Indústria cresce na esteira dos setores cosmético e farmacêutico e abre 500 vagas em S. Bernardo

Especializada na produção de frascos de vidro para as indústrias cosmética e farmacêutica, além de pratos e copos, a Wheaton do Brasil, em São Bernardo, abriu 500 postos de trabalho por conta de expansão e aumento da capacidade de produção. O impulso tem como base a compra de empresa do ramo. Do total de postos, cerca de 200 estão em aberto.

A Wheaton, que detém 80% de participação no mercado nacional, mantém cerca de 2.800 funcionários, mas deve chegar 3.000 até junho. A ampliação na fábrica é resultado de investimento de R$ 40 milhões, utilizados na modernização e restauração de um forno. Atualmente, são quatro equipamentos de fusão e 24 linhas de produção na planta localizada na Vila Euro, na região do bairro Assunção.

As novas vagas são resultado da compra da Verescense do Brasil, empresa de origem francesa, em março, que concentrava suas operações no bairro Água Branca, na Capital. A incorporação, que não teve o valor divulgado, levou cerca de 100 funcionários para a planta de São Bernardo, além de gerar mais 200 contratações, que já foram feitas.

De acordo com o diretor comercial Renato Massara Júnior, a prioridade para o preenchimento das 200 vagas em aberto é para moradores de São Bernardo. “Uma parte destas vagas, cerca de 30%, é para cargos técnicos e administrativos.

Aproximadamente 70% não precisam de especialização, já que devem ser direcionadas para atuação nas linhas de produção de decoração dos frascos e para empacotar os vidros”, afirmou. Segundo ele, a média salarial depende do cargo a ser preenchido.

A produção da planta alcança média de 1 bilhão de peças por ano, com 80% da capacidade instalada, que antes da aquisição da Verescence era 70%. Além disso, a expectativa é a de que o faturamento da Wheaton salte dos R$ 600 milhões anuais para R$ 1 bilhão.

Outro investimento já em curso, na ordem de R$ 12 milhões, é a construção de CD (Centro de Distribuição) que deve funcionar a partir de setembro. Também há planos para instalação de um novo forno nos próximos três anos. O faturamento das exportações deve crescer de 8% para 15%. A empresa mantém clientes como Avon, Natura e O Boticário, entre outros, na parte de cosméticos.

Também é especializada em frascos para penicilina e fabrica copos e pratos. A planta de São Bernardo foi fundada em 1961.

Os interessados nas vagas de emprego devem acessar o site http://www.wheatonbrasil.com.br/ e se cadastrar na aba Trabalhe Conosco. 

Com informações: Diário do Grande ABC

RIOgaleão Cargo disponibiliza índices de performance aos operadores de carga aérea

Quem tiver interesse em acompanhar sua performance com índices diversos, poderá acessar ao Portal do RIOgaleão Cargo, neste atalho: http://www.riogaleaocargo.com/performance/ .

Na página, além de dados estatísticos da carga aérea, o usuário encontrará “tempo de encerramento de voo”, “tempo médio de liberação por canais de parametrização” e “Ranking de Eficiência”, este último, por sinal, foi motivo de notícia na semana que passou, em função da divulgação dos operadores mais eficientes.

Premiação movimentou Operadores – Na semana passada o RIOgaleão Cargo realizou segunda edição do prêmio do Programa de Eficiência Logística, evento que tem como objetivo destacar as empresas com melhor atuação e desempenho no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim. O local escolhido para sediar a premiação deste ano foi o Museu do Amanhã, localizado na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

O Programa de Eficiência Logística apoia importadores e prestadores de serviços do Terminal de Cargas do aeroporto, para que tenham melhor performance e o menor tempo possível nos processos de importação.

O evento premiou os importadores mais eficientes em 11 categorias (automotivo/transporte rodoviário, têxtil/moda, tecnologia, linha azul, químicos, metal mecânico, farmacêutico, equipamentos e instrumentos médicos, transporte aéreo, petróleo e gás/indústria naval e diversos) e os principais agentes de cada cadeia que contribuíram para o resultado (agentes de cargas, despachantes aduaneiros e transportadores rodoviários). A avaliação é feita a partir dos resultados conquistados nos rankings mensais de desempenho de janeiro a dezembro de 2017. O índice leva em conta o monitoramento do tempo do processo logístico, desde a chegada ao terminal até a entrega ao representante.

Também foram contempladas as empresas que tiveram maior crescimento de importação e exportação, entre os anos de 2016 e 2017, e outras cinco categorias (Melhor Planta Importadora, Destaque Agente de Cargas, Destaque Despachante, Destaque Transportador Rodoviário e Destaque Cia. Aérea).

Alguns destaques – Em seu terceiro ano, o Programa de Eficiência Logística, criado pelo RIOgaleão Cargo, já trouxe mais eficiência para a performance das empresas que utilizam o aeroporto. Os segmentos petróleo & gás e farmacêutico reduziram em 21% e 12%, respectivamente, o tempo médio de permanência de cargas no terminal, o que representa uma diminuição de aproximadamente um dia. Além disso, 59 importadores também reduziram em mais de 10% seus tempos de permanência.

“Agregar valor ao cliente, desenvolver a cadeia logística e estabelecer o RIOgaleão como a porta de entrada de carga mais eficiente do País são nossos principais objetivos. Os resultados deste ano mostram que estamos no caminho certo, mas sabemos que podemos avançar ainda mais”, ressaltou Patrick Fehring, diretor do RIOgaleão Cargo.

Pelo segundo ano consecutivo, seis importantes importadores: Logicalis Brasil, Vale S/A, Carl Zeiss Vision Brasil Indústria Óptica, Mane do Brasil Indústria e Comércio LTDA, Coldmix Indústria Comércio e Representações LTDA e GE Celma estão entre as empresas premiadas.

Coordenador de Supply Chain da Logicalis, Antonio Lepiane destacou a importância da parceria com o RIOgaleão e de novos projetos para uma maior eficiência e redução de custos do setor de cargas.

“Desde o início da operação da concessão tivemos inúmeras iniciativas que contribuíram em muito para a eficiência de nossa operação no Rio de Janeiro e, hoje, consideramos o RIOgaleão um parceiro de extrema importância em nosso processo de importação. Além disso, novos projetos, como um armazém não-alfandegado, mostram claramente o intuito de atender aos anseios do mercado”, destacou ele, que também agradeceu o prêmio: “O prêmio nos incentiva a tentar ser cada vez mais rápidos, alinhando todo o processo, buscando as melhores práticas e tentando pensar diferente, para criar novas possibilidades.”

Redução de Custos em Importações de Máquinas e Equipamentos atrai atenção das indústrias em Feira

Novo momento da economia pode ser hora de investir e renovar o parque industrial. Grupo V. Santos apresentará soluções logísticas e de comércio internacional na “Mecânica 2018”

Começa nesta terça-feira, 24 de abril, MECÂNICA MANUFACTURING EXPERIENCE – Feira da Mecânica 2018. Em sua 32ª edição, o encontro traz uma proposta focada em experiências voltadas para atender aos novos desafios impostos pela chamada manufatura 4.0., com os holofotes da indústria brasileira voltados para o Expo Center Norte, local do evento.

Neste cenário, o Grupo V.Santos – empresa de soluções logísticas e de comércio exterior e que carrega mais de 20 anos de experiência no mercado – identificou uma excelente oportunidade para reforçar a sua marca, oferecendo aos demais expositores e visitantes um know-how de serviços sob medida em assessoria de importação e nacionalização.

“Iremos demonstrar nossa ferramenta de viabilidade, simulando os custos dos processos para aumentar as chances dos compradores e vendedores fecharem negócios no Brasil e no exterior. Além disso, daremos assessoria para alguns regimes aduaneiros que agregam valor aos clientes, como Ex-Tarifário, admissão temporária e incentivos fiscais, oferecendo competitividade comercial”, avalia Valdir Santos, presidente do Grupo V. Santos.

A empresa já visitou o evento em anos anteriores como membro atuante da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e Câmara de Comércio Brasil-Canadá. Este ano, participa pela primeira vez agora como expositor, exatamente para mostrar as suas ferramentas que geram praticidade e acesso rápido às informações em todas as etapas da importação e da exportação.

Um espaço do encontro trará nomes renomados do cenário nacional e internacional para debater “O futuro da indústria no Cenário Econômico-Político no Brasil”. Além deles, temas voltados para a logística e o comércio exterior também estão programados. “Iremos palestrar na “Arena de Logística da Feira” no dia 24/04, às 17hs, com o tema: “Redução de Custos em Importações de Máquinas/ Equipamentos com Ex-Tarifário” apresentada pelos nossos profissionais Norberto Noronha e Regina Affonso”, conclui Valdir Santos.

Serviço:

Feira Mecânica 2018
24 a 27 de abril
Expo Center Norte – São Paulo (SP)
Terça a Sexta: das 11h às 20h 

Dificuldades nas entregas urbanas aumentam custo do frete em até 20%

As restrições à circulação de caminhões nas principais regiões metropolitanas do país podem representar custos adicionais de até 20% no valor do frete. Em alguns municípios, transportadores passaram a incluir no custo do transporte a TDE (Taxa de Dificuldade de Entrega) e a TRT (Taxa de Restrição ao Trânsito) – esta com impactos no valor do frete de até 15%. As taxas são motivadas por fatores, como recebimento precário, que acaba gerando longas filas no abastecimento; e recebimento fora do horário comercial, que obriga os motoristas a aguardarem a liberação para a entrega da carga em locais, muitas vezes, inseguros, com riscos de roubo da mercadoria.

As informações constam do estudo “Logística Urbana – Restrições aos Caminhões?”, divulgado nessa segunda-feira (16) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). O trabalho analisa o abastecimento de sete regiões metropolitanas: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Recife (PE) e Manaus (AM). As entregas em meio urbano podem representar até 28% do custo total do transporte. As dificuldades encontradas nas cidades afetam o nível de serviço oferecido e condicionam, em última instância, o preço final dos produtos.

De acordo com a professora do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Leise Kelli de Oliveira, o custo adicional é consequência dos transtornos enfrentados nas regiões centrais. “Caminhões ficam presos nos congestionamentos e gastam mais combustível. Além disso, as condições de tráfego impactam a depreciação do veículo, e empresas arcam com encargos trabalhistas devido às restrições. Sem falar nas limitações quanto ao tamanho dos caminhões, que fazem com que o empresário tenha que adquirir uma nova frota”, observa. Ela pondera que a falta de vagas para carga e descarga faz com que os motoristas estacionem de forma irregular e levem multas, o que também gera impactos no custo do transporte. “O preço dos produtos poderia ser menor se não fossem todas essas variáveis”, acredita.

Para o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, “a falta de planejamento e de participação do setor transportador na definição das regras de circulação nas cidades também acaba gerando distorções nos valores do transporte”.

Outros pontos levantados pelo estudo da Confederação para o acréscimo do custo são: carência de dados e de estudos para embasar políticas públicas em áreas urbanas, baixa prioridade dos planos de mobilidade nos municípios para atender as demandas do transporte de cargas, falta de divulgação das regras de cada local e baixo investimento em obras de infraestrutura, principalmente em anéis viários.

Fonte: Agência CNT

Exportações brasileiras crescem acima da média mundial

Segundo a OMC, Brasil teve o 6º maior crescimento das vendas externas entre os trinta principais exportadores mundiais 

O Brasil ampliou seu percentual de participação nas exportações mundiais em 2017. O dado integra o relatório “Trade and Statistics Outlook” divulgado hoje pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O documento aponta que o comércio mundial apresentou o maior crescimento em volume em seis anos, ao registrar uma expansão de 4,7%, no ano passado. Em valor, as exportações mundiais aumentaram 10,6%.

O Brasil registrou aumento acima da média mundial. As exportações brasileiras, cresceram 17,5 % em valor, em 2017, depois de cinco anos de quedas consecutivas. O resultado levou à ampliação da participação brasileira nas vendas mundiais para 1,23% do total – contra 1,16% em 2016. O índice de 2017 para o Brasil é o maior desde 2013, quando chegou a 1,28%.

O relatório também mostra que o crescimento das vendas brasileiras ao exterior, no período, foi o 6º mais expressivo entre os trinta maiores exportadores – na frente de países como Estados Unidos, China, Alemanha, México e Índia.

Para o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, o bom resultado do Brasil reflete “o crescimento da demanda mundial, que aqueceu o apetite por produtos nos quais o Brasil é competitivo”.

O secretário também atribuiu o resultado a outros fatores como a safra agrícola recorde, o crescimento da produção de petróleo o desempenho favorável das exportações de bens manufaturados, como do setor automotivo. Em 2017, a indústria brasileira bateu recorde histórico ao exportar 791 mil automóveis e veículos de cargas para 83 países diferentes. Um crescimento de 40% em relação a 2016, com destaque para os países com os quais o Brasil firmou acordos automotivos como Argentina (com aumento de 43% frente a 2016); México (+70%); Chile (+98%); Uruguai (+59%); e Colômbia (+50%). 

Palavra do ministro – Para o ministro Marcos Jorge, com as medidas que estão em andamento, como a agenda de acordos comerciais e a Implementação do Portal Único de Comércio Exterior, que reduz em 40% os prazos de exportação e importação, a expectativa do MDIC é a de resultados cada vez melhores para as exportações brasileiras.

“É consenso que o comércio exterior desponta como um dos principais motores a impulsionar o crescimento da nossa economia. Uma maior integração do Brasil com o mundo virá da implementação de medidas de maior inserção internacional e facilitação de comércio, da busca por melhor e maior acesso a mercados estrangeiros para nossos produtos, serviços e investimentos”, avalia o ministro.

Apenas com a implementação do Novo Processo de Exportações do Portal Único, realizada em 2017 – e que simplificou os trâmites para as vendas externas, eliminando documentos, etapas e exigências governamentais –  são beneficiadas diretamente 5 milhões de operações anuais de mais de 255 mil empresas brasileiras.