Antaq autoriza aumento nas tarifas do Porto de Santos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou um reajuste de 16,7% nas tarifas do Porto de Santos. No entanto, não há informações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) sobre quando as novas taxas deverão ser cobradas. A medida contraria, mais uma vez, os operadores do cais santista, que se queixam da alta tributação em suas atividades.

O montante arrecadado com tarifas é utilizado pela Docas para a melhoria do complexo portuário. Além de remunerar os serviços administrativos, as taxas cobrem os custos para manter as condições de navegação e o balizamento do canal de acesso, desde a entrada do estuário até os berços de atracação.

As redes e sistemas localizados na área do cais, como os de água, luz e telefone, bem como a vigilância, de responsabilidade da Guarda Portuária (Gport), também são custeadas com o montante arrecadado com as operações portuárias. A autorização para o reajuste das tarifas do Porto de Santos foi confirmada pelo diretor-geral da Antaq, Mario Povia, no dia  (4/5). Segundo o executivo, a decisão foi tomada pela diretoria da agência reguladora em sua reunião semanal na última quintafeira (2).

A Codesp foi quem apresentou o pedido de reajuste ao órgão regulador. Contudo, ao ser questionada sobre a medida ontem, negou, através de sua assessoria de imprensa, ter conhecimento sobre a deliberação. Por conta disso, a estatal que administra o cais santista também não informou quando pretende implantar o reajuste tarifário. A Autoridade Portuária se limitou a dizer que as atuais taxas estão vigentes desde 1º de dezembro de 2016. Segundo o diretor-geral da Antaq, Mario Povia, foi aberto um prazo de 15 dias úteis para que técnicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão se manifestem caso tenham alguma ressalva ao projeto de reajuste da Docas. A equipe do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) também analisará a proposta.

Empresários do setor previam um reajuste da ordem de 5%. Por conta disso, nos bastidores, o índice aprovado foi vista com preocupação. No ano passado, com o aumento de 14,1% na movimentação de cargas, que atingiu a marca de 129,8 milhões de toneladas, cresceu a receita obtida com o pagamento das tarifas portuárias. As taxas relativas à utilização da infraestrutura de acesso aquaviário, de acostagem e de faixa de cais corresponderam a mais de 50% (o equivalente a R$ 429,4 milhões) da receita operacional líquida, que somou R$ 848,6 milhões. O aumento foi de 13,4% em relação ao exercício anterior. Já a arrecadação das tarifas referentes à utilização da infraestrutura terrestre representou 11,5% da receita operacional líquida da Codesp. Nesse caso, foram R$ 98,4 milhões.

Tarifas – As tarifas pela utilização da infraestrutura do Porto são divididas em dois itens. O primeiro está relacionado à movimentação de cargas pelas embarcações, categorizando as taxas cobradas pela tonelagem ou por contêiner com carga. O segundo item destaca o espaço utilizado por navio atracado e por período de permanência no cais. Já as tarifas pela utilização do cais santista são cobradas de terminais arrendados no Porto. Para isso, são estipulados valores relativos à área arrendada.

Elas também classificam os valores das movimentações por produto ocorridas dentro ou fora das regiões arrendadas ou do berço de atracação. Navios de guerra fora de operação comercial e barcos utilizados no tráfego interno do porto são isentos da cobrança. Nessa lista entram as embarcações que recebem visitantes no cais da Marinha, que fica entre os armazéns 27 e 29 do complexo santista. Terminais criticam reajuste e cobram melhorias Órgãos que representam os terminais do Porto de Santos consideram “inoportuno” o reajuste de 16% nas tarifas da Codesp.

A Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) e a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) lembram que isto ocorre logo após o aumento do Imposto Sobre Serviços (ISS), decretado no ano passado, e a obrigatoriedade do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de áreas arrendadas no Porto de Santos, decretado no mês passado. “A tarifa é como se fosse taxa de condomínio. Aumentar, às vezes, é necessário quando há redução do movimento. Mas, em contrapartida, os volumes de carga crescem continuamente no Porto de Santos”, afirmou o presidente da ABTP, José Di Bella Filho, que é ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o cais santista. Para o executivo, é fundamental que Autoridade Portuária, ao reajustar e receber tarifas, garanta a execução de obras de infraestrutura no complexo santista, principalmente em seus acessos terrestres e aquaviários.

“O setor não é contra, desde que contrapartidas e obrigações sejam garantidas”, destacou o presidente da ABTP. Segundo Di Bella, são necessárias de 8 a 12 horas para a saída de um navio e entrada de outra embarcação nos terminais do cais santista. Entre os fatores que causam esta lentidão, estão as restrições de navegação geradas pela falta de largura ou profundidade do canal de navegação do cais santista.

“As tarifas são importantes e precisam ser honradas, mas tem que ter uma contrapartida do setor. Se eu não tenho calado (profundidade necessária para a navegação de uma embarcação) para atender aos navios, não vou conseguir prestar o serviço com que me comprometi. Muito mais do que o valor, é o que ela oferece. Caro é o que não satisfaz”, destacou o presidente da ABTP.

Inoportunidade – O presidente da Abtra, Bayard Umbuzeiro Filho, concorda com Di Bella. “Não sou contra um aumento para criar um superavit, desde que se aplique na infraestrutura do Porto”, destacou.

Para Bayard, o reajuste de tarifas do Porto “é de uma inoportunidade ímpar”. Segundo o executivo, como consequência, os armadores (empresas proprietárias dos navios) aumentarão o frete e o valor do serviço e das cargas. “O reflexo quem vai pagar é a carga”, afirmou .

O presidente da Abtra aponta ainda que ficou “surpreso” com a decisão da Codesp de reajustar as tarifas portuárias. “A Abtra não tinha conhecimento disso. Fomos pegos de surpresa, apesar de sempre estarmos em diálogo”. O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não foi notificado oficialmente sobre o plano de correção tarifária da Docas, mas que qualquer reajuste certamente reverterá em impacto nos custos da atividade portuária de Santos.

Fonte: ABTC

Conheça o “Top 25 freight forwarder EUA” em abril

Confira a lista dos 25 maiores em volume de carga, com origem nos EUA e destino mundo:

Ásia lidera ranking dos maiores importadores da RMVale em 2018

Depois de ter sido ultrapassada pela América Latina no primeiro bimestre do ano, a Ásia recuperou o posto de principal bloco comercial importador de produtos feitos no Vale do Paraíba.

No quadrimestre, os países asiáticos compraram US$ 1,35 bilhão das indústrias do Vale, alta de 28,69% comparado ao volume importando de janeiro a abril de 2017, com US$ 1,05 bilhão.

Com isso, a Ásia superou a América Latina (bloco que inclui o México), a Europa e os Estados Unidos (incluindo Canadá e Turquia).

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Os países latino-americanos importaram US$ 1,10 bilhão da RMVale no primeiro quadrimestre deste ano, crescimento de 18,71% ante os US$ 933 milhões comprados em igual período de 2017.

Blocos – A Europa superou os americanos e assumiu o terceiro lugar entre os blocos comerciais que mais importam produtos do Vale. Os europeus compraram US$ 538,3 milhões, o que representou um aumento de 47,78% ante os US$ 364,2 milhões do primeiro quadrimestre de 2017.

Já o bloco dos Estados Unidos, Canadá e Turquia reduziu as importações da RMVale em 44,03%, caindo de US$ 933 milhões de janeiro a abril do ano passado para US$ 532,2 milhões, no mesmo período deste ano.

China reforça importações – Entre as nações importadoras, a China lidera com US$ 1,16 bilhão da RMVale no primeiro quadrimestre de 2018, alta de 23,81% ante os US$ 937,2 milhões de 2017. Os EUA, que lideravam o ranking, reduziram as importações em 44,89%, com US$ 522,3 milhões contra US$ 947,8 milhões. Argentina comprou US$ 419,7 milhões.

Fonte: O Vale 

Recife ganha novo voo da Azul para Fort Lauderdale (EUA)

O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes-Gilberto Freyre (PE) inaugura, nesta sexta-feira (11/5), uma nova rota internacional entre Brasil e Estados Unidos. Trata-se do voo da Azul Linhas Aéreas entre o Recife e Fort Lauderdale. Operado por um Airbus A330-200, com capacidade para 272 passageiros, o novo voo terá três frequências semanais, às quartas, sextas e domingos, pousando às 7h25 e decolando às 10h. A duração do viagem será de 8h25.

Para marcar o início das operações, a Infraero em parceria com a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio da Empetur, preparou um receptivo muito especial para os passageiros desta rota. Para o embarque, os viajantes irão receber brindes característicos da região e entrarão na aeronave após o tradicional corte de fita para simbolizar a inauguração da nova rota. Ainda na lista das comemorações, a aeronave que fará o trajeto, vai receber o tradicional batismo com jatos d´agua dos caminhões de combate a incêndio da equipe de bombeiros do aeroporto, que ocorrerá um pouco antes da decolagem.

Além disso, passageiros e autoridades participarão de uma cerimônia em homenagem ao voo inaugural. O evento contará com a presença de representantes da Infraero, do Governo de Pernambuco, da Prefeitura de Recife e da empresa aérea Azul.

Para o superintendente do terminal recifense, Carlos Antônio da Silva, “somar mais uma rota internacional à lista de destinos, demonstra que o aeroporto está apto para receber operações desta grandeza, além de reforçar a importância turística da capital pernambucana”, acrescenta. Com esta nova rota, o Aeroporto dos Guararapes passa a contar com 15 conexões internacionais:  Munique, Frankfurt, Cidade do Panamá, Montevidéu, Buenos Aires, Córdoba, Rosário, Lisboa, Cidade da Praia, Milão, Miami, Orlando, Fort Lauderdale, Madrid e Bogotá.

Entre 2014 e 2018, a malha aérea do estado apresentou um incremento de 108%, saltando de 12 para 25 destinos diretos. “Aumentar a malha aérea pernambucana, significa trazer mais desenvolvimento turístico e econômico para a cidade e para o estado”, reforça o superintendente.

De acordo com a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco a expectativa é que este número aumente com a entrada de um novo voo da Gol, para Santiago, capital do Chile, contabilizando 16 ligações diretas para o exterior até novembro deste ano.

Além das rotas para o exterior, o Aeroporto Internacional dos Guararapes conta com 28 rotas domésticas. Ao todo, são 224 voos diários – entre pousos e decolagens, transportando aproximadamente 25 mil passageiros, o que faz do terminal pernambucano o 3º aeroporto mais movimentado do Brasil no ranking da Rede Infraero.

ABEAR: carga aérea internacional cresce 23,4% no Brasil

Aéreas investem em tecnologias e novos serviços para ampliar o transporte de cargas, que concentram 80% em apenas nove aeroportos brasileiros 

As companhias aéreas têm utilizado a criatividade na logística e contado com a ajuda de aplicativos e robôs para ampliar a oferta de transporte de cargas por avião no Brasil. Números da ABEAR(Associação Brasileira das Empresas Aéreas) mostram que em 2017 foi registrado acréscimo de 1,8%, na movimentação de cargas no mercado doméstico; e de 23,4%, no internacional. Devido ao alto valor agregado, a carga movimentada representa 12% da corrente de comércio brasileira, mas apenas 0,1% em peso.

Uma das apostas do setor é a diversidade e a flexibilidade para que o produto seja entregue da forma mais rápida e com o menor custo. Esse é o exemplo da Azul Cargo Express que, em 2017, teve um crescimento de 49% e embarcou 28 milhões de quilos na rede doméstica e 15,5 milhões de quilos na internacional. “Todo produto que pode ser levado por avião a gente leva. Chegamos a entregar uma roupa de bailarina na Filadélfia (EUA), à noite, depois que pegamos em Campo Grande (MS), pela manhã. O cliente quer o seu produto o mais rápido possível”, conta a diretora da companhia, Izabel Reis.

A empresa também mira em investimento em pequenos aeroportos e nas oportunidades de exportações de demandas regionais para o mercado exterior. “Em um país de dimensões continentais, algumas peculiaridades e sazonalidades podem gerar oportunidades. Transportamos frutas para a Europa e peixes para os Estados Unidos. No caso do peixe, tiramos o produto do Nordeste e, em menos de 24 horas, já está nos EUA”, conta ela.

As companhias aéreas também trabalham para a melhoria dos serviços, trazendo inovações tecnológicas e aprimoramento da infraestrutura para levar ainda mais eficiência à operação. Eduardo Calderon, diretor da GOLLOG, serviço de transporte de carga e encomendas da GOL, destaca que a empresa foi a primeira do segmento a disponibilizar um aplicativo de celular que possibilita a realização de cotações e rastreamento de encomendas. “Criamos a tecnologia Seen Technology, que funciona em tablets conectados à internet com o envio de informações em tempo real sobre a carga. Para auxiliar no atendimento, foi implementado recentemente o Gil, um robô que presta assistência virtual esclarecendo dúvidas sobre serviços, unidades e regras gerais para o transporte de cargas.”

A Latam Cargo também está ampliando investimentos e operações. Em 2018, a companhia investirá R$ 7 milhões em reformas de terminais, além de expandir a capacidade cargueira nos voos comerciais. “O transporte de carga aérea segue a mesma tendência do segmento de passageiros. Temos a oportunidade de utilizar melhor os aviões para também levar cargas. O Brasil é um país que precisa desse tipo de serviço pelo seu tamanho, pelas condições e pelas suas distâncias”, destaca Jerome Cadier, presidente da empresa.  Além de dois aviões cargueiros, a companhia utiliza os porões de toda a frota de aviões comerciais para o traslado de cargas a diferentes regiões do Brasil.

Mas, apesar do crescimento apresentado em 2017, o setor ainda enfrenta algumas dificuldades e a diversidade de produtos embarcados acaba ficando concentrada em poucos terminais. Os números da ABEAR mostram que 80% do tráfego de cargas no país é feito por apenas nove aeroportos e, do total movimentado, 20% está concentrado no eixo Manaus-Guarulhos.

“Estamos vivendo uma retomada. No entanto, para ela ser consistente, é preciso investir em infraestrutura. Temos alguns aeroportos que estão muito longe dos padrões internacionais, seja para o armazenamento da carga, seja para a segurança”, afirma o presidente da Avianca, Miguel Pereira. De acordo com ele, em um país como o Brasil, com dimensões continentais, e que sofre com falta de infraestrutura terrestre, o transporte de cargas aérea é essencial para o desenvolvimento econômico.

Para o consultor da Abear, Maurício Emboaba, a concentração em poucos aeroportos é reflexo da centralização da economia do país em poucas regiões. “A concentração é muito forte em São Paulo e em Manaus, por causa da Zona Franca. Isso remonta a uma falta de desenvolvimento histórico e econômico que gera grandes discrepâncias regionais”.

Emboaba também destaca o valor do combustível aéreo, que acaba sobretaxando o frete, como entrave para a manutenção do crescimento da atividade. “O valor do combustível acaba onerando o frete. Cada estado aplica uma alíquota e acaba inibindo o mercado. No transporte de carga, a alíquota gira em torno de 18,5%. Isso traz um aumento de até 20% no frete” conclui.

Terminais – Segundo dados da ABEAR, no aeroporto de Viracopos, segundo terminal de cargas mais importante do país, o valor dos itens transportados subiu 17% entre 2016 e 2017. Já o volume cresceu 11%. O terminal foi eleito o melhor aeroporto de carga do mundo na categoria até 400 mil toneladas movimentadas por ano pela Air Cargo World, uma das principais publicações do setor.

Um dos motivos dessa alta é a falta de aeroportos regionais que possam pulverizar o transporte aéreo, afirma o gerente comercial do terminal de cargas do aeroporto de Viracopos, Jorge Lobarinhas. “Precisamos ter aeroportos regionais para gerar capilaridade. Se tivéssemos uma quantidade maior de hub, isso facilitaria as transferências para as demais áreas do país e tornaria o frete mais atraente e competitivo”.

Lobarinhas ainda frisa que a insegurança em relação ao roubo de cargas nas rodovias brasileiras contribui para o aumento da demanda aérea devido ao valor da carga e aos custos do transporte terrestre. “Além do risco, existe a necessidade de agilizar o estoque para trazer giro às empresas. Quando roubam uma carga, automaticamente se cria um concorrente no mercado paralelo. Além do produto, o empresário perde espaço no mercado”, finaliza.

Segurança – No entanto, o roubo de cargas também chegou aos aeroportos. No último dia 15, um carregamento de celulares foi roubado de um terminal de cargas do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A ação foi filmada pelo circuito interno de câmeras. O prejuízo estimado é de US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 3,4 milhões.

Em março, um grupo armado invadiu a pista do aeroporto de Viracopos e roubaram US$ 5 milhões (R$ 16 milhões) em espécie que estavam dentro de uma aeronave que seguiria para Frankfurt, na Alemanha.

Com informações da Agência CNT de Notícias