governo, tornando possível a formação de equipes virtuais e especializadas de servidores, com distribuição mais apropriada da carga de atividades e melhor aproveitamento dos recursos públicos disponíveis.

Pagamentos e classificações – Em relação ao módulo de Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE), a nova etapa contempla o desbloqueio automático de créditos tributários recolhidos a maior, oriundos de retificação ou cancelamento das declarações de importação. Também passa a funcionar a automatização da guia para pagamento do ICMS – e a correspondente confirmação desse recolhimento –, viabilizando a entrega da carga ao importador sem exigência de comprovantes em papel.

Outro avanço envolve o aprimoramento da ferramenta Classif, que auxilia os operadores privados na classificação fiscal das mercadorias exportadas ou importadas, para o cumprimento dos compromissos sobre transparência e acesso à informação previstos no Acordo sobre Facilitação de Comércio (AFC) da Organização Mundial do Comércio (OMC). Agora, o Classif permite a realização de consultas às exigências administrativas e aos requisitos técnicos para importação de determinada mercadoria no Brasil com base em navegação simplificada e intuitiva. Além disso, há a possibilidade de visualização integrada das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) e das decisões do governo sobre classificação fiscal de mercadorias.

O Novo Processo de Importação do Programa Portal Único de Comércio Exterior deve ser implementado integralmente até o final de 2022.

O Portal Único de Comércio Exterior – O Programa Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa do Governo Federal para reduzir a burocracia, o tempo e os custos nas exportações e importações brasileiras, a fim de atender com mais eficiência às demandas do comércio exterior.

Os principais objetivos são reformular os processos de exportação e importação, tornando-os mais eficientes e harmonizados, e criar um guichê único para centralizar a interação entre o governo e os operadores privados atuantes no comércio exterior.

Empresa de insumos para a indústria de saúde e higiene investe R$ 280 milhões em fábrica no interior de SP

A Fitesa, uma das líderes mundiais na indústria especializada na fabricação de um tipo de material têxtil conhecido como nãotecidos para a indústria de saúde e higiene, vai investir R$ 280 milhões para ampliar sua fábrica instalada no município de Cosmópolis, no interior de São Paulo. A multinacional de origem brasileira vai expandir sua linha de produção e agregar pelo menos 28 novos empregos para ampliar o fornecimento de matérias-primas para a produção de fraldas descartáveis, máscaras, aventais e campos cirúrgicos, entre outros.

Com um faturamento anual próximo a US$ 1 bilhão, a Fitesa foi fundada em 1973 e atualmente está presente em 12 países, além do Brasil, com unidades fabris e centros de inovação. São 23 fábricas e 5 centros de inovação em todo o mundo. No Brasil, o grupo possui unidades em Gravataí (RS) e, em São Paulo, em Jacareí, Diadema e Cosmópolis, onde a atual expansão.

“Este novo investimento consolida a unidade de Cosmópolis como a fábrica de nãotecidos spunmelt mais moderna na América Latina. É uma enorme satisfação, em um momento tão delicado para o país e o mundo, poder contribuir com a geração e novos empregos e com o fornecimento de produtos tão importantes para a saúde e qualidade de vida das pessoas” Mateus Inacio, Vice-Presidente da Fitesa para a América Latina

O projeto de expansão de sua linha de produção contou com o apoio da InvestSP, que atuou na interlocução junto à prefeitura de Cosmópolis e às secretarias estaduais de infraestrutura e meio ambiente e fazenda.

Truckvan investe R$ 2 milhões em nova linha de implementos

A Truckvan, fabricante de implementos rodoviários e de unidades móveis, está na fase final do lançamento de uma nova linha de semirreboques e rodotrens, que recebeu um investimento de R$ 2 milhões, como informa o comunicado da empresa divulgado nesta semana.

“Estamos lançando o Semirreboque Basculante 3 eixos com capacidade de 20, 25 e 30 m3 para areia, brita e minério, e também o Rodotrem Basculante 2+2+2 eixos com capacidade de 31 e 35m3 para o transporte de grãos e açúcar, e o resultado revelou um produto leve, resistente, e com design arrojado e moderno, utilizando materiais nobres de alta resistência, baixa tara, e elevada capacidade de carga”, explica o diretor comercial Luiz Carlos Cunha Junior.

A chegada dessa nova linha de produto, que é responsável por 25% do volume de emplacamentos do mercado nacional de implementos, deve aumentar o faturamento da Truckvan em R$ 70 milhões, segundo cálculos do fabricante, com a expectativa de entregar 100 unidades até o fim do ano. A estimativa é que esses equipamentos, que são utilizados principalmente no agronegócio e na construção civil, deverão responder em 2022 por cerca de 20% da produção da empresa que tem fábrica em Guarulhos (SP).

“No ano passado adotamos essa estratégia com sucesso para a linha Graneleira, com o intuito de dividirmos nossa produção em implementos para o transporte de produtos industrializados, agrícola e construção civil”, disse Junior.

fonte: https://www.automotivebusiness.com.br/

Empresas de Barretos movimentaram US$ 123 milhões no mercado internacional

Segundo o Ministério da Economia, no primeiro semestre deste ano, as empresas barretenses movimentaram US$ 123,95 milhões no mercado internacional, sendo US$ 114,45 milhões em exportações e US$ 9,5 milhões em importações de mercadorias, superando em 1,3% as transações de 2020.

Os maiores consumidores de produtos locais são a China (49,3%), Estados Unidos (6,98%), Japão (3,65%) e Itália (6,31%). O principal produto de exportação é a carne bovina congelada, que representa 57% das vendas externas barretenses.

As empresas locais compram principalmente da Noruega, país responsável por 37,1% das importações realizadas pelo município, seguida de Portugal (26,4%), China (10,3%), Estados Unidos (6,67%) e Argentina (2,3%). O peixe é o principal produto importado de outros países, equivalendo a 51% do valor adquirido.

Nestes seis meses, segundo o Ministério da Economia, as exportações barretenses cresceram 15,8% na comparação ao mesmo período de 2020, enquanto que o volume importado foi reduzido em 59,6%, apresentando um superávit de US$ 104,95 milhões.

Barretos é o 46º município que mais exporta no estado de São Paulo, sendo responsável por 0,4% das vendas externas estaduais. Ocupa também a posição 206º no ranking nacional, com 0,08% das importações do país.

fonte: https://jornaldebarretos.com.br/noticias/

 

AEB prevê aumento das exportações e importações e superávit recorde

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) divulgou hoje (14) suas previsões para a balança comercial deste ano. Segundo a AEB, as exportações deverão ficar em torno de US$ 270,052 bilhões, com aumento de 28,7% em relação aos US$ 209,817 bilhões efetivados em 2020, e as importações, em US$ 202,051 bilhões, com expansão de 27,1% sobre os US$158,930 bilhões alcançados em 2020. Para a entidade, haverá superávit de US$ 68,001 bilhões, mais 33,6% em relação aos US$ 50,887 bilhões apurados no ano passado.
De acordo com a AEB, os aumentos projetados para as exportações e importações refletirão de forma positiva no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos produtos e serviços produzidos no país) de 2021.

Segundo o presidente executivo da AEB, José Augusto de Castro, a forte elevação dos preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado externo), especialmente petróleo e minério de ferro, explica o crescimento projetado para as exportações. O peso do petróleo em bruto, do minério de ferro e da soja em grão na pauta de exportação brasileira passou de 35%, no ano passado, para 41%, este ano. Do lado das importações, o fato de vários produtos não estarem sendo fabricados atualmente no país para suprir o mercado interno, como peças e componentes, responde pelo incremento das vendas externas ao Brasil, disse Castro à Agência Brasil.

Quanto ao superávit, Castro disse que, se for confirmado, constituirá novo recorde, superando o recorde de 2017, de US$ 67 bilhões. A corrente de comércio, projetada em US$ 472,103 bilhões para 2021, ficará próxima do recorde atual de US$ 482,292 bilhões, apurado em 2011.

Fonte: Agência Brasil