Rota regular para o Paraguai é opção para o cone sul partindo de Viracopos

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), ganhou uma nova rota internacional a partir de hoje (17/01). A empresa aérea Amaszonas del Paraguay, parte do Grupo Amaszonas, terá um voo diário de Campinas para Assunção, no Paraguai, em um jato Bombardier CRJ 200, com capacidade para 50 lugares.

O voo inaugural chegou hoje à tarde ao Aeroporto de Viracopos com executivos da empresa e convidados, vindos do Paraguai. O primeiro voo de Viracopos para Assunção decola nesta quinta-feira (18/01), às 16h20.

O novo destino interligará Viracopos ao hub da Amaszonas, em Assunção, no Paraguai, onde a empresa oferece dois voos diários para a Cidade del Este (PAR), Buenos Aires-Aeroparque (ARG) e Montevidéu (URU) e três vezes por semana para Salta (ARG) e para Iquique (CHI). A empresa também opera voos diários para Santa Cruz de la Sierra (BOL), onde é possível conectar-se com outros destinos do grupo, como La Paz, Cochabamba, Sucre e Uyuni.

Esta nova rota facilitará a viagem de turistas e empresários de Campinas e de todo o interior de São Paulo para os países vizinhos. Hoje, pela falta de opção de voos diretos, esses passageiros têm que viajar duas horas até o aeroporto mais próximo, na capital paulista.

“Não faz sentido viajar uma hora e meia ou duas horas de carro de Campinas até São Paulo para embarcar para Assunção, Montevidéu ou Buenos Aires, por exemplo, quando uma viagem de avião de Viracopos duraria praticamente o mesmo tempo. Viracopos possui sua própria área de influência, são 3,3 milhões de passageiros em potencial da Região Metropolitana de Campinas e quase 10 milhões de pessoas que vivem num raio de distância de 80km do aeroporto, é uma demanda reprimida significativa”, disse a gerente de Linhas Aéreas de Viracopos, Graziella Delicato.

A recuperação da economia já desperta maior interesse das empresas aéreas pela região, o que ajuda o aeroporto na captação de novos voos e vai de encontro com a estratégia de Viracopos de expansão e fortalecimento da conectividade com a América do Sul. “Estamos abertos a todas as empresas aéreas que queiram voar a partir de Viracopos e oferecemos condições especiais para os destinos ainda não atendidos. Temos em curso outras negociações de destinos para a América do Sul”, completou a gerente.

A nova rota se soma aos demais destinos internacionais de Viracopos, sendo todos diários: Orlando (EUA), Fort Lauderdale (EUA) e Lisboa (POR). Além destes voos, Viracopos negocia para ganhar mais voos para destinos internacionais neste ano.

Ano inicia e roubos de carga permanecem no Rio de Janeiro

Os roubos de carga não dão trégua e vêm causando grandes prejuízos para a população e para o estado do Rio de Janeiro. Quadrilhas especializadas neste tipo de crime atacam motoristas a qualquer hora do dia e deixam comunidades sitiadas. Em média, são 23 casos por dia no estado – praticamente um a cada hora.

Só nos primeiros 12 dias deste ano, o Rio de Janeiro teve 281 roubos de carga. Desde 2013, o número de ocorrências não para de subir. Em 2017, até novembro, foram mais de 9,4 mil roubos – um aumento de 10,5%.

A polícia já sabe que os roubos de cargas se tornaram um braço financeiro do tráfico de drogas em várias favelas do Rio.

De acordo com a Fetranscarga, os produtos mais visados pelos ladrões são alimentos, bebidas, medicamentos, produtos farmacêuticos, eletroeletrônicos e autopeças. Este tipo de crime virou um grave problema econômico para o estado.

O economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), pesquisou os impactos nos preços de alguns produtos vendidos no comércio e constatou uma espécie de “taxa do crime”. Segundo ele, o consumidor final acaba pagando mais caro pelo aumento dos custos com seguro, equipes de segurança e cobertura de prejuízos de assaltos.

“O consumidor do estado do Rio estaria enxergando nos supermercados, nas lojas de vestuário, nas lojas de eletrodomésticos e até no comércio eletrônico, preços mais baixos se o roubo de carga no estado não tivesse subido tanto”, afirmou o economista.

Sem os roubos, conforme o levantamento da CNC, a cenoura poderia ficar 4,4% mais barata e a pescada, 2,3%. Na gasolina e no gás de cozinha, a queda seria de 1,6 %. Esses índices podem até parecer pequenos, mas como atingem vários ítens de toda a cadeia de distribuição o prejuízo é enorme. Foram mais de R$ 2 bilhões nos últimos seis anos.

O peso dos roubos de carga sobre os preços praticamente empata com a influência da variação cambial do dólar, conforme enfatizou o economista Fábio Bentes, da CNC.

“É um peso relevante de cerca de 6% da variação dos preços dos produtos que o comércio vende no Rio de Janeiro e que pode ser atribuído ao aumento do roubo de cargas”, ressaltou.

Basta uma conversa rápida com qualquer caminhoneiro para ver que o medo é companheiro constante da boleia, quando a viagem é para o Rio. E é esse sentimento que tem obrigado os caminhoneiros a adotar medidas extremas. Desde evitar trazer certas cargas, por exemplo, até deixar de viajar para o Rio.

Na sexta-feira passada, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, se reuniu com quatro ministros e comandantes das Forças Armadas pra discutir medidas de combate à onda de violência no estado. Foi assinado um acordo com metas. O governo federal prometeu ajudar no patrulhamento das estradas, mas nenhuma outra ação imediata foi divulgada.

 

Com informações: G1

Faturamento da indústria de farmacêuticos subiu 11,7% em 2017

O faturamento da indústria de farmacêuticos subiu 11,7% no ano passado e chegou a quase R$ 57 bilhões, segundo dados do Sindusfarma (sindicato do setor).

A alta é maior que a do número de remédios consumidos, que cresceu 5,7%. “A indústria tem tido um desempenho descolado do resto da economia”, afirma Nelson Mussolini, presidente-executivo da entidade.

O número foi positivo, mas nos últimos três meses houve uma desaceleração, especialmente porque a quantidade de fármacos passou a crescer a taxas menores, diz.

Se a reforma da previdência for aprovada e o dólar não subir excessivamente, esse ano deve ter um desempenho parecido, ele estima. Isso não significa, no entanto, que haverá investimentos em capacidade produtiva. “A maioria das empresas hoje trabalha com dois turnos e pode adicionar um terceiro antes de fazer aportes”, conclui Mussolini.

Fonte: Protec

 

 

 

Brasil pode mais que dobrar capacidade em usinas solares em 2018

O Brasil pode mais do que dobrar a capacidade instalada em grandes usinas de geração de energia solar neste ano, apontou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relatório na última terça-feira(16).

O órgão regulador estima que até 1 gigawatt em novas centrais fotovoltaicas podem ser concluídas neste ano, mais do que os 935 megawatts em projetos de grande porte já em operação no país atualmente.

Os números mostram o enorme potencial de avanço da energia solar no Brasil. O país, que sempre apostou suas fichas em grandes hidrelétricas, começou a realizar licitações públicas para viabilizar projetos solares apenas em 2014– e a fonte ainda representa menos de 1 por cento de sua capacidade instalada de geração.

Segundo o relatório da Aneel, assinado pela área de fiscalização da agência, cerca de 781 megawatts dos empreendimentos solares previstos para 2018 têm alta probabilidade de serem concluídos no prazo.

Outros 231 megawatts previstos são apontados como com “viabilidade média” para implementação nesse horizonte.

De acordo com o documento, as usinas com alta viabilidade são as que já possuem todas licenças ambientais e obras em andamento, enquanto as de média viabilidade ainda não iniciaram a construção ou não concluíram o licenciamento.

A Reuters publicou no início de janeiro que o Brasil fechou 2017 com pouco mais de 1 gigawatt em usinas solares, dos quais 935 megawatts em projetos de grande porte e cerca de 164 megawatts em geração distribuída– geralmente placas fotovoltaicas instaladas em telhados de indústrias, residências ou comércios.

O relatório da Aneel divulgado nesta terça-feira aponta ainda 100 megawatts em projetos de usinas solares vistos como problemáticos, com “baixa viabilidade”.

Segundo o documento, já há processos em andamento na Aneel para revogação da autorização desses empreendimentos.

O baixo volume de projetos com problemas para sair do papel vem após um leilão inédito em agosto passado oferecer a investidores a oportunidade de pagar prêmios em troca de desistir sem multas de seus empreendimentos. Na ocasião, nove usinas fotovoltaicas tiveram os contratos cancelados.

Fonte: EXAME

 

Movimentos dos principais portos e aeroportos brasileiros apontam sinais positivos para 2018. Banco Mundial prevê crescimento da economia em 2%

Farneze Presidente SINDASPAo analisar perspectivas para o ano que se inicia, SINDASP afirma: “retomada do crescimento do Brasil passa pelas mãos dos Despachantes Aduaneiros”

A economia global deve expandir 3,1% em 2018 contra 3% no ano passado, no primeiro ano desde a Grande Recessão de 2008 em que se aproxima ou alcança o potencial de crescimento, disse o Banco Mundial na última quarta-feira (10), através de seu relatório “Perspectivas Econômicas Globais de Janeiro de 2018”. Para o Brasil a projeção é de expansão de 2% neste ano, indo a 2,3% em 2019 e 2,5% em 2020. A retomada ocorre após fortes quedas de 3,8% e 3,6% em 2015 e 2016, respectivamente.

Na avaliação de Marcos Farneze, Presidente do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, a máxima de que essa retomada está atrelada ao comércio exterior – pois o setor externo é parte imprescindível de uma estratégia consistente de desenvolvimento econômico a médio e longo prazos – vai mais além, e extrapola uma macro visão das atividades. “Sem dúvidas a recuperação do Brasil passa pelo comércio exterior. Mas, ninguém disse ainda que a retomada do crescimento do Brasil passa pelas mãos dos Despachantes Aduaneiros, responsáveis por 97% do desembaraço das cargas de importação e exportação no País”, lembra Farneze.

O Despachante Aduaneiro está na ponta da linha e é definido como pessoa física e autônoma, não podendo ser jurídica, o que atesta a importância desse profissional. Para esse avanço, a categoria monitora as recentes movimentações nos principais agentes intervenientes – como o movimento grevista da Receita Federal – e também nos Portos e nos Aeroportos do Brasil. Com isso, traça um panorama otimista para 2018, qual seja: em um balanço positivo dos principais centros cargueiros do País(abaixo em últimos números oficiais divulgados), a resposta é nítida para o momento de virada:

 

PORTO DE SANTOS –  A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) encerrou o ano de 2017 com a certeza de mais um recorde histórico de movimentação de cargas. A expectativa é chegar (em números oficiais futuros) a 129.176.497 toneladas, suplantando em 13,5% a movimentação e 2016 (113.815.752 t) e em 7,7% a de 2015, maior movimentação anual até então registrada (119.931.880 t). Para 2018, a projeção da Autoridade Portuária aponta para 133.325.897 t, um crescimento em torno de 3,2% sobre a movimentação esperada em 2017.

 

PORTO DE PARANAGUÁ – O Porto de Paranaguá atingiu no início de dezembro a marca de 48,086 milhões de toneladas de produtos exportados. É a maior movimentação de cargas do porto paranaense em toda a sua história. Até então o recorde era de 2013, quando foram movimentadas 46,168 milhões de toneladas em 12 meses.

 

AEROPORTO DE VIRACOPOS – Já em Campinas, no Balanço divulgado nesta quarta-feira (10/01) pela Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o terminal, aponta que a movimentação de mercadorias cresceu 20,95% no ano passado. O volume subiu de 164.429 toneladas para 198.876 toneladas. O resultado foi o melhor desde 2014.

 

AEROPORTO DE GUARULHOS – Os terminais de carga do Aeroporto Internacional de São Paulo nunca estiveram tão cheios em 2017. Em números recordes mensais, desde o início do ano passado, o aeroporto recebeu, em outubro de 2017, 25.735 toneladas de importação e exportação, em sua última divulgação oficial, a maior no período.

“O País está iniciando esta retomada pelo seu próprio potencial de desenvolvimento e acompanhando o comércio internacional, sem esperar o poder público ou políticas para crescimento da economia”, conclui Farneze.