Carga aérea internacional em Viracopos cresce 21% no ano de 2017

viracopos novissimaTerminal retoma movimento próximo aos patamares antes da crise. ABV anuncia Viracopos como 1º do país a obter a certificação ISO 9001:2015 para cargas e passageiros

Depois de sentir a queda das atividades no segmento de cargas em 2016, e ainda perder 1 milhão de passageiros por conta da crise econômica, o Aeroporto Internacional de Viracopos viveu dias melhores em 2017. Balanço divulgado nesta quarta-feira (10) pela Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o terminal, aponta que a movimentação de mercadorias cresceu 20,95% no ano passado. O volume subiu de 164.429 toneladas para 198.876 toneladas. O resultado foi o melhor desde 2014. O segmento de cargas representa 60% do faturamento da empresa.

Os dados mostram que aumentou o fluxo tanto nas cargas internacionais quanto nos produtos que transitaram no mercado doméstico. No levantamento anual, as mercadorias que chegaram de outros países e as que foram para o Exterior somaram 195.397 toneladas. O crescimento foi de 20,64% em relação às 161.961 toneladas de 2016. A quantidade de cargas domésticas cresceu 40,95%, passando de 2.468 toneladas para 3.479 toneladas. A mala direta postal internacional teve alta de 11,05%. A quantidade de cargas transportadas subiu de 4.894 toneladas para 5.435 toneladas.

O diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota, afirmou que os números reforçam a retomada da economia brasileira e melhoraram a geração de caixa do aeroporto. “As cargas representam 60% das nossas receitas. Em 2017, sentimos uma melhora na movimentação de cargas. O desempenho do ano passado foi um bom sinal e traz perspectivas muito positivas para 2018”, disse.

Ele ressaltou que nas importações houve um crescimento nos bens para a produção da indústria de base, principalmente a metalmecânica e a automotiva. Mota destacou que “o fato indica uma retomada das fábricas”. Ele reforçou que a indústria de base vem recuperando o volume de produção. “As empresas estão comprando insumos para as linhas de produção. Os dados mostram um sinal de recuperação”, comentou.

Nas exportações, o diretor de Operações de Viracopos disse que houve um crescimento significativo das vendas de produtos para outros países. Segundo Mota, nos últimos dois meses de 2017 muitas cargas que seriam despachadas pelo Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, acabaram saindo por Campinas. O executivo comentou que aconteceu um gargalo no terminal da região metropolitana de São Paulo e parte das cargas foi deslocada para Viracopos. “Mas ainda não temos uma informação precisa de quanto foi esse impacto.”

Mota disse que a elevação do fluxo de cargas internas também é um sinal de retomada. Ele salientou que muitas mercadorias que estavam sendo despachadas pelo modal terrestre migraram para as aeronaves. “Com o aquecimento da economia, o trânsito de mercadorias no setor doméstico também subiu. As empresas querem agilidade e buscam minimizar os riscos de segurança na hora do despacho de cargas, principalmente na área de alta tecnologia”, afirmou.

O diretor de Operações afirmou que no começo do ano passado a capacidade ocupada era de 50%. Atualmente, está entre 70% e 80%. “Temos uma margem para elevar as cargas com capacidade de 20% a 30% ainda para ser ocupada. O cenário para este ano é positivo. A tendência é de manter um crescimento constante”, comentou Mota.

 

Segmentos – De acordo com dados da ABV, os segmentos que mais apresentaram crescimento nas importações foram calçados e bolsas (184%), equipamentos e instrumentos médicos (63%), farmacêuticos (56%), metalmecânico (46%) e químicos (75%). Nas exportações, os campeões foram farmacêuticos (106%) e transporte duas rodas (78%).

O diretor regional do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Campinas, Elson Isayama, afirmou que foi registrado um fluxo maior de mercadorias circulando em Viracopos nos quatro últimos meses do ano. “Ainda estamos longe da movimentação de carga que tínhamos há quatro ou cinco anos, mas o cenário melhorou em 2017. A tendência é que o crescimento previsto para a economia em 2018 mantenha a balança comercial em elevação neste ano”, disse.

Outra novidade foi que o Aeroporto Internacional de Viracopos obteve mais uma importante conquista que assegura ainda mais a qualidade da prestação de serviços aos clientes.

Viracopos é o primeiro aeroporto concedido do país a obter a certificação ISO 9001, em sua nova versão 2015, para os dois terminais do complexo aeroportuário: de Carga e de Passageiros.

O aeroporto foi certificado para o escopo: “Gestão da infraestrutura e serviços aeroportuários para a logística de carga e embarque e desembarque de passageiros”.

O Terminal de Cargas já é certificado desde 2013, tendo este ano sua primeira renovação na versão 2015.

A ISO 9001 é um conjunto de normas sobre gestão da qualidade e pode ser aplicada a empresas, produtos e serviços, auxiliando no aumento de sua eficiência e satisfação do cliente.

As normas ISO são avaliadas a cada cinco anos a fim de serem atualizadas e manterem-se relevantes para o mercado.

Para o diretor-presidente de Viracopos, Gustavo Müssnich, essa importante certificação demonstra o empenho de todos os colaboradores do aeroporto. “É importante destacar que estes resultados são fruto de gestão empresarial focada no esforço permanente para melhorar os serviços oferecidos aos nossos clientes”, disse.

“Criamos uma política de análise da pesquisa de passageiros e essa se tornou a principal ferramenta desta evolução na qual o passageiro é o foco das nossas atenções”, concluiu o presidente.

 

NOTA DA REDAÇÃO: ELSON ISAYAMA é atualmente Vice Presidente do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, diferente do informado no trecho da matéria do Correio Popular (transcrito acima), que afirma que ele é o diretor regional do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Campinas.

Com informações do Correio Popular

 

ANVISA simplifica Norma em processo de importação

Os procedimentos para importação de produtos sujeitos à vigilância sanitária foram simplificados. A Anvisa publicou nesta segunda-feira (8/1) a resolução RDC 208/2018 que eliminou algumas exigências da norma anterior.

A medida simplifica alguns procedimentos e deve ter um impacto positivo no custo de armazenagem das empresas que trazer produtos relacionado à saúde para o Brasil.

De acordo com o diretor de Controle e Monitoramento Sanitários, Willian Dib, a RDC 208 retirou das exigências documentos que as empresas só conseguiam depois que as cargas chegavam ao país, o que gerava custos com armazenagem, encarecendo o preço final dos produtos.

Segundo Dib o foco é atuar baseado no risco “A simplificação do processo referente a licenças de importação é mais uma iniciativa da Anvisa que visa racionalizar sua atuação e focar nos produtos com maior risco.”

A Agência também está abrindo uma consulta pública sobre o gerenciamento de risco sanitário aplicado às atividades de controle e fiscalização na importação de bens e produtos sob vigilância sanitária

Confira as principais mudanças da RDC 208/2018:

 

Alterações – Alterado o prazo de cumprimento de exigência para 30 dias. Alterado capítulo de rotulagem que agora diferencia as informações segundo a classe de produtos.

 

Revogações – Vinculação de NCM a determinado procedimento.

Todos os dispositivos que determinavam a análise do processo no local do desembaraço do produto.

Todos os dispositivos que requeriam a autenticação e reconhecimento de firma.

Exigência de registrar nas observações da LI os dados de AFE e registro do produto, que passam a integrar o formulário eletrônico de petição.

Exigência de declaração de lote, pois essa informação consta no formulário eletrônico de petição.

Exigências de autorização de embarque, agora restritas a procedimento 1 que incluiu a lista C3.

Exigência de comunicação de Entreposto Aduaneiro.

Exigência de licenciamento de cabelo e vestuário.

Exigências de GRU, assinatura de responsável técnico, autorização de acesso, declaração de lotes, procuração e documento de averbação emitido pelo recinto alfandegado que comprovem a presença da carga.

Exigência de certificado e laudo de análise para importação de alimentos.

 

Fonte: Protec

 

Importações em Sorocaba crescem 22,69% em 2017

A balança comercial sorocabana apresentou alta tanto nas exportações quanto nas importações no acumulado de 2017 em comparação a 2016. As exportações aumentaram 6,57%, enquanto as importações subiram 22,69%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Ao longo do ano passado, as indústrias instaladas em Sorocaba arrecadaram US$ 1,34 bilhão em produtos exportados. Maio foi o melhor mês do ano em exportações, quando a arrecadação somou US$ 124,8 milhões. Em 2016, a balança comercial sorocabana arrecadou US$ 1,25 bilhão com vendas para outros países.

Entre os principais países e blocos econômicos de destino dos produtos fabricados em Sorocaba, a Argentina ocupa o primeiro lugar entre os compradores. O país vizinho importou US$ 657,4 milhões em mercadorias produzidas na cidade, o que representa um aumento de 45% em relação ao acumulado de 2016 nas transações entre os dois países.

Para os Estados Unidos, que estão em segundo lugar, Sorocaba exportou US$ 117,7 milhões. Em 2016 as transações com os norte-americanos tinham sido 54% maiores, quando o país chegou a importar US$ 259,1 milhões. Em seguida vem a Alemanha, com US$ 110,3 milhões, e depois o Peru, que importou US$ 61,7 milhões em produtos da indústria sorocabana. As exportações para esse país tiveram aumento de 101,7% em comparação a 2016.

A maior parte das exportações sorocabanas foi de bens de capital (42,26%), seguida pelos bens de consumo (31,18%) e bens intermediários (26,56%). Entre os produtos que mais foram exportados, segundo os dados da balança comercial, estão os automóveis, que fizeram com que as indústrias sorocabanas arrecadassem US$ 388,5 milhões, representando 28,96% do total exportado. Em seguida vem peças e acessórios de veículos (11,48%) e depois máquinas e aparelhos agrícolas (8,81%).

As importações realizadas ao longo de 2017 em Sorocaba, segundo os dados divulgados, somam US$ 2,1 bilhões. No ano anterior o valor tinha sido de US$ 1,7 bilhão. O saldo da balança comercial no ano passado foi negativo em US$ 836 milhões. Por ser um cidade industrial, as importações de Sorocaba costumam ser maiores que as exportações. Componentes e insumos são comprados do exterior e os produtos são vendidos no mercado interno ou exportados. Também são importados equipamentos e máquinas para a própria indústria.

Em 2017 o mês que a cidade mais fez compras no exterior foi outubro, com US$ 169,4 milhões. O país que mais exporta para Sorocaba é a China, responsável por US$ 740,1 milhões (33,9%) do total destinado à importação pelo município. Em seguida vem Alemanha (12,45%), Japão (9,99%), Estados Unidos (8,21%) e Malásia (4,59%).

 

Diretor do Ciesp vê sinal de recuperação – O crescimento nas importações e nas exportações de Sorocaba são bons sinais de recuperação da economia, diz o diretor do Ciesp Sorocaba, Erly Domingues de Syllos. O resultado de elevação em 22% nas importações, aponta ele, evidencia a compra fora do País de produtos que são incorporados no setor de manufatura, ou seja, importa-se mais, a produção aumenta e em muitos casos isso se reverte em exportação.

Syllos afirma que no último trimestre de 2017 foi possível observar uma melhoria tímida no mercado, e esse crescimento gradual deve ser mantido. “Assim ocorre a retomada de geração de emprego e o País ganha força econômica.” Segundo o diretor do Ciesp Sorocaba, a região é muito forte no mercado automotivo e cerca de 30% dos automóveis fabricados na cidade são exportados para países da América do Sul, principalmente Argentina.

A estabilidade do câmbio também é outro fator favorável para o comércio exterior, aponta Syllos. “A inflação está controlada, o câmbio estável, a taxa Selic foi reduzida e isso deve aquecer a economia. Será uma retomada lenta, mas gradativa”, acredita.

Para que as exportações decolem, destaca Syllos, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. Segundo ele, a China é um exemplo a ser seguido, pois dominou a exportação incentivando desde microeempreendedores até as grandes empresas a se lançarem no mercado internacional. “O custo no Brasil com a carga tributária é muito alta e por isso as exportações ainda são tímidas. O nosso produto acaba sendo mais caro para ser colocado no comércio exterior”, afirma.

Fonte:  Jornal Cruzeiro do Sul

Os números do mercado automotivo, que em 2017 voltou a acelerar

Depois de ver os números caírem por 4 anos seguidos, o mercado automotivo voltou a acelerar.  Em 2017, as vendas de carros novos cresceram quase 10% em relação ao ano anterior, chegando a mais de 1,8 milhão de emplacamentos, segundo a Fenabrave.

Ao somar todos os veículos, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e máquinas agrícolas, o número chega a 3,2 milhões de unidades 0 km vendidas em 2017, aumento de 1,33%.

Vale lembrar que, depois de anos de queda, as vendas chegaram ao menor nível desde 2006 e, portanto, a base de comparação é pequena.

Entre os automóveis, um se destaca. O Ônix, da GM, manteve a liderança das vendas durante todo o ano, bem distante do segundo lugar, o HB20, da Hyundai – a diferença é de quase 83 mil unidades.

Fonte: EXAME

 

Produção industrial em SP sobe 0,7% em novembro, acima da média do País, diz IBGE

A produção industrial em São Paulo subiu 0,7% em novembro ante outubro, acima da média do País no mesmo mês, que foi de 0,2% na mesma comparação, e 7,1% contra igual mês de 2016. A informação foi dada na manhã desta quinta-feira, dia 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o Estado de São Paulo acumula alta de 3% e nos últimos doze meses terminados em novembro, de 2,7%. De acordo com o IBGE, o resultado positivo foi influenciado pela expansão na fabricação de bens de capital, em especial aqueles voltados para o setor de transportes, para construção e agrícola.

Fonte: IstoÉ